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O que ensina a Igreja sobre a recepção da Sagrada Comunhão uma única Espécie?

Enviado por H. S.
Religião: Cristão Pentencostal
Estado: MG – Minas Gerais

Corpo da mensagem:

A igreja católica na ministração eucaristica entrega a hóstia a seus membros e não o vinho pois a ordem do Senhor Jesus é explícita e a consagração dos elementos também.( Mt 26.26) e em João o Evangelhoregistra = Aquele que não comer a minha carne e beber o meu sangue não tem parte comigo pois o meu sangue verdadeiramente é bebida e minha carne verdadeiramente é comida.

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RESPOSTA

Quando recebe-se a hóstia consagrada, recebe-se verdadeiramente o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de nosso Salvador, Jesus Cristo. Porém, a Igreja não apenas aprova, mas encoraja a recepção da  sagrada Comunhão sob ambas as espécies, ou seja, o Pão e o Vinho consagrados. De acordo o Missal Romano, a recepção sob ambas as espécies é um sinal mais completo da “nova e eterna aliança” que Cristo estabeleceu entre Si e Sua Noiva, a Igreja.  Vejamos o que diz o catecismo:

1390. Graças à presença sacramental de Cristo sob cada uma das espécies, a comunhão apenas sob a espécie de pão permite receber todo o fruto de graça da Eucaristia. Por razões pastorais, esta maneira de comungar estabeleceu-se legitimamente como a mais habitual no rito latino. «A sagrada Comunhão tem uma forma mais plena, enquanto sinal, quando é feita sob as duas espécies. Com efeito, nesta forma manifesta-se mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico» (Instrução geral do Missal Romano). É a forma habitual de comungar, nos ritos orientais.

Assim, o leigo que recebe o Pão consagrado participa tão copiosamente do Corpo e Sangue de Cristo quanto o sacerdote oficiante que comunga os dois elementos consagrados, e recebe portanto, o fruto da graça da Eucarisitia que lhe é dispensado sob cada espécie, pois a Comunhão  “aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e preserva-o dos pecados graves. E uma vez que os laços da caridade entre o comungante e Cristo são reforçados, a recepção deste sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo Místico de Cristo “  (Catecismo da Igreja Católica, 1416)

Jesus diz: «Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente […] Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna […], permanece em Mim, e Eu nele» (Jo 6, 51.54.56).

Nas passagens acima, Nosso Senhor, em Suas palavras, faz referência também ao cálice sacramental, e não mas apenas ao Pão eucarístico, aos quais ele atribui toda a eficácia que está ligada a comunhão sob as duas espécies. Deste modo, há alguma base bíblica para a distribuição da sagrada Comunhão sob apenas uma espécie?

Sim, primeiramente porque Jesus mesmo explicitou que aquele que recebe o Sacramento sob uma  forma, recebe-o plenamente: “Quem come este pão viverá para sempre”. Assim, S. Paulo, em sua epístola, diz aos Coríntios: “Quem comer deste pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.” [I. Cor. xi. 27.] Aqui o Apóstolo claramente declara que, por uma participação indigna na Ceia do Senhor, sob a forma de um pão ou vinho, profana o corpo e o sangue de Cristo. Como isto poderia ocorrer, a menos que Cristo estivesse inteiramente contido em ambas as espécies? Portanto, forçosamente, o Apóstolo afirma a doutrina católica, cujo texto os tradutores protestantes têm pervertido, tornando-a: “Quem comer deste pão e beberdes o cálice”, substituindo “ou” por “e”, em contradição com o original grego, do qual a versão católica é uma tradução exata.

Esta é também a doutrina recebida dos Padres da Igreja, ou seja,  que a Eucaristia está contida em toda a sua integridade, quer no pão consagrado quer no cálice sacramental. Santo Agostinho, que pode ser tomado como uma amostra do resto, diz que “cada um recebe Cristo, o Senhor, todo em cada partícula.” [Agostinho, De consec. dist.]

Mas Jesus não nos mandou comer Corpo e beber o Seu Sangue?

É verdade que nosso Senhor disse ao povo: “A menos que comerdes a carne do Filho do homem, e beberdes o seu sangue, não terais vida em vós”.  Esta ordenança é literalmente cumprida pelos leigos, quando participam do mesmo pão consagrado, que, como vimos, contém Cristo, o Senhor em toda a sua integridade. Assim como nosso Senhor disse: “Quem come a Minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna”, ele também disse: “O pão que eu darei é a minha carne, pela vida do mundo.”

Ao analisarmos a história da Igreja sobre o assunto descobrimos que até o século XII a comunhão foi distribuída às vezes sob uma forma, às vezes sob outra, mas geralmente sob ambas. Assim, por razões práticas, os cristãos em tempo de perseguição, confessores da fé confinados na prisão, os viajantes em sua jornada, os soldados antes de entrarem nas batalhas e eremitas que viviam no deserto eram autorizados a manterem com eles e fortalecerem-se com o Pão consagrado – como Tertuliano, Cipriano, Basílio, Ambrósio e outros Padres da Igreja testemunham.

Em todos esses casos nunca os comungantes duvidavam terem recebido a Ceia do Senhor na sua integridade. Certamente, os guias de consciência da fé optariam por reterem completamente a Sagrada Hóstia dos seus rebanhos, que lhes permitem participar de um sacramento mutilado.

Entretanto, como visto na citação do Catecismo acima, há razões pastorais que podem determinar a não distribuição sob a espécie do Vinho, a mais grave delas seria o risco de profanação do Sangue de Jesus, que pode ser derramando no momento da recepção. Caso isso venha a ocorrer, o procedimento para a limpeza do “vinho” derramado sobre o tecido de uma roupa, por exemplo, deve seguir as mesma normas que a Igreja usa para a purificação das panos como o Corporal ou o Purificador, ambos usados na celebração da Santa Missa.  Entretanto, vale salientar, que em muitas paróquias, principalmente fora do Brasil, onde a questão financeira talvez não seja um “impediemnto pastoral” para a utilização do Vinho Sacramental, a Eucaristia é distribuída não sob uma, mas DUAS espécies.

In corde Iesu et Marie,
Hellen C. Walker

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