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Leitor pede ajuda referente as práticas homossexuais

LEITOR

Nome: J. C.
Religião: Católica
Estado: MG – Minas Gerais
Enviada em: 30 de Agosto de 2011

RESPOSTA

Seu questionamento é bem extenso e composto de vários pontos em específico. Sendo assim, resolvi  desmembrá-lo tratando cada um por vez. Cada ponto presente em seu questionamento será numerado, marcado em negrito e estando no formato itálico.

1. Por favor eu não preciso mais de textos simples pois estes não me fazem mudar, eu preciso de textos teológicos para as minhas perguntas.

Tendo percebido um pequeno mal entendido em relação à teologia e a Sagrada Escritura, buscarei esclarecer alguns conceitos.

A teologia é verdadeira ciência, é ciência da fé; Por sua vez, compartilha com a fé as fontes de seu conhecimento, que são:  a Sagrada Escritura e a Tradição – partes da revelação divina que estão intimamente ligadas.  Como visto, a Sagrada Escritura é parte da revelação, como também objeto de estudo da Teologia. Contudo, é bom ainda salientar que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino.”(2 Timóteo 3:16;). Sendo assim, todo texto sagrado – sendo simples ou complexo; é útil para que haja uma reflexão teológica – fique claro que o encargo de interpretar autenticamente a palavra de Deus, oral e escrita, foi confiada por Deus ao Magistério da Igreja;

Supondo ter esclarecido os conceitos, partiremos em direção as passagens bíblicas visando abordar a questão do homossexualismo. Ao falar de homossexualismo, estou me referindo, não à simples tendência homossexual, mas a pratica da união carnal entre pessoas do mesmo sexo.

a) Antigo Testamento

Deus é absolutamente perfeito, e conseqüentemente, sua criação também foi perfeita. Nada menos do que a perfeição pode vir de um Ser absolutamente perfeito, e é próprio de um ser perfeito criar somente coisas perfeitas. Deus fez o homem “à sua imagem”, e o fez “varão e mulher”. Viu que não era bom o homem ficar solitário “Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma auxiliar que lhe corresponda” (Gn 2,18) ao ver a mulher tirada de seu lado, o homem exclama e exultante diz: “Esta sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne!”, prossegue a escriturar “Ela será chamada ‘mulher’, porque foi tirada do homem! Por isso um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne.“(Gn 2,23). Relata ainda a escritura que ”Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”(Gn 1, 27-28). Como visto, Deus cria homem e mulher, e esta distinção é perfeita, cientificamente comprovada. Conforme as células cromossômicas os seres são classificados como MACHO ou FÊMEA, não existindo, portanto, nenhuma outra classificação sexual. Em relação distinção sexual entre ambos é de fim procriativo(sexo entre pessoas do mesmo sexo não gera outro ser), não parando apenas por aí, mas também, com a finalidade de que ambos possam completar-se mutuamente. Assim, não resta dúvida que os textos sagrados, atestam Deus ter abençoado a união entre homem e mulher, não abrindo espaço a uniões homoafetivas. Eis o motivo de ser abominado nos textos sagrados: “Não ti deitarás com um homem como se deita com uma mulher. É uma abominação.”(Levítico 18,22) e “O homem que se deita com outro homem como se fosse uma mulher, ambos cometeram uma abominação;”(Levítico 20,13)

Fique claro também, que nunca existiu ao longo dos estudos científicos, nenhuma descoberta cromossômica que pudesse trazer a luz um terceiro comportamento sexual, e justificar a conduta errônea de certos homens, que passam a manter certos tipos de “relacionamento”, fazendo uso do seu órgão excretor(ânus). Por natureza, homem e mulher são diferentes e complementares. O que falta no homem, sobeja na mulher e vice-versa. Daí sua atração mútua e a tendência de formar uma união estável e perpétua, apta à procriação e à educação da prole. Ao estudar a fisiologia masculina e feminina, o biólogo sente-se impelido a louvar a Deus. Como Ele criou tudo com perfeição, de modo que o aparelho reprodutor do homem se acoplasse perfeitamente ao da mulher, que o gameta masculino se unisse ao feminino e que de tal união surgisse um outro ser humano, único e irrepetível!

b) Novo Testamento

Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus” (1Cor 6,9-10). Nessa passagem o Apóstolo usa duas palavras para designar os homossexuais: malakói (efeminados) e arsenokóitai (sodomitas).

Na carta de São Paulo aos romanos, ele diz a respeito dos gentios: “Pelo que os entregou Deus aos desejos dos seus corações, à impureza em que eles mesmos desonraram seus corpos. Por isso Deus os entregou a paixões aviltantes:suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza; igualmente os homens, deixando a relação natural com a mulher, arderam em desejo uns para com os outros, praticando torpezas homens com homens e recebendo em si mesmo a paga de sua aberração[…] Apesar conhecerem a sentença de Deus que declara dignos de pena os que praticam semelhantes ações, eles não só as fazem, mais ainda aprovam os que praticam.” (Romanos, I, 25-32).

“Sabemos, com efeito, que a Lei é boa, conquanto seja usada segundo as regras, sabendo que ela não é destinada ao justo, mas aos iníquos e rebeldes, ímpios e pecadores, sacrílegos e profanadores, parricidas e matricidas, homicidas, impudicos, pederastas, mercadores de escravos, mentirosos, perjuros e para tudo o que se oponha a sã doutrina, segundo o evangelho da glória de Deus bendito, que me foi confiado.” 1 Tm 1,10). O termo pederastia, do grego antigo paederastía, as (παιδεραστία, de παῖς “menino” e ἐράω “amar”), designa o relacionamento erótico entre um homem e um menino. Por extensão de sentido, o termo é modernamente utilizado para designar, além da prática sexual entre um homem e um rapaz mais jovem, também qualquer relação homossexual masculina.

Como visto, na Sagrada Escritura, as relações homossexuais “são condenadas como graves depravações”(cf. Rm 1,24-27; I Cor 6,10; I Tm 1,10). Desse juízo da Escritura não se pode concluir que todos os que sofrem de semelhante anomalia sejam pessoalmente responsáveis por ela, mas nele se firma que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados.1

b)      O posicionamento da Santa Igreja Católica

Catecismo da Igreja Católica, ao falar do homossexualismo, afirma que “a sua gênese psíquica continua em grande parte por explicar2. Segundo o ensinamento da Igreja, os homens e as mulheres com tendências homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Deve evitar-se para com eles, qualquer atitude de injusta discriminação3. Essas pessoas, por outro lado, são chamadas, como os demais cristãos, a viver a castidade.4 A inclinação homossexual é, todavia, “objetivamente desordenada”5, e as práticas homossexuais ”são gravemente contrárias a castidade”.6 O homossexualismo não é nem doença, nem uma opção social. Ele é tão somente um grave defeito moral, decorrente da tendência desordenada fruto do pecado original, que faz com que o homem tenha a inclinação para fazer o mal. Ele pode ser desencadeado por uma educação não proporcionada às diferenças entre meninos e meninas, como também, por outra série de fatores: fatores psicológicos da infância, complexo de inferioridade da masculinidade/feminilidade, etc.

Não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimonio e a família. Os atos homossexuais “fecham o ato sexual ao dom da vida. Não são frutos de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual. Não se podem, de maneira nenhum aprova.7 A conjunção carnal de dois homens ou de duas mulheres não é uma união “sexual”, embora eles tentem fazer uso (antinatural) de seus órgãos reprodutores. Tal ato é totalmente avesso à reprodução e à complementação homem-mulher. Na impossibilidade de realizarem o ato conjugal, que requer órgãos complementares (o pênis e a vagina), os homossexuais procuram fazer uso de outros, como o ânus e a boca. Ora, a boca pertence ao aparelho digestivo e o ânus tem evidentemente função excretora. Os atos de homossexualidade são, portanto, uma grosseiríssima caricatura do ato conjugal, tal como foi querido por Deus e inscrito na natureza.

Espero ter esclarecido de forma devida o que busca ensinar a Santa Igreja Católica. Tomei como base o CIC e documentos da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé.

2. Eu tenho vivido em minhas praticas homossexuais, e o meu pensamento é todo ele permissivo, alguma coisa me abona de culpa eu não sei o que é sei do pensamento da Igreja e de muitos textos bíblicos, mais ainda existem indagações em minha consciência, que em grande parte não me fazem mudar o comportamento.

a) alguma coisa me abona de culpa eu não sei o que é

De nenhum modo a consciência é inteiramente autônoma e soberana; já por sua constituição, ela se acha essencialmente ligada à verdade e ao bem; ou mais exatamente, ao Bom, isto é, a Deus.  A ligação ao bem é proveniente da lei moral, estabelecida por um legislador supremo. Esse legislador supremo é Deus. A lei moral é uma instrução paterna que Deus incute na consciência humana, fazendo-o distinguir o bem do mal, e o impelem a praticar o bem e evitar o mal. A lei moral tem três condições: a) obriga todos os homens; b) é superior ao homem; c) obriga em consciência;

a) A lei moral obriga todos os homens sem nenhuma exceção: por exemplo, preserva-lhes o respeito pela vida e pela propriedade alheias, proíbem-lhes o assassínio e o roubo.

b) É superior ao homem, que não pode nem ignorá-la nem mudá-la; assim, ninguém poderá fazer com que o assassinato, roubo seja considerado bom;

c) Obriga a consciência: quando a cumprimos, sentimos satisfação; quando a transgredimos, ainda que ocultamente, sentimos remorsos.

Infelizmente a consciência moral é um assunto muito negligenciado em tempos atuais, tendo grande dificuldade de ser explicada pela ciência moderna. Conforme Gerard J. M. Van Den, PH.D em psicologia (2008, p. 81) “[…]o assim chamado superego freudiano, não pode explicar a dinâmica psicológica da consciência moral autentica do homem. O superego é definido como a soma de todas as regras aprendidas de comportamento. O bom e o mau comportamento não dependem de valores absolutos, mas de códigos culturais essencialmente arbitrários”. Tal negligência a consciência moral ligadas a valores morais absolutos parte de filosofias racionalistas,materialistas, que professam a autonomia moral, ou seja, uma lei autônoma que o indivíduo autônomo dá a si. De acordo com esta visão, os valores são relativos e subjetivos: “Quem sou eu para dizer o que é bom ou não para você, o que é normal ou anormal?” Ainda que a consciência moral seja reprimida, a repressão jamais é perfeita, todos inclusive o homem moderno, de um modo ou de outro, ora com maior clareza, ora com menos precisão, “sabe” da existência de leis morais “eternas”, e reconhece espontaneamente o roubo, a mentira, a fraude, como intrinsecamente maus(maus em si mesmo) e a generosidade, a coragem, a honestidade e a fidelidade como intrinsecamente boas, belas. Não seria diferente nos tempos atuais, apesar da ética sexual liberal ser predominante, muitos tipos e desejos de comportamento sexual ainda são geralmente vistos como “ruins” ou “repugnantes”; em outras palavras o sentimento das pessoas com relação ao sexo antinatural na verdade não mudaram. Por outro lado, a autodisciplina na sexualidade normal vivida de forma natural – castidade é o termo cristão – é quase universalmente respeitada e honrada.

Hoje em dia acabaram inventando a idéia da “homofobia”, que busca não enfrentar o real problema, visando assim tratar algo anormal com normalidade. Porém, nem isso conseguiu extinguir a consciência moral, já que “Muitos deles(homossexuais), porém, admitem que se sentem culpados por seu comportamento(uma ex-lésbica, por exemplo, descreve seu senso de pecado em Howard 1991), e não só os de formação cristã. Muitos exprimem a aversão de si mesmo depois de terem tido contatos homossexuais. Sintomas de culpa estão presentes mesmo naqueles que proclamam que seus contatos são coisas apenas lindas. Certas manifestações de inquietação, de tensão, uma incapacidade de verdadeira alegria, uma propensão para acusar e provocar podem se atribuídas às reações da consciência de culpa.8 Busca-se atribuir a consciência de culpa a causa a certas manifestações de autocrítica que parte de “preconceitos culturais”; porém, este não seria o real motivo do sentimento de culpa nos homossexuais, “pois muitas pessoas inclinadas à homossexualidade afirmam que jamais sofreram muito por causa da discriminação social, mas muito mais por causa de sua própria visão de que não eram capazes de funcionar normalmente.”9 Tendo em vista o abono de culpa estar presente na consciência dos que praticam tal ato – que seja encarado aos olhos da fé; Como uma prescrição de Deus, que ordenou a praticar o bem e evitar ao mal, ou seja, de pecar. Sendo assim, o sentimento de culpa não deve ser encarado como mero julgamento, mas como um sinal de Deus dando oportunidade aos que praticam tal ato, de se arrependerem dos pecados cometidos – buscando ser perfeito como o pai é perfeito!

b) Quanto as praticas homossexuais e o pensamento permissivo

A palavra “homossexualismo” é um neologismo de origem híbrida, grega e latina, e não existia nos tempos bíblicos. A palavra, não. O vício, sim. O homossexualismo é, antes e acima de tudo, um vício, ou seja, algo que se opõe diretamente a uma virtude. Como visto anteriormente, a Bíblia condena tal vício. Não é exagero dizer que desde o Gênesis até o Apocalipse está presente tal condenação. Tendo em vista ser um vício – gera dependência, existindo grande resistência para largar, já que todo vicio aprisiona e passa a tornar a vida “interessante” – mais não feliz.

Tratando-se a respeito da dependência causada em virtude da pratica homossexual(vício), existe estudos sérios tratando a respeito do tema, vejamos:

O homossexual vive num mundo de fantasia, em primeiro lugar e acima de tudo com relação à sua sexualidade. O adolescente consola-se com o prazer dos devaneios românticos. Vê tais contatos íntimos como a solução de sua miséria, como o próprio paraíso. Suspira por eles, e quanto mais tempo afaga essas fantasias em seu íntimo isolamento ou pratica a masturbação com tais imaginações, tanto mais se torna escravo delas. É comparável ao apego ao álcool e a seus sonhos artificiais de felicidade em neuróticos ou em outras pessoas infelizes: é um deslizar contínuo num mundo irreal de fantasias ansiosas. A masturbação freqüente reforça essas fantasias de amor. Muitos jovens homossexuais a praticam de um modo quase compulsivo. Entretanto, aceitar a vida real e viver contente com ela diminuem  com essa forma de narcisismo, de modo que há uma descida em espiral como sucede com outras formas de dependência; a gratificação sexual ainda é mais procurada. Depois de algum tempo, a ânsia por contatos eróticos, na fantasia ou na realidade, sufoca a mente: a pessoa sofre obsessão por ela e toda a sua vida parece girar em torno dela. Há uma constante procura de possíveis parceiros do mesmo sexo, um exame ansioso de cada candidato que encontra. Se ainda procurarmos por alguma outra dependência psicológica comparável, será como a febre de ouro, ou como a obsessão do poder e da riqueza de certos neuróticos.[…] Abrir mão do prazer homossexual para eles é a mesma coisa que jogar fora o que torna a vida mais interessante. Assim foi mesmo quando a desaprovação social da homossexualidade era mais evidente e os atos homossexuais era punidos por lei.Naquele tempo, muitos homossexuais ativos preferiram o risco[semelhantes aos viciados que mesmo correndo risco de morte preferem viver no vicio], mesmo depois de condenados seguidamente, de romper com os hábitos de andar sem rumo certo, como foi observado pelo psiquiatra holandês Janssens num congresso sobre homossexualidade em 1939. É inerente  tal comportamento homossexual a inclinação para a miséria; como um revoltado prefere o drama de ser preso numa vida normal. Ele é o sofredor trágico; o perigo de punição talvez aumente a emoção de procurar contatos homossexuais. Hoje em dia, não é raro encontrar homossexuais que conscientemente procuram parceiros infectados com  HIV, levado pela mesma ânsia trágica de autodestruição.[…] Algumas observações suplementares sobre o sexo homossexual e outras dependências: como acontece com o vício do álcool ou das drogas, a satisfação que causa a dependência sexual do homossexual(quer dentro ou fora da ligação homossexual, ou por meio de masturbação) é puramente centrado no ego. Não é partilha de amor mas, excetuando-se o jogo que pode ser praticado, essencialmente é um acontecimento impessoal, tal como os contatos com prostitua. Os homossexuais mais “experimentados” muitas vezes concordam com essa análise. O prazer centrado no ego não enche o vazio, apenas o aprofunda[…]”10

Como visto a ânsia por contatos eróticos fantasiosos vai crescendo e com o tempo passa a sufocar a mente. Eis um dos possíveis motivos ao pensamento se tornar permissivo, já que o mesmo vai sendo escravizado por pensamentos sexuais desordenados contrários a reta razão. Portanto, é necessário um combate interior, buscando a perfeição da vida cristã com auxilio da graça divina.

c) Existem indagações em minha consciência, que em grande parte não me fazem mudar o comportamento.

Bons psicólogos podem ajudar na terapia da tendência homossexual. Mas a “cura” dos atos de homossexualismo, como a de qualquer pecado, está no arrependimento sincero e no pedido de perdão a Deus pelo pecado cometido.(Sl 51, 6)

O prazer é uma realidade do corpo a felicidade é uma realidade da alma. Buscar felicidade no prazer corporal é como matar a sede com um punhado de sal. Muitas pessoas sofrem quando pecam, pois buscam a felicidade plena onde ela não se encontra. Queremos ser felizes, mas quando pecamos erramos o alvo, por que fomos feitos para Deus e não para nós. O primeiro passo em direção à cura é reconhecer o amor desordenado por si mesmo, a partir deste momento se pode buscar a mudança de comportamento.

No caso do homossexual, existe uma barreira em aceitar a mudança, já que o desejo sexual(baseado no instinto) tende a obscurecer os sentimentos morais geralmente mais fracos que, entretanto, não podem ser totalmente sufocados. “Na verdade, o argumento melhor e mais decisivo para um homossexual usar contra a condescendência com suas fantasias é seu mais intimo sentimento com relação ao que é puro e ao que é impuro. Como, porém,trazer isso à luz clara da consciência? Pela sinceridade consigo mesmo e pela reflexão serena, aprendendo a ouvir a consciência e aprendendo a não ouvir em seu íntimo argumento deste teor: Por que não? ou Não posso deixar de satisfazer essas exigência[…] ” Reserve algum tempo, algumas semanas, para esse processo de aprender a ouvir.

É muito importante que todo católico que sinta atração pelo mesmo sexo saiba que há esperança e que pode encontrar ajuda. São componentes essenciais dessa ajuda os grupos de apoio, os terapeutas e os conselheiros espirituais que aderem inequivocadamente aos ensinamentos da Igreja, ou que pelo menos tratam o ser humano e a sua saúde tendo muito presente a lei natural. Para melhor combater este comportamento desordenado, indicamos um bom sacerdote, de conduta ilibada e fiel a doutrina da Igreja, para que possa lhe acompanhar e lhe direcionar da melhor forma possível, como também, realizar uma boa confissão, jejuar, orar e buscar diariamente os sacramentos da Igreja – os sacramentos destinam-se à santificação dos homens, à edificação do corpo de Cristo e ainda ao culto a ser prestado a Deus; (CIC. 1123)

d) Para minha consciência, sexo de qualquer forma havendo consentimento, é bom, agradável, bonito e saudável[…]

Concordo que o sexo seja bom, agradável, bonito e saudável, já que tudo que Deus faz é perfeito. No entanto, a pratica homossexual não é agradável porque a penetração causa desconforto físico, já que musculatura na entrada do reto, chamada de esfíncter anal, não se auto lubrifica, como a da vagina, tornando a penetração desconfortável, não é bonito porque é uma grosseiríssima caricatura do ato conjugal, não é bom porque sempre que se viola a ordem moral natural estabelecida por Deus, comete-se um pecado ofendendo a Deus.

Quanto à questão do consentimento, é notório que a causa direta dos atos de homossexualidade é a livre vontade humana. Nesse sentido, é correto dizer que o homossexualismo é uma “opção”. Uma opção má, mas uma opção. O homossexual é alguém que, como todas as pessoas humanas, foi chamado a fazer a opção pela castidade. Lamentavelmente, optou pelo vício oposto, a luxúria. E entre as espécies de luxúria, escolheu uma que contraria não apenas a reta razão, mas a própria natureza.O vício contra a natureza,  tem uma gravidade especial em relação às outras espécies de luxúria. Estas só contrariam o que é determinado pela reta razão, pressupondo, porém, os princípios naturais. Pois o adultério, a fornicação e o incesto, por abomináveis que sejam, são praticados entre um homem e uma mulher, de um modo conforme a natureza, embora contrário à reta razão. O homossexualismo, porém, corrompe a própria natureza do ato. E como os princípios da razão fundam-se sobre os princípios da natureza, a corrupção da natureza é a pior de todas as corrupções. Donde se conclui que o vício contra a natureza (que inclui o homossexualismo) tem maior gravidade entre as espécies de luxúria.

3. Esta implícito para mim, não ser pecado olhar pela internet homens nus[…] além de se para mim uma necessidade.

a) Esta implícito para mim, não ser pecado olhar pela internet homens nus…

Fraterno irmão, “O pecado é, portanto, amor de si mesmo até o desprezo de Deus” (S. Agostinho, De Civ. Dei, 14,28), Precisamente por querer ser como Deus, desejando definir o que é o bem e o que é o mal, sem ter que pedir normas ao Senhor, desprezando-o, que o homem foi tomado pela soberba vindo a perder a justiça original. Portanto, não cabe a nós seres humanos julgar o que seja pecado ou não. Em hipótese alguma podemos “moldar” Deus ao nosso gosto. Mas sim, nós nos moldarmos conforme a vontade Dele.  Pois o Deus é Ele, ele é perfeito e não nós. Neste caso, devemos obedecê-lo, e seguir suas leis.

Por mais que você ache implícito não ser pecado a pratica da união carnal entre pessoas do mesmo sexo e etc – continuara sendo pecado, não cabe a nós seres humanos julgar o que seja pecado ou não; Relembrando ainda que a lei moral estabelecida por Deus é superior ao homem, que não pode nem ignorá-la nem mudá-la –  conforme descrito pro você mesmo, em seu questionamento, existe um abono de culpa presente em sua consciência que parece sinalizar algo de errado. Não acolha este sentimento como mero senso de culpa, porém, com temor a Deus, levando-o a um profundo arrependimento e posteriormente a busca diária de conversão.

b)[…]além de ser para mim uma necessidade

Como visto em (2.b), a prática homossexual se torna viciosa, causando dependência no homossexual. Para isso é necessário a castidade, já que comporta uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara, ou o homem comanda as suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. (Eclo 1,22) A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por uma convicção pessoal e não por força de um instinto interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, liberto de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem e procura os meios aptos como diligente aplicação.

4. Algo bom de Deus esta agindo em mim?

Você tem o bem da existência, que é concedida por Deus e não destrói a liberdade; de maneira que, infelizmente, o homem pode contrariá-la e perder-se eternamente. A providência divina abarca duas coisas: a conservação das criaturas e o governo delas. Deus conserva as criaturas, fazendo com que permaneça no ser. Como necessitam de Deus para sair do nada, assim necessitam d’Ele para se manter e não caírem no nada. Com outras palavras, as criaturas não podem continuar a existir <<por seu próprio impulso>>, porque, nesse caso, seriam independentes de Deus, existiriam por si mesmas, o que é impossível nos seres contingentes. Logo, a existência é um bem concedido ao homem, independente se o mesmo faz mau uso para pecar. Deus é suficientemente sábio para extrair bem mesmo do abuso de nossa liberdade. Deus não permite o mal – diz Santo Agostinho – se dele não pudesse tirar alguns bens. A liturgia entoa no Sábado Santo, as seguintes palavras, referentes ao pecado de Adão: “Oh feliz culpa, que nos mereceu tão grande e excelente Redentor!

Que você possa aproveitar o bem da existência e glorificar a Deus, como também, buscar sua salvação para que não venha a cair na condenação eterna. Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna. A graça é uma participação na vida divina; introduz-nos na intimidade da vida trinitária. Pelo Batismo, o cristão tem parte na graça de Cristo, cabeça da Igreja. Como “filho adotivo”, pode doravante chamar a Deus de “Pai”, em união com o Filho único. Recebe a vida do Espírito, que nele infunde a caridade e forma a Igreja. A graça de Cristo é o dom gratuito que Deus nos faz de sua vida infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-la do pecado e santificá-la; trata-se da graça santificante ou deificante, recebida no Batismo. Em nós, ela é a fonte da obra santificadora: Se alguém está em Cristo, é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez uma realidade nova. Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo (2Cor 5,17-18).

Porém, ainda temos a possibilidade de pecar gravemente e sermos privado da graça santificante. O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus(através de uma boa confissão), causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.(CIC §1861)

Tudo posso naquele que me fortalece”(Filipenses 4:13). Que nosso Senhor Jesus Cristo, lhe fortaleça para enfrentar situações que a vida traz, especificamente no sentido de necessidades pessoais.

Rezarei por você, e rogarei a Santa Virgem Mãe que lhe auxilie nos momentos de dificuldades e tentações. Não tenhas medo!

In corde Iesu et Mariae,
Mendes Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus

Bibliografia

  1. Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Persona humana, 29 de dezembro de 1975, n. 8.
  2. Catecismo da Igreja Católica, n. 2357.
  3. Ibid., n. 2358
  4. Ibid., n. 2359
  5. Ibid., n. 2358
  6. Ibid., n. 2396
  7. Ibid., n. 2357
  8. J.M VAN DEN AARDWEG, Gerard. A Batalha pela Normalidade Sexual.Aparecida: Editora Santuário, 2008. p. 84 .
  9. Ibid., p. 75.
  10. Ibid., p. 57-59.
  11. Ibid., p. 84.

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