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><channel><title>Paraclitus &#187; Igreja Católica</title> <atom:link href="http://www.paraclitus.com.br/category/magisterio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.paraclitus.com.br</link> <description></description> <lastBuildDate>Fri, 17 May 2013 14:10:19 +0000</lastBuildDate> <language>pt-BR</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator> <item><title>Igreja Santa e Pecadora?</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/papado/igreja-santa-e-pecadora/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=igreja-santa-e-pecadora</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/papado/igreja-santa-e-pecadora/#comments</comments> <pubDate>Sun, 12 May 2013 15:19:11 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Magistério - Papado]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=9022</guid> <description><![CDATA[Karl Rahner (1904-1984), teólogo alemão, é considerado responsável por inúmeras heresias, tendo propalado uma série de mentiras. No “auge” de sua polêmica carreira, ele chegou inclusive a propor o esboço de uma nova religião ecumênica a ser discutida no Concilio Vaticano II, que incluiria, até mesmo, a mudança dos conceitos de Deus e de Igreja! [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;"><img
class="ngg-singlepic ngg-left alignleft" src="http://i0.wp.com/www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/igrejas/igrejaromana.jpg?resize=360%2C248" alt="Igreja Santa e Pecadora?" title="Igreja Santa e Pecadora?" data-recalc-dims="1" />Karl Rahner (1904-1984), teólogo alemão, é considerado responsável por inúmeras heresias, tendo propalado uma série de mentiras. No “auge” de sua polêmica carreira, ele chegou inclusive a propor o esboço de uma nova religião ecumênica a ser discutida no Concilio Vaticano II, que incluiria, até mesmo, a mudança dos conceitos de Deus e de Igreja! Na época, houve muita resistência ao projeto criado por Rahner, tendo sido bastante forte a oposição do jovem teólogo Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;"> Mas Rahner não parou por aí. Aproveitando-se do fato de que nós, Católicos, vimos sofrendo com uma queda de conhecimento sobre a nossa própria religião, ele decidiu lançar a absurda tese de que “a Igreja é santa <strong><span
style="text-decoration: underline;">e</span></strong> pecadora”, o que vai diretamente contra o que se diz no Credo: que cremos na Igreja Una,<strong> </strong><strong>Santa</strong>, Católica e Apostólica (e não na “Igreja pecadora”).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;"> Mas se a Igreja é Santa, e não é pecadora, quem é então que peca?</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;"> Em primeiro lugar, nós que fazemos parte dela, ou seja, eu e você. Mas nossos pecados pessoais não contaminam a Igreja; pelo contrário, é a Igreja que nos santifica por meio dos sacramentos instituídos por Jesus Cristo (de Quem provém toda a Santidade). Conforme nos ensina Pio XII, na encíclica Mystici Corporis, a Igreja é o Corpo Místico de Cristo, a qual tem Jesus Cristo por cabeça, e nós, Católicos, somos seus membros. Porém, é importante distinguir, sempre, que nós ‘não somos’ propriamente a Igreja, nós ‘fazemos parte’ da Igreja (assim como meu braço não é meu corpo, eu não sou a Igreja).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;">Em segundo lugar, o clero. Entretanto, é muito fácil atribuir a culpa dos pecados pessoais do clero à Igreja, taxando-a de pecadora, pois hoje em dia muita confusão é comumente feita entre Igreja e clero. O clero também é ‘parte da Igreja’, e a sua parte mais importante, porque é ao clero que cabe governar a Igreja, ensinar e administrar os sacramentos. Mas o clero, sozinho, ‘não é’ a Igreja.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;">Por isso, é completamente contra a Fé dizer que a Igreja é santa e pecadora. A Igreja, enquanto tal, é <strong><span
style="text-decoration: underline;">sempre santa</span></strong>. E Cristo prometeu que as portas do inferno não prevalecerão contra ela, isto é, que ela jamais ensinará a mentira nem o pecado.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;">Lembremos que São Paulo nos ensina assim:</span></p><p
style="text-align: center;" align="center"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #003366;"><strong>“</strong><em>Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela</em></span></p><p
style="text-align: center;" align="center"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #003366;"><em>para</em><em> que a santificasse (&#8230;)</em></span></p><p
style="text-align: center;" align="center"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #003366;"><em>para</em><em> a apresentar a si mesmo</em></span></p><p
style="text-align: center;" align="center"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #003366;"><strong><em>Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante,</em></strong></span></p><p
style="text-align: center;" align="center"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #003366;"><strong><em>porém</em></strong><strong><em> santa e sem defeito</em></strong><strong>”</strong></span></p><p
align="center"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #003366;">(Ef 5, 25-27).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;"> Os pecados pessoais, dos leigos ou do clero, são nossos, não da Igreja. Se acaso cometermos um pecado em nome da Igreja, não transferimos esse pecado para ela, mas antes aumentamos nossa própria culpa pessoal.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;"> Na Missa há um símbolo muito belo da indefectibilidade da Igreja. No ofertório, o padre mistura uma gota d’água junto com o vinho, antes de oferecê-lo. Esse vinho, ao receber a gota d’água, não altera suas propriedades, tendo em vista que a quantidade de água é completamente insuficiente para chegar a mudar o vinho. Assim é a Igreja em relação a nós: a santidade de Cristo é tão grande que nossos pecados são insuficientes para manchar a Igreja. Nossos pecados são como a gota d’água, ou seja, assim como esta não modifica (nem estraga) o vinho, assim aqueles não podem mudar (nem denegrir) a Igreja!</span></p><p
style="text-align: left;" align="center"><span
style="color: #888888;"><strong><span
style="font-size: x-small; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Fonte: Texto escrito por Marcos de Lacerda Pessoa e publicado em Fevereiro/Março de 2007 no jornal “O Capuchinho”.</span></strong></span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/papado/igreja-santa-e-pecadora/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Como procurar a Igreja de Cristo?</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/papado/como-procurar-a-igreja-de-cristo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=como-procurar-a-igreja-de-cristo</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/papado/como-procurar-a-igreja-de-cristo/#comments</comments> <pubDate>Mon, 06 May 2013 13:51:07 +0000</pubDate> <dc:creator>tiago rodrigo silva</dc:creator> <category><![CDATA[Magistério - Papado]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=9663</guid> <description><![CDATA[<p><img
width="500" height="333" src="http://www.paraclitus.com.br/wp-content/uploads/2011/01/img3080re7.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="img3080re7.jpg" /></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Aos ventos que você ver "católicos" a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a favor do socialismo/comunismo ou a favor do sexo casual (diga-se fora do matrimônio), tudo se resumindo a "o que importa é o amor". E o amor a Deus "católico", fica aonde?</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">“Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor." (João 15, 9;10)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Muitos anos atrás, quando eu estava no processo de conversão ao catolicismo, eu li “catolicismo e fundamentalismo”, escrito pelo fundador de um site de apologética católica, Karl Keating. Constava naquele livro uma citação do Bispo Fulton Sheen, que é reconhecido por frequentemente discutir o fenômeno da intolerância anticatólica: não existem mais que cem pessoas nos Estados Unidos que odeiam a Igreja Católica, existem milhões, que de forma equivocada, odeiam a Igreja porque pensam que ela ensina coisas que na verdade não são ensinadas- que, naturalmente, uma coisa é bem diferente da outra. Dizer o que a Igreja ensina é uma coisa, agora, imaginar que a Igreja ensina assim ou assado é outra coisa... Como alias, se nós católicos acreditamos em todas as inverdades e mentiras que são ditas contra a Igreja, nós odiaríamos a Igreja muito mais que eles.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Quando eu leio uma declaração sobre uma pessoa famosa, eu sempre procuro uma nota de roda pé, e Karl, no seu livro, providenciou uma. Na hora, eu não pensei muito sobre o assunto. Simplesmente continuei lendo sobre a diferença entre a crença Católica e a crença dos Protestantes Fundamentalistas.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Alguns anos mais tarde, a internet explodiu e eu comecei a ver essas citações (que na hora da leitura tinha ignorado) em todos os lugares, até mesmo como “memes” no facebook; era mencionado nos debates virtuais e correia pelos e-mails. O problema é que nunca vi a tal citação trabalhada da mesma forma que foi no livro. O número de pesquisas usando as palavras que o Bispo Sheen tinha dito era enorme.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Finalmente, eu decidi que tinha que rastrear a citação. Mas já fazia muito tempo que tinha visto a tal citação e não conseguia mais a encontrar. Depois de semanas pesquisando em livros de anticatolicismo, que pensava que lá eu poderia achar, eu achei a citação do Bispo... e me lembrei que Karl tinha citado a fonte original.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Você poderia pesquisar e pesquisar nos livros que você não encontraria. Isso porque a citação é parte de um prefacio que o Bispo escreveu para a “Radio Replies”, ao terceiro volume de perguntas e respostas sobre fé Católica, do Padre Leslie Rumble e Charles Carty, padre apologista do século XX. O prefacio é bastante longo, mas vale a pena ler na integra. Minha parte favorita do prefacio é quando Sheen argumenta sobre uma “marca” não oficial da Igreja de Cristo que seria odiada pelo mundo:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Se eu não fosse católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja hoje, eu poderia procurar uma igreja que não se desse bem com esse mundo, em outras palavras, eu procuraria a igreja que o mundo odeia. Minha razão para tal atitude é que se Cristo está em todas as igrejas do mundo, ainda assim ele continuaria sendo odiado como ele foi quando esteve corporalmente presente entre nós. Se você se encontrasse com Cristo hoje, então encontraria a Igreja que não se dá bem com esse mundo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Procure a Igreja que é odiada no mundo como Cristo também foi. Procure a Igreja que é acusada de ser ultrapassada, como Cristo foi acusado de ser ignorante. Procure a Igreja que os homens escarneiam como se fosse uma sociedade inferior, assim como acusaram Cristo de ser Nazareno. Procure a Igreja que é acusada de ter um demônio como Cristo também foi acusado de estar possuído por Belzebu, o príncipe dos demônios. Procure a Igreja que, em tempos de fanatismo, os homens dizem que deve ser destruída, como crucificaram Cristo e achavam que estavam fazendo isso para agradar a Deus. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo porque ela afirma ser um pilar infalível, como rejeitaram a Cristo quando Ele afirmou ser a Verdade. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo, da mesma forma que Cristo foi rejeitado pelos homens.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Procure a Igreja que em meio à confusão de conflito de opiniões por seus membros, é a Igreja amada de Cristo e o rebanho respeita a voz do seu Pastor.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Só o que é propriamente divino pode ser infinitamente amado e odiado. A Igreja é divina (Rádio Replies, vol. 1, prefácio, p. Ix, ligeiramente editados para facilitar a leitura).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Termino o artigo afirmando mais uma vez: procurem a Igreja Católica.</span></p><address
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Em Cristo, com Maria, seu irmão, Tiago Rodrigo Silva - Apostolado Spiritus Paraclitus.</span></address><address
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Traduzido de: http://www.catholic.com/blog/michelle-arnold/quotes-and-rumors-of-quotes</span></address><address
style="text-align: justify;"> </address>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
width="500" height="333" src="http://www.paraclitus.com.br/wp-content/uploads/2011/01/img3080re7.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="img3080re7.jpg" /></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Aos ventos que você ver "católicos" a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a favor do socialismo/comunismo ou a favor do sexo casual (diga-se fora do matrimônio), tudo se resumindo a "o que importa é o amor". E o amor a Deus "católico", fica aonde?</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">“Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor." (João 15, 9;10)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Muitos anos atrás, quando eu estava no processo de conversão ao catolicismo, eu li “catolicismo e fundamentalismo”, escrito pelo fundador de um site de apologética católica, Karl Keating. Constava naquele livro uma citação do Bispo Fulton Sheen, que é reconhecido por frequentemente discutir o fenômeno da intolerância anticatólica: não existem mais que cem pessoas nos Estados Unidos que odeiam a Igreja Católica, existem milhões, que de forma equivocada, odeiam a Igreja porque pensam que ela ensina coisas que na verdade não são ensinadas- que, naturalmente, uma coisa é bem diferente da outra. Dizer o que a Igreja ensina é uma coisa, agora, imaginar que a Igreja ensina assim ou assado é outra coisa... Como alias, se nós católicos acreditamos em todas as inverdades e mentiras que são ditas contra a Igreja, nós odiaríamos a Igreja muito mais que eles.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Quando eu leio uma declaração sobre uma pessoa famosa, eu sempre procuro uma nota de roda pé, e Karl, no seu livro, providenciou uma. Na hora, eu não pensei muito sobre o assunto. Simplesmente continuei lendo sobre a diferença entre a crença Católica e a crença dos Protestantes Fundamentalistas.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Alguns anos mais tarde, a internet explodiu e eu comecei a ver essas citações (que na hora da leitura tinha ignorado) em todos os lugares, até mesmo como “memes” no facebook; era mencionado nos debates virtuais e correia pelos e-mails. O problema é que nunca vi a tal citação trabalhada da mesma forma que foi no livro. O número de pesquisas usando as palavras que o Bispo Sheen tinha dito era enorme.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Finalmente, eu decidi que tinha que rastrear a citação. Mas já fazia muito tempo que tinha visto a tal citação e não conseguia mais a encontrar. Depois de semanas pesquisando em livros de anticatolicismo, que pensava que lá eu poderia achar, eu achei a citação do Bispo... e me lembrei que Karl tinha citado a fonte original.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Você poderia pesquisar e pesquisar nos livros que você não encontraria. Isso porque a citação é parte de um prefacio que o Bispo escreveu para a “Radio Replies”, ao terceiro volume de perguntas e respostas sobre fé Católica, do Padre Leslie Rumble e Charles Carty, padre apologista do século XX. O prefacio é bastante longo, mas vale a pena ler na integra. Minha parte favorita do prefacio é quando Sheen argumenta sobre uma “marca” não oficial da Igreja de Cristo que seria odiada pelo mundo:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Se eu não fosse católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja hoje, eu poderia procurar uma igreja que não se desse bem com esse mundo, em outras palavras, eu procuraria a igreja que o mundo odeia. Minha razão para tal atitude é que se Cristo está em todas as igrejas do mundo, ainda assim ele continuaria sendo odiado como ele foi quando esteve corporalmente presente entre nós. Se você se encontrasse com Cristo hoje, então encontraria a Igreja que não se dá bem com esse mundo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Procure a Igreja que é odiada no mundo como Cristo também foi. Procure a Igreja que é acusada de ser ultrapassada, como Cristo foi acusado de ser ignorante. Procure a Igreja que os homens escarneiam como se fosse uma sociedade inferior, assim como acusaram Cristo de ser Nazareno. Procure a Igreja que é acusada de ter um demônio como Cristo também foi acusado de estar possuído por Belzebu, o príncipe dos demônios. Procure a Igreja que, em tempos de fanatismo, os homens dizem que deve ser destruída, como crucificaram Cristo e achavam que estavam fazendo isso para agradar a Deus. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo porque ela afirma ser um pilar infalível, como rejeitaram a Cristo quando Ele afirmou ser a Verdade. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo, da mesma forma que Cristo foi rejeitado pelos homens.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Procure a Igreja que em meio à confusão de conflito de opiniões por seus membros, é a Igreja amada de Cristo e o rebanho respeita a voz do seu Pastor.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Só o que é propriamente divino pode ser infinitamente amado e odiado. A Igreja é divina (Rádio Replies, vol. 1, prefácio, p. Ix, ligeiramente editados para facilitar a leitura).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Termino o artigo afirmando mais uma vez: procurem a Igreja Católica.</span></p><address
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style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Em Cristo, com Maria, seu irmão, Tiago Rodrigo Silva - Apostolado Spiritus Paraclitus.</span></address><address
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style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Traduzido de: http://www.catholic.com/blog/michelle-arnold/quotes-and-rumors-of-quotes</span></address><address
style="text-align: justify;"> </address>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/papado/como-procurar-a-igreja-de-cristo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>São Pedro, rocha firme de fé inabalável</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/papado/sao-pedro-rocha-que-firma-igreja-fe/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=sao-pedro-rocha-que-firma-igreja-fe</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/papado/sao-pedro-rocha-que-firma-igreja-fe/#comments</comments> <pubDate>Sun, 05 May 2013 19:15:57 +0000</pubDate> <dc:creator>Mendes Silva</dc:creator> <category><![CDATA[Magistério - Papado]]></category> <category><![CDATA[Igreja Católica]]></category> <category><![CDATA[Papado]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=5530</guid> <description><![CDATA[No evangelho, com exceção de alguns episódios, os relatos em que Pedro aparece ocupam um lugar importante, tendo grande semelhança em Mateus, Marcos e Lucas, e mesmo de João. Entre as semelhanças e detalhes característico de cada Evangelista ao relatar os episódios, temos como certo que não se chamava Pedro, mas Simão, em grego, ou [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><img
class="ngg-singlepic ngg-left alignleft" alt="São Pedro, rocha firme de fé inabalável" src="http://i1.wp.com/www.paraclitus.com.br/wp-content/uploads/2011/08/s_pedro6.jpg?resize=121%2C178" title="São Pedro, rocha firme de fé inabalável" data-recalc-dims="1" /><span
style="font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">No evangelho, com exceção de alguns episódios, os relatos em que Pedro aparece ocupam um lugar importante, tendo grande semelhança em Mateus, Marcos e Lucas, e mesmo de João. Entre as semelhanças e detalhes característico de cada Evangelista ao relatar os episódios, temos como certo que não se chamava Pedro, mas Simão, em grego, ou Simeão, em aramaico. Ao tomarmos como referência os quatro evangelhos, unânimes nesse ponto, esse nome lhe foi dado por Jesus. Era um novo nome, que até então parecia não ter sido dado a ninguém. </span></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><span
style="font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Entretanto, os evangelistas situam em diferentes contextos a imposição desse nome por Jesus:</span></span></p><p
style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">- em Mateus, é no momento da confissão de fé em Cesaréia(Mt 16,18);</span></p><p
style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">- em Marcos e Lucas, tudo indica ser por ocasião da instituição do Doze(Mc 3,16; Lc 6,14). Porém é bom notar, desde o episodio da pesca milagrosa, ele já tratado no Evangelho de Lucas, como Simão Pedro(Lc 5,8);</span></p><p
style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">- em João, é no momento do primeiro encontro às margens do Rio Jordão(Jo1,42).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;"> A diversidade de contextos em que se vê Jesus dar a Simão seu novo nome,”Pedro”, indica que esse fato era bastante conhecido dos primeiros cristãos, mas que por alguns fatores, talvez se tenha esquecido sua circunstâncias exatas, conservando apenas o núcleo central do episódio, que é a clara mudança do nome de Simão para Pedro. O fato é que o cognome dado por Jesus a Simão se propagou na tradição oral impondo-se aos outros nomes. Nas cartas de Paulo, mais antigas que os evangelhos, a transcrição aramaica de “Pedro” – Cefas – tornar-se-ia  a maneira habitual de designar o “primeiro” dos discípulos. Era conhecida a importância de Pedro e sua ligação privilegiada com Jesus nas primeiras comunidades Cristãs, já que sabia que a mudança de nome na Bíblia é sempre sinal de eleição divina.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Pelo fato de Simão ter grande relevância em alguns relatos e seu nome ser descrito por vezes de forma diferente, sendo que se faz referência à mesma pessoa, por parte muitos surgiu uma confusão quanto ao nome, confusão esta que buscarei esclarecer mostrando o significado de cada nome.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Simeão? Simão? Pedro? Cefas?</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;"><strong>Simeão</strong> era o nome aramaico daquele que Jesus chamará por “Pedro”. Encontramos esse cognome apenas na boca de Tiago, “o irmão do Senhor”, por ocasião da Assembléia de Jerusalém(At 15,14), e na segunda carta cuja autoria é atribuída a “Simão Pedro”, servo e apóstolo de Jesus Cristo”( 2Pd 1,1).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Para uns, <strong>Simão</strong> seria a versão grega de Simeão; para outros, é um nome genuíno. Pedro é assim nomeado 46 vezes nos evangelhos e somente quatro vezes nos Atos dos Apóstolos(At 10-11).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;"><strong>Cefas</strong> é o “novo nome” dado por Jesus a Simão: ele vem do aramaico Kêphâ; é, na origem, um nome comum que significa “pedra”, “rocha”. Ele aparece somente uma vez nos evangelhos(Jo 1,42), ao passo que se encontra 8 vezes nas cartas de Paulo(1 Cor 1,12; 3,22; 9,5; 15; 5; Gl 1,18; 2,9.11.14), sinal de seu uso freqüente desde os primórdios da Igreja.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;"><strong>Pedro</strong>(Petros) é a tradução grega de Cefas. É a forma mais corrente nos evangelhos(95 vezes), nos Atos(56 vezes), em Paulo(2 vezes) e nos endereçamentos das epístolas de Pedro(2 vezes).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;"><strong>Simão Pedro</strong>: somente João utiliza correntemente esta dupla nomeação(17 vezes). Marcos jamais utiliza; Lucas e Mateus utilizam-se uma vez(Lc 5,8; Mt 16,16).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #000000;">Em algumas vertentes protestantes, se diz que o nome atribuído a Simão Pedro(“Rocha”) é uma invenção criada por parta da Igreja Católica. Como percebemos, é perfeitamente coerente a exegese Católica quando ensina que Pedro recebe de Cristo um novo nome, em vista de uma missão cuja realização é acompanhada sempre de uma promessa que ultrapassa a pessoa a quem se a dá.  No caso, a missão de Pedro e seus sucessores é firmar os filhos da Igreja na fé, como uma rocha que resiste a séculos de mudanças permanecendo firme sem ser abalada.</span></p><p
style="text-align: center;"><span
style="font-size: x-small; font-family: verdana,geneva;"><a
title="Silva, Mendes. Apostolado Spiritus Paraclitus: São Pedro, rocha firme de fé inabalável. Disponível em: http://www.paraclitus.com.br/2011/destaques/sao-pedro-rocha-que-firma-igreja-fe/" href="#">&lt;&lt;Arraste o mouse e veja como citar este texto&gt;&gt;</a></span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/papado/sao-pedro-rocha-que-firma-igreja-fe/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A lenda negra da Inquisição</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/historia-da-igreja/a-lenda-negra-da-inquisicao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-lenda-negra-da-inquisicao</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/historia-da-igreja/a-lenda-negra-da-inquisicao/#comments</comments> <pubDate>Mon, 22 Apr 2013 15:30:27 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[História da Igreja]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=8950</guid> <description><![CDATA[Desideologização e revisão histórica Infelizmente, ainda hoje, pessoas com a mentalidade formada pelo professor do Ensino Médio, que falava abobrinhas e uma porção de besteiras sobre a Inquisição continuam difundindo os velhos chavões sobre a Inquisição, sem levar em consideração a desideologização do assunto, e os recentes estudos históricos. Quem não leva isso em consideração não [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;" align="center"><span
style="font-family: 'Droid Sans', sans-serif; font-size: small;"><img
class="ngg-singlepic ngg-left alignleft" alt="A lenda negra da Inquisição" src="http://i1.wp.com/www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/fotos-campanhas/inq001.jpg?resize=272%2C185" title="A lenda negra da Inquisição" data-recalc-dims="1" /><span
style="color: #000000;">Desideologização e revisão histórica</span></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">Infelizmente, ainda hoje, pessoas com a mentalidade formada pelo professor do Ensino Médio, que falava abobrinhas e uma porção de besteiras sobre a Inquisição continuam difundindo os velhos chavões sobre a Inquisição, sem levar em consideração a desideologização do assunto, e os recentes estudos históricos. Quem não leva isso em consideração não passa de palpiteiro.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">Grande especialista no assunto, Agostino Borreomeo, afirma que os pesquisadores têm os elementos necessários para fazer uma história da Inquisição sem cair em preconceitos negativos ou na apologética propagandista. Borromeo foi o coordenador do livro «Atas do Simpósio Internacional “A Inquisição”» de onde tirei diversas citações para este artigo. No volume, Agostino Borromeo, recolhe as palestras de um congresso internacional que reuniu ao final de outubro de 1998, historiadores universalmente reconhecidos especializados em tribunais eclesiásticos.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">«Hoje em dia — afirmou em uma coletiva de imprensa de apresentação do livro, o professor da Universidade «La Sapienza» de Roma – os historiadores já não utilizam o tema da Inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja».Diferentemente do que antes sucedia, acrescentou o presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos, «o debate se encaminhou para o ambiente histórico, com estatísticas sérias».</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">O especialista constatou que, à «lenda negra» criada contra a Inquisição em países protestantes, opôs uma apologética católica propagandista que, em nenhum dos casos, ajudava a conseguir uma visão objetiva. Isto se deve, entre outras coisas — indicou –, ao «grande passo adiante» dado pela abertura dos arquivos secretos da Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício), ordenada por João Paulo II em 1998, onde se encontra uma base documental amplíssima.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">Borromeu ilustrou alguns dos dados possibilitados pelas «Atas do Simpósio Internacional “A Inquisição”». A Inquisição na Espanha que era dirigida pelos Reis, afirmou, em referência ao tribunal mais conhecido, celebrou entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram 1,8%.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">Pelo que se refere às famosas «caçadas de bruxas», o historiador constatou que os tribunais eclesiásticos foram muito mais indulgentes e humanos que os civis .Dos 125.000 processos de sua história, a Inquisição espanhola condenou à morte 59 pessoas. Na Itália, acrescentou, foram 36 e em Portugal 4. “Ao contrário do que se divulga, o número de pessoas condenadas a pena máxima era muito pequeno. “</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">Borromeo ainda afirma que muitas vezes os condenados eram executados em efígie (categoria da justiça penal medieval), isto é, onde bonecos eram queimadospara representar aqueles que foram condenados à revelia. Tais penas, segundo o direito penal vigente na época eram chamadas de penas substitutivas, isto é, as haviam penas que eram executadas em efígies. Uma vez que a pessoa do condenado não era encontrada, ou tinha fugido, desaparecido ou se suicidado, fazia-se uma efígie, aplicando-se nela a pena.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">Relata V. Hentig que ”o castigo em efígie desempenhou importante papel no processo inquisitorial espanhol. Lemos que a Inquisição condenou à morte na Espanha, entre 1481 e 1809, 31.912 pessoas, das quais foram executadas em efígie 17.659”</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">Fonte: <a
href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/index.shtml"><span
style="color: #000000;">http://www.bbc.co.uk/portuguese/index.shtml</span></a></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">ALGUMAS AFIRMAÇÕES DOS ESPECIALISTAS</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“Portanto, contrariamente ao que se pensa, apenas uma pequena porcentagem do procedimento inquisitorial se concluía com a condenação à morte.” (Adriano Garuti, La Santa Romana e Universale Inquisizione, p. 415 in L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“A inquisição podia haver causado um holocausto de bruxas nos países católicos do Mediterrâneo, mas a história demonstra algo muito diferente, a Inquisição foi aqui a salvação de milhares de pessoas acusadas de um crime impossível.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 594. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“A documentação correspondente a Idade Moderna, ao contrário das fontes correspondentes ao medievo, é tão abundante, que nos permite com grande segurança calcular o número de bruxas queimadas pela inquisição. As cifras, por inesperadas, resultam assombrosas. Para Portugal é 4. Para Espanha, 59, para Itália, 36.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 582. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“Sua exagerada suposição de que o santo Ofício, nesses dois séculos (XV-XVI), havia queimado a 30.000 bruxas, faz tempo que deixou de ser levado em consideração pela ciência.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 576)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“Não foi a Inquisição quem iniciou a perseguição às bruxas, senão a justiça civil nos Alpes e na Croácia” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 576.L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“O certo é que, ao contrário do que comumente se crê, as perseguições de bruxas não se deveram a iniciativa da Igreja, foram manifestação de uma crença popular, cuja bem documentada existência se remonta a mais remota antiguidade.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 568. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“Dos processos que se vão publicando e também das biografias de inquisidores que vão aparecendo, se pode constatar que estes eram em geral pessoas com uma formação jurídica elevada e que suas atuações foram muito majoritariamente conforme ao direito, ainda que houvesse sem dúvida abusos.” (Arturo Bernal Palácios, El estatuto jurídico de la Inquisición, p. 152. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“De todas as formas, o direito inquisitorial neste ponto é um direito privilegiadocomo bem escreveu o professor Enrique Gacto, já que contém sanções mais benignas que as do direito penal ordinário ou secular, em que o delito de heresia é reprimido inapelavelmente com a pena de morte. Mas o réu de heresia,resgatado pela jurisdição inquisitorial, tem aberta uma via que lhe permite escapar a esta sanção máxima e, com efeito, a evita sempre que confesse e manifeste seu arrependimento de forma suficiente.” (Arturo Bernal Palácios, El estatuto jurídico de la Inquisición, p. 140. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“A pena de morte foi impregada não somente na inquisição, mas praticamente em todos os outros sistemas judiciários da Europa.(…) O professor Tedeshi afirma: ‘tenho a convicção de que as futuras investigações demonstrarão que a pena capital foi usada com menor freqüência e com mais respeito pela dignidade humana nos tribunais do Santo Ofício do que nos civis.’” (Adriano Garuti, La Santa Romana e Universale Inquisizione, p. 417. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“Em uma época em que o uso da tortura era geral nos tribunais penais europeus, a Inquisição espanhola seguiu uma política de benignidade e circunspeção que a deixa em lugar favorável se se compara com qualquer outra instituição. A tortura era emprega somente como último recurso e se aplicava em pouquíssimos casos.” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004, p. 184)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“As cenas de sadismo que descrevem os escritores que se inspiraram no tema possuem pouca relação com a realidade” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004, p. 185)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“Em comparação com a crueldade e as mutilações que eram normais nos tribunais seculares, a Inquisição se mostra sob uma luz relativamente favorável; este fato, em conjunção com o usual bom nível da condição de seus cárceres, nos faz considerar que o tribunal teve pouco interesse pela crueldade e que tratou de temperar a justiça com a misericórdia.” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004, p. 187)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“O número proporcionalmente pequeno de execuções constitui um argumento eficaz contra a leyenda negra de um tribunal sedento de sangue.” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004, p. 197)</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: 'Droid Sans',sans-serif; color: #000000;">“As fontes históricas demonstram muito claramente que a Inquisição recorria à tortura muito raramente. O especialista Bartolomé Benassa, que se ocupou da Inquisição mais dura, a espanhola, fala de um uso da tortura “relativamente pouco frequente e geralmente moderado, era o recurso à pena capital, excepcional depois do ano 1500″. O fato é que os inquisidores não acreditavam na eficácia da tortura.Os manuais para inquisidores convidavam a que se desconfiasse dela, porque os fracos, sob tortura, confessariam qualquer coisa, e nela os “duros” teriam persistido facilmente. Ora, porque quem resistia à tortura sem confessar era automaticamente solto, vai de si que como meio de prova a tortura era pouco útil. Não só. A confissão obtida sob tortura devia ser confirmada por escrito pelo imputado posteriormente, sem tortura (somente assim as eventuais admissões de culpa podiam ser levadas a juízo). (Rino Camilleri,.La Vera Storia dell ´Inquisizione, Ed Piemme, Casale Monferrato, 2.001, p.p. 46-47).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: x-small; font-family: 'Droid Sans', sans-serif; color: #888888;">Fonte:<strong> </strong>http://professorfariahistoria.blogspot.com.br/2010/11/sobre-inquisicao.html</span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2013/magisterio/historia-da-igreja/a-lenda-negra-da-inquisicao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>O que significa o termo Católico ?</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/o-que-significa-o-termo-catolico/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-que-significa-o-termo-catolico</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/o-que-significa-o-termo-catolico/#comments</comments> <pubDate>Sun, 23 Dec 2012 13:01:36 +0000</pubDate> <dc:creator>Mendes Silva</dc:creator> <category><![CDATA[História da Igreja]]></category> <category><![CDATA[Magistério - Papado]]></category> <category><![CDATA[Igreja Católica]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=8294</guid> <description><![CDATA[A história do termo católico Como um protestante, fui para uma igreja evangélica que modificou um importante e histórico termo no Credo dos Apóstolos. Ao invés da “Santa, Católica Igreja”, éramos a “Santa, Cristã Igreja”. Nada refleti sobre este fato naquele momento. Certamente não havia nenhuma intenção maligna, apenas uma repugnância com a Igreja Católica [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: left;"><span
style="color: #003366; font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><img
class="ngg-singlepic ngg-left alignleft" src="http://i0.wp.com/www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/igrejas/ppvaticano230113.jpg?resize=300%2C204" alt="O que significa o termo Católico ?" title="O que significa o termo Católico ?" data-recalc-dims="1" />A história do termo <em>católico</em></strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Como um protestante, fui para uma igreja evangélica que modificou um importante e histórico termo no Credo dos Apóstolos. Ao invés da “<em>Santa, Católica Igreja”</em>, éramos a “<em>Santa, Cristã Igreja”</em>. Nada refleti sobre este fato naquele momento. Certamente não havia nenhuma intenção maligna, apenas uma repugnância com a Igreja Católica e o distinto desejo de nos distanciarmos desta heresia e tradição feitas pelas mãos dos homens.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Para mim, os católicos se desviaram logo no início da “<em>Cristandade Bíblica”</em>, então eles simplesmente inventaram um novo termo para descrever sua sociedade. Desde que nós, os evangélicos, supostamente éramos os leais e verdadeiros crentes da Bíblia, não possuíamos nenhum interesse no termo <em> católico</em>, desde que este não foi encontrado em nenhum lugar entre as capas da Bíblia, ou seja no corpo textual não era citado. Era apenas um termo cujo viés era carregado por uma bagagem negativa, então nós o removemos do Credo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Eu deveria ter questionado “<em>De onde vem o termo católico e o que significa”</em>. Estaria eu correto em assumir que os Católicos Romanos inventaram o termo para destacá-los da “<em>Cristandade Bíblica”</em>?</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><span
style="color: #003366; font-size: small;">Como doutrinas e palavras se desenvolvem</span></strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">O desenvolvimento da doutrina não é apenas um fenômeno católico. É também um fato entre protestantes e em todas as religiões ou tradições teológicas. Ao longo dos anos, termos teológicos são desenvolvidos para auxiliar na explicação do conhecimento mais profundo da fé. Como os cristãos ponderam, a Revelação foi transmitida pelos apóstolos e depositada na Igreja d’Ele – a Igreja pondera apoiada na Palavra de Deus – refletindo cada vez mais profundamente.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Não é muito diferente de se descascar uma cebola em camadas, o se penetrar profundamente no coração. O desenvolvimento da doutrina define, molda e interpreta o depósito da fé. A Bíblia não é um manual técnico de instruções teológicas ou de detalhamento de uma igreja, como seria um catecismo ou um guia de estudos. O significado da Bíblia não é sempre claro, como nos contou são Pedro (2 Ped 3,15 &#8211; 16). Trinta e três mil denominações protestantes &#8211; competindo entre si <em>- </em>também tornam este fato aparente, uma vez que falham em concordar no que a Bíblia diz. Faz-se necessária a autoridade de uma igreja universal e dos sucessores dos apóstolos para formular as doutrinas da fé. Como um evangélico, eu era ingênuo ao pensar que poderia recriar a roda teológica para mim mesmo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Para ilustrar o desenvolvimento doutrinário, observemos o termo <em> Trindade</em>. Este termo nunca aparece na Bíblia, nem a mesma dá a fórmula explícita para a natureza da Trindade como comumente é utilizada hoje, como sendo “<em>Um Deus Único em Três Pessoas Distintas</em>” ou “<em>Três Pessoas, Uma Natureza</em>”. Todavia, o termo Trindade, como desenvolvido internamente na Igreja Católica, é uma crença essencial para quase toda denominação protestante. O primeiro registro do uso do termo Trindade – <em> trias</em> – foi nos escritos de Teófilo de Antioquia, em torno do ano 180 A.D. Apesar de não ter sido encontrada na Bíblia, a Igreja Primitiva desenvolveu termos como Trindade, os quais são utilizados para definir e explicar doutrinas cristãs essenciais e básicas.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">De modo interessante, enquanto vários protestantes objetam a idéia do desenvolvimento da doutrina segundo a Igreja Católica, os mesmos não têm problema com o desenvolvimento em seus próprios campos, inclusive quanto a inovações e invenções. Tome por exemplo, o <em> Arrebatamento</em>, outro termo não encontrado na Bíblia e não utilizado em qualquer círculo teológico até meados do século XIX. Após uma “profética articulação” vinda de duas mulheres numa reunião escocesa de renovação, a nova doutrina do “Arrebatamento” espalhou como um incêndio selvagem por toda Nova Inglaterra e América.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Foi a Igreja Católica quem definiu a Trindade Sagrada, a divindade e humanidade de Cristo – a união hipoestática destas duas naturezas na pessoa única e divina de Jesus -, salvação, batismo, a Sagrada Eucaristia e todos os outros ensinamentos que pavimentam a Fé Cristã. Foi também a Igreja Católica que trouxe à tona o Novo Testamento – coletando, canonizando, preservando, distribuindo e interpretando o mesmo. Como um protestante, eu estava bastante inclinado para a aceitação inconsciente dos ensinamentos da Igreja Católica sobre a Trindade, sobre a deidade de Cristo, o cânon ortodoxo do Novo Testamento e etc., mas rejeitava, voluntariosamente, o ensinamento “integral” da Igreja Católica. Hoje, compreendo que é na Igreja Católica que encontramos a abundância da fé e o visível e universal corpo de Cristo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="color: #003366; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><span
style="font-size: small;"> A definição do termo <em>católico</em></span></strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Entretanto, nós ainda não definimos o termo <em> católico</em>. Ele vem do termo grego “<em>katholikós</em>”, o qual é a combinação de duas palavras: “<em>kata</em>” – concernente – e “<em>holos</em>” – totalidade; por conseqüência, “<em>concernente à totalidade</em>” ou “integral, abrangente”. De acordo com o Dicionário Oxford de Etimologia Inglesa, o termo católico surge de uma palavra grego cujo significado é “relativo à totalidade” ou mais simplesmente, “geral ou universal”.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Universal é originado de duas palavras gregas: “<em>uni</em>” – um – e “<em>vetere</em>” – giro; por conseqüência, “<em>girando ao redor de um</em>” ou “<em>transformado em um</em>”<sup>[1]</sup>. A palavra igreja deriva do grego “<em>ecclesia</em>”, a qual significa “<em>aqueles chamados para socorrer</em>”, como se convocados a serem sublimados e libertos do mundo para formar uma sociedade distinta. Então, a Igreja Católica é feita destes que foram convocados e reunidos numa visível e universal sociedade fundada por Cristo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Em seus primeiros anos a Igreja era pequena, tanto geograficamente, quanto numericamente. Aproximadamente pela primeira década, a Igreja na área de Jerusalém foi constituída exclusivamente de judeus; o termo católico dificilmente poderia ser aplicado. Entretanto, conforme a Igreja crescia e se espalhava pelo Império Romano, foi incorporando judeus e gentios, ricos e pobres, romanos, homens libertos e até mesmo escravos; ou seja, homens e mulheres de cada tribo e idioma. Porém, por volta do terceiro século, era católica uma em cada dez pessoas no Império Romano. Do mesmo modo que o termo T<em>rindade</em> foi apropriado para descrever a natureza de Deus, assim foi com o termo <em>católico</em> para descrever a natureza do Corpo de Cristo – a Igreja -, mas voltemos à história do termo católico.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">O registro inicial de seu uso foi encontrado nos primeiros anos da literatura cristã. Encontramos o primeiro indício nos escritos de são Inácio de Antioquia, o qual era um homem jovem durante o tempo de vida dos apóstolos e foi o segundo bispo de Antióquia, sucessor de Pedro. São Inácio esteve imerso na tradição viva da igreja local em Antióquia, onde os seguidores de Cristo foram inicialmente denominados cristãos (At 11,26). Ele esteve presente o suficiente não só para conhecer os apóstolos, mas para ser ensinado e ordenado diretamente pelos mesmos. Dos apóstolos, Santo Inácio aprendeu o que era a Igreja, como deveria funcionar, crescer e ser governada. A História nos informa que São Pedro era o Bispo de Antióquia na época, e de fato, os Pais da Igreja proclamam que São Inácio foi ordenado pelo próprio são Pedro<sup>[2]</sup>. São Inácio certamente prestou adoração com Pedro, Paulo e João, vivendo com ou próximo a eles e esteve sob as orientações destes apóstolos especiais. São Inácio de Antióquia é conhecido e reverenciado como uma testemunha autêntica da tradição e costumes dos apóstolos.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Nos documentos existentes que resistiram até nossa época, São Inácio foi o primeiro a utilizar o termo <em> católico</em> em referência à Igreja. Em sua jornada a Roma, sob escolta militar para o Coliseu, onde seria devorado por leões devido a sua fé, escreveu que “<em>Vocês todos devem seguir o Bispo assim como Jesus Cristo segue ao Pai, e ao presbitério como vocês seguiriam aos apóstolos. Aonde quer que o Bispo surja, permita que as pessoas ali estejam, assim como onde quer que Jesus Cristo esteja, ali se encontra a Igreja Católica</em>” (<em><strong>Epístola aos Esmirniotas</strong></em>).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Outro registro inicial do termo <em> católico</em> é associado a são Policarpo, bispo de Esmirna, o qual o utilizou por diversas vezes. São Policarpo foi discípulo do apóstolo João, assim como este o foi de Jesus Cristo. Como são Inácio, são Policarpo morreu martirizado num coliseu em 155A.D.. No Martiriológo de são Policarpo, escrito no período de sua morte, lemos “<em>Da Igreja de Deus localizada em Esmirna para a Igreja de Deus localizada em Filomélia, e para todas as dioceses da santa e católica Igreja localizadas em qualquer parte</em>” (<em><strong>Epístola da Igreja em Esmirna</strong></em><strong>, Prefácio</strong>). Posteriormente, é citado no mesmo livro que “<em>quando Policarpo terminou sua oração, na qual relembrou todos os que conheceu&#8230; e toda a Igreja Católica dispersa pelo mundo&#8230;</em>”. Após a oração, os romanos o entregaram às feras selvagens, ao fogo e à espada. A epístola conclui ainda que “<em>agora com os Apóstolos e todos os justos, se encontra glorificando ao Deus e Pai Todo Poderoso, louvando ao Nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador de nossas almas e Pastor da Igreja Católica por todo o mundo</em>”. <sup>(8)</sup></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Então podemos claramente entender que logo no início do segundo século, os cristãos usaram regularmente o termo <em> católico</em> como uma definição do estabelecimento da Igreja. A partir do segundo século em diante, vemos que o termo é regularmente aplicado por teólogos e escritores. Alguém poderia facilmente concluir que “<em>católica</em>” era uma descrição inicial da Igreja, provavelmente utilizada pelos próprios apóstolos.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">No quarto século, santo Agostinho ao retransmitir a tradição da Igreja Primitiva, não economizou palavras para referendar a importância e disseminação a longa distância do uso do termo <em> católico</em>. Ele escreveu que “<em>devemos ser leais à religião cristã e à comunicação em Sua Igreja que é católica, e que não é denominada católica apenas por seus próprios membros, mas também por todos seus inimigos</em>” (<strong>A verdadeira religião 7,12</strong>). E novamente, “<em>a única e verdadeira denominação Católica, a qual não sem razão, pertence somente a esta Igreja, defronte tantos hereges, e embora todos os hereges desejem ser denominados católicos, quando um estranho lhes pergunta a localização da Igreja Católica, nenhum destes hereges ousa apontar para sua própria basílica ou casa</em>” (<strong>Contra a carta de Mani entitulada “A fundação” 4,5</strong>).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">A inicial aplicação e a importância do termo também poderão ser compreendidas através de seu uso tanto no Credo dos Apóstolos, quanto no de Nicene. Se você fosse um cristão no primeiro milênio, você seria um católico; e se você era um católico, você recitou estes credos afirmando “<em>Uma Santa, Católica e Apostólica Igreja</em>”. Infelizmente, hoje algumas pessoas buscam realizar uma distinção entre “<em>Católica</em>” com “<em>C</em>” maiúsculo e “católica” com “c” minúsculo, mas tal distinção é um desenvolvimento recente e jamais escutado na Igreja Primitiva.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="color: #003366; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><span
style="font-size: small;"> O entendimento bíblico do termo <em>católico</em></span></strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Jesus enviou seus apóstolos como missionários levando as seguintes palavras “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!” (Mt 28, 19-20). Como nos recorda Frank Sheed, “<em>Preste atenção primeiramente na repetição tripla da idéia de “totalidade” – todas as nações, todas as coisas, todos os dias. Católico, dizemos, significa universal. Examinando o termo universal, vemos que este contém duas idéias, a idéia do todo, a idéia do um. Mas tudo o que? Todas as nações, todo os ensinamentos, todo o tempo, assim diz Nosso Senhor. Não é uma descrição exagerada da Igreja Católica. Nem sob o mais insano exagero, esta poderia evoluir como uma descrição de qualquer outra [igreja]”</em> (<strong>Teologia e santidade [San Francisco, CA: Ignatius Press, 1993], 284</strong>).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Jesus utilizou a palavra igreja duas vezes nos evangelhos, e ambas em Mateus, Ele disse <em> “&#8230;sobre esta pedra edificarei minha igreja&#8230;”</em> (Mt 16,18). Ele não mencionou igrejas ainda que estabelecesse uma divisão, nem insinuou que esta seria uma igreja invisível maquiada em grupos competidores entre si. Ele estava estabelecendo uma visível e reconhecível igreja. E em Mateus 18,17, Jesus diz que “<em>Caso não lhes der ouvido, dizei-o à Igreja</em>”, quanto à correção fraterna de um irmão pelo outro. Repare o artigo “a” referindo-se a uma entidade distinta; não “igrejas”, mas uma visível, reconhecível igreja na qual se espera ter uma liderança reconhecível com universal autoridade.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Atualmente, qualquer um pode constatar o triste estado da “Cristandade” ao comparar as palavras de Jesus sobre “a Igreja” com a situação corrente. Se um Metodista ofende um Batista, ou um Presbiteriano ofende um Pentecostal, qual “igreja” eles buscarão para ajuizar a questão? Este fato sozinho demonstra o problema quando 33.000 denominações existem fora dos limites físicos da “<em>Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja</em>”. Jesus esperava que houvesse uma universal, plena em autoridade, visível e católica Igreja para representá-lo no mundo até o seu retorno.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Logo após sua crucificação, Jesus orou não apenas pela universalidade e catolicidade da Igreja, mas para sua unidade visível (Jo 17, 21-23):</span></p> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>“&#8230;a fim de que todos sejam um.</em></span></address> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti,</em></span></address> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>que eles estejam em nós,</em></span></address> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>para que o mundo creia que tu me enviaste.</em></span></address> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>Eu lhes dei a glória que me deste</em></span></address> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>para que sejam um, como nós somos um:</em></span></address> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>Eu neles e tu em mim,</em></span></address> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>para que sejam perfeitos na unidade</em></span></address> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>e para que o mundo reconheça que me enviaste</em></span></address> <address
style="padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>e os amaste como amaste a mim”.</em></span></address><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">A Igreja Primitiva compreendeu as palavras de Jesus. Qual seria o bem de uma unidade invisível, teórica e impraticável? Para que o mundo veja uma unidade católica, a singularidade da Igreja deve ter uma realidade física, real e visível, tudo o que já é a Igreja Católica. Desde os primeiros séculos, os cristãos têm confessado que a Igreja é “uma, santa, católica e apostólica”.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><em>Una</em>, porque realmente só existe uma, visível, orgânica e unificada Igreja; <em>Santa</em>, porque é denominada pelo mundo como a Esposa de Cristo, justa e santificada; <em>Católica</em>, porque é universal, unificada, e abrange todo o mundo; <em> Apostólica</em>, porque fundada por Cristo (Mt 16,18) através de seus Apóstolos, e porque a autoridade de seus apóstolos é perpetuada através de seus Bispos. Através dos séculos, este credo tem sido o estatuto da Igreja.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Nestes últimos dias, os cristãos necessitam continuar confiantes e obedientes em seus corações à Igreja Católica. Ela tem sido nossa Mãe fiel e persistente em transmitir a ordem de Jesus Cristo por 2.000 anos. Como um evangélico protestante, pensei que poderia ignorar os credos e concílios de nossa Mãe, a Igreja. <em> Eu estava desoladamente equivocado</em>. Eu agora compreendo que Jesus requer de nós que escutemos Sua Igreja, a Igreja a qual ele deu autoridade para atar e desatar (Mt 16,19 e 18,17) – a Igreja Católica – a qual é o pilar e fundação da Verdade (1 Tim 3,15).</span></p> <address><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><span
style="font-size: x-small; color: #888888;">Por: Steve Ray</span></strong></span></address> <address><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><span
style="font-size: x-small; color: #888888;"> Tradução: Renata Espíndola &#8211; Fonte: Catholic Convert</span></strong></span></address> <address><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><span
style="font-size: x-small; color: #888888;"><sup> [1]</sup> ONIONS, C.T. <em> The Oxford Dictionary of English Etymology</em>. New York, NY: Oxford University Press, 1983.</span></strong></span></address> <address
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><span
style="font-size: x-small; color: #888888;"> <sup> [2]</sup> RAY, Stephen. <em> Upon this Rock</em>. San Francisco, CA: Ignatius Press, 1999. p.119. </span></strong></span></address> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/o-que-significa-o-termo-catolico/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A Igreja &#8211; Corpo Místico de Cristo</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/a-igreja-corpo-mistico-de-cristo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-igreja-corpo-mistico-de-cristo</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/a-igreja-corpo-mistico-de-cristo/#comments</comments> <pubDate>Mon, 26 Nov 2012 18:52:48 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Magistério - Papado]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=8847</guid> <description><![CDATA[A Igreja é também, chamada de &#8220;Corpo Místico de Cristo&#8221;. Corpo que tem em Jesus sua Cabeça Invisível e, no Papa, a cabeça visível. O Papa é a representação visível de Cristo (não há duas cabeças). O Papa é infalível por haver uma só cabeça – a de Cristo. O divino Redentor governa o seu [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><img
class="ngg-singlepic ngg-left alignleft" src="http://i2.wp.com/www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/fotos-icones/igreja06.jpg?resize=209%2C310" alt="A Igreja   Corpo Místico de Cristo" title="A Igreja   Corpo Místico de Cristo" data-recalc-dims="1" />A Igreja é também, chamada de &#8220;Corpo Místico de Cristo&#8221;. Corpo que tem em Jesus sua Cabeça Invisível e, no Papa, a cabeça visível. O Papa é a representação visível de Cristo (não há duas cabeças). O Papa é infalível por haver uma só cabeça – a de Cristo.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> O divino Redentor governa o seu corpo Místico de modo visível e ordinário, por meio de seu Vigário na terra. Nosso Senhor, depois de ter, durante a sua carreira mortal, governado pessoalmente e de modo visível o seu ‘pequenino rebanho’ (Lc 12, 32), quando estava para deixar este mundo e voltar ao Pai, confiou ao Príncipe dos Apóstolos o governo visível de toda a sociedade que fundará.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Porém Pedro, não é senão Vigário de Cristo, e por isso a cabeça principal deste corpo é uma só: Cristo, o qual, sem deixar de governar a Igreja misteriosamente por si mesmo, rege-a, também, de modo visível, por meio daquele que faz as suas vezes na terra; e assim a Igreja, depois da gloriosa Ascensão de Cristo ao Céu, não está edificada só sobre Ele, senão também sobre Pedro, como fundamento visível&#8221; (Pro XII, 1947).</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> A doutrina do &#8220;Corpo Místico&#8221; é magistralmente exposta por S. Paulo em várias Epístolas (1Cor 12, 12); (Cl 1, 18); (Ef 5, 23); (Rm 12, 4-5); etc. E, em S. João, no capítulo 15, encontra-se as últimas exortações de Jesus. Ele diz, insiste, repete: </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> &#8220;Eu sou a videira e vós os ramos&#8230; Permanecei em mim e eu ficarei em vós&#8221;.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Fazem parte do Corpo Místico de Cristo: a Igreja Triunfante (constituída pelas almas que já se encontram no Céu); a Padecente (almas do Purgatório) e a Militante (nós, na terra). Como galhos da mesma árvore, vivendo da mesma seiva, como membros de um mesmo Corpo (a Igreja), ligados a Jesus, sua Cabeça, vivemos do mesmo Sangue – isso é a Comunhão dos santos – a união de todos, no Corpo, no Sangue, no Espírito.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> No Céu, nossos irmãos santos intercedem por nós (2Mc 5, 4). A eles devemos rezar, pedindo-lhes proteção. No purgatório, também, nossos irmãos rezam por nós. Já não podem merecer para si mesmos porque, para isso, seu tempo já passou. Mas, enquanto, na dor, se purificam, beneficiam a todos os outros membros – e, dos outros (de nós), esperam ajuda. &#8220;É um santo e salutar pensamento rezar pelos defuntos, para que sejam libertados de seus pecados&#8221; (2 Mc 12, 46). </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Na terra, somo a Igreja militante, isto é, a que luta, ainda, a caminho de seu destino, de sua integração perfeita, sua união completa em Cristo. A Igreja, na terra, pode ser, também, chamada de Igreja Peregrina, pois não temos, aqui, morada definitiva (Hb 13, 14). Nossa casa é a Casa do Pai. Louco é quem vive preocupado com &#8220;tesouros que as traças destroem&#8221;, em vez de se preocupar com o essencial: salvar a própria alma. </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Nós, na terra, as almas do Purgatório e os santos no Céu formamos uma só família – a família de Deus. E todos os membros da Igreja – participam da comunhão dos santos, todos são ligados e podem ajudar-se. Poderosa é a oração do justo.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Deus teria perdoado Sodoma se lá vivessem dez justos (Gn 18, 32). Quanto melhor for cada um de nós, maior será o lucro de todos. &#8220;A alma que se eleva, eleva o mundo&#8221;. (Elisabeth Leseur). </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Vejamos a comparação com o nosso próprio corpo. Quando tudo funciona bem, a saúde geral é boa. Mas basta uma dor de dente, para todo o corpo se ressentir. Poderemos, em conseqüência, Ter dor de cabeça, nervosismo, mau humor, indisposição, febre, etc.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> E, se o dente melhora, tudo melhora. Assim acontece na sociedade. Como acontece no mundo espiritual, na Igreja, no Corpo Místico de Cristo. Os que vivem em pecado são membros doentes que prejudicam todo o corpo. Facilmente se percebe como os ladrões, assassinos, maus exemplos prejudicam a sociedade.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> De modo mais profundo, embora menos visível, prejudicam a si mesmos. Porque no Reino Espiritual não é preciso que as coisas apareçam para produzir efeito. Nos membros doentes (pelo pecado mortal) não circula a seiva da &#8220;videira&#8221;, não circula o Sangue redentor – por isso eles são galhos secos, inúteis e prejudiciais, são membros mortos que podem, ainda assim, pertencer aos corpo da Igreja, mas não ao seu Espírito.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Quando um membro morto se reanima, isto é, quando se vivifica (pela graça), todo o corpo melhora. Mesmo que ninguém veja, ninguém saiba daquela conversão.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> No Céu (na Igreja Triunfante) há alegria, as almas do Purgatório (Igreja Padecente) e os homens na terra (Igreja Militante) – todos lucram. </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Porque todos somos solidários – solidários em Adão, e muito mais, em Cristo.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Um santo que reze em seu quarto, um doente que ofereça a Deus seu sofrimento, o homem que faz de seu trabalho uma prece, são grandes benfeitores da humanidade. </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Para a harmonia do corpo humano, como a do corpo social e religioso, é preciso que cada membro cumpra bem a sua função. &#8220;Se disser o pé: Pois que não sou mão, não sou corpo, porventura, por isso, não é do corpo? E se disser ao orelha: Já que não sou olho, não sou do corpo, acaso por isso não é do corpo? Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Eis, que, porém, Deus pós os membros no corpo, cada um deles como quis. Pois se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? (&#8230;) E não pode o olho dizer à mão: não preciso dos seus serviços; nem também a cabeça aos pés, não me sois necessários (&#8230;) De maneira que, se algo padece, um membro, todos os membros padecem com ele, ou se um membro é honorificado, todos os membros com ele se regorzijam&#8221;.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Em nosso corpo, cada membro tem sua função própria – e deve desempenhá-la bem, para harmonia e equilíbrio do conjunto. Assim, na sociedade. Os homens são diferentes. Não há duas pessoas iguais. Cada um tem suas tendências, sua vocação.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Seria um absurdo se todos fossem advogados ou se todos fossem médicos. São necessários os tecelões, as lavadeiras, cozinheiras, motoristas, mecânicos, farmacêuticos, etc. </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> O benefício é geral, para todos e cada um, quando, unido a todos, cada um cumpre bem a sua função. Todos são úteis, todas as profissões são boas e necessárias – o importante é exercê-las com Dignidade, como membro vivo, consciente e generoso. </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Que cada um cumpra seu dever, sem complexos, sem recalques, mas com espírito de colaboração, com altruísmo, com amor. Dá-se o mesmo na sociedade religiosa, na Igreja. Cada um tem a sua missão, cada um recebe talentos – e todos são chamados à santidade (Ef 1, 4). </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Não há vidas inúteis na família de Deus. Por isso, a Igreja é contra a eutanásia. Pessoas humildes, aleijadas, pobres, esquecidas e escondidas podem ser invisíveis usinas de força, focos de luz, colaboradoras permanentes e de importância vital para o Bem que circula no mundo. </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> O valor de nossa vida não está no lugar que ocupamos na sociedade (civil ou religiosa), mas na maneira como desempenhamos nosso papel, na medida em que estamos ligados ao Tronco, na medida de nossa união com a Cabeça, na quantidade de seiva que nos anima, na pujança do Sangue que nos santifica – é nessa medida que emprestamos beleza e vigor ao Corpo. </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Na doutrina do Corpo Místico está a mais perfeita doutrina social, estão os mais belos princípios de convivência humana. Todos somos responsáveis.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Que cada um dê o melhor de si. E damos mais e melhor quanto mais e melhor vivemos unidos a Jesus Cristo, participantes de Seu amor. </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> Fazemos o bem na medida de nossa santidade.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: x-small; font-family: Ubuntu,sans-serif; color: #888888;">Fonte:  <a
href="http://www.catequisar.com.br/texto/materia/dout/lv01/.htm" class="broken_link">Catequese Católica</a></span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/a-igreja-corpo-mistico-de-cristo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Igreja e Inquisição</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/historia-da-igreja/igreja-e-inquisicao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=igreja-e-inquisicao</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/historia-da-igreja/igreja-e-inquisicao/#comments</comments> <pubDate>Fri, 23 Nov 2012 18:33:19 +0000</pubDate> <dc:creator>D. Estêvão Bettencourt</dc:creator> <category><![CDATA[História da Igreja]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=8843</guid> <description><![CDATA[A inquisição não foi criada de uma só vez nem procedeu sempre do mesmo modo no decorrer dos séculos. Por isto distinguem-se: 1) a Inquisição Medieval, voltada contra as heresias catara e valdense nos séc. XII/XIII e contra um falso misticismo do séc. XIV; 2) a Inquisição Espanhola, instituída em 1478 por iniciativa dos reis [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"><img
class="ngg-singlepic ngg-left alignleft" src="http://i1.wp.com/www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/fotos-falsa-doutrina/reforma_260_231.jpg?resize=260%2C231" alt="Igreja e Inquisição" title="Igreja e Inquisição" data-recalc-dims="1" />A inquisição não foi criada de uma só vez nem procedeu sempre do mesmo modo no decorrer dos séculos. Por isto distinguem-se:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;">1) a Inquisição Medieval, voltada contra as heresias catara e valdense nos séc. XII/XIII e contra um falso misticismo do séc. XIV;</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;">2) a Inquisição Espanhola, instituída em 1478 por iniciativa dos reis Fernando e Isabel; visando principalmente os judeus e os muçulmanos, tornou-se poderoso instrumento do absolutismo dos monarcas espanhóis até o séc. XIX, a ponto de quase não poder ser considerada instituição eclesiástica (não raro a Inquisição espanhola procedeu independentemente de Roma, resistindo à intervenção da Santa Sé, porque o rei da Espanha a esta se opunha);</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;">3) a Inquisição Romana, (também dita &#8220;o Santo Ofício&#8221;), instituída em 1542 pelo Papa Paulo III, em vista do surto do Protestantismo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Apesar das modalidades de que se revestiu, a Inquisição medieval e romana foi movida por alguns princípios e uma mentalidade característicos; é justamente a estes princípios que o historiador deve voltar a sua atenção, a fim de poder formular um juízo sobre a famosa instituição. Conscientes disto, examinaremos as origens da Inquisição, seus procedimentos mais famigerados, para finalmente chegarmos a uma apreciação objetiva do acontecimento histórico.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"> <strong><span
style="font-size: medium;">1. Origens da Inquisição</span></strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"> <span
style="font-size: small;">No antigo Direito Romano, o juiz não empreendia a procura dos delituosos; só procedia ao julgamento depois que lhe fosse apresentada a denúncia. Até a Alta Idade Média, o mesmo se deu na Igreja: a autoridade eclesiástica não procedia contra os delitos se estes não lhe fossem previamente deferidos. No decorrer dos tempos, porém, esta praxe mostrou-se insuficiente. Além disto, no séc. XI apareceu na Europa nova forma de delito religioso, isto é, uma heresia fanática e revolucionária, como não houvera até então: o catarismo (do grego </span><strong><span
style="font-size: small;">katharós,</span></strong><span
style="font-size: small;"> puro) ou o movimento dos albigenses (de Albi, cidade da França meridional, onde os hereges tinham seu foco .principal).</span></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Considerando a matéria por si má, os cátaros rejeitavam não somente a face visível da Igreja, mas também instituições básicas da vida civil — o matrimônio, a autoridade governamental, o serviço militar — e enalteciam o suicídio. Destarte constituíam grave ameaça não somente para a fé cristã, mas também para a vida pública.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Em bandos fanáticos, às vezes apoiados por nobres senhores, os cátaros provocaram tumultos, ataques às igrejas, etc., por todo o decorrer do séc. XI até 1150 aproximadamente, na França, na Alemanha, nos Países-Baixos&#8230; O povo, com a sua espontaneidade, e a autoridade civil se encarregaram de os reprimir com violência: não raro o poder régio da França, por iniciativa própria e a contragosto dos bispos, condenou à morte pregadores albigenses, visto que solapavam os fundamentos da ordem constituída. Foi o que se deu, por exemplo, em Orléans (1017). onde o rei Roberto, informado de um surto de heresia na cidade, compareceu pessoalmente, procedeu ao exame dos hereges e os mandou lançar ao fogo; a causa da civilização e da ordem pública se identificava com a da fé! Entrementes a autoridade eclesiástica limitava-se a impor penas espirituais (excomunhão, interdito, etc.) aos albigenses, pois até então nenhuma das muitas heresias conhecidas havia sido combatida por violência física; S. Agostinho (+430) e antigos bispos, S. Bernardo (+1153), S, Norberto (+1134) e outros mestres medievais eram contrários ao uso da força (&#8220;Sejam os hereges conquistados não pelas armas, mas pelos argumentos&#8221;, admoestava São Bernardo, In Cant serm. 64).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Não são casos isolados os seguintes; em 1144 na cidade de Lião o povo quis punir violentamente um grupo de inovadores que aí se introduzira; o clero, porém, os salvou, desejando a sua conversão, e não a sua morte. Em 1077 um herege professou seus erros diante do bispo de Cambraia; a multidão de populares lançou-se então sobre ele, sem esperar o julgamento; encerraram-no numa cabana, à qual atearam o fogo!</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><span
style="font-size: small;"> </span></strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;">Contudo em meados do séc. XII a aparente indiferença do clero se mostrou insustentável: os magistrados e o povo exigiam colaboração mais direta na repressão do catarismo. Muito significativo, por exemplo, é o episódio seguinte: o Papa Alexandre III, em 1162, escreveu ao arcebispo de Reims e ao Conde da Flândria, em cujo território os cátaros provocavam desordens:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> &#8221;Mais vale absolver culpados do que, por excessiva severidade, atacar a vida de inocentes&#8230; A mansidão mais convém aos homens da Igreja do que a dureza&#8221;.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"><strong><span
style="font-size: small;"> </span></strong>Informado desta admoestação pontifícia, o rei Luís VII de França, irmão do referido arcebispo, enviou ao Papa um documento em que o descontentamento e o respeito se traduziam simultaneamente:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> &#8217;Que vossa prudência dê atenção toda particular a essa peste (a heresia) o a suprima antes que possa crescer. Suplico-vos para bem da fé cristã: concedei todos os poderes neste campo ao arcebispo (de Reims); ele destruirá os que assim se insurgem contra Deus; sua Justa severidade será lourada por todos aqueles que nesta terra são animados de verdadeira piedade. Se procederdes de outro modo, as queixas não se acalmarão facilmente e desencadeareis contra a Igreja Romana as violentas recriminações da opinião pública (Martène, Amplíssima Collectio II 683s).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> As consequências deste intercâmbio epistolar não se fizeram esperar muito: o concilio regional de Tours em 1163, tomando medidas repressivas à heresia, mandava inquirir (procurar) os seus agrupamentos secretos. Por fim, a assembleia de Verona (Itália), à qual compareceram o Papa Lúcio III, o Imperador Frederico Barbarroxa, numerosos bispos, prelados e príncipes, baixou em 1184 um decreto de grande importância: o poder eclesiástico e o civil, que até então haviam agido independentemente um do outro (aquele impondo penas espirituais, este recorrendo à força física), deveriam combinar seus esforços em vista de mais eficientes resultados: os hereges seriam doravante não somente punidos, mas também procurados (inquiridos); cada bispo inspecionaria, por si ou por pessoas de confiança, uma ou duas vezes por ano, as paróquias suspeitas; os condes, barões e as demais autoridades civis os deveriam ajudar sob pena de perder seus cargos ou ver o interdito lançado sobre as suas terras; os hereges depreendidos ou abjurariam seus erros ou seriam entregues ao braço secular, que lhes imporia a sanção devida.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Assim era instituída a chamada &#8220;Inquisição episcopal&#8221;, a qual, como mostram os precedentes, atendia a necessidades reais e a clamores exigentes tanto dos monarcas e magistrados civis como do povo cristão; independentemente da autoridade da Igreja, já estava sendo praticada a repressão física das heresias.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> No decorrer do tempo, porém, percebeu-se que a Inquisição episcopal ainda era insuficiente para deter os inovadores; alguns bispos, principalmente no sul da França, eram tolerantes; além disto, tinham seu raio de ação limitado às respectivas dioceses, o que lhes vedava uma campanha eficiente. À vista disto, os Papas, já em fins do séc. XII, começaram a nomear legados especiais, munidos de plenos poderes para proceder contra a heresia onde quer que fosse. Destarte surgiu a &#8220;Inquisição pontifícia&#8221; ou &#8220;legatina&#8221;, que a princípio ainda funcionava ao lado da episcopal, aos poucos, porém, a tornou desnecessária. A Inquisição papal recebeu seu caráter definitivo e sua organização básica em 1233, quando o Papa Gregório IX confiou aos dominicanos a missão de Inquisidores; haveria doravante, para cada nação ou distrito inquisitorial, um Inquisidor-Mor, que trabalharia com a assistência de numerosos oficiais subalternos (consultores, jurados, notários.,.), em geral independentemente do bispo em cuja diocese estivesse instalado. As normas do procedimento inquisitorial foram sendo sucessivamente ditadas por bulas pontifícias e decisões de concílios.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"> <span
style="font-size: small;">Entrementes a autoridade civil continuava a agir, com zelo surpreendente (!), contra os sectários. Chama a atenção, por exemplo, a conduta do Imperador Frederico II, um dos mais perigosos adversários que o Papado teve no séc. XIII, Em 1220 este monarca exigiu de todos os oficiais do seu</span><strong></strong><span
style="font-size: small;">governo, que prometessem expulsar de suas terras os hereges reconhecidos pela Igreja; declarou a heresia crime de lesa-majestade, sujeito à pena de morte e mandou dar busca aos hereges. Em 1224 publicou decreto mais severo do que qualquer das leis editadas pelos reis ou Papas anteriores: as autoridades civis da Lombardia deveriam não somente enviar ao fogo quem tivesse sido comprovado herege polo bispo, mas ainda cortar a língua aos sectários a quem, por razões particulares, se houvesse conservado a vida, É possível que Frederico II visasse interesses próprios na campanha contra a heresia; os bens confiscados redundariam em proveito da coroa.</span></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;">Não menos típica é a atitude de Henrique II, rei da Inglaterra; tendo entrado em luta contra o arcebispo Tomas Becket, primaz da Cantuária, e o Papa Alexandre III, foi excomungado. Não obstante mostrou-se um dos mais ardorosos repressores da heresia no seu reino: em 1185, por exemplo, alguns hereges da Flândria, tendo-se refugiado na Inglaterra, o monarca mandou prendê-los, marcá-los com ferro vermelho na testa o expô-los, assim desfigurados, ao povo; além disso, proibia aos seus súditos lhes dessem asilo ou lhes prestassem o mínimo serviço.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"><strong><span
style="font-size: small;"> </span></strong>Estes dois episódios, que não são únicos no seu gênero, bem mostram que o proceder violento contra os hereges, longe de ler sido sempre inspirado pela suprema autoridade da Igreja, foi não raro desencadeado independente desta, por poderes que estavam em conflito com a própria Igreja. A Inquisição, em toda a sua história, se ressentiu dessa usurpação de direitos ou da demasiada ingerência das autoridades civis em questões que dependem primariamente do foro eclesiástico.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"> <span
style="font-size: small;">Em conclusão, o histórico das origens da Inquisição leva-nos a ver que esta não foi concebida como órgão de intransigência odiosa, mas, sim, qual medida defensiva do bem comum, religioso e civil. Consciente disto, o historiador distingue entre a</span><strong><span
style="font-size: small;"> intenção</span></strong><span
style="font-size: small;"> dos homens da Igreja que</span><strong><span
style="font-size: small;"> instituíram</span></strong><span
style="font-size: small;"> a Inquisição, e a conduta daqueles que a</span><strong><span
style="font-size: small;"> executaram,</span></strong><span
style="font-size: small;"> conduta que passamos a analisar.</span></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"> <strong><span
style="font-size: medium;">2. Alguns dos procedimentos da Inquisição</span></strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> As táticas utilizadas pelos Inquisidores são-nos hoje notórias, pois ainda se conservam Manuais de instruções práticas entregues ao uso dos referidos oficiais. Quem lê tais textos, verifica que as autoridades visavam fazer dos juízes inquisitoriais autênticos representantes da justiça e da causa do bem. Bernardo de Gui (séc. XIV), por exemplo, tido como um dos mais severos Inquisidores, dava as seguintes normas aos seus colegas:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"> <span
style="font-size: small;">&#8220;O Inquisidor deve ser diligente e fervoroso no seu zelo pela verdade religiosa, pela salvação das almas e pela extirparão das heresias. Em meio <strong>às</strong> dificuldades permanecerá calmo, nunca cederá à cólera nem à<strong> indigna</strong>ção&#8230; Nos casos duvidosos, seja circunspecto, não dê fácil crédito ao que parece provável e muitas vezes não é verdade: tam bom não rejeite obstinadamente a opinião contrária, pois o que parece improvável frequentemente acaba por ser comprovado como verdade&#8230; O amor da verdade o a piedade, que devem residir no coração de um juiz brilhem nos seus olhos, o fim de que suas decisões jamais possam parecer ditadas pela cupidez e a crueldade&#8221; (Pratica VI p&#8230; Ed. Douis 232s</span><span
style="font-size: small;">).</span></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Já que mais de uma vez se encontram instruções tais nos arquivos da Inquisição, não se poderia crer que o apregoado ideal do Juiz Inquisidor, ao mesmo tempo equitativo e bom, se realizou com mais frequência do que comumente se pensa? Não se deve esquecer, porém, (como abaixo mais explicitamente se dirá) que as categorias pelas quais se afirmava a justiça na Idade Média, não eram exatamente as da época moderna&#8230; Além disto, levar-se-á em conta que o papel do juiz, sempre difícil, era particularmente árduo nos casos da Inquisição: o povo e as autoridades civis estavam profundamente interessados no desfecho dos processos; pelo que, não raro exerciam pressão para obter a sentença mais favorável a caprichos ou a interesses temporais; às vezes, a população obcecada aguardava ansiosamente o dia em que o &#8220;veredictum&#8221; do juiz entregaria ao braço secular os hereges comprovados. Em tais circunstâncias não era fácil aos juízes manter a serenidade desejável.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Dentre as táticas adotadas pelos Inquisidores, merecem particular atenção a tortura e a entrega ao poder secular (pena de morte).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> A tortura estava em uso entre os gregos e romanos pré-cristãos que quisessem obrigar um escravo a confessar seu delito. Certos povos germânicos também a praticavam. Em 866, porém, dirigindo-se aos búlgaros, o Papa Nicolau I a condenou formalmente.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Não obstante, a tortura foi de novo adotada pelos tribunais civis da Idade Média nos inícios do séc. XIII, dado o renascimento de Direito Romano. Nos processos inquisitoriais; o Papa Inocêncio IV acabou por introduzi-la em 1252, com a cláusula: &#8220;Não haja mutilação de membro nem perigo de morte&#8221; para o réu. O Pontífice, permitindo tal praxe, dizia conformar-se aos costumes vigentes em seu tempo (Bullarum amplíssima collectio II 326).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Os Papas subsequentes, assim como os Manuais dos Inquisidores, procuraram restringir a aplicação da tortura: só seria lícita depois de esgotados os outros recursos para investigar a culpa e apenas nos casos em que já houvesse meia-prova do delito ou, como dizia a linguagem técnica, dois “índices veementes” deste, a saber: o depoimento de testemunhas fidedignas, de um lado, e, de outro lado, a má fama, os maus costumes ou tentativas de fuga do réu. O concílio de Viena (França) em 1311 mandou outrossim que os Inquisidores só recorressem à tortura depois que uma comissão julgadora e o bispo diocesano a houvessem aprovado para cada caso em particular. — Apesar de tudo que a tortura apresenta de horroroso, ela tem sido conciliada com à mentalidade do mundo moderno&#8230;: ainda estava oficialmente em uso na França do séc. XVIII e tem sido aplicada até mesmo em nossos dias&#8230;</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Quanto à pena de morte, reconhecida pelo antigo Direito Romano, estava em vigor na jurisprudência civil da Idade Média. Sabe-se, porém, que as autoridades eclesiásticas eram contrárias à sua aplicação em casos de lesa-religião. Contudo, após o surto do catarismo (séc. XII), alguns canonistas começaram a julgá-la oportuna, apelando para o exemplo do Imperador Justiniano. que no séc. VI a infligira aos maniqueus. Em 1199 o Papa Inocêncio III dirigia-se aos magistrados de Viterbo nos seguintes termos:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> &#8221;Conforme a lei<strong> civil,</strong> os réus de lesa-majestade são punidos com a pena capital e seus bens são confiscados,.. Com muito mais razão, portanto, aqueles que, desertando a fé, ofendem a Jesus, o Filho do Senhor Deus, devem ser separados da comunhão cristã e despojados de seus bens, pois<strong> multo mais grave é ofender a Majestade Divina do que lesar a majestade humana&#8221;</strong> (epist.<strong> 2,1).</strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Como se vê, o Sumo Pontífice com essas palavras desejava apenas justificar a excomunhão e a confiscação de bens dos hereges; estabelecia, porém, uma comparação que daria ocasião a nova praxe&#8230; O Imperador Frederico II soube deduzir-lhe as últimas consequências: tendo lembrado numa constituição de 1220 a frase final de Inocêncio III, o monarca, em 1224, decretava francamente para a Lombardia a pena de morte contra os hereges e, já que o Direito antigo assinalava o fogo em tais casos, o Imperador os condenava a ser queimados vivos. Em 1230 o dominicano Guala, tendo subido à cátedra episcopal de Bréscia (Itália), fez aplicação da lei imperial na sua diocese. Por fim, o Papa Gregório IX, que tinha intercâmbio frequente com Guala, adotou o modo de ver deste bispo: transcreveu em 1230 ou 1231 a constituição imperial de 1224 para o Registro das cartas pontifícias e em breve editou uma lei pela qual mandava que os hereges reconhecidos pela Inquisição fossem abandonados ao poder civil, para receber o devido castigo, castigo que, segundo a legislação de Frederico II, seria a morte pelo fogo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Os teólogos e canonistas da época se empenharam por justificar a nova praxe; eis como o fazia S. Tomaz de Aquino:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> “É muito mais grave corromper a fé, que é a vida da alma, do que falsificar a moeda, que é um meio de prover à vida temporal. Se, pois, os falsificadores de moedas e outros malfeitores são, a bom direito, condenados à morte pelos príncipes seculares, com muito mais razão os hereges, desde que sejam comprovados tais, podem não somente ser excomungados, mas também em toda justiça ser condenados à morte” (Suma Teológica ll/II 11.3cl).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> A argumentação do S. Doutor procede do princípio (sem dúvida, autêntico em si, mas pouco significativo para o mundo moderno) de que a vida da alma mais vale do que a do corpo; se, pois, alguém pela heresia ameaça a vida espiritual do próximo, comete maior mal do que quem assalta a vida corporal; o bem comum então exige a remoção do grave perigo (veja-se também S. Teol. II/II 11,4c).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Contudo as execuções capitais não foram tão numerosas quanta se podaria crer. Infelizmente faltam-nos estatísticas completas sobro o assunto; consta, porém, que o tribunal de Pamiers, de 1308 a 1324, pronunciou 75 sentenças condenatórias, das quais apenas cinco mandavam entregar o réu ao poder civil (o que equivalia à morte); o Inquisidor Bernardo de Gui em Tolosa, de 1303 a 1323, proferiu 930 sentenças, das quais 42 eram capitais; no primeiro caso, a proporção é de 1/15; no segundo caso, de 1/22.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Não se poderia negar, porém, que houve injustiças e abusos da autoridade por parte dos juízes inquisitoriais. Tais males se devem à conduta de pessoas que, em virtude da fraqueza humana, não foram sempre fiéis cumpridoras da sua missão. Os Inquisidores trabalhavam a distâncias mais ou menos consideráveis de Roma, numa época em que, dada a precariedade de correios e comunicações, não podiam ser assiduamente controlados pela suprema autoridade da Igreja. Esta, porém, não deixava de os censurar devidamente, quando recebia notícia de algum desmando verificado em tal ou tal região.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"> <span
style="font-size: small;">Famoso, por exemplo, é o caso do Roberto o Bugro, Inquisidor-Mor de França do séc. XIII. O Papa Gregório IX a princípio muito o felicitava</span><strong><span
style="font-size: small;"> por </span></strong><span
style="font-size: small;">seu zelo. Roberto, porém, tendo aderida outrora à heresia, mostrava-se excessivamente violento na repressão da mesma. Informado dos desmandos praticados pelo Inquisidor, o Papa o destituiu de suas funções e mandou encarcerar. — Inocêncio IV, o mesmo Pontífice que permitiu a tortura nos processos da Inquisição, e Alexandre IV, respectivamente em 1246 e 1256, mandaram os Padres Provinciais e Gerais dos Dominicanos e Franciscanos depor os Inquisidores de sua Ordem que se tornassem notórios por sua crueldade.</span></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"><strong><span
style="font-size: small;"> </span></strong>O Papa Bonifácio VIII (1294-1303), famoso pela tenacidade e intransigência de suas atitudes, foi um dos que mais reprimiram os excessos dos Inquisidores, mandando examinar, ou simplesmente anulando, sentenças proferidos por estes.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> O concilio regional de Narbona (França) em 1243 promulgou 29 artigos que visavam impedir abusos do poder. Entre outras normas, prescrevia aos Inquisidores só proferissem sentença condenatória nos casos em que, com segurança, tivessem apurado alguma falta, &#8220;pois mais vale deixar um culpado impune do que condenar um inocente&#8221; (can. 23).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"><strong><span
style="font-size: small;"> </span></strong>Dirigindo-se ao Imperador Frederico II, pioneiro dos métodos inquisitoriais, o Papa Gregório IX aos 15 de Julho de 1233 lhe lembrava que &#8220;a arma manejada pelo Imperador não devia servir para satisfazer aos seus rancores pessoais, com grande escândalo das populações, com detrimento da verdade e da dignidade imperial&#8221; (ep. saec. XIII 538,5500).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><span
style="font-size: medium;"> Conclusão</span></strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Procuremos agora formular um juízo sobre a Inquisição medieval.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Não é necessário ao católico justificar tudo que, em nome desta, foi feito. É preciso, porém, que se entendam as intenções e a mentalidade que moveram a autoridade eclesiástica a instituir a Inquisição. Estas intenções, dentro do quadro de pensamento da Idade Média, eram legítimas; diríamos até: deviam parecer aos medievais inspiradas por santo zelo. Podem-se reduzir a quatro os fatores que influíram decisivamente no surto e no andamento da Inquisição:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;"><span
style="font-size: small;">1) os medievais tinham profunda consciência do <strong>valor da alma e dos bens</strong></span><strong><span
style="font-size: small;"> espirituais</span></strong><span
style="font-size: small;"> (consciência que hoje em dia se acha muito atenuada). Tão grande era o amor à fé (esteio da vida espiritual) que se considerava a deturpação da fé pela heresia como um dos maiores crimes que o homem pudesse cometer (notem-se os textos de S. Tomás e do Imperador Frederico I acima citados); essa fé era tão viva e espontânea que dificilmente se admitiria viesse alguém a negar com boas intenções um só dos artigos do credo.</span></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;">2) As <strong>categorias de justiça</strong> na Idade Média eram um tanto diferentes das nossas: havia muito mais espontaneidade (que às vezes equivalia a rudez) na defesa dos direitos. Pode-se dizer que os medievais, no caso, seguiam mais o rigor da lógica do que a ternura do sentimento; o raciocínio abstrato e rígido neles prevalecia por vezes sobre o senso psicológico (nos tempos atuais verifica-se quase o contrário: muito se apela para a psicologia e o sentimento, pouco se segue a lógica; os homens modernos não acreditam muito em princípios perenes; tendem a tudo julgar segundo critérios relativos e relativistas, critérios de moda e de preferência subjetiva).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;">3) A <strong>intervenção do poder</strong> secular exerceu profunda influência no desenvolvimento da Inquisição. As autoridades civis anteciparam-se na aplicação da força física e da pena de morte aos hereges; instigaram a autoridade eclesiástica para que agisse enèrgicamente; provocaram certos abusos motivados pela cobiça de vantagens políticas ou materiais. De resto, o poder espiritual e o temporal na Idade Média estavam, ao menos em tese, tão unidos entre si que lhes parecia normal, recorressem um ao outro em tudo que dissesse respeito ao bem comum. A partir dos inícios do séc. XIV a Inquisição foi sendo mais e mais explorada pelos monarcas, que dela se serviam para promover seus interesses particulares, subtraindo-a às diretivas do poder eclesiástico, até mesmo encaminhando-a contra este; é o que aparece claramente no processo inquisitório dos Templários, movido por Filipe o Belo da França (1285- 1314) à revelia do Papa Clemente V; cf. &#8220;P.R.&#8221; <a
href="http://www.pr.gonet.biz/revista.php?nrev=015">15/1959</a>, qu. 7 (Templários).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;">4) Não se negará a <strong>fraqueza humana</strong> de Inquisidores e de oficiais seus colaboradores. Não seria lícito, porém, dizer que a suprema autoridade da Igreja tenha pactuado com esses atos de fraqueza; ao contrário, tem-se o testemunho de numerosos protestos enviados pelos Papas e concílios a tais ou tais oficiais, contra tais leis e tais atitudes inquisitoriais. As declarações oficiais da Igreja concernentes à Inquisição se enquadram bem dentro das categorias da justiça medieval; a injustiça se verificou na execução concreta das leis.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Diz-se, de resto, que cada época da história apresenta ao observador um enigma próprio: na antiguidade remota, o que surpreende são os desumanos procedimentos de guerra. No Império Romano, é a mentalidade dos cidadãos, que não concebiam o mundo sem o seu Império (<em>oikouméne</em> = orbe habitado = <em>Imperium</em>) nem concebiam o Império sem a escravatura. Na época contemporânea, é o relativismo ou ceticismo público; é a utilização dos requintes da técnica para &#8220;lavar o crânio&#8221;, desfazer a personalidade, fomentar o ódio e a paixão. Não seria então possível que os medievais, com boa fé na consciência, tenham recorrido a medidas repressivas do mal que o homem moderno, com razão, julga demasiado violentas?</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif; font-size: small;"> Quanto à Inquisição Romana, instituída no séc. XVI, era herdeira das leis e da mentalidade da Inquisição medieval. No tocante à Inquisição espanhola, sabe-se que agiu mais por influência dos monarcas de Espanha do que sob a responsabilidade da suprema autoridade da Igreja.</span></p><p
style="text-align: justify;"><p
style="text-align: justify;"> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/historia-da-igreja/igreja-e-inquisicao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Por que a Igreja não vende tudo o que tem para ajudar aos pobres?</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/por-que-a-igreja-nao-vende-tudo-o-que-tem-para-ajudar-aos-pobres-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-que-a-igreja-nao-vende-tudo-o-que-tem-para-ajudar-aos-pobres-2</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/por-que-a-igreja-nao-vende-tudo-o-que-tem-para-ajudar-aos-pobres-2/#comments</comments> <pubDate>Sun, 18 Nov 2012 09:00:54 +0000</pubDate> <dc:creator>Hellen Cristine Walker</dc:creator> <category><![CDATA[Magistério - Papado]]></category> <category><![CDATA[Ateismo]]></category> <category><![CDATA[Igreja Católica]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=8349</guid> <description><![CDATA[Está é uma pergunta bastante pertinente e apesar de antiga, nunca deixou de ser atual, aliás, ultimamente,  com o apetite cada vez mais voraz que a mídia  secular demonstra ter para escarnear a Igreja Católica, ela torna-se ainda mais relevante. Sendo assim, vamos direto aos fatos, porque apesar de haver um grande número de “bem-intencionados” Judas Iscariotes,, sejamos francos,  dentre eles são poucos os que são dados à leitura e [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;">Está é uma pergunta bastante pertinente e apesar de antiga, nunca deixou de ser atual, aliás, ultimamente,  com o apetite cada vez mais voraz que a mídia  secular demonstra ter para escarnear a Igreja Católica, ela torna-se ainda mais relevante. Sendo assim, vamos direto aos fatos, porque apesar de haver um grande número de “bem-intencionados” Judas Iscariotes,, sejamos francos,  dentre eles são poucos os que são dados à leitura e à pesquisa.  Assim, não é prudente que me extenda muito.</span></p><p
style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #003366;"><em>Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair disse. Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? (João 12,4-5)</em></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;">A igreja Católica é a instituição mais antiga da terra. Se fosse uma empresa privada, seria a maior do mundo, não apenas em tamanho mas em termos de volume do seu patrimônio e sua riqueza e por sua presença em quase todo o país do mundo. Sua importância, porém, não se restringe ao seu tamanho e número de fiéis batizados. Foi a Igreja Católica que criou, por exemplo, o sistema universitário, os métodos de pesquisa científica ou a filantropia institucional, sem a qual a palavra caridade, que significa amor,  não teria sequer o sentido que têm hoje nas sociedade  ocidentais.  Contudo, apesar de inúmeros outros feitos de valor, o mais notório deles: a caridade da Igreja Católica, é infelizmente, ignorada tanto pelos católicos como não-católicos. Assim, a Igreja Católica é sistematicamente criticada por sua riqueza.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;">Deus Caritas Est – Deus é Amor</span></p><p
style="text-align: center;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #003366;"><em>“Mas se a Igreja é tão rica e poderosa, por que não vende tudo o que possui para ajudar aos necessitados?” </em></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;"><strong>Vamos ao números e fatos:</strong></span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;">A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância.  Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância.  Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1  leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos;2.370 jardins de infância.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;">No Brasil, podemos seguramente dizer  que a contribuição da Igreja Católica para a Saúde pública foi mais valiosa do que a de qualquer outro governo já existente no país. Na década de 50, quando a rede  pública de saúde ainda não contava com uma capacidade operacional expressiva, eram as casas de caridade da Igreja Católica que cuidavam das pessoas que não tinham condições de se tratarem em um hospital. As Santas Casas de Misericórdia e Sanatórios eram e continuam a ser  dirigidos e subsidiados pela Igreja Católica,  e têm as  freiras e religiosos católicos como sua principal fonte de recursos humanos.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #333333;">Seria quase impossível listar e numerar as atividade e contribuições da Igreja Católica no campo da caridade. O vídeo abaixo mostra algumas  maneiras pelas quais a Santa Igreja tem, ao longo dos séculos, posto em prática as palavras de Cristo sobre a caridade e o amor ao próximo.</span></p><p
style="text-align: center;"><span
style="font-family: Droid Sans,sans-serif;"><em><span
style="font-size: small; color: #003366;">“Tudo o que fizerdes ao mais pequeninos dos Meus irmãos, o fazeis a Mim.” (Mt 25:40)</span></em></span></p><p
style="text-align: center;"><span
style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif;"><br
/> <object
width="400" height="400"><param
name="allowfullscreen" value="true" /><param
name="allowscriptaccess" value="always" /><param
name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jZeH9OQkFlY?autoplay=0&#038;loop=0&#038;rel=0" /><param
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style="font-size: small; font-family: Droid Sans,sans-serif; color: #808080;">Por <a
href="http://www.paraclitus.com.br/equipe/hellen-cristine-walker/"><span
style="color: #808080;">Hellen Cristine Walker</span></a> &#8211; Pertencente ao Apostolado Paraclitus e Criadora do Blog <a
href="http://igrejamilitante.wordpress.com/"><span
style="color: #808080;">Ecclesia Militans</span></a></span></p><p
style="text-align: justify;"> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/por-que-a-igreja-nao-vende-tudo-o-que-tem-para-ajudar-aos-pobres-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A Igreja e a escravidão no Brasil</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/a-igreja-e-a-escravidao-no-brasil/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-igreja-e-a-escravidao-no-brasil</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/a-igreja-e-a-escravidao-no-brasil/#comments</comments> <pubDate>Sun, 11 Nov 2012 17:13:03 +0000</pubDate> <dc:creator>D. Estêvão Bettencourt</dc:creator> <category><![CDATA[História da Igreja]]></category> <category><![CDATA[Magistério - Papado]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=8809</guid> <description><![CDATA[Em síntese: O presente artigo expõe sumariamente o histórico da escravatura desde os tempos pré-cristãs até a época contemporânea. A seguir, explana as razões pelas quais a escravatura pôde parecer legítima não só aos povos anteriores a Cristo, mas também aos povos cristãos. Por último, analisa-se a posição da Igreja frente à escravização dos índios [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><img
class="ngg-singlepic ngg-left alignleft" src="http://i0.wp.com/www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/fotos-falsa-doutrina/esc001.jpg?resize=193%2C128" alt="A Igreja e a escravidão no Brasil" title="A Igreja e a escravidão no Brasil" data-recalc-dims="1" />Em síntese: O presente artigo expõe sumariamente o histórico da escravatura desde os tempos pré-cristãs até a época contemporânea. A seguir, explana as razões pelas quais a escravatura pôde parecer legítima não só aos povos anteriores a Cristo, mas também aos povos cristãos. Por último, analisa-se a posição da Igreja frente à escravização dos índios no Brasil; documentos papais e gestos de bispos e sacerdotes jesuítas são citados a fim de evidenciar o interesse da Igreja no tocante às populações aborígenes (na medida em que esse respeito podia ser entendido dentro dos parâmetros culturais dos séculos XVI-XVIII).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Aproximando-se o 500º aniversário da descoberta do Brasil vem-se comentando em publicações diversas o papel da Igreja Católica frente à escravatura de índios e negros no Brasil. Há quem acuse a Igreja de inércia e conivência no caso; terá mesmo contribuído para agravar a sorte dos escravos. Estes lances da imprensa recente têm levado historiadores católicos à pesquisa de fontes e documentos do passado a fim de averiguarem a realidade dos fatos. Nas páginas seguintes, proporemos: 1) breve histórico do escravagismo, 2) reflexões sobre o tema, 3) dados concretos que ilustram a atitude da Igreja perante o escravismo indígena. Em próximo artigo de PR voltar-nos-emos para a Igreja e a escravatura negra.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">1. Traços históricos</span></p><div
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"> </span><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">A escravidão é fenômeno, infelizmente, quase tão antigo quanto o gênero humano. Estava associada às guerras. Com efeito, o guerreiro vencido era tornado propriedade do vencedor. Também se prendia à condição de insolvência; quem não pudesse pagar as suas dívidas, vendia a sua pessoa ou os seus filhos e familiares ao respectivo credor. Na Grécia praticava-se o rapto, especialmente de crianças: havia homens e mulheres especializados nesta tarefa, que eles executavam principalmente nos lugares de grande afluência: feiras, festas, etc. As crianças expostas ou abandonadas pelos pais podiam ser recolhidas como escravos. No período áureo de Atenas, havia na Grécia 15% de homens livres e 85% de escravos.</span></div><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Na Mesopotâmia havia escravos de certo nível cultural (eram prisioneiros de guerra!): assim no novo Império babilônico (séculos VII-VI a.C.) encontravam-se escravos dados aos negócios em mercados, bancos, sítios, em nome do seu senhor ou por conta própria,&#8230; escravos que chegavam a ter escravos a seu serviço.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">No Império Romano, os escravos, além de executar trabalhos domésticos, também podiam desempenhar funções administrativas e burocráticas, assimiladas àqueles por implicarem dependência das ordens de outrem. Entre os Secretários de Estado podia haver escravos &#8211; o que muito desagradava à aristocracia senatorial.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Certos proprietários de escravos cediam-nos em aluguel; neste caso ao escravo podia tocar uma parte da renda que cabia ao patrão. A alguns escravos era permitido trabalhar por conta própria, pagando ao patrão uma parte de seus emolumentos. Desta maneira conseguiam juntar um pecúlio, mediante o qual compravam oportunamente a sua liberdade.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Nos séculos ll &#8211; l a.C. em Roma a escravatura atingiu o auge. Os escravos, numerosos e baratos, eram utilizados nos grandes latifúndios em trabalhos agrícolas. Nesse período verificam-se as revoltas de escravos: na Sicília em 135-131 a.C. e 104-100 a.C., em Espártaco em 73-71 a.C.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Em suma, pode-se dizer que a agricultura e a indústria, o comércio, a construção civil e outras atividades da civilização antiga estavam estritamente na dependência da escravatura; sem esta, nem a vida pública nem a doméstica se sustentariam no Império Romano; pode-se dizer que a sociedade romana se baseava sobre o trabalho escravo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Este fato explica que o Cristianismo, embora apregoasse a igualdade de todos os homens (cf. Gl 3, 28; Rm 10, 12; Cl 3, 11; 1Cor 12, 13), não tenha podido abolir imediatamente a escravatura no Império Romano. De resto, a própria Bíblia no Antigo Testamento reconhecia a escravidão de estrangeiros (cf. Lv 25, 44-55); este procedente bíblico, associado aos costumes romanos, constituía um legado de peso para os cristãos; este legado, que vinha a ser um traço da cultura da época, era um referencial que se impunha a todo judeu e todo cristão do Império Romano. O próprio Apóstolo São Paulo dava instruções a senhores e escravos a fim de que convivessem em harmonia (cf. Ef 6, 5-9; Cl 3, 22-41; 1Cor 7, 21-23; Tt 2, 9s); o escravo Onésimo, fugitivo e depois batizado por São Paulo, foi devolvido pelo Apóstolo a seu patrão Filemon com uma carta, que pedia ao amo cristão um tratamento fraterno para o escravo cristão (Fm).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Na Idade Média, a antiga escravidão cruel e desumana cede, em parte, a uma instituição muito mais branda, que foi a dos servos da gleba; estes se obrigavam a fixar-se no território do senhor feudal para o qual trabalhavam, mas recebiam em troca tutela e abrigo contra invasores piratas, guerreiros&#8230;; isto redundava em benefício do pequeno agricultor, que não teria possibilidade de sobreviver de outra maneira; grande parte dos escravos assim transformaram-se em colonos &#8211; o que bem pode ser atribuído, entre outros fatores, à influência humanitária do Cristianismo.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Aliás, o Concílio de Nicéia l (325) dá-nos notícia de que escravos haviam sido admitidos ao sacerdócio. O Papa S. Calisto, por exemplo, era um escravo liberto</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Os medievais, contudo, continuavam a fazer, de seus prisioneiros de guerra, escravos. Precisamente no século IX surgiu no latim medieval a palavra sclavu, outra forma de slavus, que se tornou esclave (escravo) no francês do século XIII. Isto se explica pelo fato de que as populações eslavas dos Bálcãs forneciam o principal contingente dos escravos do Ocidente.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Nos séculos XIII-XIV o tráfico de escravos aumentou notavelmente nos países mediterrâneos, preparando a época de intensa escravidão praticada pelos povos colonizadores da América a partir do século XVI. Aliás, na península ibérica as guerras de reconquista, movidas contra os árabes ocupantes da península, ocasionaram a frequente utilização de muçulmanos capturados em guerra como escravos. A partir de 1444 os portugueses adquiriram diretamente escravos negros do Sudão (África).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">A época moderna se abre com a descoberta de novas terras no Oriente e no Ocidente. A fim de trabalhar no continente americano, os colonos portugueses começaram por valer-se dos indígenas. Estes, porém, mostraram-se pouco dóceis, muito dados à fuga e propensos a moléstias transmitidas pelo europeu ou contraídas por efeito do pesado trabalho a que eram submetidos. Esboçaram-se então os primeiros conflitos entre os colonos, desejosos de mão-de-obra, e os missionários, que se opunham à escravização dos aborígenes ou, ao menos, propugnavam tratamento mais brando.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">O bispo de Chiapas, Frei Bartolomeu de las Casas (1474-1566), levantou-se em defesa dos índios e sugeriu que se aproveitassem negros já reduzidos à escravidão; aliás, isto já vinha sendo praticado na América Central em pequena escala. Note-se, de resto, que entre os africanos mesmos era, não raro, usual a escravidão, se bem que limitada quase exclusivamente aos trabalhos domésticos.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">O apogeu do tráfico de escravos ocorreu, na América em geral, entre 1750 e 1790; neste período contam-se cerca de 82 mil escravos importados por ano, dos quais 35 mil por ingleses, 24 mil por franceses, 18 mil por portugueses, 4 mil por holandeses e mil por dinamarqueses. Foi também no século XVIII que teve início o movimento abolicionista; o Reino Unido da Grã-Bretanha, país que mais praticara o tráfico de escravos, foi também o que mais se empenhou pela sua abolição. Esta foi ocorrendo aos poucos nos diversos países da América (no Brasil, entre 1883 e 1888). Contudo entre certos povos a escravidão perdura até o século XX; somente em 1962 foi oficialmente abolida na Arábia Saudita. Um relatório apresentado em 1955 em sessão da ONU asseverava a existência de indícios de escravidão e práticas semelhantes ainda em determinadas regiões, como a península arábica, o Sudeste asiático, a África e a América do Sul! Recentemente espalharam-se notícias de que no Sudão (África) tem plena vigência a escravatura.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Estes traços históricos foram aqui recordados para ilustrar quão arraigado esteve, e está, o fenômeno da escravatura na mente dos homens através dos séculos. Passemos agora a uma reflexão sobre os fatos.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">2. Refletindo&#8230;</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Quem olha hoje para o fenômeno da escravatura na história do Brasil (para não dizer: &#8230; na história universal), não pode deixar de experimentar uma atitude de indignação e repulsa. &#8211; Na verdade, é preciso reconhecer abusos e crimes cometidos contra a pessoa humana na história da escravidão; houve maldade, porque todo homem está sujeito a cair em erros. Todavia não basta tal julgamento como se abarcasse toda a realidade do passado escravagista. Se o observador contemporâneo não quer cometer injustiça, não pode simplesmente condenar todos os antepassados a partir de premissas que são claras em nossos dias, mas não eram familiares aos antigos; deve, antes, procurar entender os fatos pretéritos dentro dos referenciais de que dispunham os antepassados.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Por conseguinte, mereçam ponderação os seguintes dados:</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">1) Os antigos, os medievais e os modernos até época recente julgavam frequentemente que os negros e os índios não eram plenamente seres humanos; por conseguinte, não gozavam dos mesmos direitos que os homens brancos. Esta concepção, sustentada de boa fé, atenuava a culpabilidade dos escravagistas.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">2) Acontece outrossim que muitos dos escravos eram pessoas que teriam sido condenadas à morte por seus próprios compatriotas e que, compradas na qualidade de escravos, escapavam à morte cruel. Os colonos os resgatavam, julgando praticar obra de misericórdia ao poupá-los de serem pasto de festins canibalescos. Alguns capturavam os índios, alegando que eram pagãos e, por isto, era um benefício levá-los para junto das povoações dos cristãos, onde poderiam aprender a mensagem da fé e ser batizados¹. &#8211; Hoje diríamos que o amor cristão mandava pôr em liberdade os escravos comprados, em vez de os obrigar à vida escrava. Todavia na antiguidade este gesto ulterior não passava facilmente pela mente de um cidadão, vistas as ponderações anteriores e dado que toda a organização da sociedade dependia da mão-de-obra escrava.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">3) Mais: durante séculos homens e mulheres, hoje universalmente reconhecidos como heróicos e cheios de generosidade, conviveram com o fato da escravatura sem que lhes ocorresse a idéia de mover uma revolução, violenta ou não, contra a mesma. Pode-se começara enumeração por S. Paulo Apóstolo: este, embora tenha professado os princípios que logicamente levariam à extinção da escravatura, não viu em sua época as condições para propugnar explicitamente tal consequência. O mesmo aconteceu com S. Agostinho (+ 430), S. Tomás de Aquino (+ 1274), S. Francisco de Assis (+ 1226), S. Teresa de Ávila (+ 1582) &#8230; Em sua consciência subjetiva não chegavam a ver na escravatura um mal a ser incondicionalmente combatido como hoje é combatido.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">4) Muitos dos que criticam o passado, detém sua atenção apenas sobre os traços sombrios ou negativos do mesmo; baseados em considerações unilaterais, condenam as gerações pretéritas. Ora é preciso pôr em relevo a verdade na sua íntegra; esta apresenta, além de elementos sinistros, atitudes nobres dos homens e mulheres do passado. Nem mesmo a sociedade que hoje censura os antenatos, está isenta de censuras: ela traz em seu bojo diversos males, como o consumismo, ou a cobiça do lucro, do bem-estar, que colocam o dinheiro acima do próprio homem, o desprezo da pessoa e a violação dos direitos alheios, o descaso da vida humana desde o seio materno até a idade avançada, o comércio de tóxicos, a poluição da natureza, do meio-ambiente, diversas formas de massificação devidas, em grande parte, aos meios de comunicação social e, ainda, o elevado grau de pornografia sórdida ou meramente instintiva e irracional. Talvez muitos convivam com esses males sem observar que poderiam ser removidos ou que haveria expressões mais autênticas da dignidade humana; até que ponto são tais pessoas subjetivamente culpadas?</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Dito isto, importa que nos voltemos para certos fatos que evidenciam a atitude da Igreja diante da escravatura na história do Brasil.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">3. Atitude da Igreja</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Distinguindo a escravidão do indígena e a do negro, neste artigo abordaremos apenas a do indígena; ficará a do negro para o próximo número de PR.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">3.1. As incursões dos senhores</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Os precedentes históricos ou o hábito inveterado de recorrer a escravos levou os portugueses a procurar servir-se do índio para prover aos trabalhos braçais de que precisavam¹. As tribos que se chocavam em guerras, prontificavam-se a vender aos brancos os seus prisioneiros em troca de quinquilharias e bugigangas. Caso isto não ocorresse, condenavam-nos a morrer para servir à prática da antropofagia em banquetes canibalescos.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Não contentes com isto, os brancos faziam incursões entre os índios, isto é, assalteavam-nos ou salteavam-nos a fim de os capturar como escravos que trabalhariam nas fazendas.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Merece especial atenção o ocorrido com os índios Caetés. Mataram e devoraram o bispo D. Pedro Fernandes, três cônegos e cerca de cem outras pessoas, vítimas de naufrágio. E vangloriavam-se disto, proclamando que haviam matado o chefe religioso dos brancos; ora tal atitude foi tomada como ignomínia ao nome cristão. Em consequência, o Governador Mem de Sá (1557-1572) mandou contra os Caetés uma expedição, determinando que fossem reduzidos à escravidão em castigo modelar. Este fato desencadeou, da parte dos colonos, outros assaltos a índios de tribos diversas, como se todos fossem réus do mesmo crime &#8211; o que mereceu imediata reprovação do Governador.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Diante dos fatos, registraram-se protestos da parte das autoridades eclesiásticas e de autoridades civis.</span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/a-igreja-e-a-escravidao-no-brasil/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A Cátedra de São Pedro: Trono do Papa e símbolo da infalibilidade</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/a-catedra-de-sao-pedro-trono-do-papa-e-simbolo-da-infalibilidade/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-catedra-de-sao-pedro-trono-do-papa-e-simbolo-da-infalibilidade</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/a-catedra-de-sao-pedro-trono-do-papa-e-simbolo-da-infalibilidade/#comments</comments> <pubDate>Tue, 23 Oct 2012 12:11:46 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Magistério - Papado]]></category><guid
isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=8702</guid> <description><![CDATA[Sentado em uma simples cadeira de carvalho, São Pedro presidia as reuniões da primitiva Igreja. Ao longo dos séculos, essa preciosa relíquia foi crescendo em valor e significado. Nenhum transeunte parecia dar qualquer atenção àquele judeu de aspecto grave que subia com passo firme uma rua do Monte Aventino, em Roma, no ano 54 da [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong>Sentado em uma simples cadeira de carvalho, São Pedro presidia as reuniões da primitiva Igreja. Ao longo dos séculos, essa preciosa relíquia foi crescendo em valor e significado.</strong></span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><img
class="ngg-singlepic ngg-left alignleft" src="http://i2.wp.com/www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/igrejas/igr002.jpg?resize=168%2C270" alt="A Cátedra de São Pedro: Trono do Papa e símbolo da infalibilidade" title="A Cátedra de São Pedro: Trono do Papa e símbolo da infalibilidade" data-recalc-dims="1" />Nenhum transeunte parecia dar qualquer atenção àquele judeu de aspecto grave que subia com passo firme uma rua do Monte Aventino, em Roma, no ano 54 da Era Cristã.</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Entretanto, poucos séculos depois, de todas as partes do mundo acorreriam a essa cidade imperadores, reis, príncipes, potentados e, sobretudo, multidões incontáveis de fiéis para oscular os pés de uma imagem de bronze desse varão até então desconhecido e quase desprezado pela Roma pagã. Pois fora a ele que o próprio Deus dissera: &#8220;Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus&#8221; (Mt 16,19).</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Sim, era o Apóstolo Pedro que retornava à Capital do Império para ali estabelecer o governo supremo da Santa Igreja.</span><br
/> <span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong><br
/> &#8220;Saudai Prisca e Áquila&#8221;</strong></span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Provavelmente o acompanhavam alguns cristãos, entre os quais Áquila e sua esposa Prisca, batizados por ele poucos anos antes. Na Epístola aos Romanos, São Paulo faz a este casal a seguinte referência altamente elogiosa: &#8220;Saudai Prisca e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus; pela minha vida eles expuseram as suas cabeças. E isso lhes agradeço, não só eu, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a comunidade que se reúne em sua casa&#8221; (Rom 16,3-5).</span></p><p
style="text-align: justify;"><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Irrigada pelo sangue dos primeiros mártires, a evangelização deitava fundas raízes nas almas e se difundia rapidamente por todo o orbe. Mas não existiam ainda edifícios sagrados para a celebração do culto divino, de modo que esta se fazia em residências particulares.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Assim, Áquila e Prisca tiveram o privilégio incomparável de acolher em seu lar a comunidade cristã. Ali São Pedro pregava, instruía, celebrava a Eucaristia. Dessa modesta casa governava ele a Igreja, por toda parte florescente, apesar dos obstáculos levantados pelos inimigos da Luz.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong>Era uma cadeira simples, de carvalho</strong></span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Tomada de enlevo e veneração pelo Príncipe dos Apóstolos, Prisca reservou para uso exclusivo dele a melhor cadeira da casa. Nela sentava-se o Santo para presidir as reuniões da comunidade.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Após a morte do Apóstolo, essa cadeira tornou-se objeto de especial veneração dos cristãos, como preciosa evocação do seu ensinamento. Passaram logo a denominá-la de &#8220;cátedra&#8221;, termo grego que designa a cadeira alta dos professores, símbolo do magistério.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Era primitivamente uma peça bem simples, de carvalho. No correr do tempo, algumas partes deterioradas foram restauradas ou reforçadas com madeira de acácia. Por fim, foi ornada com alto-relevos de marfim, representando diferentes temas profanos.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong>Um altar-relicário</strong></span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Há testemunhos e documentos suficientes para acompanhar sua história desde fins do século II até nossos dias.</span><br
/> <span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Tertuliano e São Cipriano atestam que em seu tempo (fim do séc. II e início do séc. III) essa cátedra era conservada em Roma como símbolo da Primazia dos Bispos da urbe imperial.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Por volta do século IV, colocada no batistério da Basílica de São Pedro, era exposta à veneração dos fiéis nos dias 18 de janeiro e 22 de fevereiro. Durante toda a Idade Média ela foi conservada na Basílica do Vaticano, sendo usada para a entronização do Soberano Pontífice.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Em 1657 o Papa Alexandre VII encomendou ao escultor e arquiteto Bernini um monumento para exaltar tão preciosa relíquia. Empenhando todo o seu gênio, construiu ele o magnífico Altar da Cátedra de São Pedro, considerado por muitos sua obra-prima.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Nesse altar cheio de simbolismo, o mármore da Aquitânia e o jaspe da Sicília, sobre os quais se apóia o monumento, representam a solidez e a nobreza dos fundamentos da Igreja. As quatro gigantescas estátuas que sustentam a cátedra &#8211; representando Santo Ambrósio, Santo Agostinho, Santo Atanásio e São João Crisóstomo, Padres da Igreja Latina e da Grega &#8211; recordam a universalidade da Igreja e a coerência entre o ensinamento dos teólogos e a doutrina dos Apóstolos.No centro do altar foi colocada em 1666 a cátedra de bronze dourado dentro da qual se encerra, como num relicário, a bimilenar cadeira de São Pedro.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><strong>Símbolo da Infalibilidade papal</strong></span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;"><img
class="ngg-singlepic ngg-left alignleft" src="http://i0.wp.com/www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/igrejas/igr003.jpg?resize=210%2C280" alt="A Cátedra de São Pedro: Trono do Papa e símbolo da infalibilidade" title="A Cátedra de São Pedro: Trono do Papa e símbolo da infalibilidade" data-recalc-dims="1" />Nos documentos eclesiásticos, a expressão Cátedra de Pedro tem o mesmo significado de Trono de São Pedro, Sólio Pontifício, Sede Apostólica. Num sentido figurativo, equiparase ela a Papado e até mesmo a Igreja Católica.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Afirmaram os Padres do IV Concílio de Constantinopla (ano 859): &#8220;A Religião católica sempre se conservou inviolável na Sé Apostólica (&#8230;) Nós esperamos conseguir manter-nos unidos a esta Sé Apostólica sobre a qual repousa a verdadeira e perfeita solidez da Religião cristã&#8221;.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Nessa mesma época o Papa São Nicolau I pôde com inteira razão sustentar que &#8220;nos concílios não se reconheceu como válido e com força de lei senão aquilo que foi ratificado pela Sede de São Pedro, não tendo sido tomado em consideração aquilo que ela recusou&#8221;. </span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Em uma de suas cartas, São Bernardo usa a expressão &#8220;Santa Sé Apostólica&#8221; para se referir à pessoa do Papa e afirma que a infalibilidade é privilégio &#8220;da Sé Apostólica&#8221;.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Após a solene definição do dogma da Infalibilidade papal no Concílio Vaticano I, todos os católicos, eclesiásticos ou leigos, são unânimes em proclamar que o Papa é e sempre será isento de erro em matéria de fé e de moral, de acordo com as palavras de Jesus ao Príncipe dos Apóstolos: &#8220;Eu roguei por ti a fim de que não desfaleças; e tu, por tua vez, confirma teus irmãos&#8221; (Lc 22,32).</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">A Cátedra de Pedro é, o mais eloqüente símbolo dessa Infalibilidade, do Papado, da pessoa do Papa e da própria Santa Igreja de Cristo. Mais ainda, pois na Exortação Apostólica Pastores Gregis, Sua Santidade João Paulo II afirma que nela se encontra &#8220;o princípio perpétuo e visível, bem como o fundamento da unidade da fé e da comunhão&#8221;.</span></p><p><span
style="font-size: small; font-family: Ubuntu,sans-serif;">Por este motivo, para ela se volta nossa entusiástica admiração de modo especial no dia de sua Festa litúrgica, 22 de fevereiro. </span></p><p><span
style="font-size: x-small; color: #888888;"><strong><span
style="font-family: Ubuntu,sans-serif;">Fonte:  Victor Hugo Toniolo; Revista Arautos do Evangelho, Fev/2005, n. 38, p. 32 e 33</span></strong></span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/magisterio/papado/a-catedra-de-sao-pedro-trono-do-papa-e-simbolo-da-infalibilidade/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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