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A bíblia dos psiquiatras

No seguimento do pos anterior, há que contar a estória da evolução da APA (Associação Americana de Psiquiatria) desde meados dos anos 60 do século passado, para entendermos como é que possível que a ciência seja manipulada pela política com consequências catastróficas para a sociedade. A APA publica regularmente desde 1952, uma espécie de manual das doenças mentais, que tem a designação genérica de DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders).

adsmO DSM é a bíblia dos psiquiatras. Se na próxima edição do DSM que está prevista sair lá para 2012, a APA decidir que a pedofilia é uma virtude e não uma doença mental, vamos ter o Dr. Machado Vaz a defender as virtudes da pedofilia na Antena 1 da RDP (ou, em alternativa, passa à reforma).

Isto parece humor negro mas não é: em 1994, a APA publicou a quarta edição do DSM e decidiu que um determinado número de parafilias (comportamentos desviantes) deveriam ser retiradas da categoria de “parafilias”, e classificadas de “comportamentos desviantes” somente em caso de causarem alarme social ― ou seja, a quarta edição do DSM previa que a pedofilia, o exibicionismo, a necrofilia, a bestialidade, entre outras parafilias, só deveriam ser consideradas como doenças mentais se quem tivesse esse comportamento fosse “apanhado com a boca na botija” através de uma denúncia. Ora, uma doença mental não depende do facto de a pessoa que a tem ser apanhada ou não no acto desviante. Em consequência da edição de 1994 da DSM, a sociedade americana mobilizou-se e o assunto chegou ao senado dos EUA, e a APA foi obrigada a reescrever a sua bíblia.

Em 2000, a APA editou uma versão revista do DSM (DSM-IV-TR) em que a pedofilia foi mantida como doença mental. No entanto, esta edição da APA excluiu o sexo com animais do rol das doenças mentais ― “comer” uma jumenta ou uma cabra, segundo a APA, é coisa normalíssima. Segundo o argumento da APA, quando o consentimento não é necessário ― como é o caso do sexo com animais (bestialidade) ou o sexo com pessoas mortas (necrofilia) ― ou quando o consentimento é dado, como no caso do sado-masoquismo, esses comportamentos sexuais são normais. Portanto, segundo a bíblia da Associação Americana de Psiquiatria (a mesma que retirou a homossexualidade do rol das doenças mentais em 1973), comer uma cadela ou uma mula, entrar numa capela mortuária e fornicar uma pessoa morta na noite do velório, ou ter práticas sado-masoquistas, são coisas das mais normais do mundo.

O senso-comum chega a uma conclusão: a APA é, em primeiro lugar, um antro de malucos que se dedica a absolver e a justificar outros malucos. Por isso é que a homossexualidade foi retirada da lista das doenças mentais: nenhum maluco gosta de ser considerado como maluco.

O comportamento dos mentores da APA revela que a doença mental passou a ser um mito. Já não há malucos como existiam antes do assalto gay à APA a partir de 1967, que relatarei mais adiante. Pelo contrário, a existirem doidos, eles são hoje as pessoas que não têm comportamentos sexuais desviantes. As pessoas normais são consideradas “suspeitas” pela psiquiatria moderna: um indivíduo que não fornica a cadela ou a jumenta, que não “monta” cadáveres, que não toma no cu, etc., é “suspeito” porque certamente algo de muito errado se passa com ele; provavelmente é “intolerante”, ou guloso, ou comprador compulsivo. Segundo a psiquiatria moderna, uma pessoa normal tem que ser maluca.

Informações do interior da APA revelam que a edição de 2012 da bíblia dos psiquiatras incluirá os gordos como doentes mentais. Vejam só o absurdo: segundo a APA, um gay gordo (como, por exemplo, o José Carlos Malato) não é doente mental porque toma no cu ou porque eventualmente se engaje em comportamentos sado-masoquistas, mas é maluco porque é gordo…!
A “intolerância” também passará a ser uma doença mental: quem não aceitar os excessos comportamentais dos outros, passa a ser maluco. O mesmo se passa com os compradores compulsivos: passam a ser considerados doentes mentais pela APA; mas um indivíduo que se deixa chicotear com violência, gemendo de prazer, já é uma pessoa absolutamente normal! Em vez de servir a ciência, os “cientistas” da APA legitimaram algumas práticas sociais desviantes em função de pressões políticas.

É esta Associação Americana de Psiquiatria que dita quem é oficialmente maluco e quem não é. Depois do assalto violento do movimento gay americano às estruturas da APA a partir de 1967 ― que incluíram actos de violência por parte dos psiquiatras gayzistas, como o encerramento violento e compulsivo do congresso da APA de 1970.

Em 1963, a academia de medicina de Nova Iorque (New York Academy of Medicine) publicou um relatório em que consta o seguinte trecho:

“A homossexualidade é uma doença mental. Os homossexuais são indivíduos com distúrbios emocionais que não adquiriram a capacidade normal de desenvolver relações heterossexuais satisfatórias”.

Mas em 1970, a facção gayzista da APA argumenta que a Associação Americana de Psiquiatria deve mudar a sua posição sobre a homossexualidade porque ela representa “a psiquiatria como uma instituição social” (sic) “em vez de ser um corpo exclusivamente científico”.

Temos aqui a evidência da política a condicionar a ciência. Constatamos que o gayzismo nasceu de um movimento político que atacou a ciência no seu âmago. No entanto, e como escrevi no postal anterior, todos sabemos que a ciência é descritiva, e não prescritiva. As prescrições nascem de valores, e não de factos. A retirada da homossexualidade do rol das doenças mentais, por parte da APA, foi um acto de prescrição, e constitui um atentado contra a ciência.

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Fonte: Espectivas

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