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Genética e homossexualidade: as pessoas nascem homossexuais?

As pessoas já nascem naturalmente homossexuais ou heterossexuais? Grande parte da mídia atual acredita que esta questão é um problema científico já resolvido, com toda evidência apontando para uma causa biológica (provavelmente genética) para a orientação homossexual. Ao contrário do que esta percepção alega, o problema tem sido mal estudado (ou estudado mal), apesar de haver alguma evidência para ambos os lados desta questão. Além disso, muitos dos estudos mais antigos, que têm sido enormemente elogiados pela mídia como sendo “prova” de uma causa biológica para a homossexualidade, têm sido contrariados por estudos mais recentes e mais aprofundados.

 Essa evidência recai em quatro categorias básicas:

1. Estrutura cerebral

2. Possível influência hormonal

3. Concordância da homossexualidade em gêmeos

4. Concordância de marcadores genéticos em irmãos

 

Por que isso importa?

Até alguns anos atrás, o termo “orientação sexual” era conhecido como “preferência sexual”. Obviamente, os dois termos denotam uma diferença significativa na maneira como a sexualidade se desenvolve: uma preferência é algo que se escolhe, enquanto que uma orientação é algo que nos define. As diferenças são potencialmente importantes quanto à maneira pela qual as leis se aplicam àqueles que são homossexuais. Se a homossexualidade não é uma escolha, mas na verdade uma característica biologicamente determinada sob a qual nós não temos como escapar, então as leis não deveriam tratar os homossexuais e os heterossexuais diferentemente, uma vez que a homossexualidade seria comparável a uma raça, sobre a qual não temos como escolher.

Orientação sexual – estudos sobre a estrutura cerebral:

Como a atração sexual começa no cérebro, os pesquisadores iniciaram a investigação da questão da orientação sexual primeiramente pela comparação entre a anatomia dos cérebros dos homens e das mulheres. Estes estudos demonstraram que o cérebro humano apresenta dimorfismo sexual na área pré-óptica do hipotálamo, onde os homens demonstraram possuir mais do que o dobro do número de células do que as mulheres, além desta área também apresentar nos homens um volume maior do que duas vezes o volume encontrado nas mulheres.(1) Um segundo estudo demonstrou que dois dos quatro núcleos intersticiais do hipotálamo anterior (INAH) são pelo menos duas vezes maiores em homens do que em mulheres.(2) Como os INAH estão envolvidos no dimorfismo sexual, Simon LeVay levantou a hipótese de que deveria haver diferenças nesta região do cérebro entre os homens homossexuais e os homens heterossexuais. Exames anatomopatológicos realizados nos cérebros de pacientes com AIDS comparados com indivíduos de controle masculinos (presumidamente heterossexuais) demonstrou que os homens presumidamente heterossexuais da população de controle apresentavam INAH3 duas vezes maiores em tamanho do que as mulheres e do que os homens presumidamente homossexuais que morreram de AIDS(3). O estudo tem sido criticado pela incerteza sobre a orientação sexual dos pacientes, e pelas potenciais complicações causadas pelo vírus da AIDS (o qual também infecta o cérebro humano), bem como pelo nível mais baixo de testosterona encontrado em pacientes com AIDS. Uma reportagem de capa da revista Newsweek que se tornou muito popular, intitulada “Esta criança é gay?” (Is This Child Gay?)(4) caracterizava LeVay como um “campeão do lado da genética”, apesar de que este estudo não envolvia dado genético algum.

 

Um estudo posterior, realizado por Byne, et. al., investigou a questão do tamanho do INAH3 com base no sexo, orientação sexual e presença ou não do vírus HIV. (5) O estudo encontrou uma grande diferença no volume do INAH3 com base no sexo (com o INAH3 masculino sendo maior do que o INAH3 feminino). No entanto, o volume do INAH3 era menor nos homens heterossexuais que haviam contraído AIDS (0,108 mm³, comparados com 0,123 mm³ na população de controle masculina). Nenhuma diferença estatisticamente significativa foi encontrada entre os volumes do INAH3 dos homens heterossexuais e dos homens homossexuais que haviam contraído a AIDS (0,108 mm³ contra 0,096 mm³, respectivamente). O estudo também descobriu que não havia diferença entre o número de neurônios no INAH3 de homossexuais e no INAH3 de heterossexuais; porém os pesquisadores encontraram diferenças significativas entre homens e mulheres em outros estudos(5).  Ficou óbvio a partir deste estudo que a pesquisa de LeVay utilizava uma metodologia falha e que seu resultado foi comprometido pela complicação ocasionada pelo vírus da AIDS, e que não havia diferenças no INAH3 de homossexuais e de heterossexuais.

 O papel do hipotálamo na orientação sexual também foi estudado por Swaab, et. al. Outros pesquisadores levantaram a hipótese de que haveria uma diferenciação no hipotálamo antes do nascimento. No entanto, o estudo de Swaab demonstrou que o núcleo dimórfico sexual (SDN) de mais de 100 indivíduos estudados diminuía em volume e em número de células nas mulheres de somente 2 a 4 anos após o nascimento. Esta descoberta complicou as conclusões dos estudos sobre o cérebro, uma vez que não apenas fatores químicos e hormonais, mas também fatores sociais podem influenciar o processo. (6)

 Um estudo realizado por Allen e Gorski examinou a comissura anterior do cérebro, descobrindo que homens homossexuais e mulheres apresentavam uma comissura anterior maior do que os homens heterossexuais(7). No entanto, estudos posteriores realizados em populações amostrais maiores não encontraram tal diferença. (8)

 Para complicar ainda mais o problema da diferença cerebral entre homossexuais e heterossexuais, existe o fato de que as próprias experiências sexuais podem afetar a estrutura cerebral(9). Assim, a questão sempre será se as práticas homossexuais modificam o cérebro ou se a estrutura cerebral ocasiona as práticas homossexuais.

 

Influência Hormonal

Uma vez que a diferenciação sexual acontece dentro do útero, como resultado de influências hormonais, a hipótese de que a homossexualidade pode ser o resultado de um balanço hormonal diferenciado no feto daqueles indivíduos que exibem uma orientação sexual homossexual tem sido cogitada.  Como os dados acerca dos níveis hormonais no ventre materno não estão disponíveis, alguns indicadores tem sido utilizados para se avaliar indiretamente como as influências hormonais podem impactar na orientação sexual. Esses indicadores incluem as diferenças no tamanho e na forma dos esqueletos, incluindo a proporção dos ossos longos dos membros superiores e inferiores em relação à extensão do braço ou as razões entre os comprimentos das falanges.

Estudos têm demonstrado que as proporções dos comprimentos dos dedos são indicadores de diversos hormônios, incluindo a testosterona, o hormônio luteinizante e o estrogênio.(10) Em mulheres, o dedo indicador (2D, segundo dedo) apresenta quase o mesmo comprimento que o quarto dedo (4D). No entanto, em homens, o dedo indicador é geralmente menor do que o quarto dedo. Tem sido demonstrado que esta maior proporção entre 2D e 4D nas mulheres é estabelecida em crianças com dois anos de idade. A hipótese de que a diferença na proporção entre 2D e 4D em homens e mulheres reflete a influência pré-natal de hormônios androgênios em homens tem sido levantada. Um estudo realizado por Williams, et. al. demonstrou que a proporção 2D:4D em homens homossexuais não era significativamente diferente da proporção encontrada em homens heterossexuais para ambas as mãos.(11) No entanto, mulheres homossexuais apresentavam proporções 2D:4D significativamente menores do que as mulheres heterossexuais (observe a figura ao lado).

Tem sido levantada a hipótese de que mulheres expostas a uma maior taxa de hormônios androgênios no ventre materno apresentam uma tendência a expressar uma orientação homossexual. No entanto, como os níveis hormonais nunca foram medidos, resta apenas o indicativo indireto dos comprimentos dos dedos como um substituto para a avaliação destes níveis. Estudos descobriram que quanto mais irmãos mais velhos um menino possuir, maiores são as chances deste desenvolver uma orientação homossexual. (12) Este estudo também descobriu que homens homossexuais possuíam uma proporção maior do que o esperado de irmãos homens entre os irmãos mais velhos (229 irmãos para 163 irmãs) comparada com a população geral (106 homens para 100 mulheres). Homens que tiveram dois ou mais irmãos mais velhos apresentaram menores proporções 2D:4D(11), sugerindo que estes foram expostos a uma maior taxa de hormônios androgênios no ventre materno. O motivo pelo qual uma maior taxa de hormônios androgênios iria predispor tanto homens como mulheres a serem homossexuais não foi explicado no estudo.

 Outro estudo investigou o comprimento dos ossos longos dos braços, das pernas e das mãos. Tanto homens homossexuais como mulheres heterossexuais tiveram um menor crescimento desses ossos do que homens e mulheres heterossexuais.(13) Assim sendo, os pesquisadores acreditaram que homens homossexuais foram menos expostos aos hormônios androgênios do que os homens heterossexuais durante o seu desenvolvimento, ao passo que mulheres homossexuais foram mais expostas a esteroides em seu desenvolvimento do que a sua contraparte heterossexual. É claro que, com relação à homossexualidade masculina, este estudo contradiz diretamente os resultados presumidos pelo estudo realizado por Williams, o qual havia “demonstrado” que homens com vários irmãos mais velhos (os quais eram propensos a serem homossexuais) apresentavam uma maior exposição aos hormônios androgênios.

 Um estudo comparativo entre trigêmeos dos quais dois eram heterossexuais e um era homossexual concluiu que o trigêmeo homossexual obteve uma maior pontuação no lado feminino da escala de masculinidade e feminilidade do Inventário Multifásico de Personalidade de Minnesota(14), sugerindo uma possível influência hormonal (menos hormônios androgênios) envolvida na orientação homossexual masculina.

 Todos os estudos que apontavam para uma possível influência hormonal na homossexualidade sofrem da falta de uma evidência real de que os hormônios de fato desempenham algum papel na orientação sexual. O fato de que estudos contraditórios indicam um aumento(11,15) ou uma diminuição(13,14) de hormônios androgênios como base para a homossexualidade não gera confiança de que os indicadores indiretos sejam realmente válidos. Obviamente, um estudo que documente níveis hormonais reais, ao contrário de indicadores indiretos, poderia provavelmente fornecer dados mais definitivos.

 Estudos envolvendo um raro desequilíbrio hormonal, a hiperplasia adrenal congênita (CAH), causada por uma enzima 21-hidroxilase defeituosa, sugeriu que anormalidades hormonais podem influenciar a orientação sexual. A CAH provoca um aumento na produção de hormônios masculinos durante o desenvolvimento. Em homens, o aumento no nível de hormônios androgênios tem pouco efeito. No entanto, fetos femininos que se desenvolvem neste ambiente desenvolvem uma genitália ambígua, o que complica seu desenvolvimento subsequente. O tratamento in útero com dexametasona reduz o desequilíbrio de hormônios androgênios, resultando em um indivíduo que é geneticamente e fenotipicamente feminino. No entanto, o tratamento com dexametasona também resulta em uma diminuição na orientação homossexual entre as mulheres tratadas(16), sugerindo que alguma homossexualidade pode resultar de influências hormonais durante o desenvolvimento. Grupos de direitos homossexuais sugeriram que o tratamento com dexametasona não seja administrado, devido à redução na orientação homossexual em mulheres afetadas por CAH.

 

Estudos em gêmeos

A observação de que fatores familiares influenciam a prevalência da homossexualidade levou ao início de uma série de estudos com irmãos gêmeos, os quais seriam um indicativo indireto para a presença de possíveis fatores genéticos. A maioria dos estudos mais antigos foi comprometido devido a falhas metodológicas. Kallmann escolheu uma amostra de indivíduos de instituições psiquiátricas e de correção comportamental – as quais não representavam exatamente populações “normais”.(17) Bailey et. al. publicou uma série de estudos no início da década de 1990, investigando os fatores familiares tanto em homossexuais masculinos como femininos. Estes estudos foram comprometidos pela maneira pela qual os indivíduos foram recrutados, uma vez que os pesquisadores realizaram o anúncio do recrutamento em publicações destinadas ao público gay, resultando em uma amostra distorcida.(18) Estudos posteriores realizados pelos mesmos pesquisadores não sofreram desta parcialidade na seleção amostral, e concluiu que a herdabilidade da homossexualidade na Austrália era de até 50 a 60% em mulheres mas somente de 30% em homens.(19)

 Um estudo realizado por Kendler et. al. em 2000 examinou 1588 gêmeos selecionados aleatoriamente em uma pesquisa feita em 50000 famílias nos Estados Unidos.(20) O estudo descobriu que 3% da população consistia de não-heterossexuais (homossexuais e bissexuais) e havia uma concordância genética de 32%, um pouco menor do que a encontrada nos estudos australianos. O estudo perdeu significância estatística quando os gêmeos tiveram que ser separados em pares de homens e de mulheres, devido à baixa taxa (3%) de não-heterossexuais na população geral dos Estados Unidos.

 Um estudo finlandês com gêmeos relatou o “potencial para uma resposta homossexual”, não apenas manifestação de um comportamento homossexual, como tendo um componente genético.(21)

 Em uma deturpação aos estudos da homossexualidade em gêmeos, um grupo de pesquisadores australianos investigou se a homofobia seria o resultado da natureza ou da criação da pessoa.(22)Surpreendentemente, tanto fatores familiares e ambientais como fatores genéticos pareciam desempenhar um papel na determinação da homofobia ou não de uma pessoa. Ainda mais surpreendentemente, um outro grupo de pesquisadores nos Estados Unidos confirmou estes mesmos resultados independentemente (também incluindo a conclusão de que atitudes relacionadas ao aborto também eram parcialmente genéticas).(23) Assim, mesmo pessoas homofóbicas podem alegar que simplesmente nasceram desta maneira!

 

Estudos com gêmeos sofrem do mesmo problema da tentativa de distinguir entre fatores genéticos e fatores do meio onde o indivíduo vive, uma vez que os gêmeos tendem a viver dentro da mesma unidade familiar. Um estudo averiguando o efeito da ordem de nascimento na preferência sexual concluiu, “A falta de relação entre a força e o efeito e o grau de sentimentos homossexuais em homens e mulheres sugere que a influência da ordem de nascimento no sentimento homossexual não se dá devido a processos biológicos, mas a processos sociais nos indivíduos estudados.”(12) Assim, ainda que os estudos realizados em gêmeos possam sugerir um possível componente genético para a orientação homossexual, os resultados certamente não são definitivos.

 

Estudos genéticos – o “gene gay”

Um exame nas árvores genealógicas familiares revelou que homens gays possuíam mais parentes gays do sexo masculino a partir da linhagem materna do que a partir da linhagem paterna, sugerindo uma ligação entre a homossexualidade e o cromossomo X. Dean Harner(24) encontrou uma associação na região Xq28. Se a orientação sexual masculina fosse influenciada por um gene na região Xq28, então irmãos gays deveriam compartilhar mais do que 50% de seus alelos nesta região, ao passo que seus irmãos heterossexuais deveriam compartilhar menos do que 50% de seus alelos. Na ausência de tal associação, então ambos os tipos de irmãos deveriam demonstrar um compartilhamento de mais de 50% de alelos. Uma análise de 50 pares de irmãos gays demonstrou que estes compartilhavam 82% de seus alelos na região Xq28, o que era muito superior aos 50% que seriam esperados aleatoriamente.(25)No entanto, um estudo posterior realizado pelo mesmo grupo de pesquisadores, utilizando 32 pares de irmãos gêmeos gays encontrou apenas 67% de compartilhamento de alelos, o que era muito mais próximo dos 50% esperados aleatoriamente.(26) Tentativas feitas por Rice et. al. em repetir o estudo realizado por Harner resultaram em um compartilhamento de apenas 46% dos alelos, insignificativamente diferente do esperado aleatoriamente, contradizendo os estudos realizados por Harner.(27) Ao mesmo tempo, um estudo não publicado realizado por Alan Sanders (Universidade de Chicago) corroborou com os resultados de Rice.(28) Decisivamente, nenhum gene ou produto genético da região Xq28 foi sequer identificado que afetasse a orientação sexual. Quando Jonathan Marks (um biólogo evolucionário) perguntou a Harner qual era a porcentagem de homossexualidade que ele achava que os seus resultados explicavam, a sua resposta foi que ele achava que eles explicavam 5% da homossexualidade masculina. A resposta de Marks foi “Não existe nenhuma outra ciência além da genética comportamental na qual você pode deixar 97,5% de um fenômeno sem explicação e conseguir manchetes jornalísticas.”(29)

 

Experiência de abuso infantil

Um estudo com 13000 adultos na Nova Zelândia (com idade de 16 anos ou mais) investigou a orientação sexual como função do histórico da infância.(30) O estudo descobriu uma prevalência três vezes maior de abuso infantil entre aqueles que subsequentemente se engajaram em uma atividade homossexual. No entanto, o abuso infantil não era um fator importante para a homossexualidade, uma vez que somente 15% dos homossexuais experimentaram algum tipo de abuso na infância (comparado com 5% entre os heterossexuais).(30) Então, aparentemente, desta população apenas uma pequena porcentagem de homossexualidade (~10%) poderia ser explicada por experiências abusivas na infância.

 

Preferência ou orientação sexual?

Se a orientação sexual fosse completamente genética, deveria ser esperado que esta orientação não mudasse ao longo do curso da vida de uma pessoa. Em mulheres, a preferência sexual parece mudar ao longo do tempo. Um estudo realizado durante um período de 5 anos em lésbicas demonstrou que mais de um quarto destas mulheres abandonou suas identidades lésbicas/bissexuais durante este período: metade recuperou a sua identidade heterossexual e a outra metade não quis mais ser identificada por qualquer rótulo.(31) Em uma pesquisa feita com mulheres jovens (de 16 a 23 anos de idade), metade das participantes mudou suas identidades sexuais mais de uma vez durante um período de 2 anos.(32) Em outro estudo com pessoas que foram recrutadas de organizações que representam jovens gays/lésbicas/bissexuais (de 14 a 21 anos de idade) em Nova York, a porcentagem de pessoas que mudaram a orientação sexual de lésbica/gay/bissexual para uma orientação heterossexual foi de 5% em um período de apenas 12 meses (o período em que durou a pesquisa).(33) Outros estudos têm confirmado que a orientação sexual não é fixa em todas as pessoas, mas pode mudar ao longo do tempo, principalmente em mulheres.(34) Um exemplo recente de mudança na orientação sexual ocorreu com a “Pessoa do Ano” de 2005 da revista “The Advocate”. Kerry Pacer era a mais jovem defensora dos direitos gays, escolhida por sua iniciativa na criação de uma “aliança entre gays e heterossexuais” na escola White County High School em Cleveland, Geórgia. No entanto, quatro anos depois, ela estava cuidando da sua filha de 1 ano de idade, junto com o pai da criança.(35) Outra ex-lésbica, a comediante britânica Jackie Clune, passou por 12 anos em relacionamentos lésbicos antes de se casar com um homem e de ter 4 filhos.(36) Michael Glatze, aos seus 20 anos de idade, passou a ser um líder no movimento dos direitos homossexuais. Com 30 anos de idade, ele caminhou para a direção oposta, dizendo: “Em minha experiência, sair da influência de uma mentalidade homossexual foi a coisa mais libertadora, bonita e estupenda que já aconteceu em toda a minha vida.”(37) Um estudo realizado em 2011 com gays cristãos que queriam mudar a sua orientação sexual descobriu que 23% dos envolvidos relataram uma “conversão” bem sucedida para uma orientação heterossexual, enquanto que outros 30% relataram uma castidade comportamental estável com uma substancial “desidentificação” com uma orientação homossexual.(38) No entanto, 20% dos envolvidos relataram uma desistência no processo e abraçaram totalmente a identidade gay, enquanto outros 27% se encontravam no meio entre os dois extremos. (38) Obviamente, para pelo menos algumas pessoas, ser gay ou heterossexual é algo que eles podem escolher.

 A questão da natureza vs. criação também pode ser vista comparando-se as crianças de pais homossexuais e de pais heterossexuais. Se a homossexualidade fosse puramente biológica, era de se esperar que os pais não teriam influência sobre ela. Paul Cameron publicou um estudo em 2006 que dizia que as crianças de pais homossexuais expressavam uma orientação homossexual muito mais frequentemente do que a população geral.(39) Apesar das alegações de parcialidade feitas contra o estudo, outro estudo realizado por Walter Schuum em 2010 confirmou os resultados de Cameron através de uma análise estatística de 10 outros estudos que examinavam esta questão.(40) No total, 262 crianças criadas por pais homossexuais foram incluídas na análise. Os resultados demonstraram que 16-57% dessas crianças adotaram um estilo de vida homossexual. Os resultados foram ainda mais expressivos em filhas de mães lésbicas, em que de 33% a 57% destas se tornaram lésbicas. Uma vez que os homossexuais representam apenas ~5% da população, fica claro que os pais influenciam a orientação sexual.

 Sempre fico espantado quando as pessoas me dizem que elas nasceram gay. Olhando para as minhas experiências passadas, eu nunca diria que eu “nasci heterossexual”. Eu realmente nunca tive nenhum interesse em garotas até aproximadamente a sétima série. Antes disso, elas não eram realmente interessantes para mim, uma vez que elas não se interessavam por esportes ou por andar de bicicleta ou fazer qualquer outra coisa que eu gostava de fazer.

Homossexualidade e Darwinismo

Eu não sou muito fã da evolução Neodarwinista. No entanto, existem claras evidências de que a seleção natural (e seleção sexual) atuam em populações de animais e tem agido em nossa própria espécie para produzir diferenças raciais.(41) A seleção natural postula que aquelas mutações genéticas que favorecem a sobrevivência e a reprodução serão selecionadas, ao passo que aquelas que comprometem a sobrevivência e a reprodução serão eliminadas. Obviamente, um gene ou uma série de genes que produzem indivíduos que não se reproduzem (i.e. aqueles que expressam um comportamento puramente homossexual) seriam rapidamente eliminados de qualquer população. Então, deveria ser esperado que qualquer “gene gay” fosse eficientemente removido de uma população. No entanto, é possível que um gene favorecendo a homossexualidade masculina pudesse se “esconder” dentro do genoma humano se este se encontrasse no cromossomo X, onde ele pudesse ser carregado por mulheres reprodutoras, e não ser sujeito a uma seleção negativa por homens não-reprodutores. Para que sobrevivesse(m), era de se esperar que o(s) gene(s) estivesse(m) associado(s) a uma maior capacidade de reprodução nas mulheres que o carrega(m) (compensando a geração de homens não-reprodutores). Eu não consigo imaginar um cenário genético em que a homossexualidade feminina sequer fosse persistir em uma população.

 

Estudos genéticos reais?

Durante a última década, a análise genética de características hereditárias avançou muito com o advento da tecnologia de microarranjo do DNA. Utilizando-se esta tecnologia, é possível varrer grandes sequências do genoma humano (ou até mesmo uma varredura completa de um genoma – GWAS) em vários indivíduos a um custo relativamente baixo. A tecnologia de microarranjo levou à descoberta dos genes que estão associados a doenças complexas, como a Doença de Crohn, a qual é assunto de minha própria pesquisa. Se a homossexualidade realmente tiver um componente genético, os estudos com o microarranjo do DNA podem não somente provar isso definitivamente, como também identificar o(s) gene(s) específico(s) ou loci que poderiam estar associados com a orientação homossexual. A primeira tentativa de se varrer um genoma em homens homossexuais foi realizada por Mustanski et. al. em 2005. (42) Os resultados sugeriram uma possível ligação próxima ao microssatélite D7S798 do cromossomo 7q36. No entanto, uma tentativa de repetir este achado (junto com ~6000 SNPs espalhados comparativamente uniformemente em todo o genoma humano) não conseguiu encontrar SNPs significantes. No entanto, um terceiro estudo utilizando uma população amostral de chineses encontrou uma associação fraca no polimorfismo SHH rs9333613 do gene 7q36.(44) Um estudo mais geral, investigando a escolha de parceiros entre diferentes populações, não encontrou nenhuma ligação genética, levando os pesquisadores a especular que estas escolhas fossem “culturais”(45). Desse modo, os estudos preliminares de possíveis causas genéticas para a orientação homossexual tende a excluir qualquer componente genético dramático para a orientação sexual.

 

Conclusão

Por que algumas pessoas são homossexuais? A questão sobre como a orientação sexual surge tem sido o motivo de muita pressão, com a impressão geral sendo promovida de que a homossexualidade é determinada mais por uma questão de genes do que por fatores ambientais. No entanto, ao se examinar a literatura científica, descobre-se que esta questão não é tão clara quanto as notícias veiculadas pela mídia sugerem. Os estudos mais antigos que relataram diferenças nos cérebros de homossexuais foram complicados por infecções causadas pelo vírus HIV e não foram substanciados por estudos maiores e mais controlados. Numerosos estudos relataram que possíveis diferenças hormonais afetam a orientação sexual. No entanto, tais estudos eram muitas vezes diretamente contraditórios, e na verdade nunca mediram nenhum nível hormonal, mas utilizaram indicadores indiretos para avaliar influências hormonais, sem nenhuma evidência direta de que esses indicadores realmente representavam os verdadeiros níveis e desequilíbrios hormonais. Estudos realizados em irmãos gêmeos mostraram que provavelmente existem influências genéticas para a homossexualidade, apesar de que estudos similares também demonstraram influências genéticas para a homofobia ou até mesmo oposição ao aborto. Abuso infantil também tem sido associado à homossexualidade, mas, no máximo, explicaria apenas 10% das pessoas que expressam alguma orientação homossexual. O fato de que a orientação sexual não é constante para muitos indivíduos, mas que esta pode mudar ao longo do tempo sugere que pelo menos parte da orientação sexual seja uma questão de preferência. Tentativas de se encontrar um “gene gay” nunca identificaram algum gene ou produto genético que esteja de fato associado com a orientação sexual, com estudos não confirmando as sugestões propostas de que existe alguma ligação entre a homossexualidade e a região Xq28 do cromossomo X. A questão de influências genéticas sobre a orientação sexual tem sido investigada recentemente com o auxílio da tecnologia de microarranjo do DNA, porém os resultados não conseguiram apontar para genes específicos como um fator determinante da orientação sexual.

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Fonte: http://www.godandscience.org/evolution/genetics_of_homosexuality.html

Richard L. Deem é biólogo com mestrado em microbiologia pela Califórnia State University de Los Angeles, e tem se dedicado à pesquisa científica desde 1976. Ele é autor e co-autor de vários estudos em diversas áreas da biologia molecular e genética, imunologia, doença inflamatória intestinal, células exterminadoras naturais e doenças infecciosas. Seu trabalho tem sido apresentado a inúmeros congressos internacionais.

Tradução de Fábio Pinho

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