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Ética cristã e sexualidade

As mais graves questões do momento presente, que se destacam dentro da Ética,  e  no   seu  aspecto  mais  particular  que  é  a  Bioética,   dizem respeito à genitalidade não humanizada.

A   atual   sociedade   brasileira,    incentivada   por   autoridades  publicas irresponsáveis e pela mídia consumista, vem, adotando em seu comportamento, o uso cada vez mais precoce e imprevidente, da genitalidade, uma função  que para a espécie,  uma  vez  humanizada,  destina-se  aos  dois  mais  nobres  e elevados acontecimentos de nossa existencia: o amor e a criação de uma nova vida, para os quais, Deus nos predestinou.

A humanização  da  genitalidade,  que  supõe uma anterior e indispensável formação   para   o   amor,     especialmente   na    pratica   cotidiana   do   tocar amorosamente  nossos  semelhantes,   que  constitue  aquilo que entendemos por sexualidade, leva-nos a distinguir entre ato genital e ato sexual.

Desta   forma,    este    preambulo    nos    permite    fazer    uma    clara e nítida separação entre genitalidade e sexualidade, de tal forma que não se possa confundir o ato genital  do estupro,  com  o ato sexual entre conjuges, que no seu tocar verdadeiramente amoroso, dignificam seu lar e formam seus filhos para uma existencia solidária e fraterna.

Entende-se assim que,  os fatos que ocupam as paginas policiais e engordam as estatisticas médicas, são caracteristicos da genitalidade;  assim sendo, devemos usar a expressão ato genital para o estupro, incesto, no caso da prostituição, para o ato que adolescentes imaturos  realizam e mesmo entre o marido do primeiro nível, sem nenhum vínculo, e sua esposa.

Da mesma forma, há mais coerencia ao   falarmos em educação genital, realizada de forma equivocada em nossas escolas, e tambem doenças genitalmente transmissíveis, com suas graves consequencias para a saude da população e o alto custo para a economia de um país de parcos recursos como o Brasil.

Finalmente, se aplica a tudo isso, a expressão desejo genital, altamente manipulado pelos meios de comunicação. Há ainda por trás de todas essas mazelas da genitalidade não humanizada, um grave desrespeito à mulher e à criança, vitimas inocentes do macho da espécie, que teima em não se tornar civilizado.

Torna-se  claro   para  nós,  que procuramos viver dentro da Ética Cristã, que a humanização da genitalidade está vinculada a um processo mais amplo, onde todos os nossos comportamentos  se tornam  verdadeiramente  humanos;   se  a  genitalidade  não  está   humanizada, nenhum outro tipo de comportamento o estará. Entende-se deste modo porque hoje a sociedade brasileira é uma das mais violentas do mundo, e que somado este fato ao crescente consumo de drogas e a notória corrupção pública, coloca-nos diante de um nebuloso futuro.

A  discriminalização  do  aborto,  o  uso de celulas tronco embrionárias, a pílula do dia seguinte,  a  gravidez  na  adolescencia   e o crescentre aumento das DGTs. são temas que cabem unicamente no capítulo da genitalidade. Humanizada esta, essas questões,  que têm proporcionado grande sofrimento, especialmente às mulheres,  certamente  desaparecerão.  Só  assim  poderemos  realizar  o   grande  projeto  de  Deus,   onde  todos  os  seres  humanizados  poderão  construir  uma verdadeira  sociedade  fraterna  e solidária.  Esta  é  e será sempre a luta da Igreja Católica. Só assim  estaremos praticando a Ética do Evangelho.

Dr. Eurico Alonço Malagodi

Autor do livro: “Mulher, o ultimo elo”

Fonte: Instituto Diocesano Bioética

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