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Resposta ao “sacerdote” carmelita a favor do casamento Gay

No dia 13 de maio saiu na edição do Globo uma entrevista com o sacerdote Gilvander Moreira, de Minas Gerais, membro da Ordem dos Carmelitas, onde se posiciona totalmente contrário a Doutrina Católica. De início é bom esclarecermos que o sacerdote mencionado adota dupla face que estão em continua contradição.  Dupla face, pois ou ele defende o posicionamento em favor da doutrina católica – ao qual diz que nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe união entre pessoas de sexo diferente – ou defende o posicionamento em favor do STF adotando a união entre pessoas do mesmo sexo. Em continua contradição por que não se pode manter sacerdote buscando servir a Deus e, ao mesmo tempo, ter o afã de agradar o mundo.

Buscando causar confusão na mente dos católicos menos esclarecidos, o sacerdote afirma: “Vou ser reconhecido por quem é de mente mais aberta, mas vou apanhar muito dos dogmáticos e conservadores”.

Primeiramente, o sacerdote tenta ofuscar a imagem dos dogmáticos ou conservadores, tentando assim expressar o dogma como uma coisa ultrapassada e até mesmo velha, não sendo reconhecida por pessoas de mente mais aberta. Certa vez Ratzinger, quando Prefeito da Sagrada Congregação da Fé, disse que “os dogmas de nossa fé não são cadeias, ao contrário, são janelas que se abrem para a eternidade.”.

Infelizmente o sacerdote Gilvander Moreira se fechou a bem aventurança eterna, e instaurou um dogma bem mais moderno, onde as pessoas de mente “aberta” se fecham aos desígnios de Deus, e se abrem a uma ditadura onde não se reconhece nada como definitivo, tendo como critério último apenas o próprio “ego” e as suas vontades.

O sacerdote ao tratar do amor divino, diz: “Deus é amor e não discrimina e nem pune ninguém por opção ou orientação sexual.”

Primeiramente, é bom compreender que a bíblia usa três palavras relacionadas com o amor – Eros, Philia(amor de amizade), e ágape(amor incondicional). Dentre os três, o amor Ágape é muito mal empregado em nosso tempo, onde muitos se aproveitam ao ponto de afirmar que significa aceitar a tudo, grande exemplo temos o sacerdote carmelita..

“Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfie que haja falta de amor.” assim diz Vladimir Maiakovski dando a entender que o amor não é irresponsável ao ponto de aceitar tudo. Imaginemos uma criança com dor de dente, que ao saber que deve ser operada pede ao pai que não lhe deixe aos cuidados do dentista. O pai mesmo sabendo da dor a ser causada em seu filho, permite a cirurgia sabendo que logo após será restabelecida a saúde de seu filho. Semelhante é o amor de Deus, por mais que Deus ame incondicionalmente, não é capaz de aceitar qualquer vontade de seu filho, visando com que ele não perca um bem muito maior.

Portanto, não é pelo fato de Deus ser amor e não discriminar pessoas, que Ele deve estar sujeito a qualquer opção humana, pelo contrário, por Deus ser amor é que não aceita que seus filhos vivam de qualquer maneira. Deus ama o pecador mas rejeita ao pecado, é S. Ambrósio quem diz: “Pecar é comum a todos os homens, mas se arrepender-se é digno dos santos.” (Apologia David 5-6). Deus ama o homossexual, mas rejeita o homossexualismo, que é pecado grave, chamando assim ao arrependimento e mudança de vida.

Na entrevista ao Sacerdote Carmelita se vê uma ênfase ao histórico acadêmico, querendo assim passar um ar de segurança em suas colocações, como se fossem autenticas e puramente ortodoxa.  Infelizmente nos tempos atuais se tem visto em grande proporção o numero de pessoas contrarias a Igreja na qual o sacerdote carmelita é apenas mais uma.

Disse o Bem Aventurado Papa Pio IX, em 1873: “Um grande número [dentre os católicos] parecem querer caminhar de acordo com nossos inimigos, e se esforçam por estabelecer uma aliança entre a luz e as trevas, um acordo entre a justiça e a iniqüidade. […] São eles muito mais perigosos certamente e mais funestos do que os inimigos declarados.”

Vejamos os grandes Doutores da Igreja entre eles o grande Bispo e Doutor da Igreja Santo Agostinho de Hipona (354-430) que nos esclarece com categoria que os líderes heréticos são dotados de uma inteligência extraordinária: “Não penses que as heresias são fruto de mentes obtusas. É necessária uma mente brilhante para conceber e gerar uma heresia. Quanto maior o brilho da mente, maiores as suas aberrações.”

A história das heresias na vida da Igreja confirma o quanto Santo Agostinho tem razão. Os heréticos sempre foram “brilhantes” ao defender os seus erros, e por isso lograram grande êxito muitas vezes.

O Doutor Angélico Santo Tomás de Aquino (1225-1274), comentando a passagem de Evangelho de São João sobre o Bom Pastor diz a respeito do mercenário que foge diante do lobo: “fugit non mutando loco, sed subtrahendo solatium, refugiensscilicet gregis solicitudinem”, isto é, “foge, não mudando de lugar, mas retirando o auxílio e recusando sua solicitude ao rebanho”. Entenda-se, não mudando necessariamente de lugar, embora a fuga e simples seja igualmente uma atitude de mercenário, na maioria dos casos.

E o que é lobo? O lobo, diz Santo Tomás, no mesmo comentário, pode-se interpretar de três maneiras: o demônio, o herético e o tirano. Logo, ficar do lado do lobo, negar auxílio e solicitude em defender o rebanho, consiste em ficar do lado de um desses três ou dos três ao mesmo tempo. Nosso Senhor resistiu a esses três inimigos do rebanho, enfrentando o demônio no deserto e no Calvário; os fariseus, nas disputas doutrinais, afirmando e provando a sua divindade; e o tirano, no caso de Pôncio Pilatos, que preferiu o seu bem próprio a salvar Jesus Cristo das mãos das autoridades de sua época. O tirano, com efeito, é aquele que governa procurando não o bem de seus súditos, mas o seu interesse pessoal.

Os lobos (At 20, 29, os cães (Fl 3,2; Ap 22,15), falsos profetas (Mt 24,11), falsos apóstolos (2Cor 11,13-15), falsos doutores (2 Pd 2,1), sedutores malignos (2 Jo vv. 7-11) estrelas errantes e homens da luxúria (Judas vv 12-16), estes são pregadores, pastores e apóstolos de Satanás (2Cor 11,13-15), falsificadores da Palavra de Deus (2 Cor 2,17), cismáticos que não tem o Espírito Santo da comunhão (Judas v.19).

Logo, para livrar as pessoas do império do falso sistema religioso, ideologia barata, falsos mestres os verdadeiros cristãos devem estar em unidade com a Santa Igreja: UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA. Ao qual Cristo prometeu que nem as portas do inferno lhe abalariam: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Mateus 16.19

O sacerdote faz referência a Teologia da Libertação como grande alegria, se opondo a Igreja instituição, típico da Filosofia Marxista que se infiltrou na Igreja causando grande prejuízo aos seus filhos. Como o assunto é complexo abordaremos os principais erros da TL endeusado pelos teólogos da libertação.

  1. Primeiro, a TL afirma que o pobre é o lugar de Salvação e, por isso, a Salvação se dá por meio do pobre. Isso contraria gravemente os ensinamentos bíblicos e a doutrina da Igreja. Para a Bíblia e a para a Igreja o lugar da veracidade da teologia é toda a humanidade, com todos os seus grupos e segmentos sociais e, não apenas o pobre. Cristo veio para toda a humanidade e não apenas para os pobres, justamente porque “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3, 23). Jesus Cristo não é o Salvador apenas de uma classe social (o proletariado) e de um grupo social (os pobres), mas de toda a humanidade. Ele não salva apenas a vida material (comer, vestir, etc), mas salva o homem em sua totalidade (vida econômica, emocional, espiritual, estética, etc.).

  2. Segundo, em grande medida libertar o homem da pobreza significa oprimi-lo dentro de novas formas de sofrimento físico e espiritual. As populações da Europa e de outras partes do planeta que conseguiram se libertar da pobreza atualmente vivem sob o jugo de novas opressões (terrorismo, depressão, suicídio, individualismo, ditadura da mídia, morte da democracia, etc.). Jesus Cristo sabe que o libertador de hoje fatalmente é o opressor de amanhã.
  3. Terceiro, o real intuito da TL não é libertar o pobre. Se realmente a Teologia da Libertação desejasse libertar o pobre, ela não apoiaria abertamente regimes tirânicos como Cuba e a Coréia do Norte. O pobre não passa de massa de manobra dentro dos planos da TL. O que realmente ela deseja é implantar na América Latina um regime fechado nos moldes de Cuba. Na prática a Teologia da Libertação funciona como uma cabeça de ponte, ou seja, de um lado, é uma forma de idéias e doutrinas não cristãs entrarem dentro da Igreja. Entre essas doutrinas cita-se: o secularismo, o ateísmo, a defesa de um Estado totalitário e, por causa disso, a opressão de toda a população. A TL funciona como uma espécie de idiota útil, ou seja, deve legitimar o discurso opressor oriundo do totalitarismo. Sendo que essa legitimação é feita por meio da estrutura da Igreja e de uma indevida interpretação da Bíblia. Do outro lado, a Teologia da Libertação funciona, a nível latino-americano, como um grande palanque político da esquerda. Não é crime uma facção religiosa ter uma ideologia política. Muitos grupos religiosos adotam posições e idéias políticas. O grande problema é que a TL afirma defender o pobre. Na prática o que realmente ela deseja é angariar a simpatia e os votos dos pobres para a esquerda.

A Teologia da Libertação simplesmente ignora que historicamente foi a esquerda quem persegui e matou milhões de cristãos em todo o mundo. Grande parte dos sofrimentos que a Igreja sofreu nos últimos duzentos anos se deve à esquerda. A esquerda é a grande propagadora, a nível mundial, do ateísmo e de doutrinas anticristãs. Entretanto, tudo isso não interessa a TL. A Teologia da Libertação está mergulhada num mar de alienação, de totalitarismo e de doutrina marxista anticristã. O Papa Bento XVI está correto ao condenar essa facção teológica, esta praga do Egito.

CONTRA-ARGUMENTAÇÕES

1. Comentário sobre o recebimento da decisão do STF:

“Os hereges entendem sempre de forma distorcida tudo o que a Igreja faz com retidão.” (S. Gregório Magno, Moralia in Job, Libro VI, 41)

É interessante a descrição de alegria feita com tanta simpatia e aparente sentimentalismo, demonstrando a própria incapacidade de pensar nas possíveis conseqüências à Família como também a própria Igreja. Falar a sua opinião e não a separar do seu egocentrismo típico de quem espera reconhecimento e atenção, o que demonstra de certa forma uma carência de sua parte, não lhe dão o direito de falar em nome da Santa Igreja Católica em relação a assuntos tão complexos e delicados como o questionado CONVENIENTEMENTE pela presente emissora a sua pessoa.

“Em tal discussão, propõe-se muitas vezes argumentos e exprime-se posições não conformes com o ensinamento da Igreja Católica, que suscitam justa preocupação em todos aqueles que se dedicam ao ministério pastoral.” (BENTO XVI, CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ – CARTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA SOBRE O ATENDIMENTO PASTORAL DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS)

Em seu comentário sobre a “imparcialidade” do STF, fica claro a deriva de suas mesclas de interpretações paliativas e abarrotadas de conformismos relativistas, que tentam colocar essa problemática como uma simples “luta por liberdade”, quando na verdade trata-se de mais uma das várias conveniências humanas das quais a Igreja vem tentando, com amor e exortação, trazer à luz da Verdade do próprio Evangelho que Deus nos concedeu através de seu Santo Espírito, sempre presente em Sua Igreja.

Como você também coloca, é evidente que a humanidade está em constante transformação, pois nós mesmos somos marcados pela temporalidade, mas isso não significa e nunca significou – principalmente se levado em consideração os ensinamentos do próprio Cristo – que nos adaptemos isoladamente (sem Deus) conforme nossas limitadas suposições egoístas de felicidade ou de sua busca propriamente dita, pois como a própria Divina Escritura nos ensina “tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém” (Cf. 1Cor 6,12).

O que se tornou visível na verdade não foi este meio depravador (o ato homossexual) de destruição da dignidade humana, mas a tentativa de “impor” o gritante relativismo no seio da Igreja através desta triste e funesta Teologia da Libertação por você adotada. Os números por você usados para “maquiar” sua opinião, de nada valem se colocados em equiparação ao gigantesco número de famílias que hoje, enfrentando todo tipo de tentativa de desintegração, continuam a conservar em suas estruturas a verdadeira dimensão de tornar-se parte integrante e definitiva de um relacionamento íntimo com seu Criador.

O que você denomina de “hegemonia heterossexual” é um termo pejorativo que menospreza o que para a Igreja é o mandamento da lei Divina de Deus, aonde ele próprio disse ao homem “ide e procriai-vos” (Cf. Gn 1,28), relação homem e mulher, ciclo familiar que, realizado de acordo com o que a Santa Igreja nos orienta, finda na mais bela forma de sociedade, a Família, fator esse que é impossível em uma relação homossexual, pois esta não pode gerar vida, contrariando assim todos os desígnios Divinos para com o seio e núcleo familiar.

Preste bastante atenção a família (matrimônio) não fica exclusivo a um elo de “dois”. Há sempre um “terceiro” elemento que é o suporte da união, o filho GERADO pela relação do casal. Isso fez Gregório de Nazianzeno afirmar que: “dois é o número que separa, três, o número que supera a separação”.

O que você comenta neste contexto, embasado naquilo que o STF aprovou, não é pressuposto de veracidade, pois Deus em sua Infinita Sabedoria supera a todo o entendimento lógico, mas torna-se simples aos corações verdadeiramente sensíveis a Sua presença.

“Se o mundo for contra a verdade, então Atanásio será contra o mundo”. (Santo Anastácio)

2. Comentário sobre a atual situação dos Homossexuais nos Brasil:

A Igreja pronuncia-se abertamente contra todo e qualquer ato de discriminação seja ele qual for o tipo ou circunstância, e tem em seus variados documentos, tido uma preocupação vital para com esta temática. Levando para a realidade do homossexualismo a Igreja nunca discriminou, e jamais irá fazê-lo, o homossexual em si ou, muito menos promoveu ou disseminou tais pensamentos ou correntes de ação, chegando ao ponto de também colocar-se a punir, dentro de seu Santo Magistério, qualquer um que em seu nome aja de forma contrária a seus preceitos morais. A Igreja é sim, e sempre o será, contra os “atos homossexuais que são intrinsecamente desordenados” e que “em caso algum devem ser aprovados” (Cf. Catecismo da Igreja Católica, §2357).

Mas tendo em sua Sã Doutrina o Amor deixado pelo próprio Deus, sabe e orienta a todos os seus fiéis a lidar com tais tipos delicados de situação:

“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição”. (Catecismo da Igreja Católica, §2358)

3. Comentários sobre os preconceitos da sociedade brasileira:

A realidade nos demonstra realmente os preconceitos por parte da população brasileira que atingem toda uma dimensão social (racial, idade, ideologias, classes sociais…, dentre outros), relacionado ao homossexualismo isso ultrapassa os ditames de uma mera comparação superficial da opinião publica e da Igreja em si referente ao assunto. O que você denomina como decisão acertada fere, e muito, o seio familiar, criando uma pluralidade de relações confusas que em nada auxiliam um alicerce que gere moralidade educativa e profundamente ligada ao que Deus nos chama a participar. Sobre a verdade do que se diz respeito ao “preconceito” a que você se refere

Preconceito é um conceito antecipado, um juízo emitido antes de um real conhecimento dos fatos. Comete preconceito quem afirma que os negros são ladrões, que as crianças anencéfalas não são pessoas, que as mulheres são assassinas. Pois não há razão alguma para afirmar que os que têm pele escura não respeitam a propriedade alheia, que os bebês gravemente deficientes não têm direitos, que as mulheres se comprazem em matar seus filhos. Dizer, porém, os assassinos são maus não é preconceito, mas um conceito verdadeiro. Isso porque a malícia está na essência do assassinato. Da mesma forma, dizer que o homossexual é alguém que pratica um vício não é preconceito, mas um conceito verdadeiro. Isso porque o vício está na essência do homossexualismo. (Rio de Janeiro, 19 de março de 2007, Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz – Presidente do Pró-Vida de Anápolis)

4. Comentários a respeito de confissões recebidas e posteriores “conselhos” dados a homossexuais:

Como já foram mostradas acima, essas suas suposições de idéias sem fundamentos nada demonstram a não ser uma vontade insana de converter sua “verdade” em realidade generalizada. Vale-se apenas ressaltar aqui que você perdeu uma bela oportunidade de ajudar uma alma a encontrar uma verdadeira oportunidade de libertação, o que torna a sua pessoa totalmente responsável por todos os conseqüentes erros que poderão vir a ser cometidos pelo seu conveniente encorajamento.

5. Comentários a respeito da ameaça a família causada pela união homossexual:

Essa falta de discernimento de sua parte, de rebaixar os Valores Familiares a um patamar totalmente de conveniência é um absurdo, chega até a ferir a inteligência. Comparar situações sociais que, em geral, foram ocasionadas por interferências exteriores e, de certa forma, obrigaram uma família a estar na situação ao qual você se referiu (por problemas financeiros, problemas políticos…, dentre outros) não pode ser levado em consideração pelo fato do homossexualismo não ser um problema oriundo de tais essências, mas sim de uma opção própria de conveniência. Logo a realidade do Sagrado e Sacramental Matrimônio (fundamento inicial de uma família) não pode ser equiparado a esta triste realidade pelo seguinte fator:

O matrimônio não é, portanto, fruto do acaso, ou produto de forças naturais inconscientes: é uma instituição sapiente do Criador, para realizar na humanidade o seu desígnio de amor. Mediante a doação pessoal recíproca, que lhes é própria e exclusiva, os esposos tendem para a comunhão dos seus seres, em vista de um aperfeiçoamento mútuo pessoal, para colaborarem com Deus na geração e educação de novas vidas. (Carta Encíclica HUMANAE VITAE de sua Santidade PAPA PAULO VI)

Portanto é evidente que isso prejudicará diretamente o núcleo familiar, não apenas retirando a dignidade dos valores e pureza (inocência), como também impondo cada vez mais cedo tanta secularidade e relativismo, características marcantes de mentes acomodadas e inconseqüentes.

Enquanto aos testemunhos, a Igreja Católica, possui vários relatos de pessoas que tiveram a coragem de enfrentar essas dificuldades, mas deixarei você com um relato de um Sacerdote com “S” maiúsculo:

“A posição do papa sobre divórcio, aborto, controle de natalidade e homossexualismo não pode mudar, pois está ligada ao que é a Igreja Católica. A Igreja propõe a verdade a seus fiéis, não impõe. Se alguém não quiser pertencer à Igreja, está livre para sair. Note que a Igreja Católica não é uma democracia. É uma instituição divina que não pode ser questionada. Ao ser criada, tinha apenas doze apóstolos. Hoje chega a um bilhão de fiéis – e isso sem que precisasse mudar suas opiniões, baseadas na ressurreição divina e na palavra de Jesus Cristo. Concordo com a tese de que é preferível ter um rebanho menor de católicos, mas fiéis aos princípios e às normas da Igreja, a mudar as regras apenas para arregimentar mais seguidores”. (Pe. John McCloskey – famoso por converter protestantes)

6. Comentário sobre referências bíblicas em relação ao homossexualismo:

O engraçado é perceber o seu “rodeio” nessa parte dos seus comentários, essa alusão “poética” que você tenta colocar com palavras tão banais e sem reflexo nenhum do que realmente chama-se exegese torna toda comprometida a sugestiva formação acadêmica que você possui o que, de certa forma, pode levar a duas conclusões: a de que você não possui, ou a de que você, possuindo, a usa por pura conveniência, pessoalmente achamos que é mais provável ser a segunda. Já que você não deu nenhuma prova bíblica, ainda que fosse indiretamente, sobre o que Deus realmente fala, ensina, repreende, adverte e exorta a respeito da temática aqui abordada, nós lhe daremos esta aula para que você compartilhe com a conveniente e oportunista emissora.

Deus é extremamente direto quando diz que criou o homem à sua imagem e semelhança (Cf. Gn 1,27), isso significa que o homem deve sempre ter este sentido de Revelação quando, comparando-se com seu Criador, refletir em todas as suas ações e tomadas decisivas de sua vida, não permitindo que nada o distancie desta primícia que é ter sido criado a própria imagem Divina, isso também tem de levar em conta o próprio relacionamento entre as Pessoas da Santíssima Trindade, mistério profundo de ser e existir. Mas Deus é mais direto ainda quando a seguir diz que criou o homem e a mulher (texto citado também em Mt 19,4 e Mc 10,6) já iniciando seus desejos e revelações no que  logo mais viria a concluir como plano Divino para Instituição da Família, aonde também mais tarde viria a enviar seu único Filho, no seio de uma família, que Ele próprio já preparara desde o princípio. Ele próprio disse: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a.” (Cf. Gn 1,28), palavra profundamente ligada ao que realmente significa Família, é direta, não deixa margem para outras conclusões, não permite reflexões abruptas, falácias. Como poderia um casal homossexual multiplicar-se? Como poderia um casal homossexual gerar vida? Como poderia um casal homossexual instituir uma família? Poderia Deus ter enviado seu único filho no seio de um casal homossexual?

Ainda em cima desta reflexão Deus dirá: “Não é bom que o homem esteja sozinho. Vou fazer para ele uma auxiliar. Que lhe seja semelhante” (Gn 2,18), Deus dessa forma continua a reafirmar o que pretende em um relacionamento familiar, é como se Ele próprio já quisesse nos prudênciar a respeito do que hoje estamos enfrentando a respeito do homossexualismo e de tantas outras adversidades que a Família enfrenta. Após isso a MULHER foi apresentada ao HOMEM, que ao vê-la exclamou: “Esta sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!” e Deus acrescentou: “Por isso, o homem deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher e formam uma só carne” (Gn 2,23-24). Homem e mulher eis a questão que refuta toda e qualquer tendência de argumentos propícios ao homossexualismo “embasados” em especulações nas Sagradas Escrituras.

Vamos aprofundar ainda mais esta reflexão. Ao passar dos tempos bíblicos, Deus continua a defender, através de seus oráculos e profetas, o núcleo familiar, chegando a ser bem mais direto e duro para com aqueles que tentam desfigurar Seus Desígnios, em Levítico assim o lemos: “Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação” (Cf. Lv 18,22), será que precisaria ser mais direto que isso? Bom, acho que isso interessaria aos que simpatizam com as suas refutáveis e convenientes opiniões, afinal de contas como Santo Agostinho dizia “Se você acredita no que lhe agrada nos evangelhos (Sagradas Escrituras) e rejeita o que não gosta, não é nos evangelhos que você crê, mas em você.”.

As referências, DIRETAS, a favor da Família e contrário à tendência homossexual em seu núcleo não param por ai, Paulo também adentra nesta esfera com profunda eficácia, demonstrando assim que os Desígnios do Divino desde o princípio permaneceram indissolúveis no coração daqueles e daquelas que conservaram os ensinamentos do Criador, em sua carta aos Efésios assim o diz: “Os maridos devem amar suas mulheres como a seu próprio corpo…, como Cristo faz com sua Igreja”, dessa forma Paulo demonstra a reafirmação do especificado no que se refere ao “composto conteúdo” familiar, Pai (Marido, co-redentor da procriação), Mãe (Esposa e geradora de vida), Filhos (resultado de uma estrutura saudável e estável de uma Família). Ambos (Marido e Esposa) figuram no mistério do dom total, do corpo como doação. Aliança que nos relembra, por sua vez, a fidelidade e a verdade que nos vêm de Deus e às quais somos convidados a corresponder. Podemos dizer que o Matrimônio (Primeiro passo para a constituição da Família) é o sacramento da fidelidade de Deus e a Deus.

Paulo ainda aprofunda mais sua reflexão elaborando seus pensamentos em comunhão com aquilo que sua realidade (não muito diferente de hoje) enfrentava e não se limitando (por medo ou por conveniência) a expressá-la: “Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus” (1Cor 6,9-10). Nessa passagem o Apóstolo usa duas palavras para designar os homossexuais: malakói (efeminados) e arsenokóitai (sodomitas).

DIRETAMENTE todas essas passagens colocam suas especulações no patamar individualista de sua opinião egocêntrica e de pura conveniência, o que deixa claro que suas teorias sobre tal questão não possuem nenhum embasamento Evangélico:

“Há homens que se agarram a sua opinião, não por ser verdadeira, mas simplesmente por ser sua.” (Sto. Agostinho)

Aplica-se perfeitamente ao Sacerdote Carmelita!

7. Comentário sobre o uso da camisinha:

No mínimo este comentário feito de sua parte ofende a intelectualidade de muitos, o que é comum de mentes tão limitadamente convenientes como a sua, pois aludir que o uso da camisinha impede de contrair-se HIV é um absurdo, pois cientificamente é comprovado o contrário, e ainda há relato de muitos que mesmo usando o “preservativo” contraíram a patologia assim outras doenças sexualmente transmissíveis. Mas a questão aqui a ser tratada não é esta, gostaria de lhe mostrar uma reflexão retirada do site Pró-Vida de Anápolis:

O pecado seguro

Imagine que o governo brasileiro distribuísse 22 milhões de coletes a prova de balas a fim de que os brasileiros pudessem praticar “roubo seguro”. Tal atitude, se não fosse cômica, seria insultuosa. Ao fazer isso, o governo estaria chamando os cidadãos de ladrões. Mais que isso: estaria legitimando o roubo. “Quem procura o bônus deve aceitar o ônus”. Ninguém tem o direito de roubar. Se rouba, já deve estar contando com a possibilidade de ser preso ou de receber tiros da polícia. Não é função do governo garantir aos ladrões a segurança em seu “trabalho. Coisa semelhante, mas muito pior, está acontecendo agora. O Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 22 milhões de preservativos durante o mês do carnaval a fim de que os brasileiros possam praticar “sexo seguro”. Ao fazer isso, o governo está chamando os cidadãos de devassos e libertinos. Mais que isso: está legitimando a devassidão e a libertinagem. “Quem procura o bônus deve aceitar o ônus”. Ninguém tem o direito de unir-se ao corpo alheio antes do casamento (fornicação), de trair o cônjuge (adultério), de vender o próprio corpo (“prostituição”), de praticar atos antinaturais (homossexualismo). Quem pratica tais pecados contra a castidade, já deve estar contando com a possibilidade de contrair a AIDS ou outra doença sexualmente transmissível. Não é função do governo garantir aos devassos a segurança em suas aberrações.

Enquanto pessoas como você defendem ardorosamente o uso da camisinha, com essa falácia libertina de “tudo posso fazer conforme minhas vontades e desejos desde que esteja seguro”, que é totalmente aversa as Sagradas Escrituras e os ensinamentos do próprio Cristo, a Santa Igreja Católica defende a convivência da CASTIDADE.

Mas talvez o que mais chama atenção neste seu comentário, em particular, seja a mescla, pois falar de “elevação cultural e educativa” quando logo antes você deu uma demonstração total da falta dos dois, chega a ser lamentável. Por que será que o “marketing” destas campanhas publicitárias, sempre com o mesmo slogam, são tão promovidas?

Pesquisas apontam que em apenas dois anos, as fábricas norte-americanas de preservativos passaram a faturar de US$ 300 milhões a US$ 800 milhões (Fonte: Diário Clárin de 25/02/1995). Em 1982 somente sete por cento das mulheres estadunidenses entre 15 e 44 anos usavam preservativos. Mas, em 1988, a cifra havia aumentado para nove por cento, e em 1990 havia chegado a 17,7 por cento (Fonte: Diário La Voz Del Interior de 11/08/1992). Paralelamente ao aumento exponencial de consumo de profiláticos, “as enfermidades venéreas – sem incluir a AIDS – alcançaram proporções epidêmicas nos Estados Unidos, com 13 milhões de infecções por ano. A sífilis, uma das mais perigosas, está em seu ponto mais alto desde 40 anos” (Fonte: Semanário Europe Today nº 101, de 21/02/1994). “Quanto a AIDS o Estados Unidos é o país com maior número de enfermos (quarenta por cento do total mundial)” (Fonte: Diário La Nación de 2/12/1993).

Ao bom entendedor poucas palavras… Mas como não é vosso caso, explicamos. Foi colocado os Estados Unidos por seu “poderio” econômico e as diversas e privilegiadas formas de tratar tal problemática que comparado ao Brasil é desproporcional. Daí tire vossas conclusões a respeito de números, o que parece ser uma de suas principais curiosidades.

Outro fator interessante de seu comentário a respeito é não ter mencionado outros números e pesquisas interessantes a respeito do uso da camisinha, veja:

“O Dr. Ronald F. Carey, investigador na FDA (Food and Drug Administration), órgão governamental norte-americano responsável por fiscalizar alimentos e drogas, pôs à prova 89 preservativos em uma máquina simuladora da relação sexual, e encontrou que pelo menos 29 deixaram passar partículas do tamanho do vírus da AIDS. A falha foi de 33%. (Ronald F. Carey, Ph.D., et al, “Effectiveness of Latex Condoms as a Barrier to Human Immunodeficiency Virus-sized Particles Under conditions of Simulated Use,” Sexually Transmitted Diseases 19:4 (July-August 1992), pp. 230-234.”

“A Dra. Susan C. Weller, da Escola Médica de Galveston, Universidade do Texas, depois de 11 estudos sobre a efetividade do preservativo, encontrou uma falha de 31% na proteção contra a transmissão da AIDS. Diz ela: “Estes resultados indicam que os usuários do preservativo terão cerca de um terço de chance de se infectar em relação aos indivíduos praticando sexo ‘desprotegido’… O público em geral não pode entender a diferença entre ‘os preservativos podem reduzir o risco de’ e ‘os preservativos impedirão’ a transmissão do HIV. É um desserviço encorajar a crença de que os preservativos impedirão a transmissão do HIV. Preservativos não poderão eliminar o risco da transmissão sexual e, de fato, podem somente diminuir um pouco o risco” (Susan C. Weller, “A Meta-Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV” Soc Sci Med 36:12 ( 1993), pp. 1635-1644, os grifos são dela).”

“Os preservativos têm uma taxa anual de sucesso de 85% na prevenção da gravidez. Há uma falha de 15%. (Elise F. Jones and Jacqueline Darroch Forrest, “Contraceptive Failure Rates Based on the 1988 NSFG (National Survey of Family I Growth):’ Family Planning Perspectives 24:1 (January/February 1992), pp. 12, 18).

Mas convém lembrar duas coisas:

a) a mulher só engravida em cerca de 6 dias por mês, enquanto o HIV pode infectar uma pessoa durante os 30 dias do mês.

b) o espermatozóide, que consegue passar pelas fissuras microscópicas do preservativo em 15% dos casos, é 450 vezes maior que o HIV! Só a cabeça do espermatozóide (que mede 3 milésimos de milímetro) é 30 vezes maior que o HIV, cujo diâmetro é 0,1 milésimo de milímetro!”

Como uma peneira que não consegue reter pedras poderá impedir a passagem de grãos de areia?

Por essas e outras a Santa Igreja defende e sempre defenderá a Castidade perante a todas as adversidades e contextos sociais.

8. Comentário sobre solitário posicionamento (a favor) a respeito da adesão de tais temáticas dentro da Igreja:

Como já foram largamente aqui combatidas tais blasfêmias a respeito dos comentários do Sacerdote Carmelita, vale somente ressaltar que a Igreja, A VEDADEIRA IGREJA DE JESUS CRISTO jamais será a favor de tal abominação, muito menos se levado em conta as Sagradas Escrituras que, como foi mostrado ao longo deste artigo, nos orientam totalmente contrário a falácias como a sua.

No mais o que podemos lhe dizer é que simplesmente você de longe chega a se aproximar a ser um Verdadeiro Representante do Altíssimo no altar, sendo assim rezaremos (e muito) para que a Misericórdia Divina possa ao menos fazer com que você abandone o Sacerdócio e siga com suas “ideologias” fora da Santa Sé.

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