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Resolvi estudar sobre outras vertentes cristãs, inclusive o tão difamado catolicismo.

Nome: F.
Religião: Protestante
Estado: MG – Minas Gerais

Corpo da mensagem:

Caros membros do Apostolado Spiritus Paraclitus, Primeiramente desejo parabenizá-los por este trabalho, graças ao qual é possível que muitas pessoas desfaçam seus preconceitos em relação à Igreja Católica. Tenho uma firme convicção cristã e congrego em uma igreja evangélica pentecostal, mas possuo dúvidas sobre certas práticas desta denominação e por isso resolvi estudar sobre outras vertentes cristãs, inclusive o tão difamado catolicismo. Para que eu prossiga nessa minha jornada em busca da legítima fé cristã, espero que vocês possam me ajudar esclarecendo certas afirmações feitas em uma publicação intitulada ”Ferramenta contra seitas e heresias”, que no tópico intitulado ”Datas das mudanças feitas depois de Cristo” informa que a Igreja Romana teria decretado uma série de práticas antibíblicas nas datas listadas abaixo, como resultado, segundo a publicação, de ”uma paganização do Cristianismo puro das Escrituras com fins políticos”: A ”Ferramenta” em questão expõe estas datas dando a entender que os Papas subitamente inventaram estas práticas católicas do nada e as impuseram à Cristandade por capricho, atendendo apenas o seu próprio egoísmo. Essa versão me parece estranha, e por isso desejo conhecer a opinião de vocês a respeito destas alegações. Desde já agradeço pela atenção dispensada. Respeitosamente, Felipe.

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RESPOSTA

Caro F. agradecemos seu email e desde já também gostaríamos de deixar nossa gratidão pela credibilidade a nós concedida de sua parte. Espero ajudar a desmascarar esta ferramente propagadora de heresias !

320 – Iniciou-se o uso de velas

Os que criticam o uso que nós, católicos, fazemos das velas, deveriam ler melhor suas bíblias. A mística da luz é muito forte no Antigo e no Novo Testamento. Até hoje, por exemplo, lembrança do judaísmo, o candelabro de sete velas carrega enorme significado. O fogo está ligado à morte e à destruição, mas ao mesmo tempo, a purificação e vida; sabendo que a luz que vem das velas e das tochas mostra caminhos, muitas religiões valorizam o sinal que vem do fogo e da luz. Somos iluminados pelo sol, pela lua e pelas estrelas, as religiões passaram a ver sentido místico em tudo isso. Nós os Cristãos, somos como estrelas, ou luas ao redor do grande Sol que é Cristo.

A vela é luz, símbolo de Cristo. Jesus  diz que nós somos a luz do mundo e que nossa luz deve brilhar (Mt 5,14). Ele mesmo se apresenta como alguém que ilumina a vida dos homens e quer que façamos o mesmo (Mt 5,6; Jo 1,4; 3,19). É por isso que acendemos velas e vemos sentido no gesto de uma vela que se apagou, curvar-se sobre outra para buscar mais luz. No gesto de iluminar nossas liturgias com muitas velas, estamos dizendo alguma coisa: queremos ser luz e iluminar. Somos uma religião que pretende ser igreja de iluminados e iluminadores; que iluminam e que se deixam iluminar; seres que se apagados, buscam a luz do outro para acender-se outra vez, ou encontrando alguém apagado, levam luz de Cristo a ele. A vela não é um costume importado do paganismo, desde o AT as velas são utilizadas na liturgia. Elas são utilizadas no templo: “Farás um candelabro de ouro puro… Far-lhe-ás também sete lâmpadas. As lâmpadas serão elevadas de tal modo que alumiem defronte dele” (Ex 25,31.37). Outros: 1Rs 7,49; 2Cr 4,7.20; Jr 52,19.

É bom lembrar que na Igreja primitiva não existia luz elétrica para iluminar as catacumbas, se fazendo necessário o uso de velas para iluminar.  As alegações protestantes de que as velas são também utilizadas em cultos pagãos não invalidam a Palavra de Deus. Certo é que nas Escrituras o uso delas está inegavelmente comprovado.

381 – Culto à Maria

Deve-se, logo de início, dizer que a fé no ministério de Maria se desenvolveu em função de Cristo ou como afirmação do mistério de Cristo em seus matizes. Sirva de exemplo o Símbolo de Fé dito “Apostólico”; menciona a fé em Jesus Cristo, Deus feito homem, e observa:”foi concebido do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria”.

Nos dois primeiros séculos temos relativamente poucos documentos já que voltam-se principalmente para a defesa da fé, sem deixar de conter traços de teologia e espiritualidade.

S. Inácio de Antioquia(+107), sucessor de S. Pedro na cátedra de Antioquia, foi condenado à morte por ser cristão. Levado para Roma, escreveu algumas cartas, onde se encontra uma passagem notável relativa à maternidade virginal de Maria:

“Nosso Deus, Jesus Cristo, tomou carne no seio de Maria segundo o plano de Deus…”

“Permaneceu oculta ao príncipe deste mundo(Cf. Jo 12,31; 14,30) a virgindade de Maria e seu parto, como igualmente a importe do Senhor: três mistérios de grande alcance, que se processaram no silêncio de Deus.”(aos Efésios n. 18 e 19)

S. Inácio embora combata os docetas, que negavam a realidade planamente humana de corpo de Jesus, não deixou de afirmar o modo singular como essa humanidade foi concebida e nasceu: a Mãe de Jesus foi Virgem.

S. Justino, mártir(+165) foi um apologista da fé frente a judeus e pagãos. Fez questão de distinguir dos mitos pagãos o parto virginal de Maria. Com efeito, Tifão lhe diz que, segundo os gregos, Perseu nasceu de Danae virgem, “pois desceu sobre esta, sob forma de chuva de ouro, aquele que é chamado Júpiter”, Justino rejeita qualquer afinidade desde mito com o nascimento virginal de Jesus(Cf. Diálogo com Trifão 67,1-2)

S. Irineu de Lião(+202) é considerado “o pai da dogmática católica”. Foi discípulo de S. Policarpo de Esmirra(+156) na Ásia Menor, o qual por sua vez foi discípulo de S. João Evangelista. É, pois, representante abalizado do pensamento dos Apóstolos no Ocidente.

S. Irineu desenvolveu o conceito de recapitulação, admitindo cristo como segundo Adão, que repara o erro do primeiro Adão: o caminho da salvação é o caminho da perdição percorrido com o amor que faltou ao primeiro Adão; Jesus foi obediente até a morte por amor, pois o primeiro Adão foi desobediente até a morte por des-amor. Junto ao segundo Adão, Irineu vê a segunda Eva, como, aliás, já se lê nas obras de S. Justino.

“Da mesma forma que aquela(Eva) foi reduzida para desobedecer a Deus, esta(Maria) se deixou persuadir a obedecer a Deus para ser ela, a Virgem Maria, a advogada de Eva. Assim o gênero humano, submetendo à morte por uma virgem; foi dela libertado por uma Virgem, tornando-se contrabalançada a desobediência de uma virgem pela obediência de outra”(Contra as heresias v 19)

S. Irineu usa o conceito de recirculação, ao lado de recapitulação, entendendo-o do seguinte modo: o pecado cometido nas origens da história é apagado mediante um circuito contrário: Cristo retorna a Adão e dá ao pai o Sim que o primeiro Adão lhe recusou; a cruz toma o lugar da árvore da queda; Maria faz Eva reviver autenticamente o papel de “Mãe da Vida”.

O título de “Advogada de Eva” retorna na seguinte passagem de Irineu:

“ Foi por meio de uma Virgem desobediente que o homem foi golpeado, caiu e morreu; da mesma forma é pela Virgem, obediente à Palavra de Deus, que o homem…encontrou de novo a vida…Era justo e necessário que Adão fosse restaurado em Cristo, a fim de que o mortal fosse absorvido e tragado pela imortalidade e Eva fosse reconstruída em Maria; deste modo uma Virgem, feita advogada de uma Virgem, cancelou e anulou a desobediência de uma virgem com a sua obediência de virgem”(Demonstração da Pregação Apostólica n. 33)

Oração do Século III

A oração “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Encontrada num fragmento de papiro, em 1927, no Egito, remonta ao século III. Tem uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (Estamos na provação e Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).

Como visto, o culto a Santíssima Virgem Maria esta presente na vida dos Cristãos muito tempo antes da data mencionada.

400 – Oração pelos mortos

Os protestantes em sua maioria ensinam que os mortos estão “dormindo” e que somente na volta de Jesus haverá a ressurreição de todos;  portanto, para eles, não há ninguém no céu ainda, mesmo que seja apenas com a alma, como ensina a Igreja Católica. Desde os primórdios da Igreja, ela acredita na imortalidade da alma, e que cada pessoas é julgada por Deus, imediatamente após a morte, recebendo já o seu destino eterno. A carta aos Hebreus diz claramente: ”como está determinado que homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo” Hb 9,27;

Em Lc 16,19-51, na parábola do rico e do pobre Lázaro, Jesus apresenta claramente a sobrevivência consciente tanto dos justos como dos injustos. Nesta passagem o rico tinha cinco irmãos que poderiam também se perder; e mostra que os defuntos sobrevivem após a morte e recebem já o prêmio ou castigo.

Os Judeus acreditavam na existência do Hades ou Cheol e o no adormecimento da consciência dos defuntos num lugar subterrâneo, incapazes de serem punidos ou contemplados. Mais a partir do século II a.C., esta concepção foi abandonada pelo povo de Israel, que passou a crer que a consciência dos irmãos falecidos do seu povo, e solidários com os fiéis peregrinos na terra, e intercedendo por eles. Pode-se ver isto claramente, por exemplo, no texto de 2 Mac 15,7-17. Nele, vemos Jeremias, o profeta falecido em II a.C., juntamente com o sumo sacerdote Onias, também já falecido. Em 2 Mc 15,14 atestamos a primeira oração dos justos falecidos em favor dos vivos.

Quanto a rezar pelos mortos, encontramos legitimidade deste ato – que é lógico, ao ponto de ser aprovado explicitamente pela Escritura no texto do II livro dos Macabeus que ensina: “(Judas Macabeu) Tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém, para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição, porque se ele não esperasse que os mortos haviam de ressuscitar, seria uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Considerava que, aos que falecerem na piedade, está reservada uma grandíssima recompensa. Santo e salutar pensamento este de orar pelos defuntos” (II Mac 12, 43-46).

Notório também é no episódio do bezerro de ouro, em que Deus queria punir o povo e abandoná-lo, e Moisés rogou dizendo: “Senhor, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com uma grande fortaleza e com uma mão poderosa? (…) Lembra-Te de Abraão, de Isaac e de Israel, teus servos, a quem por Ti mesmo juraste, dizendo: “multiplicarei a vossa descendência…” (Ex 32, 11-13). Abraão, Isaac e Israel já não estavam neste mundo, e entretanto os seus méritos, invocados por Moisés, clamavam a Deus pelo povo. Aquele que é santo, mesmo após a morte, continua amigo de Deus, e continua a rogar pelos pecadores que a ele recorrem como intercessor.

A oração pelos mortos nunca foi invenção da Igreja Católica.

503 – A doutrina do Purgatório

É bom ficar claro que era costume dos Judeos, após a morte de alguém, rezar durante onze meses seguidos a Deus, para que apressasse a purificação da alma do falecido. Rezava-se a Qaddish, palavra que deriva de Qaddosh, ou seja santo, para pedir a santificação da alma da pessoa morta. Os judeus já praticavams isso baseados no livro dos Macabeus. No livro II dos Macabeus se afirma que “É um santo e saudável pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados” (II Mac. 12 , 46). Presenciamos no Antigo Testamento: “E, tendo feito uma coleta, (Judas Macabeu) mandou doze mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos (…) É, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados” (II Mac 12, 43).

Documento mais antigo e mais autênticos do que a própria Sagrada Escritura não há. Logo, fica evidente que a Igreja Católica não inventou o purgatório. Em São Mateus se lê que Cristo disse: “Todo o que disser alguma palavra contra o Filho do homem, lhe será perdoado; porém o que a disser contra o Espírito Santo não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no futuro” (Mt. 12, 31-32). Isto supõe a possibilidade de haver um perdão na outra vida.

Portanto, há pecados que são perdoados no mundo futuro. Com essas palavras Cristo nos ensinou que há pecados que Deus perdoa após a morte. Muito cristãos ensinavam sobre o purgatório: Tertuliano (160-220) na carta (De Monogamia 10) prega o purgatório; Clemente de Alexandria em 202, um dos teólogos mais importantes de Alexandria, explicou o Purgatório (Stromata, 6:14,in ANF,II:504); S. João Crisóstomo (349-407) dizia: “Os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real utilidade.” (In Philipp. III 4, PG 62, 204); Sto. Agostinho (+430), pregou o Purgatório; A oração pelos mortos no purgatório está no livro 2 Macabeus 12,43-46.

608 – Começo do Papado

Não se pode esperar encontrar nos primeiros séculos um exercício do Papado (ou das faculdades entregues por Jesus a Pedro e seus sucessores) tão nítido quanto nos séculos posteriores. Isto se deve as dificuldades de comunicação e transporte. Como quer que seja, podemos tecer a história do exercício dessas funções nos seguintes termos: A Sé de Roma sempre teve consciência de que lhe tocava, em relação ao conjunto da Igreja, uma tarefa de solicitude, com o direito de intervir onde fosse necessário, para salvaguardar a fé e orientar a disciplina das comunidades.

Eis algumas expressões do primado do Bispo de Roma:

No século II houve, entre Ocidentais e Orientais, divergências quanto à data de celebração da Páscoa. Os cristãos da Ásia Menor queriam seguir o calendário judaico, celebrando-a na noite de 14 para 15 de Nisã (daí serem chamados quartordecimanos), independentemente do dia da semana, ao passo que os Ocidentais queriam manter o domingo como dia da Ressurreição de Jesus (portanto, o domingo seguinte a 14 de Nisã); o Bispo S. Policarpo de Esmirna foi a Roma defender a causa dos Orientais junto ao Papa Aniceto em 154; quase houve cisão da Igreja. S. Ireneu, Bispo de Lião (Gália) interveio, apaziguando os ânimos. Finalmente o Papa S. Vítor (189-198) exigiu que os fiéis da Ásia Menor observassem o calendário pascal da Igreja de Roma, pois esta remontava aos Apóstolos Pedro e Paulo.

Aliás, S. Ireneu (+202 aproximadamente) dizia a respeito de Roma: “Com tal Igreja, por causa da sua peculiar preeminência, deve estar de acordo toda Igreja, porque nela… foi conservado o que a partir dos Apóstolos é tradição” (Contra as Heresias 3, 2). Muito significativa é a profissão de fé dos Bispos Máximo, Urbano e outros do Norte da África que aderiram ao cisma de Novaciano, rigorista, mas posteriormente resolveram voltar à comunhão da Igreja sob o Papa S. Cornélio em 251: “Sabemos que Cornélio é Bispo da Santíssima Igreja Católica, escolhido por Deus todo-poderoso e por Cristo Nosso Senhor. Confessamos o nosso erro… Todavia nosso coração sempre esteve na Igreja; não ignoramos que há um só Deus e Senhor todo-poderoso, também sabemos que Cristo é o Senhor…; há um só Espírito Santo; por isto deve haver um só Bispo à frente da Igreja Católica” (Denzinger-Schõnmetzer, Enchiridion 108 [44]).

O Papa Estevão I (254-257) foi o primeiro a recorrer a Mt 16, 16-19, ao afirmar contra os teólogos do Norte da África, que não se deve repetir o Batismo ministrado por hereges, pois não são os homens que batizam, mas é Cristo que batiza. A partir do século IV, o recurso a Mt 16, 16-19 se torna freqüente. No século V, o Papa Inocêncio I (401-417) interveio na controvérsia movida por Pelágio a respeito da graça; num de seus sermões S. Agostinho respondeu ao fato, dizendo: “Agora que vieram disposições da Sé Apostólica, o litígio está terminado (causa finita est)” (serm. 130, 107).

No Concílio de Calcedônia (451), lida a carta do Papa Leão I, a assembléia exclamou: “Esta é a fé dos Pais, esta é a fé dos Apóstolos. Pedro falou através de Leão”.

O Papa Gelásio I declarou entre 493 e 495 que a Sé de Pedro (romana) tinha o direito de julgamento sobre todas as outras sedes episcopais, ao passo que ela mesma não está sujeita a algum julgamento humano. Em 501, o Synodus Palmaris de Roma reafirmou este princípio, que entrou no Código de Direito Canônico: “Prima sedes a nemine iudicatur, – A sé primacial não pode ser julgada por instância alguma” (cânon 1629). Em suma, quanto mais o estudioso avança no decurso da história da Igreja, mais nitidamente percebe a configuração do primado de Pedro, ocasionada pelas diversas situações que o povo de Deus foi atravessando.

O título de papa é dado ao Bispo de Roma já por Tertuliano (+220 aproximadamente) no seu livro De pudicitia XIII 7, onde se lê: “Benedictus papa”. É encontrado também numa inscrição do diácono Severo (296-304) achada nas catacumbas de São Calixto, em que se lê: “iussu p(a)p(ae) sul Marcellini” (=”por ordem do Papa ou pai Marcelino”). No fim do século IV a palavra Papa aplicada ao Bispo de Roma começa a exprimir mais do que afetuosa veneração; tende a tornar-se um título específico. Tenha-se em vista a interpelação colocada por S. Ambrósio (+397) numa de suas cartas: “Domino dilectissimo fratri Syriaci papae” (=”Ao senhor diletíssimo irmão Siríaco Papa”) (epístola 42). O Sínodo de Toledo (Espanha) em 400 chama Papa (sem mais) o Bispo de Roma. São Vicente de Lerins (falecido antes de 450) cita vários Bispos, mas somente aos Bispos Celestino I e Sixto III atribui o título de Papa.

Veja os links :

  1. A origem da Igreja Católica e do Papado
  2. São Pedro, rocha firme de fé inabalável
  3. O chefe humano da Igreja divina
  4. Erá mesmo Cristão o Catolicismo Romano ?

787 – Culto às imagens

Desde os primeiros séculos os cristãos pintaram e esculpiram imagens de Jesus, de Nossa Senhora, dos Santos e dos Anjos, não para adorá-las, mas para venerá-las. As catacumbas e as igrejas de Roma, dos primeiros séculos, são testemunhas disso. Só para citar um exemplo, podemos mencionar aqui o fragmento de um afresco da catacumba de Priscila, em Roma, do início do século III. É a mais antiga imagem da Santíssima Virgem, uma das mais antigas da arte cristã, sobre o mistério da Encarnação do Verbo. Mostra a imagem de um homem que aponta para uma estrela situada acima da Virgem Maria com o Menino nos braços. O Catecismo da Igreja traz uma cópia dessa imagem (Ed. de bolso, Ed. Loyola, pag.19).

Os cristãos usavam imagens nos lugares de culto, nos cemitérios e nas catacumbas. Sabiam que a proibição de fazer imagens em Ex 20,4 era contingente ou devida ao perigo de idolatria que ameaçava o povo de Israel cercado de nações pagãs. Ademais o fato de que Deus apareceu sob forma visível no mistério da Encarnação parece um convite a reproduzir a face humana do Senhor e dos seus amigos.

As primeiras imagens eram inspiradas pelo texto bíblico (cordeiro, Bom Pastor, pomba, peixe, âncora, Daniel, Moisés); mas podiam também representar o Senhor, a Virgem Maria, os santos Apóstolos e mártires. Desde os inícios da arquitetura sacra, as igrejas foram enriquecidas com imagens tanto a título de ornamentação quanto a título de instrução dos iletrados.
No século IV, ouve-se uma ou outra voz contrária às imagens; assim a do concílio regional de Elvira (cerca de 306). O Papa S. Gregório Magno († 604), porém, escrevia a Severo, bispo de Marselha, que mandara destruir imagens por causa do perigo de falso culto: “Era preciso não as quebrar, pois as imagens não foram colocadas na igreja para ser adoradas, mas apenas para instruir as mentes dos ignorantes” (ep. 9,105).

Veja os links :

  1. Imagens e Ídolos
  2. A controvérsia das Imagens
  3. Deus proíbe a confecção de imagens ?
  4. O uso de Imagens na Santa Igreja
  5. Adorar imagens?
  6. Porque ter imagens em igrejas e rezar aos pés delas, já que não possuem espíritos?

1000 – Canonização dos santos

A canonização do Santo se inspira, antes, em costumes bíblicos: o autor do Eclesiástico escreveu o “Louvor dos Pais(Enoque, Noé, Isaque, os justos…)”, redigindo desta forma o primeiro catálogo ou cânon dos Santos de Israel.(Eclo 44,51)

As fontes históricas mostram que, na segunda metade do século II, estabeleceu-se o belo costume de celebrar a Eucarística em cima do túmulo dos mártires, no dia do aniversário da sua morte, para invocar a sua intercessão.  O primeiro tipo de Cristão cultuado pelos fiéis é o do mártir. Este desde cedo foi tido como o imitador mais perfeito de Cristo, já que o Senhor disse que “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” Jo 15,13

Conscientes disto, os antigos cristãos recolhiam reverentes as relíquias dos mártires e anualmente comemoravam o seu natalício(sua entrada na glória celeste), celebrando junto ao túmulo dos mesmos o Santo sacrifício da Missa. A mais antiga forma de canonização, atestada por documentos do séc. II, como por exemplo a de São Policarpo de Esmirna na Ásia Menor. No ano 155, em Esmirna, Policarpo é colocado na fogueira. Milagrosamente as chamas não o queimaram. Seus inimigos, então, o apunhalaram até a morte e depois queimaram o seu corpo numa estaca. Depois de tudo terminado, seus discípulos tomaram o restante de seus ossos e o colocaram em uma sepultura apropriada.

Já nos primeiros séculos, nota-se o cuidado das autoridades da Igreja em não permitir a veneração de qualquer aparente vítima da perseguição. Os bispos examinavam as “Atas do mártires”, isto é, o testemunho referente a cada cristão perseguido e morto por amor a fé. Uma vez reconhecido um autêntico herói, a comunidade cristã a que ele pertencia, enviava as demais uma carta circular(Ata) narrando o glorioso martírio do Santo, a fim de se edificarem os irmãos.

Veja os links :

  1. Intercessão dos Santos
  2. Os Santos e a “inconsciência” dos mortos
  3. A invocação, a veneração e as Relíquias dos Santos, e as sagradas Imagens

1100 – Culto aos anjos

A existência dos seres espirituais, não corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição. Enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade. São criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis. Disto dá testemunho o fulgor de sua glória.(CIC 328,330)

Não é necessário enumerar muitos testemunhos patrísticos; é unanime entre os antigos escritores cristãos a crença na existência dos anjos bens e maus.

S. Agostinho(+ 430) : “Aos anjos não se oferece sacrifício; somente os veneramos com amor,”(A Cidade de Deus 10,7)

Ambrósio de Milão(+397):”Devemos rezar aos anjos que nos são dados com guardiões”(De Viduis 9,55)

Gregório Taumaturgo(+270):” Santos Anjos de Deus, que desde a minha juventude me tem protegido…”(Orat. Ad Orig. 4)

Jerônimo: “Os anjos cuidam e velam até pelos pormenores do cosmos”(Comm. In. Eccles 10,20)

João Crisóstomos (+407):”Que há de melhor, diga-me? Falar do vizinho e da vida alheia, bisbilhotar tudo, ou se entregar com os anjos e com as coisas feitas para nos enriquecer?”(Hom. In Io. 18)

Muito tempo antes da data estipulada em sua pergunta, já se falava e cultuava os anjos.

1100 – O sacrifício da missa

A Missa foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, na última quinta feira de sua vida mortal, conf. Mt 26,28; Mc 14,24; Lc 22,20; 1Cor 11,25. Aparece entre os primeiros cristãos, inclusive é citada nos Atos dos Apóstolos: “No primeiro dia da semana, tendo-nos nós reunidos para a fração do pão…” (At 20,7). E Fazia parte do primeiro Catecismo cristão: “Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro.” (Didaqué, XIV,1).

São Paulo ensina:”Todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha”(I Cor 11,26). A missa atualiza o sacrifício da  cruz, a missa é real e verdadeiro sacrifício, essencialmente idêntico àquele da cruz. Pois Jesus deu a possibilidade de atualizar o sacrifício da cruz por intermédio da repetição da última ceia.

A eucaristia, entre os primeiros Cristãos, se chamava de “fração do pão“. Foi o gesto que Jesus usou na última ceia quando consagrou o pão para distribuí-lo aos discípulos. Foi por este gesto que os discípulos de Emaús reconheceram Jesus após a ressurreição. Mais tarde, chamou-se eucaristia(ação de graças), banquete do Senhor. Por último, chamou-se “missa“, palavra usada para a despedida do povo, depois celebração. Do século VI em diante, ficou reservada apenas para a ação eucarística. No iníciom celebrava-se a eucaristia no primeiro dia da semana, o domingo, porque recordava a Páscoa. No século IV, celebrava-se também às quartas e sextas-feiras. No tempo de Santo Ambrósio, diariamente.

O primeiro a usar a palavra Missa no sentido atual foi provavelmente S. Ambrósio (+ 397) na epístola 20,4. S. Agostinho (+ 430) escrevia: “Eis que após o sermão se faz a missa (= despedida) dos catecúmenos; ficarão apenas os fiéis batizados” (serm. 49,8).

Papa Clemente I de Roma: “E não será pequena a vossa falta se depuserdes do episcopado aqueles que oferecem, de maneira irrepreensível e santa, a Eucaristia”(1. Carta aos Coríntios 44,4)

Tertuliano de Cartago: “Lêem-se as Escrituras, cantam-se os Salmos, fazem-se sermões e se oferecem preces”(Da alma 9,4)

1123 – Celibato dos sacerdotes

Os protestantes nunca entram em acordo quando se trata de acusar a Igreja Católica e, como na verdade estão mentindo, não se importam em reescrever a história a seu favor. É por isto que você vai encontrar diversas datas referentes à suposta criação do celibato.

O celibato é bíblico, São Paulo ao tratar do problema diz: “O que está sem mulher está cuidando das coisas que são do Senhor, de como há de agradar a Deus; mas o que está com mulher está cuidadoso das coisas que são do mundo, de como há de dar gosto à sua mulher e anda dividido. E a mulher solteira ou virgem cuida nas coisas que são do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito, mas a que é casada cuida nas coisas que são do mundo, de como agradará ao marido” (I Cor. VII, 32-35). E disse ainda: “Digo também aos solteiros e às viúvas que lhes é bom se permanecerem assim, como também eu” (I Cor. VII, 8). O que parece, São Paulo exalta a superioridade do celibato e da virgindade sobre o matrimônio, embora ele também diga que casar é bom. Por este motivo, a igreja sempre levou em consideração e defendeu o celibato dos sacerdotal.

Dentre os Apóstolos, parece que alguns foram, ou eram casados, mas desde que decidiram seguir a Cristo, deixaram tudo. Por isso Cristo disse: “Todo aquele que deixar por amor de meu nome a casa, ou os irmãos, ou as irmãs, ou o pai ou a mãe, ou a mulher, ou os filhos, ou as fazendas, receberá cento por um e possuirá a vida eterna” (Mt 19, 29).

Tertuliano(+222),  já dizia: “os clérigos são celibatários voluntários“.

Veja também:

  1. O Celibato Sacerdotal
  2. O Celibato Clerical

1546 – A tradição ganha a mesma autoridade da Bíblia

Dá-se o nome de Tradição à doutrina revelada por Deus que não está contida na Escritura, tendo-se conservado por diversos meios. A Tradição chegou até nós por meio da pregação, da própria vida da Igreja, dos escritos dos Padres da Igreja, da Liturgia e de outras formas. Desde que acompanhada das devidas condições, a Tradição tem o mesmo valor que a Sagrada Escritura, porque também ela é Palavra de Deus, fielmente transmitida até nós.

Os protestantes negam-lhes qualquer valor, e, procedendo assim, contradizem ao mesmo tempo a razão e a Escritura. A tradição inicial, ou seja, a pregação dos Apóstolos, é anterior à Sagrada Escritura, e durante muitos anos foi a única regra de fé. Com efeito, a pregação dos Apóstolos começou no próprio ano da morte de Cristo(ano 33). Pelo contrário, os livros da Sagrada Escritura só começaram a ser escritos desde o ano 50 ao ano 100, e sobretudo não foram conhecidos pela Igreja universal, senão no decorrer dos primeiros séculos, pois ao principio só eram conhecidos pelas Igrejas particulares a que se destinavam. Logo, uma de duas: ou, durante esses primeiros anos e séculos, não havia na Igreja fonte alguma de fé, o que é inadmissível, porque equivaleria a dizer que então não havia fé; ou é necessário admitir uma fonte de fé distinta da Escritura, a saber, a Tradição ou ensino dos Apóstolos e seus sucessores.

Prova-se pela Sagrada Escritura que o ensino da Igreja é fonte de fé. Pelas palavras de Cristo. Cristo disse aos Apóstolos: “Ide pelo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.”(Mc 16,15), e não “Ide e escrevei livros”; e “Quem vos ouve, a Mim ouve”(Lc 10,16) , e não “quem vos lê”.

Pelo ensino de S. Paulo, que escreve assim aos fiéis de Tessalonica:”Conservai-vos firmes na fé, e guardai as tradições que aprendeste, que pela nossa pregação, quer pela nossa carta ”(2 Tess. 2,14). Aqui dá exatamente o mesmo valor, como fonte de fé, à sua Carta(Escritura) e à sua pregação(Tradição)

Diz também, a Timóteo: “O que ouviste de minha boca diante de muitas testemunhas, confia-o a outros homens fiéis, capazes de instruir os outros”(2 Tm 2,2).

São João disse também, na sua Segunda Carta:”Embora tivesse muitas coisas a escrever-vos, não o quis fazer por meio de tinta e papel, pois espero ver-vos e falar-vos de viva voz.”(2 Jo 12)

Tanto a razão como a Escritura mostram, pois, o valor da Tradição como fonte de fé. E os protestantes devem aceitá-las se é verdade que respeitam o ensino da Escritura.

Testemunho da Igreja Primitiva

Papa Clemente I de Roma

“Renunciemos, portanto, às nossas vãs preocupações e retomemos à gloriosa e venerada regra da nossa Tradição”(1. Carta aos Coríntios)

Papias de Hierápolis (65 dC e 155 dC)  escritor do primeiro terço do século II e um dos primeiros líderes da igreja cristã, canonizado como santo

“Caso viesse alguém que tivesse convivido com os presbíteros, eu procurava saber os ditos dos presbíteros, isto é, o que haviam ensinado André, Pedro, Felipe, Tomé, João, Mateus ou outros discípulos do Senhor(…) Estava convencido de que a leitura dos Livros não retiraria tanto proveito quanto da voz viva e permanente”(Fragmento citado na História Eclesiástica de Eusébio 3,29)

Hipólito de Roma

“Justamente por não observarem as Sagradas Escrituras e não guardarem a Tradição de algumas santas pessoas é que hereges criaram essas[ímpias] doutrinas.”(Refutação de Todas as Heresias 1, Prefácio)

Gregório de Nissa

“Se um problema é desproporcional ao nosso raciocínio, o nosso dever é permanecer bem firmes e irremovíveis na Tradição que recebemos da sucessão dos Padres”(Quod non sint três dii)

Veja os links:

  1. A sagrada tradição apostólica da Igreja
  2. A Interpretação da Bíblia

1870 – A infalibilidade papal

A Igreja, que é depositária da Palavra de Deus, a qual é imutável, não pode tirar ou acrescentar nada. Quando a Igreja define solenemente um novo dogma, não estabelece uma nova verdade, não contida na Escritura e na Tradição; mas, pelo contrário, declara que essa verdade está contida na Sagrada Escritura e na Tradição, e que portanto devemos admiti-la.`

A infalibilidade do Papa é um dogma que tem fundamento na Sagrada Escritura. A) Se o Papa ensinasse o erro, o inferno, isto é, o demônio, espírito do erro e de mentira, prevaleceria sobre a Igreja, o que vai contra a promessa de Cristo. B) Cristo garantiu a Pedro que a sua fé não desfaleceria, e encarregou-o de confirmar nela os seus irmão. Mas, como poderia confirmá-los na fé se ele mesmo os induzisse em erro?

É bom lembrar ainda, que Cristo nomeou São Pedro chefe da sua Igreja; Porém, era necessário que Pedro tivesse sucessores, porque os poderes que Jesus lhe confiou não foram para o bem pessoal do Apóstolo, mais sim para o bem da Igreja, que, segundo a promessa de Cristo, há de durar até o fim dos tempos. O Papa que é o Vigário de Cristo aqui na terra, e sucessor de São Pedro não faz senão seguir o exemplo daquele que fora chamado a confirmar os filhos da Igreja na fé.

A infalibilidade do Papa encontra-se implicitamente contida na promessa que fez Jesus a Pedro, deste ser “pedra” fundamental de sua Igreja, “clavigero” do Reino dos Céus, “pastor” fundamental do seu rebanho. Falível, o Papa não seria fundamento seguro , clavigero e pastor digno de confiança.

1950 – A assunção de Maria é declarada artigo de fé

Antes do século IV não há notícia a respeito do fim da vida terrestre de Maria SS... S. Epifânio(+403) aborda o assunto: “A Sagrada Escritura não diz se Maria morreu    , se foi sepultada ou se não foi sepultada…Conservou absoluto silêncio por causa da grandeza do prodígio, a fim de não deixar assombrados os espíritos dos homens. Quanto a mim, não ousou falar disso. Conservo a questão em minha ente e me calo”(Panarion, Haer. 78, nm. 10s)

Cito também como obra do século IV um sermão de Timóteo, presbítero de Jerusalém, que cita uma tradição referente à imortalidade de Maria:

“Uma espada transpassara a tua alma!…Desta palavras muitos concluíram que a Mãe do Senhor, morta pela espada, obteve o fim glorioso que é o martírio. Mas não foi assim. A espada metálica divide o corpo e não a alma. Nem era possível que tal acontecesse, porque a Virgem, imortal até hoje, foi transladada a partir do lugar de sua ascensão por Aquele que nela fez a sua morada.”(Homilia sobre Simeão e Ana)

Como se vê, existia nos primeiros séculos a tendência a crer que Maria não morreu. Timóteo admitia a Assunção da Virgem. Ao mesmo tempo, uma corrente gnóstica afirmava que Maria se encontrava imortal, oculta em algum lugar da terra.

No Oriente os séculos VIII e IX houve teólogos que afirmavam a Assunção corporal de Maria após sua morte e ressurreição; tais foram S. Modesto de Jerusalém(+634), S. Germano de Constantinopla(+733), S. André de Creta(+729), S. João Damasceno(+749), S. Teodoro Studita(+826), S. Jorge de Nicomédia(+ 880). Todavia firmou-se a crença na Assunção gloriosa, a tal ponto que o Imperador de Bizâncio Andronico II(1282-1328) promulgou um decreto que consagrava o dia 15 de agosto como festa solene da Assunção gloriosa de Maria; a arte sacra. A teologia e a piedade popular se fizeram ecos dessa crença implantada de modo geral.

A Assunção de Maria Santíssima é dogma de fé, definida pelo Papa, o único que possui as chaves dadas por Cristo para ligar e desligar na terra e no céu. A morte é castigo pelo pecado, quem foi preservado do pecado não deve morrer: “Eis por que, assim como por um só homem o pecado entrou no mundo, e pelo pecado, a morte, assim a morte atingiu a todos os homens” (Romanos V, 12). Maria Santíssima, única criatura humana concebida sem pecado, foi portanto preservada da morte e levada por Deus aos céus em corpo e alma.

Os protestantes reconhecem que Deus levou Enoch e Elias ao céu sem que tivessem morrido, mas não aceitam que o mesmo possa ter ocorrido com a Santíssima Virgem Maria. Nos ensina São Paulo de que: “Pela fé, Henoc foi levado, a fim de escapar à morte e não foi mais encontrado, porque Deus o levara[…]” (Hebreus, 11,5); O livro de Reis fala de Elias, que subindo num carro de fogo, foi arrebatado por Deus, em corpo e alma. (2 Reis, 2, 1-11).

Fraterno amigo, com todo respeito, o melhor seria pegar esta bendita ferramente e jogar fora. Ela só serve para propagar heresias e mentiras, levando assim muitos ao caminha da perdição.

In corde Iesu et Mariae,
Mendes Silva .
Apostolado Spiritus Paraclitus

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