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A Lei Moral, ou ‘Como deixar um ateu sem resposta’

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A princípio, acreditava que uma investigação completa de uma base racional para a fé negaria os méritos da crença e reafirmaria minha posição de ateu. No entanto, determinei que examinaria os fatos, não importassem os resultados. Assim teve início um estudo rápido e confuso sobre as principais religiões do mundo. Muito do que encontrei em edições simplificadas de religiões diferentes (achei a leitura dos verdadeiros textos sacros difícil demais) deixou-me totalmente atônito, e vi poucos motivos para me lançar a uma ou outra das diversas possibilidades. Não acreditava que houvesse base racional para uma crença espiritual subjacente a qualquer uma daquelas religiões. Isso, contudo, logo mudou. Fui visitar um pastor metodista que morava na mesma rua que eu, a fim perguntar-lhe se a fé tinha algum sentido lógico. Ele escutou com paciência minhas divagações confusas (e talvez blasfemas); em seguida, apanhou um livrinho em sua prateleira, sugerindo que eu o lesse.

O livro era Cristianismo Puro e Simples (clique para baixar), de C. S. Lewis. Nos poucos dias que se seguiram, conforme eu folheava as páginas, lutando para absorver a amplitude e a profundidade dos argumentos intelectuais apresentados pelo lendário acadêmico de Oxford, percebi que todos os meus argumentos contra a aceitação da fé eram dignos de um garoto em idade escolar. Obviamente eu tinha de começar do zero para considerar aquela que é a mais importante de todas as questões humanas. Lewis parecia conhecer todas as minhas objeções, algumas antes mesmo de eu formulá-las. Falou sobre elas em uma ou duas páginas. Quando, mais tarde, descobri que o próprio Lewis havia sido um ateu que se propusera reprovar a fé com base em argumentações lógicas, percebi como ele pôde conhecer tão bem minha trilha. Ele também a tinha percorrido.

O argumento que mais chamou minha atenção e que mais acalentou minhas idéias sobre a ciência e o espírito até seus alicerces estava logo ali, no título do Livro Um: “O certo e o errado como pista para o sentido do universo”. Embora, em muitos aspectos, a “Lei Moral” que Lewis descreveu fosse uma característica universal da existência humana, tive a impressão de que a examinava pela primeira vez.

Para compreender a Lei Moral, vale considerar, conforme Lewis o fez, que ela é evocada de centenas de maneiras, todos os dias, sem que aquele que a evoca se detenha para mostrar as bases de seu argumento. As divergências fazem parte da vida cotidiana. Algumas são relativas ao mundo material, como a esposa que critica o marido por não ter sido gentil ao conversar com uma amiga ou uma criança que declara que “não é justo” distribuir diferentes quantidades de sorvete numa festa de aniversário. Outras argumentações são encaradas com uma importância maior. Em assuntos internacionais, por exemplo, alguns argumentam que os Estados Unidos têm a obrigação moral de disseminar a democracia pelo mundo, mesmo à custa do poderio militar, enquanto outros declaram que o uso agressivo e unilateral de forças militares e econômicas é tão ruim quanto a falta de democracia em um país.

Atualmente, na Medicina, debates furiosos permeiam a questão de aceitar ou não o empreendimento da pesquisa com células-tronco embrionárias. Alguns afirmam que essa pesquisa viola a santidade da vida humana; outros supõem que o potencial para aliviar o sofrimento humano constitui uma procuração ética para prosseguir com tal trabalho.

Repare que, nesses exemplos, cada parte tenta recorrer a um padrão superior não-declarado. Esse padrão é a Lei Moral, que pode também ser chamada de “a lei do comportamento correto”, e sua existência em cada uma dessas situações parece inquestionável. O que se está debatendo é se uma ação ou outra consiste em uma aproximação às exigências de tal lei. Os acusados de ter falhado, como o marido que é pouco amistoso com a amiga da esposa, em geral respondem com desculpas variadas sobre por que deveriam ser auxiliados a sair de uma dificuldade. Praticamente nunca retrucam com algo como: “Vá para o inferno você e esse seu conceito de comportamento correto”.

O que temos aqui é bastante peculiar: o conceito de certo e errado aparenta ser universal entre todos os membros da espécie humana (apesar de sua prática poder resultar em conseqüências brutalmente diferentes). Assim, isso parece mais a abordagem de um fenômeno do que de uma lei, como a lei da gravidade ou a da relatividade especial. Contudo, trata-se de uma lei que, sejamos sinceros, é infringida com uma freqüência impressionante.

Até onde posso dizer da melhor maneira, essa lei parece aplicar-se especialmente aos seres humanos. Embora outros animais possam, às vezes, aparentar demonstrações de vislumbre de um sentido de moral, sem dúvida estas não são amplamente difundidas e, em muitos exemplos, o comportamento de outras espécies parece contrastar dramaticamente com qualquer senso de justiça universal. Ao tentar enumerar as qualidades especiais do Homo sapiens, os cientistas geralmente se referem à consciência de certo e errado, juntamente com o desenvolvimento da linguagem, a consciência do “eu” e a capacidade de imaginar o futuro.

No entanto, será essa noção de certo e errado uma qualidade essencial do ser humano ou apenas uma conseqüência de tradições culturais? Alguns alegam que as culturas apresentam normas de comportamento com tantas diferenças que qualquer conclusão sobre uma Lei Moral compartilhada não tem fundamento. Lewis, estudioso de várias culturas, chama isso de

 

Uma mentira, uma mentira boa e retumbante. Se um homem for a uma biblioteca e passar alguns dias com a Encyclopedia of Religion and Ethics [Enciclopédia de religião e ética], logo perceberá a imensa unanimidade do fundamento prático no ser humano. Desde os Hinos Babilônicos a Pitágoras de Samos, desde as leis de Manu, o Livro dos Mortos, os Analectos de Confúcio, os Estóicos, os Platonistas, desde os aborígenes australianos e peles-vermelhas dos Estados Unidos, esse homem na biblioteca fará um apanhado das mesmas denúncias triunfantemente monótonas de opressão, assassinato, traição e falsidade; as mesmas obrigações de gentileza aos idosos, aos jovens e aos fracos, sobre a doação de esmolas e a imparcialidade e a honestidade.

 

Em certas culturas incomuns, a lei assume adornos surpreendentes – vejam-se as bruxas que eram queimadas nos Estados Unidos, no século XVII. Contudo, num exame mais apurado, percebe-se que essas aberrações aparentes surgem de conclusões sustentadas com muita ênfase, mas mal orientadas, sobre quem ou o que é o bem ou o mal. Se você tivesse convicção de que uma bruxa fosse a encarnação do mal sobre a terra, um apóstolo do demônio, não lhe pareceria justificável esse tipo de ação drástica?

Permita-me interromper o raciocínio para salientar que a conclusão sobre a existência da Lei Moral encontra-se em conflito sério com a filosofia pós-moderna. Esta argumenta não haver um certo e um errado absolutos, e que todas as decisões éticas são relativas. Essa visão, que parece amplamente divulgada entre os filósofos modernos, mas que empresta uma mística à maioria de seus membros junto ao público em geral, encontra uma série de situações lógicas no estilo “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Se não há verdade absoluta, será que o próprio pós-modernismo é real? De fato, se não existe nem certo nem errado, não há motivos para discutir a disciplina da ética.

Alguns irão contestar, dizendo que a Lei Moral é uma simples conseqüência das pressões evolucionárias. Essa objeção surge de um novo campo da sociobiologia e tenta fornecer explicações para o comportamento altruísta com base no valor positivo da seleção natural de Darwin. Se pudéssemos apresentar tal argumento como sustentação para a interpretação de diversas exigências da Lei Moral como uma indicação para Deus, teríamos um problema potencial – por isso, vale a pena examinar esse ponto de vista de forma mais detalhada.

Leve em conta um exemplo importante da força que sentimos, oriunda da Lei Moral – o impulso altruísta, a voz da consciência nos chamando a ajudar os outros, mesmo sem receber nada em troca. Nem todas as exigências da Lei Moral se resumem ao altruísmo, é claro; por exemplo, o súbito peso na consciência que alguém sente após uma mínima distorção dos fatos na declaração de imposto de renda não pode ser atribuído à sensação de ter prejudicado outro ser humano identificável.

Primeiramente, vamos deixar claro sobre o que estamos falando. Não entendo o altruísmo como um comportamento do tipo “uma mão lava a outra”, ou seja, praticar a bondade esperando algum benefício em troca. O altruísmo é mais interessante: dar-se sem egoísmo aos outros, com sinceridade, sem nenhuma intenção secundária. Quando vemos a demonstração desse tipo de amor e generosidade, ficamos dominados por surpresa e respeito profundo. Oskar Schindler colocou sua vida em grande risco para proteger mais de mil judeus do extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial e, por fim, morreu pobre – e todos nós sentimos uma grande admiração por seus atos. Madre Teresa é tida, de modo coerente, como uma das pessoas mais admiradas da época atual, embora sua pobreza auto-imposta e sua dedicação extrema aos enfermos e moribundos em Calcutá sejam um drástico contraponto ao estilo de vida materialista que domina nossa cultura.

Algumas vezes, o altruísmo pode ampliar-se até para circunstâncias em que a pessoa beneficiada pareceria um inimigo visceral. A freira beneditina irmã Joan Chittister narra a seguinte história sufi:

Era uma vez uma idosa que costumava meditar às margens do Ganges. Certa manhã, ao encerrar sua meditação, ela avistou um escorpião flutuando indefeso na forte correnteza. À medida que era arrastado para mais perto, prendeu-se nas raízes que se ramificavam para dentro do rio. O escorpião lutava freneticamente para se libertar, mas cada vez ficava mais emaranhado. Imediatamente a senhora aproximou-se do escorpião que se afogava e este, assim que ela o tocou, cravou-lhe seu ferrão. A mulher afastou a mão, mas, após ter recobrado o equilíbrio, tentou de novo salvar a criatura. Todas as vezes que ela tentava, porém, o ferrão na cauda do animal a atingia com tamanha gravidade que suas mãos sangravam e seu rosto distorcia-se de dor. Um transeunte que via a idosa lutando com o escorpião gritou para ela:

– Qual o seu problema, sua tola? Quer se matar tentando salvar essa coisa feia?

Olhando nos olhos do estranho, ela retrucou:

– Só porque é da natureza do escorpião ferroar, por que eu deveria negar minha própria natureza de salvá-lo?

Talvez esse pareça um exemplo drástico – não há muitos dentre nós que arriscariam a vida para salvar um escorpião. No entanto, a maioria das pessoas, sem dúvida, já experimentou um chamado interno para ajudar um estranho em necessidade mesmo sem nenhuma possível vantagem pessoal. E, se de fato agiu guiada por esse impulso, teve como conseqüência uma sensação confortável de “ter feito a coisa certa”.

C. S. Lewis, em seu destacado livro Os Quatro Amores (clique para baixar), explora ainda mais a natureza desse amor generoso, que ele chama de “ágape”, palavra derivada do grego. O autor salienta que essa forma de amor se distingue das outras três (afeto, amizade e amor romântico), podendo ser mais bem compreendida como vantagem recíproca, e que podemos vê-la destacada em outros animais além de nós.

O ágape, ou o altruísmo, apresenta-se como um importante desafio aos evolucionistas. Trata-se, sinceramente, de um escândalo para o raciocínio reducionista. Não pode ser responsabilizado pelo impulso de se perpetuar dos genes egoístas do indivíduo. Muito pelo contrário: pode levar os seres humanos a realizar sacrifícios que trarão sofrimento pessoal, ferimento ou morte, sem prova alguma de benefício. E, contudo, se examinarmos com cuidado aquela voz interior que às vezes chamamos de consciência, perceberemos que a motivação para a prática desse tipo de amor existe dentro de todos nós, apesar de nossos esforços freqüentes para ignorá-la.

Sociobiólogos como E. O. Wilson tentaram explicar esse comportamento com base em algum benefício reprodutivo indireto para o praticante da ação altruísta. Os argumentos, contudo, rapidamente se tornam um problema. Uma suposição é de que os repetidos comportamentos altruístas de um indivíduo são reconhecidos como atributo positivo na seleção do companheiro. Tal hipótese, entretanto, entra em conflito direto com observações feitas em primatas não-humanos que, em geral, mostram o oposto – por exemplo, a prática do infanticídio por um macaco recém-dominante para limpar o caminho a sua futura ninhada. Um outro argumento é o de que benefícios recíprocos indiretos, oriundos do altruísmo, proporcionaram vantagens ao praticante durante o período da evolução; no entanto, essa explicação não leva em conta a motivação do ser humano para praticar pequenos atos de consciência a respeito dos quais ninguém mais sabe. Um terceiro argumento é o de que o comportamento altruísta entre membros de um grupo beneficia o grupo todo. Como exemplos temos os formigueiros, nos quais operárias estéreis trabalham de maneira árdua e incessante para criar um ambiente onde suas mães possam gerar mais filhos. Esse tipo de altruísmo das formigas, contudo, é prontamente explicado em termos evolucionários pelo fato de os genes que incentivam as formigas operárias estéreis seremexatamente os mesmos que serão transmitidos pela mãe aos irmãos e irmãs que aquelas estão ajudando a criar. Os evolucionistas agora concordam, quase unânimes, que essas conexões de DNA incomuns não se aplicam a populações mais complexas, nas quais a seleção trabalha no indivíduo, não na população. O comportamento limitado da formiga operária, portanto, apresenta uma diferença essencial com relação à voz interior que faz com que eu me sinta compelido a saltar no rio para tentar salvar um estranho que está se afogando, mesmo que eu não seja um bom nadador e possa morrer na tentativa. Além disso, para que o argumento evolucionário referente a benefícios grupais de altruísmo se mantivesse, seria necessário, aparentemente, uma reação oposta, ou seja, a hostilidade a indivíduos que não fizessem parte do grupo. O ágape de Oskar Schindler e Madre Teresa distorce esse tipo de raciocínio. Choca saber que a Lei Moral me pede que salve alguém que está se afogando, mesmo que seja um inimigo.

Se a Lei da Natureza Humana não pode ser explicada sem hesitação como uma ferramenta cultural ou um produto indireto da evolução, como, então, podemos justificar sua presença? Citando Lewis:

Se houver um poder controlador fora do universo, este não poderia apresentar-se a nós como um dos fatos que fazem parte do universo – assim como o arquiteto de uma casa não é, de fato, uma das paredes, ou a escada, ou a lareira dessa casa. A única maneira pela qual podemos esperar que ele se mostre é dentro de nós, como uma influência ou um comando tentando fazer com que nos comportemos de determinado modo. E é isso que encontramos dentro de nós. Sem dúvida, isso não deveria levantar suspeitas?

Ao deparar com esse argumento aos 26 anos, fiquei aturdido com sua lógica. Aqui, oculta em meu coração, tão familiar quanto qualquer coisa na experiência do dia-a-dia, mas agora surgindo na forma de um princípio esclarecedor, essa Lei Moral brilhava com sua luz branca e forte nos recônditos de meu ateísmo infantil, e exigia uma séria consideração sobre sua origem. Estaria Deus olhando de novo para mim?

E, se fosse assim, que tipo de Deus seria? Seria um Deus pela visão deísta, que inventou a Física e a Matemática, começou o universo em movimento há cerca de 14 bilhões de anos e, em seguida, perambulou para longe, a fim de lidar com outros assuntos de maior importância, como Einstein pensava? Não, esse Deus, se eu pudesse percebê-lo em sua totalidade, deveria ser um Deus do ponto de vista dos teístas, um Deus que desejasse algum tipo de relacionamento com essas criaturas especiais denominadas seres humanos e, portanto, tivesse incutido esse seu vislumbre especial em cada um de nós. Poderia ser o Deus de Abraão, mas sem dúvida não seria o Deus de Einstein.

Havia outra conseqüência desse crescente sentimento sobre a natureza de Deus se este, na verdade, era real. A julgar pelos altíssimos padrões da Lei Moral, que eu tinha de reconhecer que infringia regularmente, esse era um Deus sagrado e justo. Ele tinha de ser a personificação da bondade. Tinha de odiar o mal. E não havia motivo para suspeitar que esse Deus fosse benevolente ou misericordioso. O surgimento gradual de minha percepção da existência aceitável de Deus trouxe sentimentos conflitantes: alívio diante da amplitude e da profundidade da existência de tamanha mente e um desânimo profundo ao perceber minhas imperfeições ao examiná-las à luz divina.

Havia começado essa jornada de exploração intelectual porque queria confirmar minha posição como ateu. Isso se converteu em ruínas à medida que a argumentação da Lei Moral (e muitos outros assuntos) obrigou-me a admitir a aceitação da hipótese de Deus. O agnosticismo, que parecia um seguro paraíso de segunda, agora me ameaçava como a grande desculpa que em geral é. A fé em Deus parecia mais racional do que uma dúvida.

Também ficara claro para mim que a ciência, apesar de seus poderes inquestionáveis para desvendar os mistérios do mundo natural, não iria me levar mais adiante na resolução da questão de Deus. Se Deus existe, deve se encontrar fora do mundo natural e, portanto, os instrumentos científicos não são as ferramentas certas para aprender sobre Ele. Em vez disso, como eu estava começando a entender por olhar dentro de meu coração, a prova da existência de Deus teria de vir de outras direções, e a decisão definitiva deveria se basear na fé, não em provas. Ainda perseguido por perturbar as incertezas do caminho que eu havia tomado, eu precisava admitir que começara a aceitar a possibilidade de uma visão de mundo espiritual, incluindo a existência de Deus.

Parecia impossível tanto avançar quanto recuar. Anos depois, encontrei um soneto de Sheldon Vanauken que descrevia com precisão o meu dilema. Suas linhas finais diziam:

Entre o provável e o provado existem hiatos

Uma fenda. Com medo de saltar, permanecemos ridículos.

Então vemos atas de nós o chão afundar e, pior,

Nosso ponto de vista esfacelar-se. O desespero desponta

Nossa única esperança: saltar para o Verbo

Que abre o universo fechado.

Durante muito tempo fiquei parado, tremendo, à beira desse hiato. Por fim, não vendo escapatória, saltei.

Como é possível que um cientista tenha tais convicções? Não seriam as várias alegações da religião incompatíveis com a atitude de um cientista, sempre querendo ver os dados, devoto do estudo da Química, da Física, da Biologia e da Medicina? Ao abrir a porta de minha mente a essas possibilidades espirituais, teria eu começado uma guerra de visões de mundo que me destruiria e, por fim, enfrentaria uma vitória com baixas em ambos os lados?

(Francis S. Collins, A Linguagem de Deus, 6ª Edição, Ed. Gente, págs 28-39)

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