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Alguém que tenha cometido um pecado mortal pode receber a Comunhão se fizer um ato de contrição perfeito?

O Catecismo da Igreja Católica afirma que, se uma pessoa faz um ato “perfeito” de contrição, seus pecados mortais foram perdoados mas precisam ir para ir à confissão sacramental, o mais rapidamente possível. Isso significa que uma pessoa no banco da igreja na missa dominical da manhã, depois de supostamente fazer um ato de contrição perfeito, pode receber a Eucaristia na Missa?

 Resposta:

 Primeiro, para esclarecer, o Catecismo fala de “contrição perfeita”, não um “ato de contrição perfeito.” Esta é uma distinção importante, porque não é um ato perfeito (por exemplo, recitando um ato de contrição como perfeita oração) que obtém o perdão dos pecados graves, mas é a própria contrição que deve ser perfeita.

 Contrição é definida como “a tristeza da alma e o ódio pelo pecado cometido, juntamente com a decisão de não mais pecar” (CIC 1451). Contrição pode ser imperfeita ou perfeita.

 Contrição imperfeita, que não obtém o perdão dos pecados graves, “nasce da consideração da indignidade do pecado ou do temor da condenação eterna e as outras penas que ameaçam o pecador” (CIC 1453).

 Contrição perfeita, por outro lado, “surge de um amor pelo qual Deus é amado acima de tudo” (CIC 1452). Só desta forma de contrição obtém o perdão dos pecados graves antes de ir para a confissão.

 Da contrição perfeita obtém o perdão dos pecados graves, aquele que faz um ato de contrição perfeita pode receber a Eucaristia sob certas condições. O Código de Direito Canônico afirma:

 Uma pessoa que está consciente de pecado grave não é para celebrar a missa nem comungue o Corpo do Senhor sem confissão sacramental anterior, a menos que haja um motivo grave e não há oportunidade de confessar, neste caso, a pessoa deve ser lembrada sobre a obrigação de fazer ato de contrição perfeito, que inclui a decisão de confessar o mais rapidamente possível. (CIC 916)

 Note que existem quatro condições que devem ser cumpridas antes de ir para a Comunhão:

 Deve haver um motivo grave para comungar (por exemplo, perigo de morte).

 Deve ser física ou moralmente impossível ir à confissão primeiro.

 A pessoa já deve estar em estado de graça através de contrição perfeita.

 A pessoa deve ter a decisão para se confessar o mais rápido possível.

 Traduzido por Tiago Rodrigo da Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus, do original em inglês “Can someone who has committed a mortal sin receive Communion if he makes a perfect act of contrition?” do site catholic.com

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