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A pequena mensageira

De Calcutá, Teresa para o mundo…-

Madre Teresa de Calcutá, 1 em seus longos e belos 87 anos de vida terrena (* 26/Ago/1910 à † 05/Set/1997) viveu e vivera para sempre na história da humanidade, lembrada por fieis e “não-fieis” por santa viva como a nomearam o povo. Mulher simples, guerreira, forte e livre.

Uma mulher de intensa espiritualidade e profundo trabalho afetivo e efetivo pelos pobres. Viu o rosto de Cristo crucificado nos seres humanos mais desprezados pelos outros, seguiu a Jesus até o extremo e inimaginável para nosso tempo.

Quando já era uma religiosa admirada por suas alunas como mestra e respeitada por outras companheiras de missão, ousou mais ainda na fé e arriscou-se mar a dentro em sua vocação confiando no “Senhor do vento”2 enquanto avançava para as águas mais profundas”3. Deixou o convento das irmãs de N. Sra. de Loreto por obra e inspiração de Deus para consagrar-se ao serviço exclusivo dos pobres de rua, vivendo no meio deles. Com a devida autorização da Santa Sé, fundou a ordem das Irmãs Missionárias da Caridade: Pobreza franciscana, trabalho beneditino.

A missão desta “pequena-gigante” foi viver de amor pelos pobres. Educava-os e cuidava de suas feridas. Havia tanta santidade de vida nela que gerou várias outras vidas santas até hoje.

Nenhum dos inúmeros prêmios que ganhou engrandeceu seu coração, ao contrário, sua pequenez a projetou para o mundo conhecer seu grande coração.

Foram vários livros e reportagens dedicados a ela e às Missionárias da Caridade. Um dos prêmios mais famosos que ela ganhou foi o Nobel da Paz (1979, no ano em que eu nasci ela já havia “conquistado” o mundo), mas dedicou tudo o que ganhou e cada centavo (dos milhares) aos pobres. Sua missão foi puramente de amor a favor de hansenianos, anciões, crianças e jovens abandonados e órfãos.

Gonxha Bojaxhiu, Teresa de Calcutá, madre santa para os pequeninos, simples e humilde, pobre com os pobres, cheia de fé; amou tanto a Jesus, que pelo poder do Espírito Santo até o nosso tempo atual nos ensina a amá-lo também com novo ardor missionário. Foi uma verdadeira mensageira da Paz, mais preciosa que o ser humano necessita: a PAZ INTERIOR. Foi amiga do Cordeiro Imolado, doando sua própria vida e se consumindo por Ele no martírio do cotidiano.

Como poderia haver maior fraternidade de amor como essa? Sua amizade fora completamente desinteressada. Não esperou, nem poderia, nada em troca dos pobres. Quando falava da caridade dizia: “O importante não é o que damos, mas sim com quanto amor o fazemos”. Gostava de ensinar sobre os pequenos gestos e falava sempre de amor: “Amar é doar até doer! ”

Por seu exemplo de vida e santidade sem convidar jamais alguém para a congregação, nem usar de persuasão, mas simplesmente mantendo-se fiel a sua vocação e confiando em Deus é que hoje, as Irmãs Missionárias da Caridade têm cerca de 600 casas instaladas em mais de 120 países, atingindo para mais de 4 mil irmãs professas. Sinal profético de que o testemunho autêntico arrasta. E isso ela guardava no coração sem nenhuma vaidade. Tudo para a glória de Deus!

Ainda diante de todo o seu serviço, as irmãs afirmam que o mais difícil não é o trabalho árduo. O mais difícil é praticar a obediência. Sem a obediência uma vida dessas é insuportável. É necessário um espírito obediente e humilde, com muito amor a Deus pelos pobres.

Apesar de sua vida nobríssima e transparente, madre Tereza não foi exclusa de calúnias e críticas infundadas por várias pessoas ou pela mídia que não gostava de suas ações ou sua “obra”. Falsas acusações até mesmo no final de sua vida que deixaram marcas de amargura na bela senhora, mas ela não se deixava abalar e nem transparecer sua indignação, tratando tudo com muita descrição. A final nos afirmou o Senhor: “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, por que deles é o reino dos céus. ”4

‘Mas a vida nem sempre é como a gente quer. Os caminhos têm espinhos que doem até demais… ’ E os espinhos na vida de Madre Teresa foram ainda maiores a partir dos seus 70 anos, pois sua saúde começara a dar sinais de cansaço e algumas doenças sérias. Dez anos depois a situação se agravou mais ainda, onde fora internada várias vezes. Os “santos” não são anjos, são humanos. Porém o mais bonito em sua história é que ela venceu todas as batalhas com firmeza, coragem e alegria cristã. Nada a separou do amigo Jesus: nenhuma doença (cardiopática, circulatória, traumatológica, infecciosa, oftalmológica) que teve, nem a mordida de um cão aos 84 anos (Maio de 1994), nem a quebra da clavícula quando caio da cama aos 86 anos (Março de 1996). Nada a separou da paz interior, do amigo fiel, Jesus.

Por fim aos 87 anos de vida, no dia 5 de setembro de 1997, a “pequena” mensageira deixou-nos, vindo a falecer e foi notícia no mundo inteiro, sendo visitada em seu enterro por vaias pessoas.

Seu exemplo é arrebatador! Costumava a dizer também: “A santidade não é um luxo de poucos, e sim um simples dever de todos nos.”

No dia 19 de outubro de 2003 (Domingo), foi proclamada como beata, na Praça de São de São Pedro, em Roma, pelo então amado e também Sano Papa †João Paulo II, que estava comemorando 25 anos de pontificado. Aguardamos agora a sua canonização formal. Amigos e fiéis, paciência nessa espera!

No dia 18 de dezembro de 20155, no Pontificado do Papa Francisco, após meses de espera, o milagre que permitiu a canonização da Beata Madre Teresa de Calcutá foi aprovado oficialmente pelo Vaticano. A data que em que a religiosa será declarada santa ainda não foi divulgada.

Os rumores sobre a canonização circulam há meses. Entretanto, o Vaticano fez o anúncio oficial em um comunicado hoje, 18 de dezembro, junto com o reconhecimento das virtudes heroicas do Padre Giuseppe Ambrosoli, dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus, dando-lhe o título de Venerável.

Há poucos dias, em relação a esta data, Francisco se reuniu com o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, para avançar em várias causas de canonização. Teve uma nova audiência privada em seu aniversário, ontem, 17 de dezembro.

Na reunião de ontem (18/12/15), o Papa aprovou o milagre atribuído a Madre Teresa, a cura inexplicável de um homem brasileiro, da Diocese de Santos (SP), que tinha abscessos cerebrais.

Embora não haja planos oficiais, o Cardeal Amato sugeriu anteriormente que o dia 4 de setembro de 2016 – considerado como um dia de Jubileu para os trabalhadores e voluntários da Misericórdia – seria a possível data de canonização, próximo de 05 de setembro, festa de Madre Teresa e aniversário da sua morte.

Que seu lema: “Tenho sede! ”, o qual expressa o clamor de Jesus na cruz, seja também fonte de inspiração ao amor pelos pobres e para todos nós.

Viva o “Lápis de Deus! ”

Bem-aventurada,

Madre Teresa de Calcutá,

Rogai por nós!

1 Cf. Tereza de Calcutá, José Luiz Gonzáles; Balado; Ed. Paulinas.

2 Lc 8, 25

3 Lc 5, 4

4 Mt 5,10

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