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Rolos do Mar Morto serão visualizáveis na Internet

aquramA Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou que os milenares documentos de Qumran, perto do Mar Morto, serão digitalizados em altíssima resolução e disponibilizados ao público via Internet.

O trabalho já começou envolvendo 900 rolos divididos em mais de 30.000 fragmentos. A arqueóloga israelense Pnina Schorr, que preside os trabalhos, sublinhou em entrevista a “La Nación” de Buenos Aires que a parte mais importante dos misteriosos e polêmicos documentos é integrada por Sagradas Escrituras escritas há 2000 anos.

Portanto, deduz-se facilmente que são de uma época em que o judaísmo não tinha rompido a fidelidade ao chamado divino, ruptura operada com a Crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Os documentos são da maior importância para a Igreja Católica depositária da Revelação Divina.

Mas podem ter efeitos explosivos no judaísmo se, como já fazem muitos outros documentos da Antiguidade, confirmam ser Nosso Senhor o verdadeiro Messias aguardado pelos Patriarcas e pelos Profetas.

Também poderiam causar um abalo profundo no islamismo desmentido as invenções do Alcorão a suas contrafações da Bíblia.

Porém, a animadversão islâmica para tudo quanto é raciocinado e equilibrado pode levá-los a recusar estas descobertas sem outros argumentos que o menosprezo ou a cólera.

Além de livros da Bíblia, os 900 manuscritos incluem também apócrifos diversos e relatos da comunidade dos essênios que vivia em Qumran. Esta comunidade suscita muito interesse.

Segundo alguns, foi composta por fiéis descontentes com a deformação da religião judaica por parte do Sinédrio. Alguns especulam até que São Joãoa1 Batista freqüentou os essênios e até que Nosso senhor quando se retirou ao deserto esteve com eles, malgrado a própria comunidade tal vez estivesse decadente naquele tempo.

A visualização no computador, entretanto só será inteligível para os especialistas posto o estado dos documentos, a língua e a caligrafia com que estão escritos.

Até o momento não mais de 300 especialistas do mundo todo os conhecem inteiramente. Nisto pesou o fato de serem sumamente sensíveis ao manuseio e à luz, em virtude de sua antiguidade.

Serão exibidos por Google e muitos outros poderão vê-los e analisá-los, fornecendo novas hipóteses ou conclusões. Schorr julga que aparecerão traduções, comentários inovadores dos investigadores, nova bibliografia.

As reproduções segundo a arqueóloga Pnina Schorr serão de altíssima qualidade, idênticas aos originais, e estarão abertas ao público todo online.

Acresce que não serão fotografias comuns, mas também “espectrais” que vão além do infravermelho permitindo descobrir detalhes que o olho humano não capta. A utilidade destas tecnologias já ficou demonstrada com o Santo Sudário de Turim, revelando surpreendentes dados.

De tal maneira, as descobertas arqueológicas têm confirmado as Escrituras canônicas que o anúncio não suscita a mais mínima apreensão no ambiente católico.

Pelo contrário, é uma noticia auspiciosa que permite entrever novas confirmações da veracidade da Igreja e dos Livros Sagrados. Em ambientes não católicos pode ser que as descobertas causem consternação e confusão.

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Fonte: Ciência Confirma a Igreja

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