<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Paraclitus &#187; Cartas do Leitor</title> <atom:link href="http://www.paraclitus.com.br/category/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.paraclitus.com.br</link> <description>Só mais um site WordPress</description> <lastBuildDate>Sun, 13 May 2012 00:02:34 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=</generator> <item><title>Leitora pergunta sobre locais onde ocorrem possíveis revelações privadas.</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitora-pergunta-a-respeito-de-locais-onde-ocorrem-possiveis-revelacoes-privadas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=leitora-pergunta-a-respeito-de-locais-onde-ocorrem-possiveis-revelacoes-privadas</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitora-pergunta-a-respeito-de-locais-onde-ocorrem-possiveis-revelacoes-privadas/#comments</comments> <pubDate>Wed, 25 Apr 2012 04:26:47 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=8117</guid> <description><![CDATA[Nome : Priscila Marques Religião : Católico Local : Rolândia Corpo da mensagem: Bom dia&#8230;.sou... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitora-pergunta-a-respeito-de-locais-onde-ocorrem-possiveis-revelacoes-privadas/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"><strong>Nome :</strong></span> Priscila Marques</span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"> <strong>Religião :</strong> <span style="color: #000000;">Católico</span></span></span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"> <strong>Local </strong><strong>:</strong></span> Rolândia</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><strong>Corpo da mensagem:</strong></span></p></div><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Bom dia&#8230;.sou católica amo minha religião e admiro muito essa pagina&#8230;porém tenho uma dúvida e gostaria que vocês me esclarecessem&#8230;ouço muitas pessoas falarem de dois lugares que aparentemente são católicos, por isso gostaria de saber se vocês conhecem e o que pensam a respeito, pois confesso se não sei se acredito ou não&#8230;se puderem me ajudar nesse esclarecimento ficaria muito grata&#8230;o primeiro lugar é em Santa Catarina do Sr Bento da Conceição o site para que possam avaliar é <a href="http://www.palavravivadedeus.com.br/" target="_blank">http://www.palavravivadedeus.com.br/</a> e <a href="http://amorverdadeirodedeus.blogspot.com.br/p/pedro-ii-bento-da-conceicao.html" target="_blank">http://amorverdadeirodedeus.blogspot.com.br/p/pedro-ii-bento-da-conceicao.html</a> o outro se Trata de um Jovem Chamado Marcos que diz ver e receber mensagens de Nossa Senhora em Jacaréi, eis o Site <a href="http://www.avisosdoceu.com.br/" target="_blank">http://www.avisosdoceu.com.br/</a> por Favor Gostaria de uma opinião de quem tem o verdadeiro conhecimento&#8230;pois vejo muitas pessoas católicas indo a esses lugares, só que meus pais não acreditam em videntes e eis a questão esses lugares são realmente católicos ou se dizem católicos? Aguardo ansiosamente uma resposta, obrigada pela atenção!!!</span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">_ _ _ _ _ _ _ _</span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><strong>RESPOSTA</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Primeiramente  gostaría de lhe agradecer pela confiança depositada em nosso Apostolado  para a elucidação deste seu questionamento, e também pedir perdão pela  demora em responder, pedimos vossa compreensão feito que recebemos  várias perguntas através de nosso serviço de contatos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Pelo que percebi, sua dúvida é referente a revelações privadas. Buscarei, antes de tudo, esclarecer alguns conceitos ligados a revelação sobrenatural. Para isso, tomarei como base o ensino da Santa Igreja Católica.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">a) <strong>Noção</strong></span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">A revelação é a manifestação que Deus faz aos homem, de forma extraordinária, de algumas verdades religiosas, impondo-lhes a obrigação de nelas acreditar. Diz-se de forma <em>extraordinária, </em>para distinguir do conhecimento natural e ordinário que alcançamos por meio da razão.</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Geralmente, Deus revela assim: manifesta as verdades que deseja se conheçam a algum homem por Ele escolhido, manda-lhe ensiná-las aos outros e prova operando sinais – milagres, para que ateste que foi Ele mesmo quem as revelou.</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;"><em>Só Deus pode conceder um conhecimento reto e pleno de Si mesmo, revelando-se com Pai, filho e Espírito Santo, de cuja vida eterna somos chamados, pela graça a participar aqui, na Terra, na sabedoria da fé, e depois da morte, na luz sempiterna.(Paulo VI, O credo do Povo de Deus, n.9)</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;"><em>b) </em><strong><em>Revelações públicas e privadas</em></strong></span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Em termos gerais, podemos distinguir duas espécies de revelações: <em>A revelação pública e as revelações privadas.</em></span></p><ul><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;"><strong>Revelação pública:</strong> é a que Deus fez diretamente para a utilidade de todo gênero humano. Por exemplo, a revelação feita a Moises no Sinai e a revelação plenamente realizada na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.</span></li></ul><ul><li style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;"><strong>Revelações privadas</strong> : são as que deus tem feito a algumas pessoas para sua utilidade particular. Exemplo: as feitas a Santa Gertrudes, a Santa Teresa de Jesus, a Santa Margarida Maria(<em>quando nosso Senhor lhe pediu o estabelecimento da festa do Sagrado Coração e da devoção das primeiras sextas-feiras</em>)</span></li></ul><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">A <em>Revelação pública</em> foi feita por Deus diretamente, para utilidade de todo gênero humano, e impõe a todos os homens a obrigação de aceitar.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">As <em>revelações privadas</em>, são feitas para utilidade particular, e não impõem a obrigação de as aceitar, senão às pessoas a quem foram feitas ou àquelas que têm plena certeza delas, o que raras vezes acontece.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Acerca das revelações privadas, convém observar alguns aspectos:</span></p><ul><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">As revelações privadas não fazem parte da fé, nem ensinam verdades novas. Foram feitas apenas para esclarecer as verdades já reveladas e para nos levar a avançar na perfeição cristã.</span></li></ul><ul><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">A Igreja não as aprova senão depois de maduro exame,e, ao aprová-las, não pretende ensinar que seja verdadeira tudo o que delas se diga,nem, muito menos, torná-las obrigatórias. Somente garante que nelas nada se diz contrário a fé e aos bons costumes.</span></li></ul><ul><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Não podemos desprezar as revelações privadas, pois, em geral, contêm ensinamentos de grandes utilidades para a vida cristã.</span></li></ul><ul><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Algumas vezes, a aprovação da Igreja não é simples certificação de que nada há nelas contra a fé e a moral, mas sim uma afirmação de sua origem divina. É o que se dá, por exemplo, com as revelações do escapulário do Carmo a S. Simão Stok, da revelação do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria. As outras revelações apenas merecem fé humana, de acordo com as condições intelectuais e morais de quem as recebeu.</span></li></ul><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">É bom lembrar ainda que, a revelação pública terminou com os Apóstolos: depois deles, Deus não revelou novas verdades que sejam objeto de fé.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Mediante ao que foi exposto, espero ter elucidado sua dúvida. Ficamos a disposição para qualquer outra informação que possa ter ficado ainda obscura. Reze para que continuemos com este trabalho apologético, pois não é fácil.</span></p> <address><span style="color: #003366; font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><em>In corde Iesu et Mariae, </em><em></em></span></address> <address><span style="color: #003366; font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><em>Mendes Silva .</em><em></em></span></address> <address><span style="color: #003366; font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><em>Apostolado Spiritus Paraclitus</em></span></address> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitora-pergunta-a-respeito-de-locais-onde-ocorrem-possiveis-revelacoes-privadas/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Gostaria de saber o seguinte: o homem foi criado mortal por Deus?</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/gostaria-de-saber-o-seguinte-o-homem-foi-criado-mortal-por-deus/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=gostaria-de-saber-o-seguinte-o-homem-foi-criado-mortal-por-deus</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/gostaria-de-saber-o-seguinte-o-homem-foi-criado-mortal-por-deus/#comments</comments> <pubDate>Tue, 20 Mar 2012 18:56:54 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=7996</guid> <description><![CDATA[Nome: L. H Religião: Católico Estado: SP – São Paulo Corpo da mensagem: Salve Maria!... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/gostaria-de-saber-o-seguinte-o-homem-foi-criado-mortal-por-deus/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"><strong>Nome:</strong></span> L. H</span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> <span style="color: #003366;"><strong>Religião:</strong></span> Católico</span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> <span style="color: #003366;"><strong>Estado:</strong></span> SP – São Paulo</span></p><p><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Corpo da mensagem:</span></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Salve Maria!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Olá, gostaria de saber o seguinte: o homem foi criado mortal por Deus? Pois, se os animais são mortais e não pecaram, então seria ’lógico’ pensar que o homem também o foi, pois o homem em sua natureza é criatura, e só se torna filho de Deus pelo batismo, pela fé em Cristo Jesus. O ’ferimento de morte’ que o homem sofreu seria somente em sua alma? Pois, segundo G.K. Chesterton, as criação em sua parte material estaria do mesmo jeito que no primeiro dia da criação (<span style="color: #003366;">http://sumateologica.wordpress.com/2011/03/28/chestertoninas-3/</span>), e segundo Santo Agostinho, a maldade atua na alma, no espírito, não na matéria, no físico (que por sua vez acaba por refletir no físico pois corpo e alma formam uma só pessoa). Estive pensando nisso, e surgiu esta dúvida – de que o homem pode ter sido criado mortal – até mesmo por considerar a possibilidade da evolução ter ocorrido, me faz pensar que seria ’necessário’ que o homem tivesse sido criado mortal.</span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">_ _ _ _ _ _ _ _<br /> </span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"><strong>RESPOSTA</strong></span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Boa Tarde L. H , salve Maria !</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Primeiramente gostaría de lhe agradecer pela confiança depositada em nosso Apostolado para a elucidação deste seu questionamento, e também pedir perdão pela demora em responder, pedimos vossa compreensão feito que recebemos várias perguntas através de nosso serviço de contatos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Quem lê atentamente o texto bíblico, verifica que os primeiros homens gozavam de dons especiais constitutivos da <em>justiça original</em>. Esta compreendia três espécies de dons: os <em>naturais</em>, os <em>preternaturais</em> e os <em>sobrenaturais</em>.</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">a) <em><strong>Naturais </strong></em>são os devidos à natureza humana.</span></p><blockquote><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><em>Em sentido absoluto, nenhum dom é devido ao homem, visto que lhe não é devida a existência. Mas, uma vez que Deus lhe confere a existência, lhe confere os dons que a natureza humana exige. Neste sentido, dizem-se dons naturais, por exemplo, a inteligência , a vontade, os dons ou qualidades corpóreas, a liberdade, etc.</em></span></p></blockquote><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">b) <strong><em>Preternaturais</em></strong> são os que estão acima da natureza humana, mas não acima de outras criaturas criadas.</span></p><blockquote><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Um exemplo nos explicará isto. O dom da imortalidade esta acima da natureza humana, pois todo o ser material deve, naturalmente, morrer, visto que a matéria é de si mesma corrompível. Mas não esta acima da natureza angélica, porque os espíritos não tem nenhuma espécie de corrupção ou morte. Portanto a imortalidade, que é um dom natural para o Anjo, é dom preternatural para o homem.</span></em></p></blockquote><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">c) <strong>Sobrenaturais</strong> são aqueles que estão acima de toda a natureza criada ou criável. São, principalmente, a graça e a glória. </span></p><blockquote><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Conseqüentemente, estão não só acima da natureza criada, mas também da natureza angélica. São dons plenamente divinos, participação gratuita do que é próprio da Natureza de Deus.</span></em></p></blockquote><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Como visto acima Deus adornou os nossos primeiros pais com os dons preternaturais. Estes dons são de grande excelência, dois deles referem-se à alma:<em> ciência e a integridade</em>; e outros dois ao corpo: <em>a imunidade e imortalidade</em>.</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">a) A <em>ciência</em> consiste em que, sem estudo, possuíam grande número de elevados conhecimentos.</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">b) A <em>integridade</em>, na ordem perfeita de toda a sua natureza. As paixões, estavam perfeitamente submetidas à razão, e esta por inteiro submetida a Deus. Por isso não se dava um pecado passional, pois para tanto teria de se dar, antes, a ruptura da razão com Deus. Assim, os nossos primeiros pais, em estado de inocência, não pecavam sequer venialmente.</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">c) A <em>imunidade</em>, que consiste em não estarem submetidos à dor.</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">d) A <em>imortalidade</em>, pela qual não morreríamos: em Gn 2,7; 3,3s. 19 a morte é apresentada como conseqüência do pecado, isto significa que, antes do pecado, o homem não morreria dolorosa e tragicamente como morre hoje. Depois de algum tempo, seriam levados para o Céu sem passar pela morte.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Quer os dons sobrenaturais, quer os preternaturais, tinham duas propriedades: eram <em>permanentes</em> e <em>transmissíveis</em>. Permanentes, pois Deus concedeu-os aos primeiros pais, não por algum tempo, mas de modo permanente, enquanto não se tornassem indignos dele pelo pecado. Transmissíveis, já que eram transmitidos por natureza a todos os descendentes, ou seja, se Adão não tivesse pecado, todos os homens nasceriam em estado de graça, com direito ato céu, e adornados dos dons preternaturais.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Em Gn 3,1; entra em cena a serpente como “<em>o mais astuto de todos os animais do campo</em>”. Tal serpente é imagem do demônio tentador. O livro de Sabedoria(2,23) diz que “<em>Deus não fez a morte, mas esta entrou no mundo por inveja do demônio.</em>”; Estabelecido por Deus a justiça, o homem, seduzido pelo Maligno, logo no começo da História abusou de sua liberdade, enguendo-se contra Deus e desejando alcançar o seu fim à margem de Deus.<br /> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Uma vez nossos primeiros pais tendo desobedecido a Deus, pecaram gravemente e foram expulsos do paraíso, como ainda:</span></p><ol style="text-align: justify;"><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Privados dos <em>dons sobrenaturais</em> – da graça e do direito à glória celeste -, e ficaram escravos do Demônio e condenados à perdição eterna se Deus não lhes perdoasse. </span></li><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Privados dos <em>dons preternaturais</em>, assim: <em>a) Em vez da ciência, ficaram submetidos à ignorância; b) Em vez da Integridade, sentiram a desordem na sua natureza – a saber, a concupiscência ou rebelião da carne contra o espírito, e inclinação ao mal por parte da vontade; c) Em vez da imunidade, viram-se submetidos a toda espécie de privações e sofrimentos; d) Em vez da <strong>imortalidade</strong>, foram castigados com a morte. </em></span></li></ol><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Como visto, a morte não é culpa de Deus, a mesma adentrou ao mundo como</span><em></em> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">c<em>onseqüência</em> do pecado.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Mediante ao que foi exposto, espero ter elucidado sua dúvida, fraterno amigo L.H. . Ficamos a disposição para qualquer outra informação que possa ter ficado ainda obscura. Reze para que continuemos com este trabalho apologético, pois não é fácil.</span></p> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><em>In corde Iesu et Mariae, </em><em></em></span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><em>Mendes Silva .</em><em></em></span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><em>Apostolado Spiritus Paraclitus</em></span></address> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/gostaria-de-saber-o-seguinte-o-homem-foi-criado-mortal-por-deus/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Minha dúvida é sobre a autenticidade, veracidade e integridade dos evangelhos</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/minha-duvida-e-sobre-a-autenticidadeveracidade-e-integridade-dos-evangelhos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=minha-duvida-e-sobre-a-autenticidadeveracidade-e-integridade-dos-evangelhos</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/minha-duvida-e-sobre-a-autenticidadeveracidade-e-integridade-dos-evangelhos/#comments</comments> <pubDate>Mon, 27 Feb 2012 15:42:57 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=7895</guid> <description><![CDATA[Nome: L. Religião: católico Estado: BA – Bahia Corpo da mensagem: Paz de Cristo! Minha... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/minha-duvida-e-sobre-a-autenticidadeveracidade-e-integridade-dos-evangelhos/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"><strong>Nome:</strong></span> L.</span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"> <strong>Religião:</strong></span> católico</span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"> <strong>Estado:</strong></span> BA – Bahia</span></p><p><span style="font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: small; color: #003366;"><strong>Corpo da mensagem:</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Paz de Cristo!</span></em></span><br /> <span style="color: #000000;"> <em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Minha dúvida é sobre os evangelhos.</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> Sobre autenticidade,veracidade, integridade…</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Parece  que os ”grandes nomes” dos estudos bíblicos hoje são protestantes, e me  parece que a maioria deles defendem ”Idéias” contrarias ao ensinamentos  da Igreja referentes a: autenticidade, veracidade e integridade dos  evangelhos…Por que tantos ”especialistas”são contra o ensino tradicional  da Igreja? e do lado católico, quem são os ”grandes” especialistas?</span></em></span></p><p style="text-align: center;" dir="ltr">_ _ _ _ _ _ _ _ _</p><p style="text-align: center;" dir="ltr"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">REPOSTA</span></strong></span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Prezado Lucas, primeiramente gostaríamos de lhe agradecer pela  confiança depositada em nosso Apostolado para a elucidação deste seu  questionamento e de também pedirmos perdão pela demora do envio do  mesmo, pedimos vossa compreensão feito que recebemos várias perguntas ao  longo de nossos serviços. Bom meu caro colega, sua dúvida é bastante  interessante e iremos discorrê-la ao longo deste esclarecimento.</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA</span></strong></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">&#8220;A  Igreja defende firmemente que os quatro Evangelhos, cuja historicidade  afirma sem exitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de  Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para a eterna  salvação deles, até ao dia que foi elevado&#8221; (§ 126).</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">SANTO AGOSTINHO</span></strong></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">&#8220;Se você acredita no que lhe agrada nos evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos evangelhos que você crê, mas em você.&#8221;</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI VERBUM, SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA</span></strong></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">&#8220;A  santa mãe Igreja firme e constantemente creu e crê que os quatro  mencionados Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação,  transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os  homens, realmente fez e ensinou para a salvação deles, até o dia em que  foi elevado&#8221; (§ 19)</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Caro Lucas como o assunto é bastante extenso iremos nos ater ao mais  específico de sua dúvida correndo o risco de deixar algumas outras  informações (que não irão interferir diretamente na integridade e  veracidade que iremos passar) pelo fato de termos que resumir ao máximo  para seu entendimento.</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1. Autenticidade, Veracidade e Integralidade dos Evangelhos</span></strong></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Como sabemos, o Novo Testamento é composto de 27 breves escritos gregos  . Chama,os de “Evangelhos”  a quatro deles, porque cada um narra o  evangelho, isto é, as Boas Novas de que Deus se revelou por meio de  Nosso Senhor Jesus Cristo para a Redenção da humanidade. Esses quatro  documentos relatam os ditos e feitos de Cristo, mas dificilmente podem  ser designados como biografias no sentido moderno do termo.</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os três primeiros evangelhos (aqueles de acordo com Mateus, Marcos e  Lucas) são designados de “Evangelhos sinóticos”, em virtude de certos  elementos comuns que os unificam. Dos vinte e sete livros, interessa-nos  sobretudo os cinco primeiros (juntando com os três já mencionados o  Evangelho de São João e também Atos dos Apóstolos) que foram produzidos  em forma de narrativa, ainda que os demais, em particular as epístolas  paulinas, sejam também importantes para este propósito, pois há neles  alusões históricas ou porque, em certa medida, ajudam a esclarecer os  evangelhos e Atos.</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1.1 As Datas históricas</span></strong></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Vamos tratar disto processualmente para que o entendimento seja de  forma eficaz. Há um consenso de que a crucificação de Cristo tenha  ocorrido em torno de 30 d.C. Conforme Lucas 3.1, o ministério de João  Batista, que precedeu imediatamente ao início do ministério público de  Jesus, data do “décimo quinto ano de Tibério César”. Portanto, Tibério  tornou-se Imperador em agosto de 14 d.C. e segundo o método de contagem  corrente na Síria – provavelmente adotado por Lucas – o décimo quinto  ano começou em setembro ou outubro de 27 d.C. O quarto evangelho  menciona mais três páscoas desde então; de acordo com outras bases, a  terceira dela seria a páscoa de 30 d.C., período em que provavelmente  ocorreu a crucificação. Nessa época, também, sabemos através de outras  fontes que Pilatos era Governador da Judéia; que Herodes Antipas era o  Tetrarca da Galiléia; e que Caifás era o suo sacerdote judeu. O novo  testamente estava completo, ou substancialmente completo, por volta do  ano 100 d.C., sendo que a maioria dos livros já existia cerca de 20 a 40  anos dessa data. Em nosso País a maior parte dos estudiosos modernos  desse assunto atribui as seguintes datas aproximadas para a produção dos  quatro evangelhos: Mateus, c. 84-90; Marcos, c. 65; Lucas, c. 80-85;  João, c. 90-100.</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Em meados do século passado, uma influente escola de pensamento  afirmava, com plena segurança, que alguns dos mais importantes livros do  Novo Testamento, incluindo os evangelhos e Atos, não existiam antes da  terceira década do segundo século da era cristã. Essa conclusão era mais  produto de pressupostos filosóficos do que de evidências históricas. Já  naquela época havia evidências históricas suficientes para demonstrar  quão destituídas de fundamento eram essas teorias; evidências que  inclusive Lightoot, Tischendorf, Tregelles  e outros demonstraram em seus escritos. Hoje, porém, o número de  evidências existentes é bem maior e mais conclusivo, de modo que não há  como negar, de forma sensata, que a maioria dos documentos  neotestamentários foi escrita no primeiro século, não importando quais  sejam nossos pressupostos filosóficos.</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Hoje existem aproximadamente 4.000 manuscritos gregos do Novo  Testamento inteiros ou em parte. Os melhores e mais importantes desses  manuscritos remontam a meados do quarto século (350 d.C.). Os dois mais  importantes são: Códice Vaticano, o principal tesouro da Biblioteca do Vaticano em Roma; e o famoso Código Sinaítico, adquirido pelo Governo Britânico. Há na Inglaterra outros manuscritos antigos de grande importância: o Códice Alexandrino, também no Museu Britânico, datado do quinto século; e o Códice de Beza, na Biblioteca da Universidade de Cambridge, escrito no quinto ou sexto século, manuscrito que contém os evangelhos e Atos em grego e em latim. Vamos a alguns dados:</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Conhecem-se  cerca de 5236 manuscritos do texto original grego do Novo Testamento,  comprovados como autênticos pelos especialistas. Estão assim  distribuídos: 81 papiros; 266 códices maiúsculos; 2754 códices  minúsculos e 2135 lecionários.</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">a) Os papiros são os mais antigos testemunhos o texto do Novo Testamento. Estão assim distribuídos pelo mundo:</span></p><div style="text-align: justify;" dir="ltr"><table><colgroup><col width="70"></col><col width="93"></col><col width="122"></col><col width="89"></col></colgroup><tbody><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Número</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Conteúdo</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Local</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Data (Séc.)</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">p1</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Evangelhos</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Filadélfia(USA)</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">III</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">p2</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Evangelhos</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Florença</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">VI</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">p3</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Evangelhos</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Viena (Áustria)</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">VI/VII</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">p4</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Evangelhos</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Paris</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">III</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">p5</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Evangelhos</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Londres</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">III</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">p6</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Evangelhos</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Estrasburgo</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">IV</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">p7</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Atos</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Berlim</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">IV</span></p></td></tr></tbody></table></div><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">b)  Os códices unciais são verdadeiros livros de grande formato, escritos  em caracteres maiúsculos (unciais). Uncial vem de &#8220;uncia&#8221;, polegada em  latim. Eis a relação de alguns deles:</span></p><div style="text-align: justify;" dir="ltr"><table><colgroup><col width="161"></col><col width="131"></col><col width="92"></col><col width="89"></col></colgroup><tbody><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Códice</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Conteúdo</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Local</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Data (Séc.)</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Aleph 01 (Sinaítico)</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">N.T.</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Londres</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">IV</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A 02 (Alexandrino)</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">N.T.</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Londres</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">V</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">B 03 (Vaticano)</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">N.T. (menos Ap.)</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Roma</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">IV</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">C 04 (Efrém rescrito)</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">N.T.</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Paris</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">V</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">D 05 (Beza)</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Evangelhos</span></p><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Atos</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Cambridge</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">VI</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">D 06 (Claromantono)</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Paulo</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Paris</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">VI</span></p></td></tr></tbody></table></div><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Talvez fosse necessário – para apreciarmos melhor a riqueza do Novo  Testamento em matéria de evidência manuscritológica – comparar seus  manuscritos com o material textual de outros escritos antigos. Por  exemplo, existem vários manuscritos da obra De Bello Gallico,  de César (escrito entre 58 e 50 a.C.), mas apenas nove ou dez dentre  eles estão em bom estado, e o mais antigo data de cerca de 900 anos após  a era de César. Dos 142 livros da História Romana,  de Lívio (59 a.C. a 17 d.C.), sobrevivem apenas 35. Dentre eles,  conhecemos não mais que vinte manuscritos razoavelmente importantes e  apenas um, que contém meros fragmentos dos Livros III-VI, e que é de  data tão antiga quanto o quarto século. Dos quatorze livros de Histórias, de Tácito (c. 100 d.C.), restam apenas quatro e meio; dos dezesseis livros de seus Anais,  restam dez completos e dois em fragmentos. O texto dessas partes  remanescentes destas duas grandes duas obras históricas depende  inteiramente de dois manuscritos, um do século IX e outra do século XI.  Os manuscritos subsistentes das obras menores de Tácito (Dialogus de Oratoribus, Agricola, Germania) provém todos de um códice do décimo século. A História  de Tucídides (c. 460-400 a.C.) chegou até nós a partir de oito  manuscritos, o mais antigo deles data de c. 900 d.C., e de uns poucos  fragmentos de papiro, datados por volta do começo da era cristã. O mesmo  se dá com a História,  de Heródoto (c. 480-425 a.C.). Entretanto, nenhum estudioso dos  clássicos darias ouvidos à tese de que a autenticidade de Heródoto ou  Tucídides é duvidosa pelo fato de seus manuscritos mais antigos, e que  ainda são usados por nós, datarem de mais de 1300 anos após a escrita  dos originais. Vamos a mais alguns dados especificado em relação à esse  paralelo:</span></p><div style="text-align: justify;" dir="ltr"><table><colgroup><col width="120"></col><col width="134"></col><col width="221"></col></colgroup><tbody><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Escritor</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Época do escritor</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Tempo decorrido entre</span></p><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">o escritor e a primeira cópia de suas obras.</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Virgílio</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">19 aC</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">350 anos</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Tito Lívio</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">17 dC</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">500 anos</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Horácio</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">8 aC</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">900 anos</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Júlio César</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">44 aC</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">900 anos</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Córnélio Nepos</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">32 aC</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1 200 anos</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Platão</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">347 aC</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1 300 anos</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Tucídides</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">395 aC</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1 300 anos</span></p></td></tr><tr><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Eurípedes</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">407 aC</span></p></td><td><p dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1 600 anos</span></p></td></tr></tbody></table></div><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Quão diferente é porém, é a situação do Novo Testamento nesse aspecto!  Além dos dois excelentes manuscritos do quarto século, já aludidos, e  que são os mais antigos dos milhares hoje conhecidos, existem  consideráveis fragmentos de porções de livros do Novo Testamento em  papiros, e que datam de 100 a 200 anos antes. Os papiros Bíblicos de  Chester Beatty, cuja a existência se fez pública em 1931, consistem de  porções de onze códices em papiro, três dos quais tem a maioria dos  escritos neotestamentários. Um deles contendo os quatro evangelhos e  Atos como já vimos acima, que pertence à primeira metade do terceiro  século, e junto com eles vários outros relatos que nesse paralelo ajudam  a evidenciar a autenticidade, integralidade e veracidade dos  Evangelhos.</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1.2 O Testemunho dos Pais Apostólicos</span></strong></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Outro tipo de evidência está nos escritos dos Pais Apostólicos que  escreveram entre 90 e 160 d.C. Em seus trabalhos encontramos evidências  que demonstram sua familiaridade com a maioria dos livros do Novo  Testamento. Em três dessas obras, escritas por volta de 100 d.C. – a  “Epístola de Barnabé”, talvez oriunda de Alexandria; o Didaquê  ou “Ensino dos doze Apóstolos”, produzido na Síria ou na Palestina; e a  carta escrita à Igreja de Corinto pelo bispo Clemente de Roma, por  volta do ano 96 d.C. – encontramos certas citações da tradição comum dos  evangelhos sinóticos, de Atos, Romanos, 1Coríntios, Efésios, Tito,  Hebreus e 1Pedro e possíveis citações de outros livros do Novo  Testamento. Nas cartas que Inácio, bispo de Antioquia, escreveu durante a  jornada para o martírio em Roma em 115 d.C., há citações razoavelmente  identificáveis de Mateus, João, Romanos, 1 e 2Coríntios, Gálatas,  Efésios, Filipenses, 1 e 2Timóteo, Tito, e possíveis alusões a Marcos,  Lucas, Atos, Colossenses, 2Tessalonicenses, Filemon, Hebreus e 1Pedro.  Vamos a alguns relatos:</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">-  Evangelho de Mateus &#8211; No ano 130 o Bispo Pápias, de Hierápolis na  Frígia, região da Ásia Menor, que foi uma das primeiras a ser  evangelizada pelos Apóstolos, fala do Evangelho de São Mateus dizendo:  &#8220;Mateus, por sua parte, pôs em ordem os dizeres na língua hebraica, e  cada um depois os traduziu como pode&#8221; (Eusébio, História da Igreja III,  39,16);</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">-  Outro testemunho importante sobre o Evangelho de Mateus é dado por  Santo Irineu (†200), do segundo século. Ele foi discípulo do grande  bispo S. Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de S. João evangelista.  S. Irineu na sua obra contra os hereges gnósticos, fala do Evangelho de  Mateus, dizendo: &#8220;Mateus compôs o Evangelho para os hebreus na sua  língua, enquanto Pedro e Paulo em Roma pregavam o Evangelho e fundavam a  Igreja.&#8221; (Adv. Haereses II, 1,1);</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">-  Evangelho de São Marcos &#8211; É também o Bispo de Hierápolis, Pápias (†130)  que dá o primeiro testemunho do Evangelho de Marcos, conforme escreve  Eusébio: &#8220;Marcos, intérprete de Pedro, escreveu com exatidão, mas sem  ordem, tudo aquilo que recordava das palavras e das ações do Senhor; não  tinha ouvido nem seguido o Senhor, mas, mais tarde&#8230;., Pedro. Ora,  como Pedro ensinava, adaptando-se às várias necessidades dos ouvintes,  sem se preocupar em oferecer composição ordenada das sentenças do  Senhor, Marcos não nos enganou escrevendo conforme recordava; tinha  somente esta preocupação, nada negligenciar do que tinha ouvido, e nada  dizer de falso&#8221; (Eusébio, História da Igreja, III, 39,15);</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">-  Evangelho de São Lucas &#8211; O Prólogo do Evangelho de S. Lucas, usado  comumente no século II, dava testemunho deste Evangelho, ao dizer:  &#8220;Lucas foi sírio de Antioquia, de profissão médica, discípulos dos  apóstolos, mais tarde seguiu Paulo até a confissão (martírio) deste,  servindo irrepreensivelmente o Senhor. Nunca teve esposa nem filhos; com  oitenta e quatro anos morreu na Bitínia, cheio do Espírito Santo. Já  tendo sido escritos os evangelhos de Mateus, na Bitínia, e de Marcos, na  Itália, impelido pelo Espírito Santo, redigiu este Evangelho nas  regiões da Acaia, dando a saber logo no início que os outros Evangelhos  já haviam sido escritos”;</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">-  Evangelho de São João – é Santo Ireneu (†202) que dá o seu testemunho:  &#8220;Enfim, João, o discípulo do Senhor, o mesmo que reclinou sobre o seu  peito, publicou também o Evangelho quando de sua estadia em Éfeso. Ora,  todos esses homens legaram a seguinte doutrina: &#8230; Quem não lhes dá  assentimento despreza os que tiveram parte com o Senhor, despreza o  próprio Senhor, despreza enfim o Pai; e assim se condena a si mesmo,  pois resiste e se opõe à sua salvação – e é o que fazem todos os  hereges&#8221;. (Contra as heresias);</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1.3 Os Racionalistas</span></strong></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">As evidências comprovam toda a veracidade dos evangelhos. As leituras  variantes que provocam qualquer dúvida é, de fato, marcadamente pequena,  e entre os críticos textuais não afetam nenhum ponto importante, seja  em relação a fatos históricos, seja em relação a questões de fé e  prática. Vamos a alguns dos relatos:</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">- O  intervalo, portanto, entre as datas de composição original e a mais  antiga evidência existente é tão pequena que pode ser praticamente  negligenciada, e o último fundamento para qualquer dúvida de que as  escrituras nos tenham chegado às mãos substancialmente como foram  escritas já caíram por terra. Tanto a autenticidade como a integralidade  geral dos livros do Novo Testamento podem ser consideradas como  definitivamente estabelecidas. Frederic Kenyon (The Bible and  Archaeology, 1940, p. 288ss.);</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">- Renan, racionalista da França, na sua obra &#8220;Vie de Jesus&#8221;:  &#8221;Em suma, admito como autênticos os quatro Evangelhos canônicos&#8221;;</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">-  Harnack, racionalista alemão, foi obrigado a afirmar: &#8220;O caráter  absolutamente único dos Evangelhos é, hoje em dia, universalmente  reconhecido pela crítica&#8221; (Jesus Cristo é Deus ? José Antonio de Laburu,  ed. Loyola, pág. 55);</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">-  Streeter, grande crítico inglês afirmou que: &#8220;Os Evangelhos são, pela  análise crítica, os que detém a mais privilegiada posição que existe&#8221;(  idem);</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">-  Os mais exigentes críticos do século XIX, Hort e Westcott, foram  obrigados a afirmar:  &#8221;As sete oitavas partes do conteúdo verbal do Novo  Testamento não admitem dúvida alguma. A última parte consiste,  preliminarmente, em modificações na ordem das palavras ou em variantes  sem significação. De fato, as variantes que atingem a substância do  texto são tão poucas, que podem ser avaliadas em menos da milésima parte  do texto&#8221; (idem pág. 56);</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">-  Finalmente os racionalistas tiveram que reconhecer a veracidade  histórica, científica, dos Evangelhos: &#8220;Trabalhamos 50 anos febrilmente  para extrair pedras da cantaria que sirvam de pedestal à Igreja  Católica?&#8221; (ibidem);</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Enfim,  os inimigos da fé, quiseram destruir os Evangelhos, e acabaram  reconhecendo-os como os Livros mais autênticos, segundo a própria  crítica racionalista.</span></p><p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Com isso caro Lucas finalizamos tal elucidação que ainda teria muita  informação a respeito, porém que ficaria muito mais longo. Os  verdadeiros estudiosos não renegam tais estudos, pelo contrário sempre o  autenticaram, o que acontece de contrário são por pessoas ignorantes  que buscam viabilizar suas conveniências a superficialidades ilusórias.  Ficamos a disposição para qualquer outra informação que possa ter ficado  ainda obscuro, feito que o assunto é bastante extenso. Contando sempre  com as orações, que Deus vos abençoe e a Santíssima Virgem Maria o  proteja.</span></p> <address><span style="color: #003366;">In corde Iesu et Mariae, </span></address> <address><span style="color: #003366;">Ivanildo Oliveira .</span><br /> </address> <address><span style="color: #003366;">Apostolado Spiritus Paraclitus</span></address> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/minha-duvida-e-sobre-a-autenticidadeveracidade-e-integridade-dos-evangelhos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Resolvi estudar sobre outras vertentes cristãs, inclusive o tão difamado catolicismo.</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/resolvi-estudar-sobre-outras-vertentes-cristas-inclusive-o-tao-difamado-catolicismo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resolvi-estudar-sobre-outras-vertentes-cristas-inclusive-o-tao-difamado-catolicismo</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/resolvi-estudar-sobre-outras-vertentes-cristas-inclusive-o-tao-difamado-catolicismo/#comments</comments> <pubDate>Sat, 21 Jan 2012 19:15:47 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=7703</guid> <description><![CDATA[Nome: F. Religião: Protestante Estado: MG – Minas Gerais Corpo da mensagem: Caros membros do... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/resolvi-estudar-sobre-outras-vertentes-cristas-inclusive-o-tao-difamado-catolicismo/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"><strong>Nome:</strong></span> <strong>F.</strong></span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"> <strong>Religião:</strong> <span style="color: #000000;"><strong>Protestante</strong></span></span><strong> </strong></span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"> <strong>Estado:</strong></span> <strong> </strong><strong>MG – Minas Gerais</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">Corpo da mensagem:</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></strong></p> <address style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Caros membros do Apostolado Spiritus Paraclitus,</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> Primeiramente desejo parabenizá-los por este trabalho, graças ao qual é possível que muitas pessoas desfaçam seus preconceitos em relação à Igreja Católica. Tenho uma firme convicção cristã e congrego em uma igreja evangélica pentecostal, mas possuo dúvidas sobre certas práticas desta denominação e por isso resolvi estudar sobre outras vertentes cristãs, inclusive o tão difamado catolicismo. Para que eu prossiga nessa minha jornada em busca da legítima fé cristã, espero que vocês possam me ajudar esclarecendo certas afirmações feitas em uma publicação intitulada ”Ferramenta contra seitas e heresias”, que no tópico intitulado ”Datas das mudanças feitas depois de Cristo” informa que a Igreja Romana teria decretado uma série de práticas antibíblicas nas datas listadas abaixo, como resultado, segundo a publicação, de ”<em>uma paganização do Cristianismo puro das Escrituras com fins políticos</em>”: </span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A ”<em>Ferramenta</em>” em questão expõe estas datas dando a entender que os Papas subitamente inventaram estas práticas católicas do nada e as impuseram à Cristandade por capricho, atendendo apenas o seu próprio egoísmo. Essa versão me parece estranha, e por isso desejo conhecer a opinião de vocês a respeito destas alegações. Desde já agradeço pela atenção dispensada.</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> Respeitosamente, Felipe.</span></span></address><p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">- &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; </span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><strong>RESPOSTA</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Caro F. agradecemos seu email e desde já  também gostaríamos de deixar nossa gratidão pela credibilidade a nós  concedida de sua parte. Espero ajudar a desmascarar esta ferramente propagadora de heresias !</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">320 – Iniciou-se o uso de velas</span></strong></span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os que criticam o uso que nós, católicos, fazemos das velas, deveriam ler melhor suas bíblias. A mística da luz é muito forte no Antigo e no Novo Testamento. Até hoje, por exemplo, lembrança do judaísmo, o candelabro de sete velas carrega enorme significado. O fogo está ligado à morte e à destruição, mas ao mesmo tempo, a purificação e vida; sabendo que a luz que vem das velas e das tochas mostra caminhos, muitas religiões valorizam o sinal que vem do fogo e da luz. Somos iluminados pelo sol, pela lua e pelas estrelas, as religiões passaram a ver sentido místico em tudo isso. Nós os Cristãos, somos como estrelas, ou luas ao redor do grande Sol que é Cristo. </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A vela é luz, símbolo de Cristo. Jesus  diz que nós somos a luz do mundo e que nossa luz deve brilhar (Mt 5,14). Ele mesmo se apresenta como alguém que ilumina a vida dos homens e quer que façamos o mesmo (Mt 5,6; Jo 1,4; 3,19). É por isso que acendemos velas e vemos sentido no gesto de uma vela que se apagou, curvar-se sobre outra para buscar mais luz. No gesto de iluminar nossas liturgias com muitas velas, estamos dizendo alguma coisa: queremos ser luz e iluminar. Somos uma religião que pretende ser igreja de iluminados e iluminadores; que iluminam e que se deixam iluminar; seres que se apagados, buscam a luz do outro para acender-se outra vez, ou encontrando alguém apagado, levam luz de Cristo a ele.</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> A vela não é um costume importado do paganismo, desde o AT as velas são utilizadas na liturgia. Elas são utilizadas no templo: &#8220;Farás um candelabro de ouro puro&#8230; Far-lhe-ás também sete lâmpadas. As lâmpadas serão elevadas de tal modo que alumiem defronte dele&#8221; (Ex 25,31.37). Outros: 1Rs 7,49; 2Cr 4,7.20; Jr 52,19.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">É bom lembrar que na Igreja primitiva não existia luz elétrica para iluminar as catacumbas, se fazendo necessário o uso de velas para iluminar.  As alegações protestantes de que as velas são também utilizadas em cultos pagãos não invalidam a Palavra de Deus. Certo é que nas Escrituras o uso delas está inegavelmente comprovado.</span></p><p><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">381 – Culto à Maria</span></strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Deve-se, logo de início, dizer que a fé no ministério de Maria se desenvolveu em função de Cristo ou como afirmação do mistério de Cristo em seus matizes. Sirva de exemplo o Símbolo de Fé dito “Apostólico”; menciona a fé em Jesus Cristo, Deus feito homem, e observa:”foi concebido do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria”.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Nos dois primeiros séculos temos relativamente poucos documentos já que voltam-se principalmente para a defesa da fé, sem deixar de conter traços de teologia e espiritualidade.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">S. Inácio de Antioquia(+107)</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">, sucessor de S. Pedro na cátedra de Antioquia, foi condenado à morte por ser cristão. Levado para Roma, escreveu algumas cartas, onde se encontra uma passagem notável relativa à maternidade virginal de Maria:</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Nosso Deus, Jesus Cristo, tomou carne no seio de Maria segundo o plano de Deus&#8230;”</span></em></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">&#8220;Permaneceu oculta ao príncipe deste mundo(Cf. Jo 12,31; 14,30) a virgindade de Maria e seu parto, como igualmente a importe do Senhor: três mistérios de grande alcance, que se processaram no silêncio de Deus.&#8221;(aos Efésios n. 18 e 19)</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">S. Inácio embora combata os docetas, que negavam a realidade planamente humana de corpo de Jesus, não deixou de afirmar o modo singular como essa humanidade foi concebida e nasceu: a Mãe de Jesus foi Virgem.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">S. Justino, mártir(+165) foi um apologista da fé frente a judeus e pagãos. Fez questão de distinguir dos mitos pagãos o parto virginal de Maria. Com efeito, Tifão lhe diz que, segundo os gregos, Perseu nasceu de Danae virgem, <em>“pois desceu sobre esta, sob forma de chuva de ouro, aquele que é chamado Júpiter”</em>, Justino rejeita qualquer afinidade desde mito com o nascimento virginal de Jesus(Cf. Diálogo com Trifão 67,1-2)</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">S. Irineu de Lião(+202) é considerado <em>“o pai da dogmática católica”</em>. Foi discípulo de S. Policarpo de Esmirra(+156) na Ásia Menor, o qual por sua vez foi discípulo de S. João Evangelista. É, pois, representante abalizado do pensamento dos Apóstolos no Ocidente.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">S. Irineu desenvolveu o conceito de recapitulação, admitindo cristo como segundo Adão, que repara o erro do primeiro Adão: o caminho da salvação é o caminho da perdição percorrido com o amor que faltou ao primeiro Adão; Jesus foi obediente até a morte por amor, pois o primeiro Adão foi desobediente até a morte por des-amor. Junto ao segundo Adão, Irineu vê a segunda Eva, como, aliás, já se lê nas obras de S. Justino.</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Da mesma forma que aquela(Eva) foi reduzida para desobedecer a Deus, esta(Maria) se deixou persuadir a obedecer a Deus para ser ela, a Virgem Maria, a advogada de Eva. Assim o gênero humano, submetendo à morte por uma virgem; foi dela libertado por uma Virgem, tornando-se contrabalançada a desobediência de uma virgem pela obediência de outra”(Contra as heresias v 19)</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">S. Irineu usa o conceito de recirculação, ao lado de recapitulação, entendendo-o do seguinte modo: o pecado cometido nas origens da história é apagado mediante um circuito contrário: Cristo retorna a Adão e dá ao pai o Sim que o primeiro Adão lhe recusou; a cruz toma o lugar da árvore da queda; Maria faz Eva reviver autenticamente o papel de “Mãe da Vida”.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O título de <em>“Advogada de Eva”</em> retorna na seguinte passagem de Irineu: </span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“ Foi por meio de uma Virgem desobediente que o homem foi golpeado, caiu e morreu; da mesma forma é pela Virgem, obediente à Palavra de Deus, que o homem&#8230;encontrou de novo a vida&#8230;Era justo e necessário que Adão fosse restaurado em Cristo, a fim de que o mortal fosse absorvido e tragado pela imortalidade e Eva fosse reconstruída em Maria; deste modo uma Virgem, feita advogada de uma Virgem, cancelou e anulou a desobediência de uma virgem com a sua obediência de virgem”(Demonstração da Pregação Apostólica n. 33)</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong>Oração do Século III</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A oração “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Encontrada num fragmento de papiro, em 1927, no Egito, remonta ao século III. Tem uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (Estamos na provação e Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus). </span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Como visto, o culto a Santíssima Virgem Maria esta presente na vida dos Cristãos muito tempo antes da data mencionada.</span></p><p><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">400 – Oração pelos mortos</span></strong></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os protestantes em sua maioria ensinam que os mortos estão <em>“dormindo”</em> e que somente na volta de Jesus haverá a ressurreição de todos;  portanto, para eles, não há ninguém no céu ainda, mesmo que seja apenas com a alma, como ensina a Igreja Católica.</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> Desde os primórdios da Igreja, ela acredita na imortalidade da alma, e que cada pessoas é julgada por Deus, imediatamente após a morte, recebendo já o seu destino eterno. A carta aos Hebreus diz claramente: <em>”como está determinado que homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”</em> Hb 9,27;</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Em Lc 16,19-51, na parábola do rico e do pobre Lázaro, Jesus apresenta claramente a sobrevivência consciente tanto dos justos como dos injustos. Nesta passagem o rico tinha cinco irmãos que poderiam também se perder; e mostra que os defuntos sobrevivem após a morte e recebem já o prêmio ou castigo.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os Judeus acreditavam na existência do Hades ou Cheol e o no adormecimento da consciência dos defuntos num lugar subterrâneo, incapazes de serem punidos ou contemplados. Mais a partir do século II a.C., esta concepção foi abandonada pelo povo de Israel, que passou a crer que a consciência dos irmãos falecidos do seu povo, e solidários com os fiéis peregrinos na terra, e intercedendo por eles. Pode-se ver isto claramente, por exemplo, no texto de 2 Mac 15,7-17. Nele, vemos Jeremias, o profeta falecido em II a.C., juntamente com o sumo sacerdote Onias, também já falecido. Em 2 Mc 15,14 atestamos a primeira oração dos justos falecidos em favor dos vivos.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Quanto a rezar pelos mortos, encontramos legitimidade deste ato &#8211; que é lógico, ao ponto de ser aprovado explicitamente pela Escritura no texto do II livro dos Macabeus que ensina: &#8220;<em>(Judas Macabeu) Tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém, para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição, porque se ele não esperasse que os mortos haviam de ressuscitar, seria uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Considerava que, aos que falecerem na piedade, está reservada uma grandíssima recompensa. Santo e salutar pensamento este de orar pelos defuntos</em>&#8221; (II Mac 12, 43-46).</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Notório também é no episódio do bezerro de ouro, em que Deus queria punir o povo e abandoná-lo, e Moisés rogou dizendo: &#8220;<em>Senhor, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com uma grande fortaleza e com uma mão poderosa? (&#8230;) Lembra-Te de Abraão, de Isaac e de Israel, teus servos, a quem por Ti mesmo juraste, dizendo: &#8220;multiplicarei a vossa descendência&#8230;</em>&#8221; (Ex 32, 11-13). Abraão, Isaac e Israel já não estavam neste mundo, e entretanto os seus méritos, invocados por Moisés, clamavam a Deus pelo povo. Aquele que é santo, mesmo após a morte, continua amigo de Deus, e continua a rogar pelos pecadores que a ele recorrem como intercessor.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A oração pelos mortos nunca foi invenção da Igreja Católica.</span></p><p><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">503 – A doutrina do Purgatório</span></strong></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">É bom ficar claro que era costume dos Judeos, após a morte de alguém, rezar durante onze meses seguidos a Deus, para que apressasse a purificação da alma do falecido. Rezava-se a Qaddish, palavra que deriva de Qaddosh, ou seja santo, para pedir a santificação da alma da pessoa morta. Os judeus já praticavams isso baseados no livro dos Macabeus. No livro II dos Macabeus se afirma que <em>&#8220;É um santo e saudável pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados&#8221;</em> (II Mac. 12 , 46). </span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> Presenciamos no Antigo Testamento:</span><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> &#8220;E, tendo feito uma coleta, (Judas Macabeu) mandou doze mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos (&#8230;) É, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados&#8221; (II Mac 12, 43).</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Documento mais antigo e mais autênticos do que a própria Sagrada Escritura não há. Logo, fica evidente que a Igreja Católica não inventou o purgatório. Em São Mateus se lê que Cristo disse: <em>&#8220;Todo o que disser alguma palavra contra o Filho do homem, lhe será perdoado; porém o que a disser contra o Espírito Santo não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no futuro&#8221;</em> (Mt. 12, 31-32). Isto supõe a possibilidade de haver um perdão na outra vida. <em> </em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Portanto, há pecados que são perdoados no mundo futuro. Com essas palavras Cristo nos ensinou que há pecados que Deus perdoa após a morte. Muito cristãos ensinavam sobre o purgatório: <em>Tertuliano (160-220) na carta (De Monogamia 10) prega o purgatório; Clemente de Alexandria em 202, um dos teólogos mais importantes de Alexandria, explicou o Purgatório (Stromata, 6:14,in ANF,II:504); S. João Crisóstomo (349-407) dizia: “Os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real utilidade.” (In Philipp. III 4, PG 62, 204); Sto. Agostinho (+430), pregou o Purgatório; A oração pelos mortos no purgatório está no livro 2 Macabeus 12,43-46.</em> </span></p><p><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">608 – Começo do Papado</span></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Não se pode esperar encontrar nos primeiros séculos um exercício do Papado (ou das faculdades entregues por Jesus a Pedro e seus sucessores) tão nítido quanto nos séculos posteriores. Isto se deve as dificuldades de comunicação e transporte. Como quer que seja, podemos tecer a história do exercício dessas funções nos seguintes termos: A Sé de Roma sempre teve consciência de que lhe tocava, em relação ao conjunto da Igreja, uma tarefa de solicitude, com o direito de intervir onde fosse necessário, para salvaguardar a fé e orientar a disciplina das comunidades. </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Eis algumas expressões do primado do Bispo de Roma:</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">No século II houve, entre Ocidentais e Orientais, divergências quanto à data de celebração da Páscoa. Os cristãos da Ásia Menor queriam seguir o calendário judaico, celebrando-a na noite de 14 para 15 de Nisã (daí serem chamados quartordecimanos), independentemente do dia da semana, ao passo que os Ocidentais queriam manter o domingo como dia da Ressurreição de Jesus (portanto, o domingo seguinte a 14 de Nisã); o Bispo S. Policarpo de Esmirna foi a Roma defender a causa dos Orientais junto ao Papa Aniceto em 154; quase houve cisão da Igreja. S. Ireneu, Bispo de Lião (Gália) interveio, apaziguando os ânimos. Finalmente o Papa S. Vítor (189-198) exigiu que os fiéis da Ásia Menor observassem o calendário pascal da Igreja de Roma, pois esta remontava aos Apóstolos Pedro e Paulo.</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></em></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Aliás, S. Ireneu (+202 aproximadamente) dizia a respeito de Roma: “Com tal Igreja, por causa da sua peculiar preeminência, deve estar de acordo toda Igreja, porque nela… foi conservado o que a partir dos Apóstolos é tradição” (Contra as Heresias 3, 2). Muito significativa é a profissão de fé dos Bispos Máximo, Urbano e outros do Norte da África que aderiram ao cisma de Novaciano, rigorista, mas posteriormente resolveram voltar à comunhão da Igreja sob o Papa S. Cornélio em 251: “Sabemos que Cornélio é Bispo da Santíssima Igreja Católica, escolhido por Deus todo-poderoso e por Cristo Nosso Senhor. Confessamos o nosso erro… Todavia nosso coração sempre esteve na Igreja; não ignoramos que há um só Deus e Senhor todo-poderoso, também sabemos que Cristo é o Senhor…; há um só Espírito Santo; por isto deve haver um só Bispo à frente da Igreja Católica” (Denzinger-Schõnmetzer, Enchiridion 108 [44]).</span></em></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O Papa Estevão I (254-257) foi o primeiro a recorrer a Mt 16, 16-19, ao afirmar contra os teólogos do Norte da África, que não se deve repetir o Batismo ministrado por hereges, pois não são os homens que batizam, mas é Cristo que batiza. A partir do século IV, o recurso a Mt 16, 16-19 se torna freqüente. No século V, o Papa Inocêncio I (401-417) interveio na controvérsia movida por Pelágio a respeito da graça; num de seus sermões S. Agostinho respondeu ao fato, dizendo: “Agora que vieram disposições da Sé Apostólica, o litígio está terminado (causa finita est)” (serm. 130, 107).</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">No Concílio de Calcedônia (451), lida a carta do Papa Leão I, a assembléia exclamou: <em>“Esta é a fé dos Pais, esta é a fé dos Apóstolos. Pedro falou através de Leão”.</em></span><em> </em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O Papa Gelásio I declarou entre 493 e 495 que a Sé de Pedro (romana) tinha o direito de julgamento sobre todas as outras sedes episcopais, ao passo que ela mesma não está sujeita a algum julgamento humano. Em 501, o Synodus Palmaris de Roma reafirmou este princípio, que entrou no Código de Direito Canônico: “Prima sedes a nemine iudicatur, – A sé primacial não pode ser julgada por instância alguma” (cânon 1629). Em suma, quanto mais o estudioso avança no decurso da história da Igreja, mais nitidamente percebe a configuração do primado de Pedro, ocasionada pelas diversas situações que o povo de Deus foi atravessando.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O título de papa é dado ao Bispo de Roma já por Tertuliano (+220 aproximadamente) no seu livro De pudicitia XIII 7, onde se lê: <em>“Benedictus papa”</em>. É encontrado também numa inscrição do diácono Severo (296-304) achada nas catacumbas de São Calixto, em que se lê: “iussu p(a)p(ae) sul Marcellini” (=”por ordem do Papa ou pai Marcelino”). No fim do século IV a palavra Papa aplicada ao Bispo de Roma começa a exprimir mais do que afetuosa veneração; tende a tornar-se um título específico. Tenha-se em vista a interpelação colocada por S. Ambrósio (+397) numa de suas cartas: “Domino dilectissimo fratri Syriaci papae” (=”Ao senhor diletíssimo irmão Siríaco Papa”) (epístola 42). O Sínodo de Toledo (Espanha) em 400 chama Papa (sem mais) o Bispo de Roma. São Vicente de Lerins (falecido antes de 450) cita vários Bispos, mas somente aos Bispos Celestino I e Sixto III atribui o título de Papa.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Veja os links :</span></p><ol><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A origem da Igreja Católica e do Papado</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/sao-pedro-rocha-que-firma-igreja-fe/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">São Pedro, rocha firme de fé inabalável</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/o-chefe-humano-da-igreja-divina/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O chefe humano da Igreja divina</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/era-mesmo-cristao-o-catolicismo-romano/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Erá mesmo Cristão o Catolicismo Romano ?</span></a></li></ol><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">787 – Culto às imagens</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Desde os primeiros séculos os cristãos pintaram e esculpiram imagens de Jesus, de Nossa Senhora, dos Santos e dos Anjos, não para adorá-las, mas para venerá-las. As catacumbas e as igrejas de Roma, dos primeiros séculos, são testemunhas disso. Só para citar um exemplo, podemos mencionar aqui o fragmento de um afresco da catacumba de Priscila, em Roma, do início do século III. É a mais antiga imagem da Santíssima Virgem, uma das mais antigas da arte cristã, sobre o mistério da Encarnação do Verbo. Mostra a imagem de um homem que aponta para uma estrela situada acima da Virgem Maria com o Menino nos braços. O Catecismo da Igreja traz uma cópia dessa imagem (Ed. de bolso, Ed. Loyola, pag.19). </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os cristãos usavam imagens nos lugares de culto, nos cemitérios e nas catacumbas. Sabiam que a proibição de fazer imagens em Ex 20,4 era contingente ou devida ao perigo de idolatria que ameaçava o povo de Israel cercado de nações pagãs. Ademais o fato de que Deus apareceu sob forma visível no mistério da Encarnação parece um convite a reproduzir a face humana do Senhor e dos seus amigos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">As primeiras imagens eram inspiradas pelo texto bíblico (cordeiro, Bom Pastor, pomba, peixe, âncora, Daniel, Moisés); mas podiam também representar o Senhor, a Virgem Maria, os santos Apóstolos e mártires. Desde os inícios da arquitetura sacra, as igrejas foram enriquecidas com imagens tanto a título de ornamentação quanto a título de instrução dos iletrados.</span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">No século IV, ouve-se uma ou outra voz contrária às imagens; assim a do concílio regional de Elvira (cerca de 306). O Papa S. Gregório Magno († 604), porém, escrevia a Severo, bispo de Marselha, que mandara destruir imagens por causa do perigo de falso culto: “Era preciso não as quebrar, pois as imagens não foram colocadas na igreja para ser adoradas, mas apenas para instruir as mentes dos ignorantes” (ep. 9,105).</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Veja os links : </span></p><ol><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/apologetica/imagens-e-idolos/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Imagens e Ídolos</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/apologetica/a-controversia-das-imagens-2/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A controvérsia das Imagens</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/apologetica/protesto-de-volta-ao-mundo-i/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Deus proíbe a confecção de imagens ?</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/apologetica/o-uso-de-imagens-na-santa-igreja/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O uso de Imagens na Santa Igreja</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/apologetica/imagens-santos/adorar-imagens/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Adorar imagens?</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/apologetica/imagens-santos/porque-ter-imagens-em-igrejas-e-rezar-aos-pes-delas-ja-que-nao-possuem-espiritos/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Porque ter imagens em igrejas e rezar aos pés delas, já que não possuem espíritos?</span></a></li></ol><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1000 – Canonização dos santos</span></strong></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A canonização do Santo se inspira, antes, em costumes bíblicos: o autor do Eclesiástico escreveu o <em>“Louvor dos Pais(Enoque, Noé, Isaque, os justos&#8230;)”, redigindo desta forma o primeiro catálogo ou cânon dos Santos de Israel.</em>(Eclo 44,51)</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">As fontes históricas mostram que, na segunda metade do século II, estabeleceu-se o belo costume de celebrar a Eucarística em cima do túmulo dos mártires, no dia do aniversário da sua morte, para invocar a sua intercessão.  O primeiro tipo de Cristão cultuado pelos fiéis é o do mártir. Este desde cedo foi tido como o imitador mais perfeito de Cristo, já que o Senhor disse que <em>“ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” </em>Jo 15,13</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Conscientes disto, os antigos cristãos recolhiam reverentes as relíquias dos mártires e anualmente comemoravam o seu natalício(sua entrada na glória celeste), celebrando junto ao túmulo dos mesmos o Santo sacrifício da Missa. A mais antiga forma de canonização, atestada por documentos do séc. II, como por exemplo a de São Policarpo de Esmirna na Ásia Menor. No ano 155, em Esmirna, Policarpo é colocado na fogueira. Milagrosamente as chamas não o queimaram. Seus inimigos, então, o apunhalaram até a morte e depois queimaram o seu corpo numa estaca. Depois de tudo terminado, seus discípulos tomaram o restante de seus ossos e o colocaram em uma sepultura apropriada. </span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Já nos primeiros séculos, nota-se o cuidado das autoridades da Igreja em não permitir a veneração de qualquer aparente vítima da perseguição. Os bispos examinavam as “Atas do mártires”, isto é, o testemunho referente a cada cristão perseguido e morto por amor a fé. Uma vez reconhecido um autêntico herói, a comunidade cristã a que ele pertencia, enviava as demais uma carta circular(Ata) narrando o glorioso martírio do Santo, a fim de se edificarem os irmãos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Veja os links :</span></p><ol><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/apologetica/imagens-santos/intercessao-dos-santos/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Intercessão dos Santos</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/apologetica/imagens-santos/os-santos-inconsciencia-mortos/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os Santos e a “inconsciência” dos mortos</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/apologetica/imagens-santos/a-invocacao-a-veneracao-e-as-reliquias-dos-san7tos-e-as-sagradas-imagens/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A invocação, a veneração e as Relíquias dos Santos, e as sagradas Imagens </span></a></li></ol><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1100 – Culto aos anjos</span></strong></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A existência dos seres espirituais, não corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição. Enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade. São criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis. Disto dá testemunho o fulgor de sua glória.(CIC 328,330)</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Não é necessário enumerar muitos testemunhos patrísticos; é unanime entre os antigos escritores cristãos a crença na existência dos anjos bens e maus. </span><em> </em></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">S. Agostinho(+ 430) : “Aos anjos não se oferece sacrifício; somente os veneramos com amor,”(A Cidade de Deus 10,7)</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Ambrósio de Milão(+397):”Devemos rezar aos anjos que nos são dados com guardiões”(De Viduis 9,55)</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Gregório Taumaturgo(+270):” Santos Anjos de Deus, que desde a minha juventude me tem protegido&#8230;”(Orat. Ad Orig. 4)</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Jerônimo: “Os anjos cuidam e velam até pelos pormenores do cosmos”(Comm. In. Eccles 10,20)</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">João Crisóstomos (+407):”Que há de melhor, diga-me? Falar do vizinho e da vida alheia, bisbilhotar tudo, ou se entregar com os anjos e com as coisas feitas para nos enriquecer?”(Hom. In Io. 18)</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Muito tempo antes da data estipulada em sua pergunta, já se falava e cultuava os anjos.</span></p><p><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1100 – O sacrifício da missa</span></strong></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A Missa foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, na última quinta feira de sua vida mortal, conf. Mt 26,28; Mc 14,24; Lc 22,20; 1Cor 11,25. Aparece entre os primeiros cristãos, inclusive é citada nos Atos dos Apóstolos: <em>&#8220;No primeiro dia da semana, tendo-nos nós reunidos para a fração do pão&#8230;&#8221;</em> (At 20,7). E Fazia parte do primeiro Catecismo cristão: <em>&#8220;Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro.&#8221;</em> (Didaqué, XIV,1).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">São Paulo ensina:”<em>Todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha</em>”(I Cor 11,26). A missa atualiza o sacrifício da  cruz, a missa é real e verdadeiro sacrifício, essencialmente idêntico àquele da cruz. Pois Jesus deu a possibilidade de atualizar o sacrifício da cruz por intermédio da repetição da última ceia.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A eucaristia, entre os primeiros Cristãos, se chamava de <em>&#8220;fração do pão</em>&#8220;. Foi o gesto que Jesus usou na última ceia quando consagrou o pão para distribuí-lo aos discípulos. Foi por este gesto que os discípulos de Emaús reconheceram Jesus após a ressurreição. Mais tarde, chamou-se eucaristia(ação de graças), banquete do Senhor. Por último, chamou-se &#8220;<em>missa</em>&#8220;, palavra usada para a despedida do povo, depois celebração. Do século VI em diante, ficou reservada apenas para a ação eucarística. No iníciom celebrava-se a eucaristia no primeiro dia da semana, o domingo, porque recordava a Páscoa. No século IV, celebrava-se também às quartas e sextas-feiras. No tempo de Santo Ambrósio, diariamente.<br /> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O primeiro a usar a palavra Missa no sentido atual foi provavelmente S. Ambrósio (+ 397) na epístola 20,4. S. Agostinho (+ 430) escrevia: <em>&#8220;Eis que após o sermão se faz a missa (= despedida) dos catecúmenos; ficarão apenas os fiéis batizados&#8221; (serm. 49,8).</em></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Papa Clemente I de Roma: <em>“E não será pequena a vossa falta se depuserdes do episcopado aqueles que oferecem, de maneira irrepreensível e santa, a Eucaristia”(1. Carta aos Coríntios 44,4)</em></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Tertuliano de Cartago: <em>“Lêem-se as Escrituras, cantam-se os Salmos, fazem-se sermões e se oferecem preces”</em>(Da alma 9,4)</span></p><p><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1123 – Celibato dos sacerdotes</span></strong></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os protestantes nunca entram em acordo quando se trata de acusar a Igreja Católica e, como na verdade estão mentindo, não se importam em reescrever a história a seu favor. É por isto que você vai encontrar diversas datas referentes à suposta criação do celibato.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O celibato é bíblico, São Paulo ao tratar do problema diz: <em>&#8220;O que está sem mulher está cuidando das coisas que são do Senhor, de como há de agradar a Deus; mas o que está com mulher está cuidadoso das coisas que são do mundo, de como há de dar gosto à sua mulher e anda dividido. E a mulher solteira ou virgem cuida nas coisas que são do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito, mas a que é casada cuida nas coisas que são do mundo, de como agradará ao marido&#8221;</em> (I Cor. VII, 32-35). E disse ainda: <em>&#8220;Digo também aos solteiros e às viúvas que lhes é bom se permanecerem assim, como também eu&#8221;</em> (I Cor. VII, 8). O que parece, São Paulo exalta a superioridade do celibato e da virgindade sobre o matrimônio, embora ele também diga que casar é bom. Por este motivo, a igreja sempre levou em consideração e defendeu o celibato dos sacerdotal.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Dentre os Apóstolos, parece que alguns foram, ou eram casados, mas desde que decidiram seguir a Cristo, deixaram tudo. Por isso Cristo disse: <em>&#8220;Todo aquele que deixar por amor de meu nome a casa, ou os irmãos, ou as irmãs, ou o pai ou a mãe, ou a mulher, ou os filhos, ou as fazendas, receberá cento por um e possuirá a vida eterna&#8221;</em> (Mt 19, 29).</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Tertuliano(+222),  já dizia: <em>“os clérigos são celibatários voluntários“.</em></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Veja também: </span></p><ol><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/o-celibato-sacerdotal/">O Celibato Sacerdotal</a> </span></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/magisterio/o-celibato-clerical/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O Celibato Clerical</span></a></li></ol><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1546 – A tradição ganha a mesma autoridade da Bíblia</span></strong></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Dá-se o nome de Tradição à doutrina revelada por Deus que não está contida na Escritura, tendo-se conservado por diversos meios. A Tradição chegou até nós por meio da pregação, da própria vida da Igreja, dos escritos dos Padres da Igreja, da Liturgia e de outras formas. Desde que acompanhada das devidas condições, a Tradição tem o mesmo valor que a Sagrada Escritura, porque também ela é Palavra de Deus, fielmente transmitida até nós. </span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os protestantes negam-lhes qualquer valor, e, procedendo assim, contradizem ao mesmo tempo a razão e a Escritura. A tradição inicial, ou seja, a pregação dos Apóstolos, é anterior à Sagrada Escritura, e durante muitos anos foi a única regra de fé. Com efeito, a pregação dos Apóstolos começou no próprio ano da morte de Cristo(ano 33). Pelo contrário, os livros da Sagrada Escritura só começaram a ser escritos desde o ano 50 ao ano 100, e sobretudo não foram conhecidos pela Igreja universal, senão no decorrer dos primeiros séculos, pois ao principio só eram conhecidos pelas Igrejas particulares a que se destinavam. Logo, uma de duas: ou, durante esses primeiros anos e séculos, não havia na Igreja fonte alguma de fé, o que é inadmissível, porque equivaleria a dizer que então não havia fé; ou é necessário admitir uma fonte de fé distinta da Escritura, a saber, a Tradição ou ensino dos Apóstolos e seus sucessores.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Prova-se pela Sagrada Escritura que o ensino da Igreja é fonte de fé. </span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Pelas palavras de Cristo. Cristo disse aos Apóstolos: <em>“Ide pelo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.”</em>(Mc 16,15), e não <em>“Ide e escrevei livros”;</em> e <em>“Quem vos ouve, a Mim ouve”(Lc 10,16) , e não “quem vos lê”.</em></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Pelo ensino de S. Paulo, que escreve assim aos fiéis de Tessalonica:<em>”Conservai-vos firmes na fé, e guardai as tradições que aprendeste, que pela nossa pregação, quer pela nossa carta ”(2 Tess. 2,14)</em>. Aqui dá exatamente o mesmo valor, como fonte de fé, à sua Carta(Escritura) e à sua pregação(Tradição)</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Diz também, a Timóteo: <em>“O que ouviste de minha boca diante de muitas testemunhas, confia-o a outros homens fiéis, capazes de instruir os outros”(2 Tm 2,2). </em></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">São João disse também, na sua Segunda Carta:<em>”Embora tivesse muitas coisas a escrever-vos, não o quis fazer por meio de tinta e papel, pois espero ver-vos e falar-vos de viva voz.”(2 Jo 12)</em></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Tanto a razão como a Escritura mostram, pois, o valor da Tradição como fonte de fé. E os protestantes devem aceitá-las se é verdade que respeitam o ensino da Escritura.</span></p><p><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Testemunho da Igreja Primitiva</span></strong><em> </em></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Papa Clemente I de Roma</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Renunciemos, portanto, às nossas vãs preocupações e retomemos à gloriosa e venerada regra da nossa Tradição”(1. Carta aos Coríntios)</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Papias de Hierápolis (65 dC e 155 dC)  escritor do primeiro terço do século II e um dos primeiros líderes da igreja cristã, canonizado como santo</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Caso viesse alguém que tivesse convivido com os presbíteros, eu procurava saber os ditos dos presbíteros, isto é, o que haviam ensinado André, Pedro, Felipe, Tomé, João, Mateus ou outros discípulos do Senhor(&#8230;) Estava convencido de que a leitura dos Livros não retiraria tanto proveito quanto da voz viva e permanente”(Fragmento citado na História Eclesiástica de Eusébio 3,29)</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Hipólito de Roma</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Justamente por não observarem as Sagradas Escrituras e não guardarem a Tradição de algumas santas pessoas é que hereges criaram essas[ímpias] doutrinas.”(Refutação de Todas as Heresias 1, Prefácio)</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Gregório de Nissa</span></em></p><p><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Se um problema é desproporcional ao nosso raciocínio, o nosso dever é permanecer bem firmes e irremovíveis na Tradição que recebemos da sucessão dos Padres”(Quod non sint três dii)</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Veja os links:</span></p><ol><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/doutrina/biblia/a-sagrada-tradicao-apostolica-da-igreja/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A sagrada tradição apostólica da Igreja</span></a></li><li><a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/doutrina/a-interpretacao-da-biblia/"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A Interpretação da Bíblia </span></a></li></ol><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1870 – A infalibilidade papal</span></strong></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A Igreja, que é depositária da Palavra de Deus, a qual é imutável, não pode tirar ou acrescentar nada. Quando a Igreja define solenemente um novo dogma, não estabelece uma nova verdade, não contida na Escritura e na Tradição; mas, pelo contrário, declara que essa verdade está contida na Sagrada Escritura e na Tradição, e que portanto devemos admiti-la.`</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A infalibilidade do Papa é um dogma que tem fundamento na Sagrada Escritura. <em>A) Se o Papa ensinasse o erro, o inferno, isto é, o demônio, espírito do erro e de mentira, prevaleceria sobre a Igreja, o que vai contra a promessa de Cristo. B) Cristo garantiu a Pedro que a sua fé não desfaleceria, e encarregou-o de confirmar nela os seus irmão. Mas, como poderia confirmá-los na fé se ele mesmo os induzisse em erro?</em></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">É bom lembrar ainda, que Cristo nomeou São Pedro chefe da sua Igreja; Porém, era necessário que Pedro tivesse sucessores, porque os poderes que Jesus lhe confiou não foram para o bem pessoal do Apóstolo, mais sim para o bem da Igreja, que, segundo a promessa de Cristo, há de durar até o fim dos tempos. O Papa que é o Vigário de Cristo aqui na terra, e sucessor de São Pedro não faz senão seguir o exemplo daquele que fora chamado a confirmar os filhos da Igreja na fé. </span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A infalibilidade do Papa encontra-se implicitamente contida na promessa que fez Jesus a Pedro, deste ser “pedra” fundamental de sua Igreja, “clavigero” do Reino dos Céus, “pastor” fundamental do seu rebanho. Falível, o Papa não seria fundamento seguro , clavigero e pastor digno de confiança.</span></p><p><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1950 – A assunção de Maria é declarada artigo de fé</span></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Antes do século IV não há notícia a respeito do fim da vida terrestre de Maria SS.</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">.. S. Epifânio(+403) aborda o assunto: “<em>A Sagrada Escritura não diz se Maria morreu    , se foi sepultada ou se não foi sepultada&#8230;Conservou absoluto silêncio por causa da grandeza do prodígio, a fim de não deixar assombrados os espíritos dos homens. Quanto a mim, não ousou falar disso. Conservo a questão em minha ente e me calo</em>”(Panarion, Haer. 78, nm. 10s)</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Cito também como obra do século IV um sermão de Timóteo, presbítero de Jerusalém, que cita uma tradição referente à imortalidade de Maria:</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Uma espada transpassara a tua alma!&#8230;Desta palavras muitos concluíram que a Mãe do Senhor, morta pela espada, obteve o fim glorioso que é o martírio. Mas não foi assim. A espada metálica divide o corpo e não a alma. Nem era possível que tal acontecesse, porque a Virgem, imortal até hoje, foi transladada a partir do lugar de sua ascensão por Aquele que nela fez a sua morada.”(Homilia sobre Simeão e Ana) </span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Como se vê, existia nos primeiros séculos a tendência a crer que Maria não morreu. Timóteo admitia a Assunção da Virgem. Ao mesmo tempo, uma corrente gnóstica afirmava que Maria se encontrava imortal, oculta em algum lugar da terra.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">No Oriente os séculos VIII e IX houve teólogos que afirmavam a Assunção corporal de Maria após sua morte e ressurreição; tais foram S. Modesto de Jerusalém(+634), S. Germano de Constantinopla(+733), S. André de Creta(+729), S. João Damasceno(+749), S. Teodoro Studita(+826), S. Jorge de Nicomédia(+ 880). Todavia firmou-se a crença na Assunção gloriosa, a tal ponto que o Imperador de Bizâncio Andronico II(1282-1328) promulgou um decreto que consagrava o dia 15 de agosto como festa solene da Assunção gloriosa de Maria; a arte sacra. A teologia e a piedade popular se fizeram ecos dessa crença implantada de modo geral.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A Assunção de Maria Santíssima é dogma de fé, definida pelo Papa, o único que possui as chaves dadas por Cristo para ligar e desligar na terra e no céu. A morte é castigo pelo pecado, quem foi preservado do pecado não deve morrer: <em>&#8220;Eis por que, assim como por um só homem o pecado entrou no mundo, e pelo pecado, a morte, assim a morte atingiu a todos os homens&#8221; (Romanos V, 12)</em>. Maria Santíssima, única criatura humana concebida sem pecado, foi portanto preservada da morte e levada por Deus aos céus em corpo e alma.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os protestantes reconhecem que Deus levou Enoch e Elias ao céu sem que tivessem morrido, mas não aceitam que o mesmo possa ter ocorrido com a Santíssima Virgem Maria. Nos ensina São Paulo de que:<em> &#8220;Pela fé, Henoc foi levado, a fim de escapar à morte e não foi mais encontrado, porque Deus o levara[...]&#8221; (Hebreus, 11,5); O livro de Reis fala de Elias, que subindo num carro de fogo, foi arrebatado por Deus, em corpo e alma. (2 Reis, 2, 1-11). </em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Fraterno amigo, com todo respeito, o melhor seria pegar esta bendita ferramente e jogar fora. Ela só serve para propagar heresias e mentiras, levando assim muitos ao caminha da perdição.<em> </em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><em></em></span></p> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">In corde Iesu et Mariae,</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"> </span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">Mendes Silva .<br /> </span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">Apostolado Spiritus Paraclitus</span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><br /> </span></address> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/resolvi-estudar-sobre-outras-vertentes-cristas-inclusive-o-tao-difamado-catolicismo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Por qual motivo a Igreja não larga as heresias ?</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/por-qual-motivo-a-igreja-nao-larga-as-heresias/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-qual-motivo-a-igreja-nao-larga-as-heresias</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/por-qual-motivo-a-igreja-nao-larga-as-heresias/#comments</comments> <pubDate>Wed, 11 Jan 2012 02:20:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=7651</guid> <description><![CDATA[Nome: J. A. Religião: Evangélico Estado: CE – Ceará Corpo da mensagem: Atualmente tenho cinqüenta... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/por-qual-motivo-a-igreja-nao-larga-as-heresias/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong>Nome:</strong> <span style="color: #003366;"><strong>J. A.</strong></span></span><br /> <span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong>Religião:</strong> <span style="color: #003366;"><strong>Evangélico</strong></span></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="font-size: small;"><strong>Estado:</strong> <span style="color: #003366;"><strong>CE – Ceará</strong></span></span><span style="font-size: small;"><br /> </span></span></p><p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Corpo da mensagem:</span></strong><br /> <strong></strong></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"><em><span style="font-size: small; color: #003366;">Atualmente tenho cinqüenta e nove anos e fui católico por mais de quarenta. Durante todo esse tempo não conhecia as Sagradas Escrituras (Bíblia). Fazia promessas, participava de procissões e outros rituais inerentes a fé católica, até que certas dificuldades cotidianas me levaram ao desejo impulsivo de conhecer com maior profundidade a vontade do meu Deus. Adquiri uma Bíblia, e tão grande fora a minha decepção a cada versículo lido. Ainda maior decepção ocorreu quando iniciei uma busca sobre a história da igreja.</span></em></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"><em></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"><em><span style="font-size: small; color: #003366;">Passei para uma igreja evangélica, porém com cautela, visando não cair em novas decepções. Tudo parecia estar em conformidade com as escrituras, mas percebi interesses políticos, financeiros, e outras coisas mais.</span></em></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"><em></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"><em><span style="color: #003366;"><span style="font-size: small;">Agora me dedico, solitariamente, a divulgar o Evangelho pelos meios que tenho acesso.</span><span style="font-size: small;"> Sei que a igreja católica prega coisas boas e faz obras boas. Fui aero navegante no interior da Amazônia e sou testemunha do trabalho incansável de missionários católicos no interior daquela região.</span></span></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"><em><span style="color: #003366;"><span style="font-size: small;">Apesar de tudo eu não consigo entender porque os líderes da igreja católica não retomam a Palavra de Deus e retira todas as heresias (e não são poucas) adquiridas ao longo do tempo. Sei que isso não é tarefa fácil e que “cabeças rolariam”; mas se no passado muitos sacrificaram suas próprias vidas por esta causa, já não está na hora de isso acontecer novamente?</span></span></em></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"><em></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"><em><span style="font-size: small; color: #003366;">A retratação do Papa pelos ocorridos em períodos passados não tem validade se a igreja não cancelar todas as convenções feitas a partir dos primórdios e reiniciar nova caminhada, desta vez sobre a exclusiva luz da Bíblia.</span></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">RESPOSTA</span></strong></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Caro J. A. agradecemos seu email recebido por nosso apostolado e desde já também gostaríamos de deixar nossa gratidão pela credibilidade a nós concedida por sua parte. Antes de mais nada gostaríamos que aqui ficasse também explícito que em nenhum momento iremos falar algo direcionado a atacar “A” ou “B” mas que única e exclusivamente iremos colocar exposta a Verdade sobre tudo que você expôs nesse breve comentário que fizeste. Iremos abordar por partes seus comentários para podermos melhor entendermos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">1.  <span style="color: #003366;"><em>“Atualmente tenho cinqüenta e nove anos e fui católico por mais de quarenta. Durante todo esse tempo não conhecia as Sagradas Escrituras (Bíblia). Fazia promessas, participava de procissões e outros rituais inerentes a fé católica, até que certas dificuldades cotidianas me levaram ao desejo impulsivo de conhecer com maior profundidade a vontade do meu Deus. Adquiri uma Bíblia, e tão grande fora a minha decepção a cada versículo lido.”</em></span></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Pelo o que podemos perceber nesse trecho meu caro colega há aqui um erro bem grave. Veja seria impossível que você pudesse conhecer as Sagradas Escrituras se você não a possuísse, pelo o que se pode analisar você veio a adquiri-la somente após ter saído da Santa Igreja, sendo assim a culpa não tem nada haver com a Mãe Igreja mas com uma certa comodidade e uma “<em>fé mecanizada</em>” de sua parte nesse período da sua vida que você mencionou. Os ritos que por você são mencionados são apenas uma pequena parcela daquilo que é realmente necessário à salvação e, de certa forma, se isso torna-se pra você um tipo de compra e troca com Deus como uma obrigação por ser católico e ter de participar de ritos como os mencionados, uma ora ou outra você acabaria (como aconteceu) perdendo totalmente a Fé de 2000 anos que alimenta a Igreja e passando a sentir apenas meras superficialidades. Outra coisa de notar-se é que você não menciona o Sacrifício da Santa Missa, que é imprescindível na Fé Católica, que é a fonte e o ápice de toda nossa Fé, é infinitamente maior do que qualquer outra expressão exterior de nossa fé e nos alcança todas as graças necessárias, como dizia São Bernado: “<em>Fica sabendo, ó cristão, que mais se merece participar devotamente de uma só Missa, do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a Terra</em>”. Ou como mencionava o Angélico Tomás de Aquino: “<em>Nenhum outro sacramento é mais salutar do que a Eucaristia. Pois, nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais. A Eucaristia é o memorial perene da paixão de Cristo, o cumprimento perfeito das figuras da antiga aliança</em>”. Sem isso é impossível ter-se um verdadeiro conhecimento de nossa Fé Católica!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Santa Teresa de Ávila:</span><br /> <em></em></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“Não há meio melhor para se chegar à perfeição”.</span></em><br /> <em></em></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem”.</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">São Bernardo:</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”.</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">S. Pio X: </span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Santo Agostinho:</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele.”</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Santa Teresinha:</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“Não é para ficar numa âmbula de ouro, que Jesus desce cada dia do céu, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma, onde ele encontra as sua delícias”.</span></em><br /> <em></em></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“Quando o demônio não pode entrar com o pecado no santuário de uma alma, quer pelo menos que ela fique vazia, sem dono e afastada da comunhão.”</span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> Essa é nossa Fé Católica, a Fé de Sempre, que nos capacita a todo o vivenciar dos mistérios contidos na Igreja.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">A ultima coisa a ser mencionada neste trecho meu caro é a respeito da aparente sede de conhecimento que impactou você e de sua busca individual por ela. Tomemos parte da história para relembrar-nos o mau que o uso e manipulação inoportunos e individuais das Sagradas Escrituras podem ocasionar, só é pegarmos o que aconteceu com Lutero (Pai do protestantismo e autor do Livre Exame da Bíblia) que depois de 1500 anos sendo resguardada pela Igreja Católica (A Bíblia) achou que a mesma não sabia de nada e decidiu espalhar a seu bel prazer as Sagradas Escrituras e a reinterpretá-la. Resultado, Lutero amargurado cinco anos depois de ter se desligado da Igreja Católica disse: “Há tantas seitas e crenças como cabeças, esta nega o batismo, aquele os sacramentos, aquele outro crê que há um terceiro mundo, entre este e o dia do julgamento final. Uns dizem que Cristo não é Deus; estes dizem uma coisa e aqueles dizem outra. Não há rústico, por mais rude que seja que não sonhe ou imagine de ser inspirado pelo Espírito Santo e não se tenha por profeta” (Grisar: Luther IV, 386-407). A leitura fundamentalista (ao pé da letra) feita por Lutero e depois “eternizada” por seus seguidores, desligadas da árvore docente da Igreja causaram um estrago enorme que é visível muito mais ainda nos dias de hoje, basta querer enxergar (sugerimos a você a seguinte leitura contida neste endereço a respeito desse perigo: <a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/doutrina/biblia/leitura-fundamentalista-heresiarcas-e-a-sagrada-escritura/">http://www.paraclitus.com.br/2011/doutrina/biblia/leitura-fundamentalista-heresiarcas-e-a-sagrada-escritura/</a>). </span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">O múnus de interpretação foi dado única e exclusivamente à Igreja que é um dos mais importantes fundamentos de unidade de nossa Fé    , a isto nos ensina nossos Concílios em nossa Sagrada Tradição e Magistério:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“<em>Deus dispôs amorosamente que permanecesse integro e fosse transmitido a todas as gerações tudo quanto tinha revelado para salvação de todos os povos. Por isso, Cristo Senhor, em quem toda a revelação do Deus altíssimo se consuma</em> (cfr. 2 Cor. 1,20; 3,16-4,6), <em>mandou aos Apóstolos que pregassem a todos, como fonte de toda a verdade salutar e de toda a disciplina de costumes, o Evangelho prometido antes pelos profetas e por Ele cumprido e promulgado pessoalmente (1), comunicando-lhes assim os dons divinos. Isto foi realizado com fidelidade, tanto pelos Apóstolos que, na sua pregação oral, exemplos e instituições, transmitiram aquilo que tinham recebido dos lábios, trato e obras de Cristo, e o que tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo, como por aqueles Apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação (2).  Porém, para que o Evangelho fosse perenemente conservado integro e vivo na Igreja, os Apóstolos deixaram os Bispos como seus sucessores, «entregando lhes o seu próprio ofício de magistério». Portanto, esta sagrada Tradição e a Sagrada Escritura dos dois Testamentos são como um espelho no qual a Igreja peregrina na terra contempla a Deus, de quem tudo recebe, até ser conduzida a vê-lo face a face tal qual Ele é </em>(cfr. 1 Jo. 3,2)”. (CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI VERBUM , SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA, §7)</span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">E continua no parágrafo posterior a afirmar:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“<em>E assim, a pregação apostólica, que se exprime de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se, por uma sucessão contínua, até à consumação dos tempos. Por isso, os Apóstolos, transmitindo o que eles mesmos receberam, advertem os fiéis a que observem as tradições que tinham aprendido quer por palavras quer por escrito (cfr. 2 Tess. 2,15), e a que lutem pela fé recebida dama vez para sempre (cfr. Jud. 3)(4). Ora, o que foi transmitido pelos Apóstolos, abrange tudo quanto contribui para a vida santa do Povo de Deus e para o aumento da sua fé; e assim a Igreja, na sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmite a todas as gerações tudo aquilo que ela é e tudo quanto acredita.  Esta tradição apostólica progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo (5).</em>” (CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI VERBUM , SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA, §8)</span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Para maiores esclarecimentos a respeito sugerimos a seguinte leitura: <a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/doutrina/a-interpretacao-da-biblia/">http://www.paraclitus.com.br/2010/doutrina/a-interpretacao-da-biblia/</a>. </span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Para finalizar esta questão o grande Santo Agostinho dizia: “<em>Eu não acreditaria nem nos Evangelhos se não fosse a autoridade da Igreja</em>”. Caso não se tenha em conta isso nós podemos inventar qualquer coisa e colocarmos e as condicionarmos à Sagrada Escritura.  Como você disse em um outro trecho do email “agora me dedico, solitariamente, a divulgar o Evangelho pelos meios que tenho acesso”, não caia neste erro!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">&#8220;<em>Nenhum Protestante deveria citar a Escritura, porque ele não tem meios de saber quais são os livros inspirados; a menos que, é claro, queira aceitar a autoridade da Igreja Católica com relação à essa questão.</em>&#8221; Frei William Most.</span></p><p><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">2. <span style="color: #003366;">“<em>Ainda maior decepção ocorreu quando iniciei uma busca sobre a história da igreja. Passei para uma igreja evangélica, porém com cautela, visando não cair em novas decepções. Tudo parecia estar em conformidade com as escrituras, mas percebi interesses políticos, financeiros, e outras coisas mais.</em>”</span></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Deus, através de Seu Filhos e Nosso Senhor Jesus Cristo fundou apenas uma Igreja e não deu permissão para que ninguém fundasse outra. A História da Igreja é belíssima e se você ainda não encontrou este sentimento verídico é porque tem ido pelos caminhos errados, os Santos Padres e doutores da Igreja sempre nos ensinaram a respeito:</span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Santo Ireneu (140-202), mártir, foi disciplino de São Policarpo (mártir de Esmirna), que foi discípulo do evangelista  São João:“<em>Com efeito é à própria Igreja que foi confiado o dom de Deus. É nela que foi depositada a comunhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor da incorruptibilidade, confirmação da nossa fé e medida da nossa ascensão para Deus. Pois lá onde está a Igreja, ali está também o Espírito de Deus; e lá onde está o Espírito de Deus, ali está a Igreja e toda a graça.</em>”</span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> S. Clemente de Alexandria (†215), mártir:  “<em>Que estupendo mistério! Há um único Pai do universo, um único Logos do universo e também um único Espírito Santo, idêntico em todo lugar; há também uma única virgem que se tornou mãe, e me agrada chamá-la de Igreja.</em>”. (Paed.1,6)</span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">São Cipriano (†258) – Bispo de Cartago:“<em>A Esposa de Cristo não pode adulterar, é fiel e casta. Aquele que se separa dela saiba que se junta com uma adúltera, e que as promessas da Igreja já não o alcança. Aquele que abandona a Igreja não espere que Jesus Cristo o recompense, é um estranho, um proscrito, um inimigo. Não pode ter Deus por Pai no céu quem não tem a Igreja por mãe na terra</em>”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> Para melhor entendimento sugerimos as seguintes leituras:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">1. <a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/">http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/</a></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">2.<a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/doutrina/biblia/50-provas-do-primado-petrino-e-do-papado-tiradas-do-novo-testamento/">http://www.paraclitus.com.br/2010/doutrina/biblia/50-provas-do-primado-petrino-e-do-papado-tiradas-do-novo-testamento/</a></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">3. <a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/magisterio/por-que-sou-catolico-3/">http://www.paraclitus.com.br/2010/magisterio/por-que-sou-catolico-3/</a></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">4. <a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/magisterio/infabilidade-papal/">http://www.paraclitus.com.br/2010/magisterio/infabilidade-papal/</a></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">5. <a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/magisterio/quem-e-a-pedra-jesus-ou-pedro/">http://www.paraclitus.com.br/2010/magisterio/quem-e-a-pedra-jesus-ou-pedro/</a></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">3. <span style="color: #003366;">“<em>Sei que a igreja católica prega coisas boas e faz obras boas. Fui aero navegante no interior da Amazônia e sou testemunha do trabalho incansável de missionários católicos no interior daquela região.</em>”</span></span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Concordamos plenamente com você neste trecho, e como você disse somos testemunhas oculares disso, e isso é ser Igreja! </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Só a nível de um esclarecimento maior aqui vai mais algumas coisinhas:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">A Igreja Católica é a instituição com o maior número de prêmios Nobel do mundo,ou seja,a Pontifícia Academia de Ciências conta com o maior número de membros laureados com prêmio Nobel sendo que foram majoritariamente escolhidos como membros da Academia bem antes de serem premiados,e quem pensa que essa academia é um clubinho onde padres se reúnem ta bem enganado,muitos dos cientistas membros, provenientes de todo o mundo, não são católicos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pontif%C3%ADcia_Academia_das_Ci%C3%AAncias). </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Mas você:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Sabia que a Igreja Católica é a Maior Instituição de Caridade do Mundo?</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> Sabia que se a Igreja Católica saísse da África 60% das escolas e hospitais seriam fechados?</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> Sabia que quando a epidemia de Aids estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja pra cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo?</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> Que no Brasil até 1950 quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital?</span></p><p><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Links:</span></p><p style="text-align: justify;"><a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=jZeH9OQkFlY"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=jZeH9OQkFlY</span></a><br /> <a href="http://temaspolemicosigreja.blogspot.com/2010/10/igreja-catolica-maior-instituicao-de.html"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">http://temaspolemicosigreja.blogspot.com/2010/10/igreja-catolica-maior-instituicao-de.html</span></a><br /> <a href="http://jornalpartilha.blogspot.com/2007/10/histria-das-ipsss-em-portugal.html"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">http://jornalpartilha.blogspot.com/2007/10/histria-das-ipsss-em-portugal.html</span></a><br /> <a href="http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223380820T2vFD3xo1Yc47NV1.pdf"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223380820T2vFD3xo1Yc47NV1.pdf</span></a><br /> <a href="http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223380820T2vFD3xo1Yc47NV1.pdf"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223380820T2vFD3xo1Yc47NV1.pdf</span></a></p><p><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">A Igreja Católica mantém na:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">ÁSIA</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">(1.076 hospitais</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,3.400 dispensários</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,330 leprosários</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,1.685 asilos</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,3.900 orfanatos</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,2.960 jardins de infância</span>)<br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">África</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">(964 hospitais</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,5.000 dispensários</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,260 leprosários</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,650 asilos</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,800 orfanatos</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,2.000 jardins de infância</span>)<br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">América</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">(1.900 hospitais</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,5.400 dispensários</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,50 leprosários</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,3.700 asilos</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,2.500 orfanatos</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,4.200 jardins de infância</span>)<br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Oceania</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">(170 hospitais</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,180 dispensários</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">, 1 leprosario</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,360 asilos</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,60 orfanatos</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,90 jardins de infância</span>)<br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Europa</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">(1.230 hospitais</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">, 2.450 dispensários</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,4 Leprosários</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">,7.970 asilos</span><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">, 2.370 jardins de infância)</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">O Conselho Pontifício –Cor Unum – ( organismo da Santa Sé encarregado de promover e organizar as instituições de caridade e assistência da Igreja) publicou num CD , um guia com 1.100 organismos da Igreja comprometidos com a ação social-caritativo, que ajudam, principalmente, em casos de catástrofes ou necessidades, sem distinção de religião.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">4. <span style="color: #003366;"><em>“Apesar de tudo eu não consigo entender porque os líderes da igreja católica não retomam a Palavra de Deus e retira todas as heresias (e não são poucas) adquiridas ao longo do tempo. Sei que isso não é tarefa fácil e que “cabeças rolariam”; mas se no passado muitos sacrificaram suas próprias vidas por esta causa, já não está na hora de isso acontecer novamente?”</em></span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Caro José, a idéia de que a Igreja Católica adquiriu heresias é insustentável. Tanto é que ao longo da história, muitas foram combatidas pela Igreja, eis alguns exemplos: Os Judaizantes (Séc. I) , Gnosticismo (Sécs. I e II), Montanismo (final do Séc. II),  Sabelianismo (Princípio do Séc. III),  Arianismo (Séc. IV), Pelagianismo (Séc. V), Nestorianismo (Séc. V), Monofisismo (Séc. V), Iconoclastas (Sécs. VII e VIII), Catarismo (Séc. XI),Protestantismo (Séc. XVI),Jansenismo (Séc. XVII),Modernismo (Séc. XX), etc.  Outra, a Igreja depositaria da Palavra de Deus não pode equivocar-se e ensinar o erro, pois está escrito que: “é a Igreja de Deus vivo, COLUNA E SUSTENTÁCULO DA VERDADE” (I Tm 3,15). </span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Uma vez enquanto Sta. Teresinha desembarcava em uma cidade os repórteres, pasmos por tantos escândalos dentro da Igreja, perguntaram para ela qual era o problema, e ela serenamente respondeu: “Eu e você”. Isso é ser Igreja, quem erra não é e jamais será a Igreja, e sim eu e você. As Sagradas Escrituras (como ficou explícito no início) sempre fora central na vida da Igreja, mas nem tudo está contido nela. Em relação a isso também colocaremos a sua disposição algumas leituras para seu melhor entendimento:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">1. <a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/a-igreja-e-dona-da-verdade/">http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/a-igreja-e-dona-da-verdade/</a></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">2. <a href="http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/os-pecados-da-igreja/">http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/papado/os-pecados-da-igreja/</a></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">3. <a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/magisterio/a-igreja-e-imaculada-e-indefectivel/">http://www.paraclitus.com.br/2010/magisterio/a-igreja-e-imaculada-e-indefectivel/</a></span></p><p><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">5. <span style="color: #003366;"><em>“A retratação do Papa pelos ocorridos em períodos passados não tem validade se a igreja não cancelar todas as convenções feitas a partir dos primórdios e reiniciar nova caminhada, desta vez sobre a exclusiva luz da Bíblia.”</em></span></span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Não podemos confundir aqui José o que o Papa exorta com aquilo que é ou não seguido. O que o sucessor de Pedro anuncia como Pastor Universal da Igreja já é de fato autêntica mesmo que por alguns não seja seguida, como os Santos e Doutores nos ensinam:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">“Prova-se que sendo S. Pedro o Vigário de Jesus Cristo e o Pontífice romano sucessor de S. Pedro, este último é o herdeiro do seu poder. Está escrito no Cânone do concílio de Calcedónia:; “<em>Se algum bispo está acusado de infâmia, que ele tenha a liberdade de apelar ao bem-aventurado da antiga Igreja de Roma. Porque temos Pedro, nosso pai, por refúgio, e só a ele pertence o direito, no lugar de Deus, de conhecer a criminalidade de um bispo acusado, pelo poder das chaves que Deus lhe deu</em>”. E mais adiante: “<em>Que tudo o que ele decide seja aceite como do vigário do trono apostólico</em>”. S. Cirilo, patriarca de Jerusalém, disse falando na pessoa de Cristo: “<em>Tu por um tempo e eu eternamente, eu estarei com todos os que colocarei no teu lugar, pela autoridade e os sacramentos, como estou contigo</em>”. S. Cirilo diz, no seu livro Thesaurorum, que “<em>os Apóstolos afirmaram, no Evangelho, e nas suas Epístolas, que para a doutrina, Pedro e a sua Igreja tinham o lugar de Deus, dando-lhe a primazia em todas as reuniões e todas as assembleias, em todas as eleições e em todas as decisões</em>”, e mais adiante: “<em>Todos inclinam a cabeça diante dele (Pedro), de direito divino, e todos os primazes do mundo obedecem-lhe como ao Senhor Jesus</em>”. S. João Crisóstomo diz, falando na pessoa do Filho: “<em>Apascenta as minhas ovelhas’, quer dizer, está à cabeça dos teus irmãos, em meu lugar.</em>” (Santo Tomás de Aquino &#8211; Contra errores Graecorum, parte 2, c. 32, 33 e 35)</span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">A este seguimento de Unidade a mais de 20 séculos nos mantemos em total fidelidade ao Evangelho pregado por Cristo e repassado aos apóstolos, não precisamos de uma nova caminhada, o Caminho continua a ser o mesmo de sempre, Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Imaculada Igreja Santa e Católica:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">&#8220;<em>Levemos em conta que a própria tradição, ensinamento e fé da Igreja Católica, desde o princípio, dadas pelo Senhor, foi pregada pelos Apóstolos e foi preservada pelos Pais. Nisto foi fundada a Igreja; e se alguém se afasta dela, não é e nem deve mais ser chamado Cristão.</em>&#8221; Santo Atanásio, Carta a Serapião de Thmuis, 359 D.C..</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">&#8220;<em>A Igreja é Santa, a Única Igreja, a Verdadeira Igreja, a Igreja Católica, lutando sempre contra todas as heresias. Ela pode lutar, mas não pode ser derrotada. Todas as heresias são expulsas por Ela, como os galhos pendentes são arrancados de uma vinha. Ela permanece presa à sua raiz, em Sua vinha, em Seu amor. As portas do inferno não prevalecerão contra ela</em>&#8220;. Santo Agostinho de Hipona, Sermão aos Catecúmenos sobre o Credo, 6,14, 395 D.C.</span><br /> <span style="font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">A isso somos chamados meu caro amigo, a esta bela unidade do corpo místico de Cristo que é sua Igreja, lembremos também que não foi a Bíblia que construiu a Igreja e sim o contrário, juntamente com nossa Tradição e Magistério as Sagradas Escrituras são fontes fundamentais de nossa Fé e de nossa história bimilenar, sugerimos a você que retorne e dê uma chance verdadeira à Igreja de Deus para juntamente descobrirmos seus belos e Eternos Mistérios Divinos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><em><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Ivanildo Oliveira Maciel Junior / Mendes Silva</span></em></span><br /> <span style="color: #003366;"><em><span style="font-family: trebuchet ms,geneva;">Apostolado Spiritus Paraclitus</span></em></span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2012/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/por-qual-motivo-a-igreja-nao-larga-as-heresias/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Resposta aos comentários de um pseudo católico</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/resposta-aos-comentarios-de-um-pseudo-catolico/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resposta-aos-comentarios-de-um-pseudo-catolico</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/resposta-aos-comentarios-de-um-pseudo-catolico/#comments</comments> <pubDate>Thu, 08 Dec 2011 19:36:56 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=7402</guid> <description><![CDATA[LEITOR Nome: E. M. Religião: Católico Estado: AM – Amazonas Enviada em: 21 de novembro... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/resposta-aos-comentarios-de-um-pseudo-catolico/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><strong>LEITOR</strong></span></p> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong><span style="color: #003366;">Nome</span>:</strong> E. M.</span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong><span style="color: #003366;">Religião</span>:</strong> Católico</span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong><span style="color: #003366;">Estado</span>: </strong>AM – Amazonas</span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong><span style="color: #003366;">Enviada em</span>:</strong> 21 de novembro de 2011 08:33</span></address><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;">é notório perceber que o batismo infantil se retrata em criar quantidade de católicos e não qualidade, estratégia de nossa igreja pra dizer que somos numerosos, e infelizmente envergonhar a si mesma..tanto que a referencia bibliográfica nem se quer cita a bíblia..JESUS DISSE crê se seja batizado..depois enfatiza o crê NELE POR DUAS vezes..e as maravilhas dos crentes NELE..pela ordem cronológica não precisa nem dizer o que vem primeiro..MC 16;16..como pode um bebe crer em CRISTO…pq digo da igreja envergonhar a si mesma , pois a pessoa mente,bebe, fuma é viciada ..se envolve com pornografia vendo as novelas, adultera, rouba e depois diz ..EU SOU CATÓLICO fui batizado quando criança….e nem se quer sabe o que CRISTO disse…tenho a certeza que a igreja precisa parar de reescrever a biblia com esses dogmas que não tem fundamento na palavra de DEUS..querendo pegar um pedaço do texto solto juntar com outro e fazer interpretações equivocadas…PROV. 30;5-6, veja os padres se perdendo na vaidade e na luxuria …virando artistas do mundo…e celebridades, veja o PAPA gastando horrores para visitar um País em crise econômica.pra que tanto LUXO daqueles que vivem da FÉ..seguem realmente o exemplo de PEDRO no qual ele se espelha…por isso mais uma vez estamos sendo RIDICULARIZADOS com esse show M.I.S.S.A. que percorre o País..fora os bem aventurados (santos) que desfilaram na parada GAY…isso ta se tornando comum por nossa unica culpa ..de quer quantidade ao invés de qualidade (pecadores sim, mais adoradores de um único DEUS e um único MEDIADOR E SALVADOR ==JESUS CRISTO)</span></p><p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #003366; font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">RESPOSTA</span></strong><em><span style="color: #003366;"><br /></span></em></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Você se comporta como protestante além de estar impregnado de correntes modernistas, a perceber por seus comentários. Faça o favor ao menos de organizar o pensamento antes de escrever algo, assim  teremos menos trabalho buscando decifrar o que desejas expressar &#8211; não vi até então questionamento tão mal formulado sem ordem lógica alguma.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Devido à avalanche de questionamentos iremos dividir em etapas para melhor responder cada tópico.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><em>&#8220;é notório perceber que o batismo infantil se retrata em criar quantidade de católicos e não qualidade,</em><em> </em><em>estratégia de nossa igreja pra dizer que somos numerosos, e infelizmente envergonhar a si mesma..tanto que a referencia bibliográfica nem se quer cita a bíblia</em><em>.&#8221;<br /> </em></span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;"> É notório para quem? Para os católicos bem esclarecidos, isto não tem nada de notório. No mínimo é notório apenas para heresiarcas ou cismáticos, já que os mesmos abraçam o erro e se revoltam contra a autoridade com obstinação, pecando assim gravemente. Afinal, é típico de hereges negar um ponto da doutrina católica definido em virtude da infalível autoridade da igreja, procurando se apoiar nas escrituras para sustentar os seus erros.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Como ainda tens coragem de dizer: &#8220;<em>a nossa Igreja</em> ?&#8221; &#8211; A Igreja que conheço, nunca ensinou o que você vem afirmar. Ela se preocupa com a salvação das almas e não com quantidade. Você ao distorcer o que ensina a Igreja sobre o batismo de crianças acaba por aderir ao que ensina os protestantes – <em>duvido eu que você não seja um querendo se passar por católico</em>;  Muitos não aceitam o Batismo Católico, alegando que a criança não tem consciência do pecado e muitas vezes dizem que ela ainda nem pecou. Afirmam isso é um erro, sem nenhum conhecimento de causa.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Analisemos a situação das crianças a começar pelas palavras do Salmista, que diz: <em>&#8220;Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado.&#8221; (Salmo 50,7)</em>. Este versículo resume o que a Igreja ensinou desde sempre sobre o Pecado Original, ou seja, desde que Adão e Eva pecaram todos receberam deles a herança do pecado. Interessante que os protestantes dizem que a criança não tem consciência do pecado, mas em verdade a maioria dos homens ou quase todos os homens não tem consciência do próprio pecado, por isso o Salmista diz: <em>&#8220;quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas.&#8221; (Salmo 18,30). </em>Não tendo homens e crianças consciência do próprio pecado, eles não deixam de ser pecadores.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Você ainda comete outro erro grotesco em dizer que não existe referência bíblica. São Paulo, pelo que lemos, havia batizado uma família inteira. Na compreensão judaica da família e alianças, eram incluídos os idosos, os adultos, os servos, e as crianças. Nesse caso é evidente que tenha batizado também as crianças dessa família. Quando Pedro pregou sob a inspiração do Espírito Santo no dia de Pentecostes, ele estava falando para um público judeu (At 2:5-35).Pedro anunciou<em>, “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós e vossos filhos”.</em> (At 2:38-39). Se a prática do batismo infantil tivesse sido ilícita ou proibida, certamente teria sido explicitamente banida, principalmente para conter os judeus da aplicação de Batismo para seus filhos, como fizeram a circuncisão.  Mas não encontramos nenhuma proibição no Novo Testamento nem nos escritos dos Patriarcas, um silêncio que é muito profundo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Leve em conta também, que era de praxe circuncidar os meninos, ao oitavo dia de seu nascimento. Ora, se para eles sortia efeito a circuncisão, praticada com a mão “<em>para despojar a carne</em>”, não há duvida que às crianças também aproveite o Batismo, essa “<em>circuncisão de Cristo, a qual não é praticada por mão humana.</em>”(Cl 2,11). Ainda ensina o Apostolo, “<em>se pelo delito de um só, e por causa de um só, veio a reinar a morte, muito mais reinarão na vida, graças a um só, que é Jesus Cristo, todos quantos receberam abundantemente a graça e o dom da justificação.</em>”(Rm 5,17). Logo, se por culpa de Adão as crianças contraem o pecado original, tanto mais podem elas receber Cristo Nosso Senhor a graça e a justiça, para reinarem na vida. Isto, porém, seria absolutamente impossível sem o batismo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: small;"><span style="color: #000000;">Levando em consideração o que você diz:</span> ”<span style="color: #003366;">[...]<em>tanto que a referencia bibliográfica nem se quer cita a bíblia</em></span>” <span style="color: #000000;">– <em>deixando transparecer que és protestante</em> &#8211; Aproveito para ensinar um pequeno detalhe, bem  conhecido a todo bom Católico: “<em>Nem tudo se encontra na sagrada escritura.</em>”</span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: small; color: #000000;"> Veja o que ensina São João: “<em>Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e foi quem as escreveu: e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Há, porém, muitas outras coisas que Jesus fez. <strong> Se fossem escritas uma por uma</strong>, creio que o mundo não poderia conter os livros que se escreveriam.</em>” (Jo 21, 24-25;).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: small; color: #000000;">O conjunto das verdades reveladas por Deus, que foram entregues a Igreja e que o Magistério eclesiástico conserva é depósito da Revelação. A revelação esta contida na Sagrada Escritura e na Tradição: a) Uma parte das verdades reveladas foi escrita por aqueles a quem Deus as revelou, e é chamada a <em>Sagrada Escritura</em>; b) A outra parte não foi escrita, mais sim transmitida oralmente, e chama-se <em>Tradição</em>.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: small; color: #000000;">“<em>Conservai-vos firmes na fé, e guardai as tradições que aprendestes, quer pela nossa pregação, que pela carta.</em>”( 2 Ts 2, 14; ). Aqui dá exatamente o mesmo valor, como fonte de fé, à sua Carta(Escritura) e à sua pregação(Tradição)</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Em relação à tradição recebida, temos testemunhos autênticos e dignos de credibilidade dando sustento à prática até hoje realizada pela Igreja Católica:</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">&#8220;Do batismo e da graça não devemos afastar<strong> as crianças</strong>&#8221; (<strong>São Cipriano, ano 248 &#8211; Carta a Fido</strong>).</span></em></span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> &#8220;Ele (Jesus) veio para salvar a todos através dele mesmo, isto é, a todos que através dele são renascidos em Deus: </span><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">bebês, crianças, jovens e adultos</span></strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">. Portanto, ele passa através de toda idade, torna-se um bebê para um bebê, santificando os bebês; uma criança para as crianças, santificando-as nessa idade&#8230;(e assim por diante); ele pode ser o mestre perfeito em todas as coisas, perfeito não somente manifestando a verdade, perfeito também com respeito a cada idade&#8221; (<strong>Santo Irineu, ano 189 &#8211; Contra Heresias II,22,4</strong>).</span></em></span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> &#8220;Onde não há escassez de água, a água corrente deve passar pela fonte batismal ou ser derramada por cima; mas se a água é escassa, seja em situação constante, seja em determinadas ocasiões, então se use qualquer água disponível. Dispa-se-lhes de suas roupas, batize-se primeiro </span><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">as crianças</span></strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">, e se elas podem falar, deixe-as falar. Se não, que seus pais ou outros parentes falem por elas&#8221; (<strong>Hipólito, ano 215 &#8211; Tradição Apostólica 21,16</strong>).</span></em></span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> &#8220;A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar Batismo mesmo </span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong>as crianças</strong></span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">. Os apóstolos, aos quais foi dado os segredos dos divinos sacramentos sabiam que havia em cada pessoa inclinações inatas do pecado (original), que deviam ser lavadas pela água e pelo Espírito&#8221; (<strong>Orígenes, ano 248 &#8211; Comentários sobre a Epístola aos Romanos 5:9</strong>)</span></em></span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> “Este [<strong>o batismo infantil</strong>], a Igreja sempre teve, sempre manteve, o que ela recebeu da fé dos nossos antepassados; isso, ela guarda perseverantemente até o fim” (Santo Agostinho , Sermão. 11, De Verbo Apost) e “Quem é tão impiedoso  ao desejar excluir <strong>as crianças</strong> do reino dos céus proibindo-as de ser batizadas e nascidas de novo em Cristo?” (Agostinho, sobre o pecado original 2, 20).</span></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Como demonstrado, seus comentários em relação ao batismo infantil não possui  lógica nenhuma, contrariando até o que ensinava a igreja primitiva. O livre exame, no qual você tem sido contaminado é causa de tanta confusão, chagando ao ponto de fazer você ficar mais perdido que cego em tiroteio.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><em>..JESUS DISSE crê se seja batizado..depois enfatiza o crê NELE POR DUAS vezes..e as maravilhas dos crentes NELE..pela ordem cronológica não precisa nem dizer o que vem primeiro..MC 16;16.. como pode um bebe crer em CRISTO…</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Meu caro amigo filho da reforma, a oposição ao batismo infantil reside principalmente nos anabatista que teve origem no século XVI, e que foi fortemente contestada pelos reformadores Martinho Lutero e João Calvino(<em>desobedecem os próprio mentores</em>) que tanto consideravam o batismo infantil. Logo, seu questionamento aqui descrito não é novidade alguma.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Supondo eu, ter você desejado escrever “<em>bebê</em>” ao invés de “<em>bebe”</em>, darei prosseguimento a resposta.<em> A vida divina dada por meio do batismo, é a maior graça que alguém pode receber</em>.  Não se pode esperar que a criança cresça para que possa escolher o nome que deseja, a língua que deseja falar, o colégio que deseja estudar, a família com quem deseja viver. Sabe-se que essas coisas são um bem para ela, por isso, lhes são dadas antes que entenda. Ora, a vida divina também um bem como dito antes, sendo assim, deve ser levada em consideração. O fato de crianças não terem condição de fazer o ato de fé não é problema. Conforme Santo Agostinho, elas são batizadas na fé da Igreja. Agora, em que base a Igreja acredita que a fé de uma pessoa pode “ajudar” a outra?  As Escrituras estão cheias de exemplos onde Jesus estende a graça de cura para pessoas com base na fé dos outros.  Por exemplo, Jesus perdoa os pecados do paralítico com base na fé daqueles que o trouxeram.(Mt 9:2; Mc 2:3-5) Jesus cura o servo do centurião baseado na fé do centurião.(Mt 8:5-13) Jesus exorciza espírito impuro da criança baseado na fé do pai.(Mc 9:22-25) No Antigo Testamento, Deus salvou a vida do primeiro filho, durante a Páscoa com base na fé dos pais.(Ex 12:24-28). Devemos nos perguntar:<em> Se Deus está disposto a efetuar a cura física e espiritual para crianças baseado na fé de seus pais, quanto mais ele dará a graça do batismo para as crianças com base na fé de seus pais?</em>”</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Se fores católico realmente, esta na hora de comprar um Catecismo e começar a estudar.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366; font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><em>pq digo da igreja envergonhar a si mesma , pois a pessoa mente,bebe, fuma é viciada .. se envolve com pornografia vendo as novelas, adultera, rouba e depois diz ..EU SOU CATÓLICO fui batizado quando criança….e nem se quer sabe o que CRISTO disse[...] </em>veja os padres se perdendo na vaidade e na luxuria …virando artistas do mundo…e celebridades[...]</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Você se diz Católico (<em>ao meu ver é protestante</em>) e não conhece a própria doutrina, isto sim é uma vergonha. Para todos os não-católicos e, infelizmente, também para muitos maus católicos de hoje<em>(pelo visto você é um deles</em>), a Igreja é uma instituição meramente humana, constituída apenas por pecadores. É lamentável o fato de que o significado sobrenatural da palavra “Igreja” – a saber, a santa e imaculada Esposa de Cristo –  seja desconhecida da esmagadora maioria das pessoas. A Igreja é santa e incorruptível, por ter o próprio Cristo como sua cabeça, de onde lhe provém toda a santidade. Logo, a mesma não têm pecado algum; têm-no os seus filhos, estes que estão sujeitos a pecar, por maior que seja a sua dignidade. Muitos de seus filhos são santos, levam um vida altamente edificante e piedosa(<em>o que você não enxerga</em>), mas dentro dela há também homens que erram, são pecadores porque <em>o Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie.Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta.Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes.(Mt 13, 47-50) </em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Mesmo diante da infidelidade de alguns filhos da Igreja, a mesma permanece santa e imaculada, o fato de existir nela filhos pecadores não é surpresa. Surpresa e escândalo causam aos membros oriundos da reforma protestante; Explico, os primeiros reformadores ensinavam que o pecador se salva sem arrependimento: “<em>Sê pecador e peca fortemente, mas confia e rejubila-te mais fortemente ainda no Cristo vencedor do pecado.</em>”, dizia Lutero na sua carta a Melanchton, em 1521, este mesmo Lutero que dizia “<em>a contrição que se prepara pelo exame e recapitulação e detestação dos pecados, pelos quais alguém relembra os seus anos na amargura de sua alma, ponderando a gravidade, multidão e fealdade dos pecados, a perda da eterna felicidade e aquisição da condenação eterna, ESTA CONTRIÇÃO FAZ HIPÓCRITA O HOMEM E ATÉ MAIS PECADOR.</em>”(Lutero. Edição Weimat VII-13). Tal ensino contraria a Sagrada Escritura: “<em>Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade.Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós.</em>” (I Jo 1, 8-10). Ora, Lutero ao ensinar a salvação apenas pela fé, acabara por excluir a necessidade do arrependimento. Logo, reconhecer o pecado cometido e arrepender-se acabaria por se tornar motivo de muita surpresa e escândalo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Eis o motivo de você ficar tão escandalizado ao saber que os filhos da Igreja são pecadores. Afinal, <em>só sabe o que é o pecado quem luta contra ele; quem não o leva em consideração, nunca o conhece.</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Como conselho indico a leitura da epístola de São João(<em>I Jo  1, 8-10</em>), quem sabe assim pare de ficar julgando o pecado dos outros,  Cristo o fará em sua volta gloriosa. A nós cabe denunciar o erro, entretanto sem perder de vista a caridade, indicando o caminho certo ao pecador – <em>coisa que você não deve fazer</em>; Outra, vá atrás de um bom curso de Eclesiologia, Católico de preferência.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><em> [...]tenho a certeza que a igreja precisa parar de reescrever a biblia com esses dogmas que não tem fundamento na palavra de DEUS..querendo pegar um pedaço do texto solto juntar com outro e fazer interpretações equivocadas[...]</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Pelo visto você anda bem desorientado, é bom estudar um pouco história da Igreja antes de falar tamanha besteira. Como assim a Igreja Católica precisa para de reescrever a bíblia e fazer interpretações equivocadas?  Acho que você anda lendo muito gibi meu caro. Lutero depois de romper com a interpretação tradicional da Igreja estabeleceu a heresia do livre exame. O livre exame, doutrina tradicional do protestantismo, consiste em admitir que cada qual “<em>tem o direito</em>” de interpretar como quiser a Sagrada Escritura. Em função do livre exame, o Protestantismo acha-se divido em inumeráveis seitas, que professam doutrinas contraditórias, já que cada um interpreta a bíblia ao seu bel prazer de forma totalmente equivocada. Em função disto <em>algumas denominações batizam crianças; outras não as batizam; algumas observam o domingo; outras, o sábado; algumas têm bispos(genéricos); outras não os têm; algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da comunidade à própria congregação (congregacionalistas); algumas fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo – o que para elas é essencial; Outras não se preocupam com isto.</em> Vê-se assim que a Mensagem Bíblica é relida e reinterpretada diversamente pelos diversos fundadores dos ramos protestantes, que desta maneira dão origem a tradições diferentes e cismáticas.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Como você ainda tem coragem em dizer à Igreja Católica fazer interpretações equivocadas? Acorda rapaz, deixa de ler gibi. A Igreja, depositária da Palavra de Deus, permanece fiel a Jesus Cristo que não fundou senão uma única Igreja, com uma só doutrina e um só chefe. S. Paulo, ao recomendar aos fiéis de Éfeso uma estrita unidade, emprega a formula: “<em>Um só Senhor, uma só fé, um só batismo</em>” – isto é expresso naquilo que vive a Igreja Católica – <em>a tríplice unidade</em>: de doutrina(uma só fé), de governo(um Só Senhor) e de culto(um só batismo). Logo, dizer que a Igreja vive reescrevendo a bíblia e criando interpretações equivocadas é uma tremenda calunia.<br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Você ainda diz serem os dogmas inventados pela Igreja Católica.  Eis que o protestante revela sua face!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Primeiro, a Igreja, que é depositária da Palavra de Deus, a qual é imutável, não pode tirar ou acrescentar nada. Segundo, quando a Igreja define solenemente um novo dogma, não estabelece uma nova verdade, não contida na Escritura e na Tradição; mas, pelo contrário, <em>declara que essa verdade está contida na Sagrada Escritura e na Tradição, e que portanto devemos admiti-la. </em>Terceiro, a doutrina ensinada pela Igreja nem mesmo pode ser inventada, pois Cristo garantiu a firmeza e a estabilidade de sua doutrina, prometendo que as portas do inferno não prevalecerão sobre ela.<em>(Mt 16,18). </em>Quarto, a tradição oral da Igreja Católica começa com Cristo e os Apóstolos, ao passo que as tradições dos protestantes começam com Lutero (1517), Calvino (1541), Knox (1567), Wesley (1739), Joseph Smith (1830) e etc. Entre Cristo e os Apóstolos, de um lado, e os fundadores humanos das denominações protestantes, do outro lado, não há como hesitar: só se pode optar pelos ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos, deixando de lado os contestadores.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Seu comentário em dizer os dogmas não ter fundamento, é simplesmente sem fundamento. No mínimo é atribuir a Igreja o erro. Caso a Igreja não fosse coluna e sustentáculo da verdade, poderia equivocar-se e ensinar o erro. A Igreja depositaria da Palavra de Deus não pode equivocar-se e ensinar o erro, pois está escrito que: “<em>é a Igreja de Deus vivo, COLUNA E SUSTENTÁCULO DA VERDADE</em>” (I Tm 3,15). Logo, a Igreja sendo coluna e sustentáculo da verdade, não podendo equivocar-se e levar ninguém ao erro.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;"><em>[...]</em><em>veja o PAPA gastando horrores para visitar um País em crise econômica.[...] seguem realmente o exemplo de PEDRO no qual ele se espelha[...]</em></span><em></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Avise-me a forma de viajar sem gastos, assim eu informo ao Vaticano. Afinal de contas, eu não ouvi falar em lugar algum que: <em>passagens, hospedagem, alimentação sejam de graça nas viagens</em>; De graça só viagens pela internet, você deve fazer muito não é mesmo?!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Retomemos o trabalho, antes de subir aos céus Cristo perguntou por três vezes a Pedro: ”<em>Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?</em>”. E, depois de sua tríplice confissão, disse-lhe Jesus: “<em>Apascenta os meus cordeiros. Apascenta as minhas ovelhas</em>”. E completa: ”<em>Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres</em>”(Jo 21,25). Em nenhum momento Jesus envia São Pedro a apascentar as ovelhas quando estivesse apenas em dia ensolarado, brisa suave, ou até mesmo quando não estivesse em tempo de crise econômica. Pelo contrário, deu a entender que a Ele não caberia mais fazer a sua vontade, sendo necessário doar a própria vida se preciso. É bom lembrar ainda, que Cristo nomeou São Pedro chefe da sua Igreja; Porém, era necessário que Pedro tivesse sucessores, porque os poderes que Jesus lhe confiou não foram para o bem pessoal do Apóstolo, mais sim para o bem da Igreja, que, segundo a promessa de Cristo, há de durar até o fim dos tempos. O Papa que é o Vigário de Cristo aqui na terra, e sucessor de São Pedro não faz senão seguir o exemplo daquele que fora chamado a confirmar os filhos da Igreja na fé. Então faça chuva, sol, em épocas de crise ou não, o Santo Padre tem o dever de firmar os filhos da Igreja na fé, obediente ao envio do Mestre, e seguindo assim o exemplo do Primeiro, São Pedro.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;"><em>“[...]pra que tanto LUXO daqueles que vivem da FÉ”</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Meu caro, este questionamento parte da visão comunista igualitária que pretende condenar toda a riqueza e toda a autoridade. A riqueza é boa como todos os bens, desde que seja corretamente utilizada. O mau uso de um bem é que deve ser condenado e não o bem em si. A riqueza sendo bem aplicada torna-se um excelente instrumento da Providência para socorrer os mais necessitados e promover a caridade. Os Atos dos Apóstolos narra que os cristãos depositavam aos pés dos apóstolos seus bens para que pudessem ser administrados pela Igreja, onde os recursos eram para socorrer os mais necessitados.  Ao longo dos séculos a Igreja Católica não fez senão o mesmo, podemos citar: <em>orfanatos, as escolas, os asilos, hospícios e hospitais</em>; Todas essas sendo criadas pela Igreja e usadas sempre para socorrer os pobres. E como poderia a Igreja Católica fazer tudo isso sem dinheiro? Se as congregações, institutos, comunidades religiosas possuem muitos bens hoje é devido ao fato de ter ajudado inúmeras pessoas ao longo dos séculos, recebendo das mesmas doações e muitos bens como forma de gratidão.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Vejamos neste momento o que encontramos na Sagrada Escritura. No Antigo Testamento, Deus exigiu que o sangue dos bodes sacrificados no Templo fosse recolhido em vasos de ouro &#8211; Se o sangue dos bodes ofertados a Deus devia ser recolhido em vasos muito ricos, em que vasos se deve recolher o sangue de Cristo, na Missa? No novo testamente, presenciamos os reis magos levarem a Cristo incenso, mirra e OURO. No caso, nos ensina a oferecer a Cristo também os bens materiais, simbolizados pelo OURO. Você se esquece ainda que Jesus ao caminhar pobremente pelas estradas da Judéia usava um manto inconsútil, tão valioso que atiçou a cobiça dos soldados, que não o dividiram entre si no Calvário, mas lançaram dados sobre ele, para ver quem o ganhava inteiro. Depois do que aqui foi abordado, só lhe resta lamentar por sua visão tão limitada!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Você questiona a riqueza dos que vivem da fé, no mínimo em função das obras de arte, ouro, e edifícios por ostentar riqueza, esplendor e grandiosidade.  Tudo isso representa um acervo de séculos e séculos, mesmo que a Igreja desejasse doar seu patrimônio aos pobres &#8211; não poderia, pois grande parte do mesmo é tombado como patrimônio histórico da humanidade. Que fique claro a riqueza da Igreja ser excelente, pois permite socorrer a necessidade dos pobres, promover a fé e tornar o culto no templos mais dignos – onde é sacrificado o cordeiro de Deus.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Pra finalizar, seu questionamento se parece com o de Judas, o próprio se queixou de que um caro perfume que havia sido usado para honrar a Cristo alegando que tal perfume poderia ser vendido para com o dinheiro se ajudar os pobres: <em>“Então Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar, disse: por que se não vendeu este bálsamo por trezentos dinheiros, e se não deu aos pobres?”</em> (Jo 12, 4-6).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #000000;">A riqueza da Igreja tem ajudado a salvar muitas vidas:</span><br /></span></p><ul style="text-align: justify;"><li><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><a href="http://temaspolemicosigreja.blogspot.com/2010/10/igreja-catolica-maior-instituicao-de.html">Igreja Católica a Maior Instituição de Caridade do Mundo!</a></span></strong></li><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong><a href="http://www.acidigital.com/noticia.php?id=18250&amp;fb_source=message" target="_blank">Cáritas ajuda o Haiti com mais de 230 milhões de dólares</a> </strong></span></li><li><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong><a href="http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&amp;did=6884&amp;fb_source=message" target="_blank">Cáritas doa 650 mil euros às vítimas do tsunami na Indónesia</a></strong></span></li></ul><p style="text-align: center;"><div class="ngg-galleryoverview" id="ngg-gallery-29-7402"><div class="slideshowlink"> <a class="slideshowlink" href="http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/resposta-aos-comentarios-de-um-pseudo-catolico/?show=slide"> [Show as slideshow] </a></div><div id="ngg-image-630" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  ><div class="ngg-gallery-thumbnail" > <a href="http://www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/campanha-igreja/foto1.jpg" title=" " class="shutterset_set_29" > <img title="Resposta aos comentários de um pseudo católico " alt="Resposta aos comentários de um pseudo católico " src="http://www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/campanha-igreja/thumbs/thumbs_foto1.jpg" width="100" height="75" /> </a></div></div><div id="ngg-image-633" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  ><div class="ngg-gallery-thumbnail" > <a href="http://www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/campanha-igreja/378444_258507447530526_100001138177373_740630_1148326287_n.jpg" title=" " class="shutterset_set_29" > <img title="Resposta aos comentários de um pseudo católico " alt="Resposta aos comentários de um pseudo católico " src="http://www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/campanha-igreja/thumbs/thumbs_378444_258507447530526_100001138177373_740630_1148326287_n.jpg" width="100" height="75" /> </a></div></div><div id="ngg-image-642" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  ><div class="ngg-gallery-thumbnail" > <a href="http://www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/campanha-igreja/camp1.jpg" title=" " class="shutterset_set_29" > <img title="Resposta aos comentários de um pseudo católico " alt="Resposta aos comentários de um pseudo católico " src="http://www.paraclitus.com.br/wp-content/gallery/campanha-igreja/thumbs/thumbs_camp1.jpg" width="100" height="75" /> </a></div></div><div class='ngg-clear'></div></div></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><span style="color: #003366;">“<em>por isso mais uma vez estamos sendo RIDICULARIZADOS com esse show M.I.S.S.A. que percorre o País&#8230;fora os bem aventurados (santos) que desfilaram na parada GAY…isso ta se tornando comum por nossa unica culpa ..de quer quantidade ao invés de qualidade (pecadores sim, mais adoradores de um único DEUS e um único MEDIADOR E SALVADOR ==JESUS CRISTO)</em></span>”</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Meu irmãozinho você tem mesmo uma mentalidade protestante, somente os oriundos da reforma protestante acreditam bastar aceitar Jesus para que tudo vire um mar de rosas. Porém, não foi o ensinado por Jesus: &#8220;<em>Se alguém quiser vir comigo, TOME A SUA CRUZ e siga-me</em>&#8220;(Mt 16,24) ; <em>&#8220;No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo&#8221; (João 16.33); </em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Não há motivo de ficares tão impressionado pelo fato de sermos ridicularizados, já que sempre existiu &#8211; desde os primórdios da Igreja &#8211; os inimigos da cruz de Cristo; &#8220;<em>Pois há muitos dos quais muitas vezes vos disse e agora repito, chorando, que são INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO: seu fim é a destruição, seu deus é o ventre, sua glória está no que é vergonhoso, e seus pensamentos no que está sobre a terra. Mas a nossa cidade está nos céus de onde também esperamos ansiosamente como Salvador o Senhor Jesus Cristo, que transfigurará nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso, pela força que lhe dá poder de submeter a si todas as coisas.</em>” (Fl 3,18-19);  Se hoje somos perseguidos  e ridicularizados, é pelo simples fato da Igreja estar realmente comprometida com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo: <em>”Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu”(Mt 5, 10) </em><em></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Quanto aos eventos por você descrito não faz senão confirmar o que esta escrito: <em>“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” (2 Tm 4.1-5);</em> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Aos bons cristãos o melhor a fazer é ser paciente, buscar a perfeição e orar por estas almas que se encontrão na perdição &#8211; <strong><em>Aos não convertidos, cabe ficar julgando e buscando culpados</em></strong>! Uma coisa é lutarmos pelos nossos direitos e fazer com que a fé seja respeitada, outra totalmente diferente, é nos iludirmos que tudo irá parar por aí.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #000000;">Em relação ao único mediador e salvador, ensina a Igreja Católica: <em>“</em><em>A Cruz é o único sacrifício de Cristo, <strong>único mediador entre Deus e os homens</strong>&#8221; (C.I.C 618).</em> Bom, ao menos você lembrou alguma coisa nos tempos de sua má catequese. Porém, não esqueça da  intercessão dos Santos: &#8220;<em>Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo <strong>único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus</strong>. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio&#8221;(C.I.C 956)</em></span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;"><em>&#8220;Um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. O Espírito não segue um membro amputado.&#8221;</em>(Santo Agostinho)</span></p> <address style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">In corde Iesu et Mariae,</span></address> <address style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Mendes Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus</span></address> <address style="text-align: justify;"></address> <address style="text-align: justify;"></address> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/resposta-aos-comentarios-de-um-pseudo-catolico/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Leitor agradece Apostolado por tirar dúvidas sobre os ícones</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-agradece-apostolado-por-tirar-duvida-sobre-os-icones/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=leitor-agradece-apostolado-por-tirar-duvida-sobre-os-icones</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-agradece-apostolado-por-tirar-duvida-sobre-os-icones/#comments</comments> <pubDate>Fri, 18 Nov 2011 12:03:51 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=7265</guid> <description><![CDATA[&#8220;Estou admirado pela atenção, rapidez, profundidade e alinhamento da resposta com os ensinamentos da Santa... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-agradece-apostolado-por-tirar-duvida-sobre-os-icones/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<blockquote><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">&#8220;Estou admirado pela atenção, rapidez, profundidade e alinhamento da resposta com os ensinamentos da Santa Igreja. Não fazem idéia de como essas dúvidas vinham me atormentando. Mesmo lendo algumas passagens do Catecismo e já ter um tempo estudando a Doutrina, não conseguia entender alguns desses temas. Precisava que alguém me explicasse mesmo. Eis aí a força da WEB na Evangelização. Eis aí a força de um bom site católico. Eis aí uma boa idéia para nossas pastorais. Quem sabe uma idéia de curso de Catecismo para adultos &#8220;permanente&#8221; com o mesmo enfoque do trabalho de vocês. Recomendarei a quem puder o site de vocês (que descobri acidentalmente&#8221; mesmo pesquisando a Doutrina ha 3 anos&#8230;).  Fiquem com Deus.&#8221;</span></p></blockquote><p style="text-align: center;"><span style="color: #003366; font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><strong>RESPOSTA</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1)  Estou entendendo que na ”Igreja do oriente” o ícone é um sacramental e  acredita na presença pessoal do ”santo” nela representada? É isso mesmo?  Essa igreja do oriente é a Ortodoxa? Antes do parágrafo que marquei de  verde há até a afirmação de que o homem presta-lhe adoração! É isso  mesmo que estou entendendo?!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Você fala a respeito desta parte do texto: “<em>Para o Oriente, o ícone é um dos sacramentais, mais precisamente da presença pessoal[...]</em>“</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Meu caro, isto não quer dizer que o santo esta presente dentro da imagem.  Uma relíquia, imagem, é um memória física, ou um objeto que tenha alguma relação com um(a) Santo(a), aos quais nós cristãos prestamos veneração ou reverência. Na Igreja sempre teve um valor muito grande, porque nos transporta a um momento histórico concreto como um resto, uma presença, uma passagem histórica. Portanto, não visa em nenhum momento afirmar que o santo esteja presente dentro da imagem, e sim que somos transportados a um momento histórico concreto, que nos remonta precisamente a vida real e presente que o santo teve nesta terra. O ícone nos apresenta um santo, testemunha a sua presença e exprime seu mistério de intercessão e de comunhão conosco e com toda a Igreja.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Vejamos o que diz a outra parte do artigo: <em>“Certamente o ícone não tem realidade própria; em si, ele é somente uma prancha de madeira; é justamente porque ele tira todo seu valor teofânico de sua participação na Trindade, no «todo outro» por meio da semelhança, que ele não pode encerrar nada nele mesmo, mas irradia como que por irradiação esta presença. A ausência de volume exclui <strong>toda materialização</strong>, o ícone <strong>traduz uma presença que não pode ser localizada nem guardada(que não esta dentro da imagem)</strong>, mas que irradia ao redor de seu ponto de condensação.”</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Quando se diz prestar adoração &#8211; não é a imagem; Devemos sempre lembrarmo-nos que, por meio dos Santos, adoramos a Deus. Veja o que diz o resto do artigo:” <em>O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, «a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original» (S.Basílio), e «quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada» (Conc. de Nicéia; Trento; Vaticano II). A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa», <strong>e não adoração</strong>, que só compete a Deus. (CIC 2132)”</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">2) Pelo Catecismo não há presença real do santo na imagem, apenas sua representação são nela representadas para o qual lhe prestamos culto de veneração não é mesmo?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Isto mesmo, porém, como demonstrado anteriormente – em nenhum momento o artigo visa afirmar que a imagem é possuída pelo Santo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">3) Também diz que o Concílio Trento (aquele após a Reforma protestante) rejeitou o Dogma Iconográfico em função da própria Reforma Protestante (que era essencialmente iconoclasta, heresia já do 1º milênio D.C…). Então a Igreja já negou Dogma proclamado antes?!!! (Como fica a infalibilidade e a Assistência perene do Espírito Santo a sua Santa Igreja? O catecismo que temos hoje advém de uma mudança ocorrida no Concílio de Trento (impulsionada pela Reforma) sobre os ícones sagrados?! Antes desse Concílio e da Reforma, a Santa Igreja acreditava na presença das pessoas veneradas nos ícones? Está certo tudo isso?!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Quando, no século XVI, a arte entra em decadência, recoloca-se o problema das imagens no tempo da Reforma. O Concílio de Trento <strong><em>rejeita o ataque de idolatria</em></strong>, tentando disciplinar o movimento artístico cristão. O caminho, no Oriente, foi diferente, com duras lutas. O Concílio de Trento foi o concílio ecumênico mais longo da História da Igreja Católica. Foi também o concílio que &#8220;emitiu o maior número de decretos dogmáticos e reformas, e produziu os resultados mais benéficos&#8221;, duradouros e profundos &#8220;sobre a fé e a disciplina da Igreja&#8221;. Para opôr-se ao protestantismo, o concílio emitiu numerosos decretos disciplinares e especificou claramente as doutrinas católicas quanto à salvação, os sete sacramentos (como por exemplo, confirmou a presença de Cristo na Eucaristia), o cânone bíblico (reafirmou como autêntica a Vulgata) e a Tradição, a doutrina da graça e do pecado original, a justificação, a liturgia e o valor e importância da Missa, o celibato clerical, a hierarquia católica, <strong><em>o culto dos santos, das relíquias e das imagens,</em></strong> as indulgências e a natureza da Igreja. Regulou ainda as obrigações dos bispos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Que eu saiba o Concilio Ecumênico de Trento (1562) diz que “<em>deve-se ter e guardar notadamente nas igrejas as imagens de Cristo, da Virgem (&#8230;) e dos santos</em>”. Para que se evitasse um retorno à idolatria, as autoridades cristãs fizeram questão de ressaltar a diferença entre a veneração de uma imagem, que remete a fé do cristão ao protótipo que ela representa, e adoração, que é um culto prestado unicamente a Deus.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A Igreja sempre venerou os ícones e os santos. Já os hebreus conservavam religiosamente as relíquias: Moisés levou do Egito o corpo de José (Ex. 13, 19); os cristãos imitaram-lhe o exemplo. Santo Inácio de Antioquia foi lançado no anfiteatro de Roma às feras, que lhe não deixaram senão ossos; os seus discípulos procuraram-nos de noite e levaram-nos para Antioquia (no ano 107). O mesmo se fez a S. Policarpo, bispo de Esmirna (166), queimado vivo; os seus restos foram considerados jóias preciosas. Os túmulos dos mártires foram, desde a mais alta antigüidade, os sítios onde se construíram Igrejas e altares para aí celebrar o Santo Sacrifício. Muitas relíquias se guardam em relicários de prata, como a Cruz de Cristo (&#8220;lignum crucis&#8221;) e o presépio de Belém.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">4) Essa minha dúvida é nova e certamente devo estar misturando ”ícones sagrados” com ”teologia da presença”, mas negá-la não vai tirá-la, por isso te pergunto. Essa dúvida também me fez lembrar de outra: Por que benze-se imagens de Santos, Crucifixos, terços, se as imagens são ”simplesmente imagens”?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">E não somente Deus manda separar estes objetos, mas exige que sejam &#8220;<em>consagrados, bentos ou ungidos</em>&#8221; com uma unção especial. Ele mesmo manda fazer o azeite da santa unção e diz: &#8220;<em>E com ele ungirás a tenda da reunião e a arca do testamento, e a mesa com todos os seus vasos, o altar do incenso e a pia com a sua base</em>&#8221; (Ex 30, 26-30) Eis a origem da benção dos objetos e das pessoas consagradas a Deus. E na categoria de objetos entram as imagens, as estátuas, que são objetos de culto, enquanto nos lembram as virtudes dos santos que representam.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">5) No Catecismo nº 1671 diz que a Igreja também abençoa objetos (como documentos/chave do carro/carteira/fotos, etc) e também já li que maldição também pega em objetos. Mas qual seria o racional disso tudo se são apenas objetos? No caso do ”terço abençoado” não criaria uma dependência dele quando de seu uso (do objeto propriamente dito) e havendo o risco de cair-se em usá-lo como amuleto?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Nosso Senhor Jesus Cristo não só instituiu os sete sacramentos, como muitas vezes abençoava as pessoas. Por isso a Igreja, instituiu os chamados sacramentais, como as bênçãos de pessoas ou objetos que usamos na vida diária.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O uso de objetos benzidos ou consagrados purifica-nos dos pecados veniais &#8212; nunca dos mortais, que só podem ser perdoados pela confissão &#8212; e nos preserva das tentações e males corporais que poderiam prejudicar nossas almas. Os sacramentais nos são úteis sobretudo se estamos sem pecado mortal em nossas almas, e quando os usamos com confiança.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O incenso era utilizado como ritual desde o Antigo Testamento. Os capítulos 25 a 31 do Êxodo são a enumeração de todos os objetos que Deus manda fazer e reservar para o seu culto.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">E não somente Deus manda separar estes objetos, mas exige que sejam &#8220;<em>consagrados, bentos ou ungidos</em>&#8221; com uma unção especial. Ele mesmo manda fazer o azeite da santa unção e diz: &#8220;<em>E com ele ungirás a tenda da reunião e a arca do testamento, e a mesa com todos os seus vasos, o altar do incenso e a pia com a sua base</em>&#8221; (Ex 30, 26-30) Eis a origem da benção dos objetos e das pessoas consagradas a Deus. E na categoria de objetos entram as imagens, as estátuas, que são objetos de culto, enquanto nos lembram as virtudes dos santos que representam.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><em>Obs.: Quanto à questão de maldição em objetos espero que nos passe onde leu o artigo, para podermos analisar de forma devida e correta.</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">6) A mesma dúvida serve para as ”relíquias dos Santos”. Sei da passagem da mulher com hemorragia que encostou na roupa de Jesus e ficou curada, mas a dúvida persiste. Neste caso também não criaria-se uma utilização/dependência do usuário como se fosse um “amuleto”? Como fica finalmente, a questão de tratar-se tão somente de representação?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Relíquia é aquilo que resta dos corpos dos santos, ou os objetos que estiveram em contato com Cristo ou com os santos. As relíquias são veneráveis porque os corpos dos santos foram templos e instrumentos do Espírito Santo e ressuscitarão um dia na glória (Conc. de Tr. 25).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A palavra relíquia tem origem no latim reliquiae, resto. Uma relíquia é um memória física, fragmento de osso ou um objeto que tenha alguma relação com um(a) Santo(a), aos quais nós cristãos prestamos veneração ou reverência. Na Igreja sempre teve um valor muito grande, porque nos transporta a um momento histórico concreto como um resto, uma presença, uma passagem histórica. Outro valor que tem a relíquia é a relação física que o Santo teve com a Eucaristia, com o Senhor Deus, uma relação também sagrada. O valor do corpo de um baptizado, pela união da graça, é um corpo-templo do Espírito Santo. Mas o corpo de um Santo é ainda mais comunhão de graça com Deus, porque viveu na sua carne esta santidade, e o seu corpo foi habitado pela mesma Graça em maneira solene. A relíquia permite manter-nos quase em contacto com este corpo. Na história, as relíquias tiveram também um papel importante no combate contra o espírito do mal, porque a relíquia não é amada pelo diabo, pois é a realidade física que teve uma relação especial com a graça.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Sempre devemos manter a Hierarquia. O primeiro lugar ocupa a Eucaristia; depois temos a Palavra de Deus e finalmente as relíquias, incluindo as imagens sagradas, recordando que, as imagens são finalizadas para a oração.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">É importantíssimo reconduzir à justa devoção pela relíquia, porém é fácil cair na superstição. A relíquia não é um amuleto. Então: vou à Igreja, primeiro ajoelho-me diante da Eucaristia, depois vou venerar o Santo, porque sinto a sua proteção. O Santo intercede por nós e nós podemos pedir ao Santo, por sua vez, que interceda junto do Senhor, fim último da nossa oração. Quando beijo a relíquia de um Santo é como se beijasse a misericórdia de Deus que se realizou naquele Santo. Quando oro diante do corpo de um Santo, agradeço a Deus que conduziu esta pessoa no caminho rumo à Santidade.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Já os hebreus conservavam religiosamente as relíquias: Moisés levou do Egito o corpo de José (Ex. 13, 19); os cristãos imitaram-lhe o exemplo. Santo Inácio de Antioquia foi lançado no anfiteatro de Roma às feras, que lhe não deixaram senão ossos; os seus discípulos procuraram-nos de noite e levaram-nos para Antioquia (no ano 107). O mesmo se fez a S. Policarpo, bispo de Esmirna (166), queimado vivo; os seus restos foram considerados jóias preciosas. Os túmulos dos mártires foram, desde a mais alta antigüidade, os sítios onde se construíram Igrejas e altares para aí celebrar o Santo Sacrifício. Muitas relíquias se guardam em relicários de prata, como a Cruz de Cristo (&#8220;<em>lignum crucis</em>&#8220;) e o presépio de Belém.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Santo Agostinho conta uma multidão de curas e a ressurreição de duas crianças obtidas na África do Norte pelas relíquias de S. Estevão. Já no Antigo Testamento vemos um morto ressuscitar ao contato dos ossos do profeta Eliseu (4 Reis, 13, 21).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Nada de estranho há nisso, pois ao simples tocar da veste do Messias, quantos não foram curados (Mt 9, 22)? A simples passagem da sombra de S. Pedro curava doentes (At 5, 15), ou os lenços e aventais de S. Paulo (At 19, 12). É evidente que o milagre não é produzido materialmente pelas relíquias, mas pela vontade de Deus. Não há, pois, superstição alguma nas peregrinações do povo cristãos a certos lugares em que Deus obra milagres pelas relíquias ou imagens dos santos (S. Agostinho).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Lembremo-nos que o Catecismo da Igreja Católica nos ensina que: <strong><em>Veneração das relíquias e religiosidade popular: §1674 <span style="text-decoration: underline;">A RELIGIOSIDADE POPULAR:</span> Além da liturgia sacramental e dos sacramentais, a catequese tem de <span style="text-decoration: underline;">levar em conta as formas da piedade dos fiéis</span> e da religiosidade popular</em></strong>.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O senso religioso do povo cristão encontrou, em todas as épocas, sua expressão em formas diversas de piedade que circundam a vida sacramental da Igreja, como a veneração de relíquias,  visitas a santuários, peregrinações, procissões, via-sacra, danças religiosas, o rosário, as medalhas etc.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Fiquem com Deus.</span></p> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">In corde Iesu et Mariae,</span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">Mendes Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus</span></address> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-agradece-apostolado-por-tirar-duvida-sobre-os-icones/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Leitor pede ajuda referente as práticas homossexuais</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-pede-ajuda-referente-as-praticas-homossexuais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=leitor-pede-ajuda-referente-as-praticas-homossexuais</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-pede-ajuda-referente-as-praticas-homossexuais/#comments</comments> <pubDate>Thu, 17 Nov 2011 18:59:15 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=7163</guid> <description><![CDATA[LEITOR Nome: J. C. Religião: Católica Estado: MG – Minas Gerais Enviada em: 30 de... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-pede-ajuda-referente-as-praticas-homossexuais/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><span style="font-family: 'trebuchet ms', geneva; color: #003366; font-size: small;"><strong>LEITOR</strong></span></p> <address><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong>Nome:</strong> J. C.</span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong>Religião:</strong> Católica</span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong>Estado:</strong> MG – Minas Gerais</span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong>Enviada em:</strong> 30 de Agosto de 2011</span></address><p><span style="color: #003366; font-family: 'trebuchet ms', geneva; font-size: small;"><strong>RESPOSTA</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Seu questionamento é bem extenso e composto de vários pontos em específico. Sendo assim, resolvi  desmembrá-lo tratando cada um por vez. Cada ponto presente em seu questionamento será numerado, marcado em negrito e estando no formato <em>itálico</em>.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'trebuchet ms', geneva; font-size: small;"><strong><em>1. </em></strong><strong><em>Por favor eu não preciso mais de textos simples pois estes não me fazem mudar, eu preciso de textos teológicos para as minhas perguntas.</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Tendo percebido um pequeno mal entendido em relação à teologia e a Sagrada Escritura, buscarei esclarecer alguns conceitos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">A teologia é verdadeira ciência, é ciência da fé; Por sua vez, compartilha com a fé as fontes de seu conhecimento, que são:  a Sagrada Escritura e a Tradição &#8211; partes da revelação divina que estão intimamente ligadas.  Como visto, a Sagrada Escritura é parte da revelação, como também objeto de estudo da Teologia. Contudo, é bom ainda salientar que “<em>Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino.”(</em>2 Timóteo 3:16;). Sendo assim, todo texto sagrado &#8211; sendo simples ou complexo; é útil para que haja uma reflexão teológica – fique claro que o encargo de interpretar autenticamente a palavra de Deus, oral e escrita, foi confiada por Deus ao Magistério da Igreja;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Supondo ter esclarecido os conceitos, partiremos em direção as passagens bíblicas visando abordar a questão do <em>homossexualismo</em>. Ao falar de <em>homossexualismo,</em> estou me referindo, não à simples tendência homossexual, mas a pratica da união carnal entre pessoas do mesmo sexo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong><em>a) Antigo Testamento</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Deus é absolutamente perfeito, e conseqüentemente, sua criação também foi perfeita. Nada menos do que a perfeição pode vir de um Ser absolutamente perfeito, e é próprio de um ser perfeito criar somente coisas perfeitas. Deus fez o homem “à sua imagem”, e o fez “varão e mulher”. Viu que não era bom o homem ficar solitário &#8220;<em>Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma auxiliar que lhe corresponda</em>&#8221; (Gn 2,18) ao ver a mulher tirada de seu lado, o homem exclama e exultante diz: &#8220;<em>Esta sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne!”, prossegue a escriturar “Ela será chamada ‘mulher’, porque foi tirada do homem! Por isso um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne.</em>&#8220;(Gn 2,23). Relata ainda a escritura que ”<em>Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a</em>”(Gn 1, 27-28). Como visto, Deus cria homem e mulher, e esta distinção é perfeita, cientificamente comprovada. Conforme as células cromossômicas os seres são classificados como MACHO ou FÊMEA, não existindo, portanto, nenhuma outra classificação sexual. Em relação distinção sexual entre ambos é de fim procriativo(<em>sexo entre pessoas do mesmo sexo não gera outro ser</em>), não parando apenas por aí, mas também, com a finalidade de que ambos possam completar-se mutuamente. Assim, não resta dúvida que os textos sagrados, atestam Deus ter abençoado a união entre homem e mulher, não abrindo espaço a uniões homoafetivas. Eis o motivo de ser abominado nos textos sagrados: “<em>Não ti deitarás com um homem como se deita com uma mulher. É uma abominação.</em>”(Levítico 18,22) e “<em>O homem que se deita com outro homem como se fosse uma mulher, ambos cometeram uma abominação;</em>”(Levítico 20,13)</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Fique claro também, que nunca existiu ao longo dos estudos científicos, nenhuma descoberta cromossômica que pudesse trazer a luz um terceiro comportamento sexual, e justificar a conduta errônea de certos homens, que passam a manter certos tipos de “relacionamento”, fazendo uso do seu órgão excretor(ânus). Por natureza, homem e mulher são diferentes e complementares. O que falta no homem, sobeja na mulher e vice-versa. Daí sua atração mútua e a tendência de formar uma união estável e perpétua, apta à procriação e à educação da prole. Ao estudar a fisiologia masculina e feminina, o biólogo sente-se impelido a louvar a Deus. Como Ele criou tudo com perfeição, de modo que o aparelho reprodutor do homem se acoplasse perfeitamente ao da mulher, que o gameta masculino se unisse ao feminino e que de tal união surgisse um outro ser humano, único e irrepetível!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"> b) <strong><em>Novo Testamento</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">“<em>Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus</em>” (1Cor 6,9-10). Nessa passagem o Apóstolo usa duas palavras para designar os homossexuais: malakói (efeminados) e arsenokóitai (sodomitas).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Na carta de São Paulo aos romanos, ele diz a respeito dos gentios: <em>&#8220;Pelo que os entregou Deus aos desejos dos seus corações, à impureza em que eles mesmos desonraram seus corpos. Por isso Deus os entregou a paixões aviltantes:suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza; igualmente os homens, deixando a relação natural com a mulher, arderam em desejo uns para com os outros, praticando torpezas homens com homens e recebendo em si mesmo a paga de sua aberração[...] Apesar conhecerem a sentença de Deus que declara dignos de pena os que praticam semelhantes ações, eles não só as fazem, mais ainda aprovam os que praticam.&#8221;</em> (Romanos, I, 25-32).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><em>“Sabemos, com efeito, que a Lei é boa, conquanto seja usada segundo as regras, sabendo que ela não é destinada ao justo, mas aos iníquos e rebeldes, ímpios e pecadores, sacrílegos e profanadores, parricidas e matricidas, homicidas, impudicos, pederastas, mercadores de escravos, mentirosos, perjuros e para tudo o que se oponha a sã doutrina, segundo o evangelho da glória de Deus bendito, que me foi confiado.” 1 Tm 1,10). </em>O termo pederastia, do grego antigo paederastía, as (παιδεραστία, de παῖς &#8221;menino&#8221; e ἐράω &#8221;amar&#8221;), designa o relacionamento erótico entre um homem e um menino. Por extensão de sentido, o termo é modernamente utilizado para designar, além da prática sexual entre um homem e um rapaz mais jovem, também qualquer relação <a href="http://www.paraclitus.com.br/2010/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/diferenca-entre-tendencia-homossexual-e-pratica-homossexual/">homossexual </a>masculina.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Como visto, na Sagrada Escritura, as relações homossexuais “<em>são condenadas como graves depravações”(cf. Rm 1,24-27; I Cor 6,10; I Tm 1,10)</em>. Desse juízo da Escritura não se pode concluir que todos os que sofrem de semelhante anomalia sejam pessoalmente responsáveis por ela, mas nele se firma que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados.<strong><sup>1</sup></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong><em>b)      O posicionamento da Santa Igreja Católica</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">O <em>Catecismo da Igreja Católica,</em> ao falar do homossexualismo, afirma que “<em>a sua gênese psíquica continua em grande parte por explicar</em>”<sup>2</sup>. Segundo o ensinamento da Igreja, os homens e as mulheres com tendências homossexuais “<em>devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Deve evitar-se para com eles, qualquer atitude de injusta discriminação</em>”<sup>3</sup>. Essas pessoas, por outro lado, são chamadas, como os demais cristãos, a viver a castidade.<sup>4</sup> A inclinação homossexual é, todavia, “objetivamente desordenada”<sup>5</sup>, e as práticas homossexuais ”são gravemente contrárias a castidade”.<sup>6</sup> O homossexualismo não é nem doença, nem uma opção social. Ele é tão somente um grave defeito moral, decorrente da tendência desordenada fruto do pecado original, que faz com que o homem tenha a inclinação para fazer o mal. Ele pode ser desencadeado por uma educação não proporcionada às diferenças entre meninos e meninas, como também, por outra série de fatores: fatores psicológicos da infância, complexo de inferioridade da masculinidade/feminilidade, etc.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimonio e a família. Os atos homossexuais “<em>fecham o ato sexual ao dom da vida. Não são frutos de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual. Não se podem, de maneira nenhum aprova.</em>”<sup>7</sup> A conjunção carnal de dois homens ou de duas mulheres não é uma união &#8220;sexual&#8221;, embora eles tentem fazer uso (antinatural) de seus órgãos reprodutores. Tal ato é totalmente avesso à reprodução e à complementação homem-mulher. Na impossibilidade de realizarem o ato conjugal, que requer órgãos complementares (o pênis e a vagina), os homossexuais procuram fazer uso de outros, como o ânus e a boca. Ora, a boca pertence ao aparelho digestivo e o ânus tem evidentemente função excretora. Os atos de homossexualidade são, portanto, uma grosseiríssima caricatura do ato conjugal, tal como foi querido por Deus e inscrito na natureza.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Espero ter esclarecido de forma devida o que busca ensinar a Santa Igreja Católica. Tomei como base o CIC e documentos da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong><em>2. Eu tenho vivido em minhas praticas homossexuais, e o meu pensamento é todo ele permissivo, alguma coisa me abona de culpa eu não sei o que é sei do pensamento da Igreja e de muitos textos bíblicos, mais ainda existem indagações em minha consciência, que em grande parte não me fazem mudar o comportamento.</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong><em>a) alguma coisa me abona de culpa eu não sei o que é</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">De nenhum modo a consciência é inteiramente autônoma e soberana; já por sua constituição, ela se acha essencialmente ligada à verdade e ao bem; ou mais exatamente, ao Bom, isto é, a Deus.  A ligação ao bem é proveniente da lei moral, estabelecida por um legislador supremo. Esse legislador supremo é Deus. A lei moral <em>é uma instrução paterna que Deus incute na consciência humana, fazendo-o distinguir o bem do mal, e o impelem a praticar o bem e evitar o mal.</em> A lei moral tem três condições: <em>a) obriga todos os homens; b) é superior ao homem; c) obriga em consciência;</em></span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">a) A lei moral obriga todos os homens sem nenhuma exceção: por exemplo, p<em>reserva-lhes o respeito pela vida e pela propriedade alheias, proíbem-lhes o assassínio e o roubo</em>.</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">b) É superior ao homem, que não pode nem ignorá-la nem mudá-la; assim, <em>ninguém poderá fazer com que o assassinato, roubo seja considerado bom</em>;</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">c) Obriga a consciência: quando a cumprimos, sentimos <em>satisfação</em>; quando a transgredimos, ainda que ocultamente, sentimos <em>remorsos</em>.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'trebuchet ms', geneva; font-size: small;">Infelizmente a consciência moral é um assunto muito negligenciado em tempos atuais, tendo grande dificuldade de ser explicada pela ciência moderna. Conforme Gerard J. M. Van Den, PH.D em psicologia (2008, p. 81) “[...]<em>o assim chamado superego freudiano, não pode explicar a dinâmica psicológica da <strong>consciência moral autentica</strong> do homem. O superego é definido como a soma de todas as regras aprendidas de comportamento. O <strong>bom</strong> e o <strong>mau</strong> comportamento não dependem de valores absolutos, mas de códigos culturais essencialmente arbitrários</em>”. Tal negligência a consciência moral ligadas a valores morais absolutos parte de filosofias racionalistas,materialistas, que professam a autonomia moral, ou seja, uma lei autônoma que o indivíduo autônomo dá a si. De acordo com esta visão, os valores são relativos e subjetivos: “<em>Quem sou eu para dizer o que é bom ou não para você, o que é normal ou anormal?</em>” Ainda que a consciência moral seja reprimida, a repressão jamais é perfeita, todos inclusive o homem moderno, de um modo ou de outro, ora com maior clareza, ora com menos precisão, “sabe” da existência de leis morais “eternas”, e reconhece espontaneamente o roubo, a mentira, a fraude, como <em>intrinsecamente maus(maus em si mesmo)</em> e a generosidade, a coragem, a honestidade e a fidelidade como <em>intrinsecamente boas, belas</em>. Não seria diferente nos tempos atuais, apesar da ética sexual liberal ser predominante, muitos tipos e desejos de comportamento sexual ainda são geralmente vistos como “ruins” ou “repugnantes”; em outras palavras o sentimento das pessoas com relação ao sexo antinatural na verdade não mudaram. Por outro lado, a autodisciplina na sexualidade normal vivida de forma natural – castidade é o termo cristão – é quase universalmente respeitada e honrada.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Hoje em dia acabaram inventando a idéia da “<em>homofobia</em>”, que busca não enfrentar o real problema, visando assim tratar algo anormal com normalidade. Porém, nem isso conseguiu extinguir a consciência moral, já que “<em>Muitos deles(<strong>homossexuais</strong>), porém, admitem que se sentem <strong>culpados por seu comportamento</strong>(uma ex-lésbica, por exemplo, descreve seu senso de pecado em Howard 1991), e não só os de formação cristã. Muitos exprimem a aversão de si mesmo depois de terem tido contatos homossexuais. Sintomas de culpa estão presentes mesmo naqueles que proclamam que seus contatos são coisas apenas lindas. Certas manifestações de inquietação, de tensão, uma incapacidade de verdadeira alegria, uma propensão para acusar e provocar podem se atribuídas às reações da <strong>consciência de culpa</strong>.</em>”<sup>8</sup> Busca-se atribuir a consciência de culpa a causa a certas manifestações de autocrítica que parte de “<em>preconceitos culturais</em>”; porém, este não seria o real motivo do sentimento de culpa nos homossexuais, “<em>pois muitas pessoas inclinadas à homossexualidade afirmam que jamais sofreram muito por causa da discriminação social, mas muito mais por causa de sua própria visão de que não eram capazes de funcionar normalmente</em>.”<sup>9</sup> Tendo em vista o abono de culpa estar presente na consciência dos que praticam tal ato &#8211; que seja encarado aos olhos da fé; Como uma prescrição de Deus, que ordenou a praticar o bem e evitar ao mal, ou seja, de pecar. Sendo assim, o sentimento de culpa não deve ser encarado como mero julgamento, mas como um sinal de Deus dando oportunidade aos que praticam tal ato, de se arrependerem dos pecados cometidos – buscando ser perfeito como o pai é perfeito!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong>b) Quanto as praticas homossexuais e o pensamento permissivo</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong> </strong>A palavra &#8220;homossexualismo&#8221; é um neologismo de origem híbrida, grega e latina, e não existia nos tempos bíblicos. A palavra, não. O vício, sim. O homossexualismo é, antes e acima de tudo, um vício, ou seja, algo que se opõe diretamente a uma virtude. Como visto anteriormente, a Bíblia condena tal vício. Não é exagero dizer que desde o Gênesis até o Apocalipse está presente tal condenação. Tendo em vista ser um vício &#8211; gera dependência, existindo grande resistência para largar, já que todo vicio aprisiona e passa a tornar a vida “<em>interessante</em>” – mais não feliz.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Tratando-se a respeito da dependência causada em virtude da pratica homossexual(vício), existe estudos sérios tratando a respeito do tema, vejamos:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">“<em>O homossexual vive num mundo de fantasia, em primeiro lugar e acima de tudo com relação à sua sexualidade. O adolescente consola-se com o prazer dos devaneios românticos. Vê tais contatos íntimos como a solução de sua miséria, como o próprio paraíso. Suspira por eles, e quanto mais tempo afaga essas fantasias em seu íntimo isolamento ou pratica a masturbação com tais imaginações, tanto mais se torna escravo delas. É comparável ao apego ao álcool e a seus sonhos artificiais de felicidade em neuróticos ou em outras pessoas infelizes: é um deslizar contínuo num mundo irreal de fantasias ansiosas. A <strong>masturbação</strong> <strong>freqüente reforça</strong> essas fantasias de amor. Muitos jovens homossexuais a praticam de um modo quase compulsivo. Entretanto, aceitar a vida real e viver contente com ela diminuem  com essa forma de narcisismo, de modo que há uma descida em espiral como sucede com outras formas de <strong>dependência</strong>; a gratificação sexual ainda é mais procurada. Depois de algum tempo, a ânsia por contatos eróticos, na fantasia ou na realidade, <strong>sufoca a mente</strong>: a pessoa sofre obsessão por ela e toda a sua vida parece girar em torno dela. Há uma constante <strong>procura de possíveis parceiros</strong> do mesmo sexo, um exame ansioso de cada candidato que encontra. Se ainda procurarmos por alguma outra <strong>dependência psicológica</strong> comparável, será como a febre de ouro, ou como a obsessão do poder e da riqueza de certos neuróticos.[...] Abrir mão do prazer homossexual para eles é a mesma coisa que jogar fora o que torna a vida mais interessante. Assim foi mesmo quando a desaprovação social da homossexualidade era mais evidente e os atos homossexuais era punidos por lei.Naquele tempo, muitos homossexuais ativos preferiram o risco[<strong>semelhantes aos viciados que mesmo correndo risco de morte preferem viver no vicio</strong>], mesmo depois de condenados seguidamente, de romper com os hábitos de andar sem rumo certo, como foi observado pelo psiquiatra holandês Janssens num congresso sobre homossexualidade em 1939. É inerente  tal comportamento homossexual a <strong>inclinação</strong> para a miséria; como um revoltado prefere o drama de ser preso numa vida normal. Ele é o sofredor trágico; o perigo de punição talvez aumente a emoção de procurar contatos homossexuais. Hoje em dia, não é raro encontrar homossexuais que conscientemente procuram parceiros infectados com  HIV, levado pela mesma ânsia trágica de autodestruição.[...] Algumas observações suplementares sobre o <strong>sexo homossexual e outras dependências</strong>: como acontece com o <strong>vício do álcool ou das drogas</strong>, a satisfação que causa a <strong>dependência </strong></em>sexual do homossexual(<em>quer dentro ou fora da ligação homossexual, ou por meio de masturbação</em>) é puramente centrado no ego. <em>Não é partilha de amor mas, excetuando-se o jogo que pode ser praticado, essencialmente é um acontecimento impessoal, tal como os contatos com prostitua. Os homossexuais mais “experimentados” muitas vezes concordam com essa análise. O prazer centrado no ego não enche o vazio, apenas o aprofunda[...]”<sup>10</sup></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Como visto a ânsia por contatos eróticos fantasiosos vai crescendo e com o tempo passa a sufocar a mente. Eis um dos possíveis motivos ao pensamento se tornar permissivo, já que o mesmo vai sendo escravizado por pensamentos sexuais desordenados contrários a reta razão. Portanto, é necessário um combate interior, buscando a perfeição da vida cristã com auxilio da graça divina.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong><em>c) Existem indagações em minha consciência, que em grande parte não me fazem mudar o comportamento.</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Bons psicólogos podem ajudar na terapia da tendência homossexual. Mas a “cura” dos atos de homossexualismo, como a de qualquer pecado, está no arrependimento sincero e no pedido de perdão a Deus pelo pecado cometido.(Sl 51, 6)</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">O prazer é uma realidade do corpo a felicidade é uma realidade da alma. Buscar felicidade no prazer corporal é como matar a sede com um punhado de sal. Muitas pessoas sofrem quando pecam, pois buscam a felicidade plena onde ela não se encontra. Queremos ser felizes, mas quando pecamos erramos o alvo, por que fomos feitos para Deus e não para nós. O primeiro passo em direção à cura é reconhecer o amor desordenado por si mesmo, a partir deste momento se pode buscar a mudança de comportamento.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">No caso do homossexual, existe uma barreira em aceitar a mudança, já que o desejo sexual(<em>baseado no instinto</em>) tende a obscurecer os sentimentos morais geralmente mais fracos que, entretanto, não podem ser totalmente sufocados. “<em>Na verdade, o argumento melhor e mais decisivo para um homossexual usar contra a condescendência com suas fantasias é seu mais intimo sentimento com relação ao que é puro e ao que é impuro. Como, porém,trazer isso à luz clara da consciência? Pela sinceridade consigo mesmo e pela reflexão serena, aprendendo a ouvir a consciência e aprendendo a não ouvir em seu íntimo argumento deste teor: <strong>Por que não?</strong> ou <strong>Não posso deixar de satisfazer essas exigência</strong>[...] </em>” Reserve algum tempo, algumas semanas, para esse processo de aprender a ouvir.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">É muito importante que todo católico que sinta atração pelo mesmo sexo saiba que há esperança e que pode encontrar ajuda. São componentes essenciais dessa ajuda os grupos de apoio, os terapeutas e os conselheiros espirituais que aderem inequivocadamente aos ensinamentos da Igreja, ou que pelo menos tratam o ser humano e a sua saúde tendo muito presente a lei natural. Para melhor combater este comportamento desordenado, indicamos um bom sacerdote, de conduta ilibada e fiel a doutrina da Igreja, para que possa lhe acompanhar e lhe direcionar da melhor forma possível, como também, realizar uma boa confissão, jejuar, orar e buscar diariamente os sacramentos da Igreja – os sacramentos destinam-se à santificação dos homens, à edificação do corpo de Cristo e ainda ao culto a ser prestado a Deus; (CIC. 1123)</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong><em>d) Para minha consciência, sexo de qualquer forma havendo consentimento, é bom, agradável, bonito e saudável[...]</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Concordo que o sexo seja bom, agradável, bonito e saudável, já que tudo que Deus faz é perfeito. No entanto, a pratica homossexual não é agradável porque a penetração causa desconforto físico, já que musculatura na entrada do reto, chamada de esfíncter anal, não se auto lubrifica, como a da vagina, tornando a penetração desconfortável, não é bonito porque é uma grosseiríssima caricatura do ato conjugal, não é bom porque sempre que se viola a ordem moral natural estabelecida por Deus, comete-se um pecado ofendendo a Deus.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Quanto à questão do consentimento, é notório que a causa direta dos atos de homossexualidade é a livre vontade humana. Nesse sentido, é correto dizer que o homossexualismo é uma “opção”. Uma opção má, mas uma opção. O homossexual é alguém que, como todas as pessoas humanas, foi chamado a fazer a opção pela castidade. Lamentavelmente, optou pelo vício oposto, a luxúria. E entre as espécies de luxúria, escolheu uma que contraria não apenas a reta razão, mas a própria natureza.O vício contra a natureza,  tem uma gravidade especial em relação às outras espécies de luxúria. Estas só contrariam o que é determinado pela reta razão, pressupondo, porém, os princípios naturais. Pois o adultério, a fornicação e o incesto, por abomináveis que sejam, são praticados entre um homem e uma mulher, de um modo conforme a natureza, embora contrário à reta razão. O homossexualismo, porém, corrompe a própria natureza do ato. E como os princípios da razão fundam-se sobre os princípios da natureza, a corrupção da natureza é a pior de todas as corrupções. Donde se conclui que o vício contra a natureza (<em>que inclui o homossexualismo</em>) tem maior gravidade entre as espécies de luxúria.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">3.<strong><em> Esta implícito para mim, não ser pecado olhar pela internet homens nus[...] além de se para mim uma necessidade.</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">a) <strong><em>Esta implícito para mim, não ser pecado olhar pela internet homens nus&#8230;</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Fraterno irmão, “<em>O pecado é, portanto, amor de si mesmo até o desprezo de Deus</em>” (S. Agostinho, De Civ. Dei, 14,28), Precisamente por querer ser como Deus, desejando definir o que é o bem e o que é o mal, sem ter que pedir normas ao Senhor, desprezando-o, que o homem foi tomado pela soberba vindo a perder a justiça original. Portanto, não cabe a nós seres humanos julgar o que seja pecado ou não. Em hipótese alguma podemos &#8220;moldar&#8221; Deus ao nosso gosto. Mas sim, nós nos moldarmos conforme a vontade Dele.  Pois o Deus é Ele, ele é perfeito e não nós. Neste caso, devemos obedecê-lo, e seguir suas leis.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'trebuchet ms', geneva; font-size: small;">Por mais que você ache implícito não ser pecado a pratica da união carnal entre pessoas do mesmo sexo e etc – continuara sendo pecado, não cabe a nós seres humanos julgar o que seja pecado ou não; Relembrando ainda que a lei moral estabelecida por Deus é superior ao homem, que não pode nem ignorá-la nem mudá-la – <em> conforme descrito pro você mesmo, em seu questionamento</em>, <em>existe um abono de culpa presente em sua consciência</em> que parece sinalizar algo de errado. Não acolha este sentimento como mero senso de culpa, porém, com temor a Deus, levando-o a um profundo arrependimento e posteriormente a busca diária de conversão.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;"><strong><em>b)[...]além de ser para mim uma necessidade</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Como visto em (<strong><em>2.b</em></strong>), a prática homossexual se torna viciosa, causando dependência no homossexual. Para isso é necessário a castidade, já que comporta uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara, ou o homem comanda as suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. (Eclo 1,22) A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por uma convicção pessoal e não por força de um instinto interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, liberto de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem e procura os meios aptos como diligente aplicação.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">4. <strong><em>Algo bom de Deus esta agindo em mim?</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Você tem o bem da existência, que é concedida por Deus e não destrói a liberdade; de maneira que, infelizmente, o homem pode contrariá-la e perder-se eternamente. A providência divina abarca duas coisas: a <em>conservação das criaturas</em> e o <em>governo delas</em>. Deus conserva as criaturas, fazendo com que permaneça no ser. Como <em>necessitam de Deus para sair do nada,</em> assim necessitam d’Ele para se manter e não caírem no nada. Com outras palavras, as criaturas não podem continuar a existir &lt;&lt;<em>por seu próprio impulso</em>&gt;&gt;, porque, nesse caso, seriam independentes de Deus, existiriam por si mesmas, o que é impossível nos seres contingentes. Logo, a existência é um bem concedido ao homem, independente se o mesmo faz mau uso para pecar. Deus é suficientemente sábio para extrair bem mesmo do abuso de nossa liberdade. Deus não permite o mal – diz Santo Agostinho – se dele não pudesse tirar alguns bens. A liturgia entoa no Sábado Santo, as seguintes palavras, referentes ao pecado de Adão: “<em>Oh feliz culpa, que nos mereceu tão grande e excelente Redentor!</em>”</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Que você possa aproveitar o bem da existência e glorificar a Deus, como também, buscar sua salvação para que não venha a cair na condenação eterna. Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna. A graça é uma participação na vida divina; introduz-nos na intimidade da vida trinitária. Pelo Batismo, o cristão tem parte na graça de Cristo, cabeça da Igreja. Como &#8220;filho adotivo&#8221;, pode doravante chamar a Deus de &#8220;Pai&#8221;, em união com o Filho único. Recebe a vida do Espírito, que nele infunde a caridade e forma a Igreja. A graça de Cristo é o dom gratuito que Deus nos faz de sua vida infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-la do pecado e santificá-la; trata-se da graça santificante ou deificante, recebida no Batismo. Em nós, ela é a fonte da obra santificadora: Se alguém está em Cristo, é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez uma realidade nova. Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo (2Cor 5,17-18).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Porém, ainda temos a possibilidade de pecar gravemente e sermos privado da graça santificante. O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus(<em>através de uma boa confissão</em>), causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.(CIC §1861)</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">“<em>Tudo posso naquele que me fortalece</em>”(Filipenses 4:13). Que nosso Senhor Jesus Cristo, lhe fortaleça para enfrentar situações que a vida traz, especificamente no sentido de necessidades pessoais.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Rezarei por você, e rogarei a Santa Virgem Mãe que lhe auxilie nos momentos de dificuldades e tentações. Não tenhas medo!</span></p> <address><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva; color: #003366;">In corde Iesu et Mariae,</span></address> <address><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva; color: #003366;">Mendes Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus</span></address><p><span style="font-size: small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Bibliografia</span></p><ol><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Persona humana, 29 de dezembro de 1975, n. 8.</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Catecismo da Igreja Católica, n. 2357.</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Ibid., n. 2358</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Ibid., n. 2359</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Ibid., n. 2358</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Ibid., n. 2396</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Ibid., n. 2357</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">J.M VAN DEN AARDWEG, Gerard. <strong>A Batalha pela Normalidade Sexual.</strong>Aparecida: Editora Santuário, 2008. p. 84 .</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Ibid., p. 75.</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Ibid., p. 57-59.</span></li><li><span style="font-size: x-small; font-family: 'trebuchet ms', geneva;">Ibid., p. 84.</span></li></ol> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-pede-ajuda-referente-as-praticas-homossexuais/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Leitor pergunta o que é blasfêmia contra o Espirito Santo?</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-pergunta-o-que-e-blasfemia-contra-o-espirito-santo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=leitor-pergunta-o-que-e-blasfemia-contra-o-espirito-santo</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-pergunta-o-que-e-blasfemia-contra-o-espirito-santo/#comments</comments> <pubDate>Wed, 16 Nov 2011 11:51:53 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=7260</guid> <description><![CDATA[Enviado por J. C. de Paula Email : juli(xxxx)@hotmail.comReligião: Católica Apostólica Romana Estado: MG –... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-pergunta-o-que-e-blasfemia-contra-o-espirito-santo/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Enviado por J. C. de Paula </span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Email : juli(xxxx)@hotmail.com</span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Religião: Católica Apostólica Romana </span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Estado: MG – Minas Gerais</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><div style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Corpo da mensagem:</span></strong></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"><br /></span></strong></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O que é a blasfêmia contra o Espirito Santo? Por favor eu peço mais orientações sobre isto. Realmente é o único pecado que não tem perdão? Como posso saber se blasfemei contra o Espirito Santo e que não obterei perdão? Desde já agradeço.</span></div><p style="text-align: center;" dir="ltr">&nbsp;</p><p style="text-align: center;" dir="ltr"><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">REPOSTA</span></strong></span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Desde o início até a consumação do tempo, quando Deus envia seu Filho, envia sempre seu Espírito: a missão dos dois é conjunta e inseparável.” – Catecismo da Igreja Católica, §743</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Júlio ficamos muito felizes com a confiança depositada no apostolado, desde já pedimos que juntamente possamos vir a proclamar as Verdades da Fé Católica e, para isso, pretendemos ajudá-lo com sua dúvida e assim estimulá-lo a também ser um multiplicador de nossa fé.</span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1 A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO E SUAS CONSEQUÊNCIAS</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Na primeira frase acima, do Catecismo, vemos a unidade que está consumada desde todo o tempo na Santíssima Trindade, não há a possibilidade então de separar um do outro e assim sendo na há possibilidade de negar um sem negar o outro. No diálogo que encontramos no Santo Evangelho de São Mateus vemos o que o próprio Cristo nos diz a respeito:</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO não será perdoada. Se alguém disser uma palavra contra o Filho do Homem (JESUS CRISTO) lhe será perdoado, porém se disser contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste mundo e nem no futuro”. (Mt 12, 31-32)</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Neste diálogo levam um endemoninhado até Jesus e os fariseus o acusam de expulsar os demônios em nome do próprio Satanás. Na explicação que se segue posteriormente há todo o sentido do que significa esta correlação entre o conhecimento adquirido – em relação ao pecado contra o Espírito Santo – com a renúncia do mesmo, Jesus explica e ensina o que antes os fariseus não entendiam e/ou também não conheciam. Claro que Ele poderia ter feito isso em relação à Ele mesmo, sendo totalmente homem e totalmente Deus, porém isso traria um entendimento, por assim dizer, limitado acerca do que realmente significa a Santíssima Trindade na Pessoa do Espírito Santo, então Jesus diferencia as palavras contra o Filho do Homem (sendo homem, e por assim dizer, “limitado”) das palavras contra o Filho do Homem no Espírito Santo, pois nisso haveria consequências desastrosas acerca da fé: “O que está em Deus, ninguém o conhece senão o Espírito de Deus” (Cor 2,11). Nisto vemos as consequências acerca do conhecimento de Deus e todas suas Verdades, vamos então as explicações detalhadas a respeito e aquilo que os Doutores da Igreja e a Mãe Igreja nos ensina.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Como vimos acima naquilo que Jesus explica aos fariseus, o conhecimento do que se faz e de como se faz é a diferença entre o perdoável e o não perdoável quando refere-se ao Espírito Santo de Nosso Senhor, vejamos então o que é esse conhecimento e o porque de sua importância:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">SANTO AGOSTINHO E O LIVRE ARBÍTRIO</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Santo Agostinho nos ensina a importância da Boa Vontade para o alcance do conhecimento que é a sabedoria: </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Portanto, penso que agora já vês: depende de nossa vontade gozarmos ou sermos privados de tão grande e verdadeiro bem. Com efeito, haveria alguma coisa (p.56) que dependa mais de nossa vontade do que a própria vontade? 28 Ora, quem quer que seja que tenha esta boa vontade, possui certamente um tesouro bem mais preferível do que os reinos da terra e todos os prazeres do corpo. E ao contrário, a quem não a possui, falta-lhe, sem dúvida, algo que ultrapassa em excelência todos os bens que escapam a nosso poder. Bens esses que, se escapam a nosso poder, ela, a vontade sozinha, traria por si mesma. Por certo, um homem não se considerará muito infeliz se vier a perder sua boa reputação, riquezas consideráveis ou bens corporais de toda espécie? Mas não o julgarás, antes, muito mais infeliz, caso tendo em abundância todos esses bens, venha ele a se apegar demasiadamente a tudo isso, coisas essas que podem ser perdidas bem facilmente e que não são conquistadas quando se quer? Ao passo que, sendo privado da boa vontade – bem incomparavelmente superior -, para reaver tão grande bem, a única exigência é que o queira! – Santo Agostinho, Livre Arbítrio, Livro I §26</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Essa Boa Vontade a que se refere Santo Agostinho é a mesma que faltava aos fariseus naquele diálogo, pois estavam mais interessados em acusar Cristo, em cima disso então Jesus os ensina para que essa Boa Vontade possa ser liberada em seus corações, posto que ainda não a conheciam de fato. Muitos dos que conhecemos hoje ainda encontram-se como aqueles fariseus e por isso continuam a blasfemar contra o Espírito Santo. Esta Boa vontade e por conseguinte o conhecimento da Sabedoria nos dá o real entendimento acerca do que conhecemos como Livre-Arbítrio que nos concede a possibilidade (e não o Direito) de escolhermos entre fazer o bem e fazer o mal, entre a aceitação ou a renúncia, premissa essa que provém do próprio Deus, como continua a nos ensinar Santo Agostinho:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Assim, quando Deus castiga o pecador, o que te parece que ele diz senão estas palavras: “Eu te castigo porque não usaste de tua vontade livre para aquilo a que eu a concedi a ti”? Isto é, para agires com retidão. Por outro lado, se o homem carecesse do livre-arbítrio da vontade, como poderia existir esse bem, que consiste em manifestar a justiça, condenando os pecados e premiando as boas ações? Visto que a conduta desse homem não seria pecado nem boa ação, caso não fosse voluntária. Igualmente o castigo, como a recompensa, seria injusto, se o homem não fosse dotado de vontade livre. Ora, era preciso que a justiça estivesse presente no castigo e na recompensa, porque aí está um dos bens cuja fonte é Deus. Conclusão, era necessário que Deus desse ao homem vontade livre. – Santo Agostinho – Livre Arbítrio, Livro II §3</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Com essa vontade Livre e com o conhecimento adquirido pela explicação recebida de Nosso Senhor os fariseus agora poderiam de fato serem julgados por seus atos e palavras contra o Espírito Santo. Por isso Jesus somente no final coloca a consequência acaso isso viesse a se tornar realidade no coração daqueles homens.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Vemos nisso então que a gravidade resume-se no seguinte: Seremos julgados por aquilo que conhecemos!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Santo Tomás de Aquino também nos fala a respeito da Boa Vontade e sua inclinação ao mal, veja:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">a) Às vezes por defeito da razão, como aquele que peca por “ignorância”; </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">b) Às vezes por impulso do apetite sensitivo, como aquele que peca por “paixão”;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Porém, há de fazermos aqui algumas considerações. A Igreja nos ensina que as transgressões chamadas de Pecados contra o ESPÍRITO SANTO, são aquelas cometidas por “pura malícia”, que ofende e repugna a bondade Divina que se atribui ao ESPÍRITO DO SENHOR. Portanto nenhum destes dois casos significa pecar por “pura malícia”. Alguém só peca por “pura malícia” quando a própria vontade, consciente e com pleno raciocínio se volta para o mal. Então, conforme define o Catecismo da Igreja Católica, os Pecados contra o ESPÍRITO SANTO “são aqueles cometidos por Pura Malícia”, não simplesmente por “ignorância” e “paixão”. Vamos a uma explicação um pouco melhor acerca disto.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Quem peca por ignorância ignora, embora culposamente, ser mal aquilo que faz. Quem peca por paixão, sabe perfeitamente que aquilo que está fazendo é mau, mas não se apercebe momentaneamente da malícia do pecado, ofuscada pelo ímpeto culposo da paixão. Quem peca por opção ou malícia, nem ignora nem deixa de ter consciência de que é mau aquilo que está fazendo. Peca por cálculo, com premeditação e pleno conhecimento de causa, perseguindo o prazer do pecado, não por ter sido vencido pela tentação, mas porque o escolheu. A esta malícia a que nos referimos São Tomás escreveu em latim “certa malitia” que o Catecismo Oficial traduziu por “pura malícia”. O sentido da palavra “certa” indica aquilo que está perfeitamente decidido,  resolvido e determinado no espírito de uma pessoa. Assim sendo, o Pecado cometido com “certa malitia” não é um pecado cometido por fraqueza, ignorância ou paixão, mas é um pecado cometido com plena e total adesão da vontade da pessoa, que lucidamente se inclina para o mal.</span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Após esta explicação podemos entrar agora nos pecados específicos ao Espírito Santo de Deus.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">O pecado contra o Espírito Santo consiste na rejeição da graça de Deus; é a recusa da salvação. Implica numa rejeição completa à ação, ao convite e à advertência do Espírito Santo. </span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">1º &#8211; Desesperar da salvação: quando a pessoa perde as esperanças na salvação, achando que sua vida já está perdida e que ela se encontra condenada antes mesmo do Juízo. Julga que a misericórdia divina é pequena. Não crê no poder e na justiça de Deus.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">2º &#8211; Presunção de salvação, ou seja, a pessoa cultiva em sua alma uma idéia de perfeição que implica num sentimento de </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">orgulho. Ela se considera salva, pelo que já fez. Somente Deus sabe se aquilo que fizemos merece o prêmio da salvação ou não. A nossa salvação pode ser perdida, até o último momento da nossa vida, e Deus é o nosso Juiz Eterno. Devemos crer na misericórdia divina, mas não podemos usurpar o atributo divino inalienável do Juízo.</span><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> O simples fato de já se considerar eleito é uma atitude que indica a debilidade da virtude da humildade diante de Deus. Devemos ter a convicção moral de que estamos certos em nossas ações, mas não podemos dizer que aos olhos de Deus já estamos definitivamente salvos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Os calvinistas, por exemplo, afirmam a eleição definitiva do fiel, por decreto eterno e imutável de Deus.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">A Igreja Católica ensina que, normalmente, os homens nada sabem sobre o seu destino, exceto se houver uma revelação privada, aceita pelo sagrado magistério. Por essa razão, os homens não podem se considerar salvos antes do Juízo.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">3º &#8211; Negar a verdade conhecida como tal pelo magistério da Santa Igreja, ou seja , quando a pessoa não aceita as verdades de fé (dogmas de fé), mesmo após exaustiva explicação doutrinária. É o caso dos hereges.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Considera o seu entendimento pessoal superior ao da Igreja e ao ensinamento do Espírito Santo que auxilia o sagrado magistério. </span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">4º &#8211; Inveja da graça que Deus dá aos outros. A inveja é um sentimento que consiste em irritar-se porque o outro conseguiu algo de bom. Mesmo que você possua aquilo ou possa ganhar um dia. É o ato de não querer o bem do semelhante. Se eu invejo a graça que Deus dá a alguém, estou dizendo que aquela pessoa não merece tal graça, me tornando assim o juiz do mundo. Estou me voltando contra a vontade divina imposta no governo do mundo. Estou me voltando contra a Lei do Amor ao próximo. Não devemos invejar um bem conquistado por alguém. Se este bem é fruto de trabalho honrado e perseverante, é vontade de Deus que a pessoa desfrute daquela graça.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">5º &#8211; A obstinação no pecado é a vontade firme de permanecer no erro mesmo após a ação de convencimento do Espírito Santo. É não aceitar a ética cristã. Você cria o seu critério de julgamento ético. Ou simplesmente não adota ética nenhuma e assim se aparta da vontade de Deus e rejeita a Salvação.</span></p><p><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;"> 6º &#8211; A Impenitência final é o resultado de toda uma vida de rejeição a Deus: o indivíduo persiste no erro até o final, recusando arrepender-se e penitenciar-se, recusa a salvação até o fim. Consagra-se ao Adversário de Cristo. Nem mesmo na hora da morte tenta se aproximar do Pai, manifestando humildade e compaixão. Não se abre ao convite do Espírito Santo definitivamente.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">E para finalizar o Catecismo da Igreja Católica no §688 ainda nos exorta:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“A igreja, comunhão viva na fé dos apóstolos, que ela transmite, é o lugar de nosso conhecimento do Espírito Santo (portanto, negar o Espírito Santo é negá-lo):</span></p><p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">- nas Escrituras que Ele inspirou;</span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">- na Tradição, da qual os Padres da Igreja são as testemunhas sempre atuais;</span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">- na Liturgia Sacramental, por meio de suas palavras e de seus símbolos, na qual o Espírito Santo nos coloca em Comunhão com Cristo;</span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">- na oração, na qual Ele intercede por nós;</span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">- nos carismas e nos ministérios, pelos quais a Igreja é edificada;</span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">- nos sinais de vida apostólica e missionária;</span><br /><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">- no testemunho dos santos, no qual ele manifesta sua santidade e contínua obra de salvação;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Vê-se então todos os pressupostos para O PECADO IMPERDOÁVEL contra o Espíritos Santo, com esta elucidação basta então a sugestão para que você possa fazer uma profunda reflexão em cima de tudo que aqui foi exposto e possa com isso colocar em prática o que Santo Tomás de Aquino nos ensinará a seguir: </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">“Três coisas são necessárias para a salvação do homem: saber o que deve crer, saber o que deve desejar, saber o que deve fazer.”</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Agora você sabe no que deve crer, o que deve desejar e também o que deve fazer.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">Que a Paz de Nosso Senhor sempre vos acompanhe e que a Santíssima Virgem Maria sempre encontre espaço em vosso coração!</span></p> <address><span style="color: #003366; font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva;">In corde Iesu et Mariae,</span></address> <address style="text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: trebuchet ms,geneva; color: #003366;">Ivanildo Oliveira Maciel Junior – Apostolado Spiritus Paraclitus</span></address> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-pergunta-o-que-e-blasfemia-contra-o-espirito-santo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Leitor diz que cientista ateu contesta as vias da existência de Deus segundo São Tomas de Aquino</title><link>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-diz-que-cientista-ateu-contesta-as-vias-da-existencia-de-deus-segundo-sao-tomas-de-aquino/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=leitor-diz-que-cientista-ateu-contesta-as-vias-da-existencia-de-deus-segundo-sao-tomas-de-aquino</link> <comments>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-diz-que-cientista-ateu-contesta-as-vias-da-existencia-de-deus-segundo-sao-tomas-de-aquino/#comments</comments> <pubDate>Tue, 04 Oct 2011 19:09:37 +0000</pubDate> <dc:creator>Apostolado Spiritus Paraclitus</dc:creator> <category><![CDATA[Cartas do Leitor]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.paraclitus.com.br/?p=6038</guid> <description><![CDATA[PERGUNTA Enviado por: L. S. Local: BA – Bahia Religião: Católica Minha dúvida é em... <a class="meta-more" href="http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-diz-que-cientista-ateu-contesta-as-vias-da-existencia-de-deus-segundo-sao-tomas-de-aquino/">Leia Mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="color: #003366; font-size: medium; font-family: 'andale mono', times;"><strong>PERGUNTA</strong></span></em></p> <address><span style="font-family: 'andale mono', times; font-size: medium;"><strong><span style="color: #003366;">Enviado por:</span></strong> L. S<span style="color: #003366;">.</span></span></address> <address><span style="font-family: 'andale mono', times; font-size: medium;"><span style="color: #003366;"><strong>Local:</strong></span> BA – Bahia</span></address> <address><span style="color: #003366; font-size: medium;"><span style="font-family: 'andale mono', times;"><strong>Religião</strong></span></span><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: 'andale mono', times;"><strong>:</strong> </span><span style="font-family: 'andale mono', times;">Católica</span></span></address><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;">Minha dúvida é em relação as ”5 vias” de são tomás… &#8211; Um físico ateu falando sobre as vias, afirma: ”…existem uma serie de ocorrências fisicas que são eventos sem causa..exemplos: decaimento radioativo e emissão de luz por atomos excitados..” ou seja, isso iria contra os principais argumentos: ”do nada, nada se cria”, ” causa= efeito”, ”primeiro motor”…mas sabemos que ciência e fé não podem se contradizer. Como entender então esses eventos citados pelo físico?</span></p><p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;">_ _ _ _ </span></span></p><p><span style="font-family: 'andale mono', times;"><em><span style="color: #003366; font-size: medium;"><strong>REPOSTA</strong></span></em></span></p><p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;">Boa Tarde L. S. , Salve Maria !!!</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">&#8220;Ninguém afirma: `Deus não existe&#8217; sem antes ter desejado que Ele não exista&#8221;, é bem parecido a um devedor insolente querendo que seu credor não exista. Da mesma forma o pecador que não quer deixar seu pecado, passa desta forma a negar existência de Deus.</span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por isso, quando se dá as provas da existência de Deus para alguém, não se deve esquecer que a maior força a vencer não é a dos argumentos dos ateus, e sim o desejo deles de que Deus não exista. Não adiantará dar provas a quem não quer aceitar, mesmo que seja clara como a luz. Em todo caso, as provas de  São Tomás a respeito da existência de Deus têm grande brilho que convence a qualquer um que tenha um mínimo de bom senso e retidão intelectual.</span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Segundo o que escreve</span><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">u, parece ter um cientista dito existir uma série de ocorrências físicas que são eventos sem causa. Darei um exemplo que poderá desmascarar muito bem a falácia do referido “cientista”. Uma das questões muito bem utilizadas por cientistas ateus é referente à lei da termodinâmica.</span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;"><strong>PROBLEMA:</strong> De acordo com a Primeira Lei da Termodinâmica: &#8220;a energia não pode ser criada,nem destruída&#8221;. Sendo assim, então, o universo é eterno, já que ele é feito de energia, que é indestrutível. Entretanto, a Bíblia indica que o universo teve um &#8220;princípio&#8221; e que não existia antes de Deus o ter criado (Gn 1:1). Não é isto uma contradição entre a Bíblia e a ciência, como também, uma contradição entre as cinco provas da existência de Deus segundo São Tomas de Aquino, já que a energia não teria uma causa?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;"><strong>SOLUÇÃO:</strong> Na realidade não há contradição alguma, apenas opiniões errôneas visando persuadir pessoas a cair no erro interpretando fatos de maneira totalmente equivocadas. A evidência dos fatos indica que o universo não é eterno, mas que realmente teve um princípio, tal como a Bíblia diz. Algumas observações são relevantes para entendermos esta questão.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;">Em primeiro lugar, a Primeira Lei da Termodinâmica, com freqüência, é incorretamente enunciada com a expressão: &#8220;a energia não pode ser criada&#8221;. Entretanto, a ciência baseia-se na observação, e afirmações como esta &#8211; que diz que a energia não pode ser criada &#8211; não se baseiam na observação (como qualquer afirmação que use &#8220;pode&#8221; ou &#8220;não pode&#8221;), mas são afirmações dogmáticas. A Primeira Lei da Termodinâmica deveria ser corretamente enunciada da seguinte maneira: &#8220;[Até o ponto em que se pode observar] o total de energia presente no universo permanece constante&#8221;. Ou seja, pelo que se sabe, a quantidade total de energia presente no universo não está diminuindo nem aumentando. Posto desta forma, a Primeira Lei não faz referência alguma quanto à origem da energia nem quanto ao tempo em que ela está presente no universo. Assim, ela não contradiz a declaração de Gênesis de que Deus criou o universo Em segundo lugar, outra lei científica perfeitamente aceita é a Segunda Lei da Termodinâmica. Ela afirma que &#8220;o total da energia utilizável no universo está diminuindo&#8221;. De acordo com esta lei, o universo está decaindo. Sua energia está sendo transformada em calor, que não é utilizável. Sendo assim, o universo não é eterno, porque, se o fosse, a sua energia utilizável já se teria esgotado há muito tempo. Ou, em outras palavras, se o universo está se desfazendo (tendo a sua energia degradada), então houve um tempo em que toda a energia foi feita. Se houvesse uma quantidade infinita de energia, ela não estaria decaindo no universo. Portanto, o universo teve um princípio, tal como Gênesis 1:1 diz.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;">Com o exemplo descrito se tem uma noção de como certos enunciados baseados na observação científica são distorcidos por alguns cientistas e ateus para favorecer a sua visão materialista. Portanto, o que o suposto “cientista” devia dizer, é: “<em>Não é que o fenômeno não possui causa, e sim que a causa do mesmo ainda não pode ser explicada de forma devida</em>”. Sendo assim, nenhuma destas falsas afirmações(<em>mentiras</em>) poria em dúvida ao que diz a Sagrada Escritura, como também, uma das cinco vias da existência de Deus segundo São Tomas de Aquino.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;">Indico a leitura do livro: Física do Cristianismo. UM FÍSICO DE RENOME DEMONSTRA QUE AS CRENÇAS FUNDAMENTAIS DO CRISTIANISMO SÃO TOTALMENTE CONSISTENTES COM AS LEIS DA FÍSICA.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;"> </span></p> <address><span style="color: #003366; font-size: small; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">In corde Iesu et Mariae,</span></address> <address><span style="color: #003366; font-size: small; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Mendes Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus</span></address> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.paraclitus.com.br/2011/xespaco-do-leitor/cartas-do-leitor/leitor-diz-que-cientista-ateu-contesta-as-vias-da-existencia-de-deus-segundo-sao-tomas-de-aquino/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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