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Aborto se converteu em “vírus” social, afirma ex-abortista conversa à causa pró-vida

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Abby Johnson

MADRI, 15 Dez. 11 / 10:09 am (ACI/EWTN Noticias)

A ex-diretora de uma clínica especializada em abortos no Texas (EUA) e autora do livro “UnPLANNED” (“Sem Planejar”), Abby Johnson, advertiu que o aborto se converteu em um “vírus” que se infiltrou na sociedade e animou os que financiam ou trabalham em centros que praticam abortos provocados a perceberem a “humanidade” da criança “destruída”.

Johnson, que se submeteu a dois abortos e que trabalhou durante anos em uma clínica que os realizava, recorda na obra o momento em que soube que não devia seguir com seu emprego.

A autora conta que um dia foi solicitada para praticar um aborto com ecografia e que, enquanto sujeitava a sonda e via o perfil do feto de 13 semanas, desejou não estar ali.

“Não podia imaginar até que ponto esses dez minutos sacudiriam a base sobre a qual se assentavam meus valores e terminariam mudando minha vida“, assegura no livro. Assim, relata como o médico introduziu a cânula e quando o feto a sentiu, este começou a dar chutes. Depois, conforme afirma, ligaram o modo sucção e viu “um corpo minúsculo retorcer-se violentamente”.

Johnson espera que suas lembranças toquem a consciência dos que ainda seguem trabalhando, embora advirta de que esses empregados “não são o inimigo” pois, segundo ela, são “boas pessoas que foram mal informadas” e que, na realidade, procuram o mesmo que os que opõem o aborto, quer dizer, ajudar a mulher, mas não da”melhor” forma.

“Os trabalhadores e voluntários de ambas as partes têm como objetivo ajudar a mulher e sua família e oferecer-lhe a melhor atenção”, assegurou, ao mesmo tempo que concretizou que a diferença está em que “os que apóiam o aborto a ajudam no preciso momento da crise enquanto que os pró-vida o fazem em longo prazo, olhando para o que é melhor para a mulher”.

“Dor pelo resto da vida”

Além disso, explicou que, normalmente, o aborto deixa a mulher com seqüelas de “dor, culpa e sobrecarga emocional” que, em muitos casos, podem durar “pelo resto da vida”. Do mesmo modo, assinalou que “não só a mulher sai ferida, mas junto com ela toda a família e as pessoas próximas provocando um “efeito dominó”.

Conforme indicou, antes ela mesma era defensora do lema “meu corpo, minha eleição”, mas afirma que agora percebe o efeito que seus dois abortos tiveram em sua família e lamenta que seus pais poderiam ser avós de outros dois netos se ela não tivesse escolhido abortar.

O livro traduzido ao espanhol será apresentado na Universidade CEU San Pablo de Madrid no próximo 20 de dezembro às 19:30h.

Na Espanha foram publicadas esta terça-feira as cifras dos abortos realizados durante o ano 2010. Em total, foram registrados 113.031 abortos, uma cifra que supõe 1,3 por cento a mais do que em 2009, quando mulheres 111.482 abortaram, conforme informou o Ministério de Saúde espanhol. Em cifras absolutas, o aumento foi de 1.550 abortos.

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