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A importância da santa missa  

“A felicidade que vocês procuram, a felicidade que têm o direito de saborear tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só Ele dá a plenitude de vida à humanidade”.(BENTO XVI, palavra dirigida aos jovens reunidos em Colônia logo na festa de acolhimento, junto ao rio Reno)

A importância da santa missaNesta frase cheia de intensa verdade de Bento XVI temos a essência de todo nosso catolicismo, efeito de, uma esplêndida sucessão de ritos, costumes, tradições e vidas que se abandonaram e juntaram-se a Cristo no sacrifício da Santa Missa, dando em seu próprio altar tudo que possuíam por terem descoberto o maior tesouro da Igreja:

“Se os homens conhecessem o valor da Santa Missa, a Polícia teria que estar sempre às portas das Igrejas para manter a ordem por causa da grande quantidade de pessoas que a assistiriam.” (São Pe.Pio)

A vivência de proximidade gera aprofundamento e conhecimento perante aquilo que o humano não compreende, a fé transcende o compreensível nos levando sempre em direção a Deus. A Santa Missa atravessa todas essas verdades criando um elo infinito e definitivo do homem para com Deus que, se a humanidade pudesse vislumbrar jamais deixaria de se ater a esse “supremo relacionamento”.

“A Missa é ao mesmo tempo e inseparavelmente o memorial sacrifical no qual se perpetua o sacrifício da Cruz, e o banquete sagrado da comunhão no corpo e no sangue do Senhor.A mãe Igreja deseja ardentemente que todos os fiéis sejam levados àquela plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da liturgia exige e à qual, por força do batismo o povo cristão, “geração escolhida, sacerdócio régio, gente santa, povo de conquista (1Pd 2, 9), tem direito e obrigação.” (Sacrosanto Concílio; CIC 1141)

É o acontecimento central de toda a nossa fé, de importância única e singular, um momento de encontro pessoal com o próprio Deus que vem ao nosso meio por amor e misericórdia e se faz alimento para renovar-nos espiritualmente, para nos retirar das maquinações do mal, para dar sentido ao nosso caminho e busca de felicidade, para ser a vida que transborda e fonte de toda Santidade:

“Numa plena e ativa participação no Sacrifício Eucarístico e na vida litúrgica completa da Igreja, todo o povo encontra a primeira e indispensável fonte do verdadeiro espírito cristão. Na Eucaristia encontra a força que o torna capaz de dar ao mundo o testemunho de vida.”(João Paulo II)

Fonte essa, que todo cristão Católico deveria ter sede de vivenciar para causar o impacto diante de uma realidade que constantemente têm perdido todos os valores reais da vida e despertado um abismo profundo em seu relacionamento com o Divino. Vidas que deveriam ter a mesma intensidade que tantos santos e santas tiveram:

“O homem deveria vibrar, o mundo deveria tremer, o Céu inteiro deveria comover-se profundamente quando o Filho de Deus aparece sobre o altar nas mãos do sacerdote.” (São Francisco de Assis)

“Sem a Santa Missa, o que seria de nós? Todos nós pereceríamos, uma vez que ela é a única coisa que pode deter o braço de Deus. Sem ela, certamente a Igreja não duraria e o mundo estaria perdido irremediavelmente.” (Santa Teresa de Jesus)

“Nenhuma língua humana poderá enumerar os favores que se correlacionam com a Santa Missa. O pecador se reconcilia com Deus, o justo fica mais reto, os pecados são apagados, os vícios eliminados, a virtude e os méritos crescem e as artimanhas do demônio são frustradas.” (São Lourenço Justiniano)

“Se parássemos por um momento e considerássemos com atenção o que ocorre nesse sacramento, estou certo de que pensar no amor que Deus tem por nós transformaria toda a frieza de nossos corações em fogo de amor e gratidão.” (Santa Ângela de Foligno)

“A Santa Missa é uma obra de Deus na qual nos é apresentado todo o amor que Ele nos tem. De certo modo é a síntese e a soma de todos os favores que Ele nos concedeu.” (São Boaventura)

Mais do que pensamento o que está escrito em seus documentos foi vivido, sentido e evidenciado em suas vidas, transformando radicalmente o meio e o momento histórico que viviam. A Santa Missa em nenhum momento, deixou de ser o sentido de tudo aquilo de que acreditavam e tinham como sentido de vida, por isso tornaram-se testemunhas vivas que arrastaram multidões a experimentarem o Santo Amor de Deus no altar.

Com uma incomensurável riqueza de detalhes a Santa Missa é riquíssima em todos os seus sentidos e acontecimentos:

A Liturgia da Palavra:

É parte integrante das celebrações sacramentais. Para alimentar a fé dos fiéis, os sinais da palavra de Deus precisam ser valorizados: o livro da Palavra (lecionário ou evangeliário), sua veneração (procissão, incenso, luz), o lugar de onde é anunciada (ambão), sua leitura audível e inteligível, a homilia do ministro que prolonga sua proclamação, as respostas da assembléia (aclamações, salmos de meditação, ladainhas, profissão de fé…). (CIC 1154)

Canto e Música:

A tradição musical da Igreja Universal constitui um tesouro de valor inestimável que se destaca entre as demais expressões de arte, principalmente porque o canto sacro ligado às palavras, é parte necessária ou integrante da liturgia solene. (CIC 1156)

“Quanto chorei ouvindo vossos hinos, vossos cânticos, os acentos suaves que ecoavam em vossa Igreja! Que emoção me causavam! Fluíam em meu ouvido destilando a verdade em meu coração.” (Sto. Agostinho)

As Santas Imagens:

A imagem sacra, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do filho de Deus que inaugurou uma nova “economia” das imagens.

“Antigamente Deus, que não tem nem corpo, nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora que se mostrou na carne e viveu com os homens posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (…) com o rosto descoberto, contemplamos a Glória do Senhor.” (São João Damasceno)

O domingo é o dia por excelência da assembléia litúrgica, em que os fiéis se reúnem para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia lembrar-se da paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus, e darem graças a Deus que os resgatou para a viva esperança pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.

A Eucaristia:

Acontecimento majestoso de humildade do Divino para com a criatura, um Deus que se faz alimento por amor e misericórdia aos seus filhos amados e nos toma como parte de si mesmo, não se importando em nenhum momento com erros ou infidelidades, fraquezas e falta de fé, mas, acima de tudo, colocando seu amor incondicional à frente de todas as máculas que por ventura nossa humanidade possa causar ao seu Santo Sacrifício:

“A Igreja, sacramento da salvação de Jesus Cristo para o homem, vive do culto centrado no Verbo encarnado, sacramento do Pai. O Cânone Romano e a anáfora de São João Crisóstomo definem a Santa Missa como ‘oblationem rationabilem’ e ‘logikèn latreían’, o tornar-se evento da palavra divina, em que participam o espírito e a razão. Aquele que é a palavra, o Verbo, dirige-se ao homem e espera dele uma resposta compreensível, racional (rationabile obsequium). Assim, a palavra humana torna-se adoração, sacrifício e ação de graças (eucharistía). Este ‘culto espiritual’ (cf. Rom 12, 1) é o coração da ‘participação’ ativa e consciente do povo de Deus no mistério eucarístico, que atinge a plenitude na Sagrada Comunhão.” (SÍNODO DOS BISPOS, XI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, A Eucaristia: fonte e ápice da vida e da missão da Igreja, LINEAMENTA)

“É a fonte ápice de toda a vida cristã. Os demais Sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à Sagrada Escritura e a ela se ordenam. Pois a Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa:

‘Estejamos bem persuadidos de que isto não é o que a natureza formou, mas o que a benção consagrou, e que a força da benção supera a da natureza, pois pela benção a própria natureza é mudada. Por acaso a Palavra de Cristo, que consegue fazer do nada o que não existia, não poderia mudar as coisas existentes naquilo que ainda não eram? Pois não é menos dar as coisas a sua natureza primeira do que mudar a natureza delas.” (Santo Ambrósio; CIC 1324)

Tudo isso se torna o Santo Sacrifício da Missa, momento esse também em que nos tornamos uma oferta para o Pai, dando o que temos e somos também como sacrifício no altar, com o coração vazio de orgulho e dependente desta Santa comunhão, aonde Deus faz-se presença Sacramental em nosso meio e formamos assim, um só corpo, unindo-nos ainda mais aos mistérios que Ele revela apenas aos que ama. Por isso caro católico, jamais permita que as apostasias e heresias protestantes adentrem seu coração e usurpem o amor pelo Santo Sacrifício perpetuado em cada Missa, defenda, viva intensamente e permita que os seus atos após o recebimento do Santíssimo Sacramento falem por si só.

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