A PJ ainda é católica? Sobre o relativismo religioso e as ideologias na Pastoral da Juventude

213

 

enpjEntre os dias 07 e 14 de janeiro, em Rio Branco (AC), ocorreu o 12º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude.

Para ter uma ideia de como foi o encontro, basta ver as fotos e vídeos publicados no Facebook da Pastoral da Juventude Nacional – celebrações “ecumênicas” (onde não se distinguia padres e leigos, católicos e não católicos), participação de lideranças indígenas e de umbanda, muitas camisetas de todos os tipos (inclusive a onipresente camiseta vermelha com a imagem de Ernesto “Che” Guevara) e, nos posts, narrativas que incluíam a denominação gramaticalmente (mas não ideologicamente) neutra “xs delegadxs” (ao invés do que seria gramaticalmente correto na Língua Portuguesa – “os delegados”).

Pelo que se vê dos posts, havia de tudo no 12º ENPJ – menos fé católica, doutrina católica, liturgia católica. Mas, por incrível que pareça, a Pastoral da Juventude é (ou deveria ser) uma pastoral vinculada à Igreja Católica.

Comecemos pelo lema do 12º ENPJ: “Txai: da seiva da vida, a Festa do Bem Viver”. A palavra txai faz parte do vocabulário de uma tribo indígena de uma região do Acre. Segundo o cantor e compositor Milton Nascimento, que já a utilizou em uma composição sua, significa: “mais que amigo, mais que irmão, a metade de mim que está em você, a metade de você que está em mim”.

Algum problema em utilizar um termo regional ou mesmo indígena no lema de um encontro de uma pastoral católica? Nenhum. Se o termo fosse colocado em um contexto católico – por exemplo: “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Mas… Qual foi o contexto católico do 12º Encontro da Pastoral da Juventude? A julgar pelas fotos, eventos, declarações da própria PJ Nacional… nenhum!

O que havia, então, no 12º ENPJ? Em primeiro lugar, muito conteúdo ideológico. Na procissão de entrada de uma Missa que foi celebrada no encontro, os cartazes pareciam mais adequados a um protesto ou a um comício político-partidário do que à identificação de grupos de jovens católicos.

Falou-se de feminismo, da causa negra e do racismo (dos brancos), da causa indígena, de opressores e oprimidos (sempre o velho discurso que já cheira a podre há muito tempo) e, a julgar pelo conteúdo disponível no Facebook da PJ Nacional, até o uso culto da Língua Portuguesa foi considerado politicamente incorreto.

E, como tom predominante (assim me pareceu) do encontro, havia muito indiferentismo religioso e relativismo. Se não foi assim, o que fazia uma líder de umbanda (vide foto que ilustra o texto) em um encontro de jovens católicos, proclamando em alto e bom som que o Criador da Terra foi… Oxalá?! Como cristãos católicos sabemos que: 1) não há ecumenismo com religiões não-cristãs, mas, no máximo, diálogo; 2) respeito à liberdade religiosa não significa dizer que todas as religiões são boas (vide Caritas In Veritate, 55, encíclica do Papa Bento XVI); 3) Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade que se fez Homem, não é, nunca foi e jamais será o orixá que os umbandistas conhecem por Oxalá; 4) não existe qualquer equivalência entre orixás, que são supostas entidades da natureza, e Nosso Senhor Jesus Cristo, Nossa Senhora ou qualquer dos santos católicos; 5) a verdade foi revelada por Jesus Cristo e guardada e transmitida pela Igreja que Ele fundou, que é a Igreja Católica, enquanto a umbanda é uma seita fundada por Zélio de Moraes, no Brasil, em 1908, misturando elementos espíritas, indígenas e do candomblé, não sendo nem mesmo uma religião africana legítima – dizer qualquer coisa diferente disto, principalmente dentro de uma pastoral católica é ser relativista e indiferentista e não professar a fé revelada por Nosso Senhor, transmitida pelo Apóstolos e guardada com fidelidade pela Igreja Católica desde há 2 mil anos.

Nos comentários dos posts sobre o encontro, no Facebook da PJ Nacional, as poucas críticas eram rechaçadas como se a doutrina católica fosse algo pertencente ao passado, a um passado morto e enterrado, associado com a opressão e, não raras vezes, com ódio e intolerância.

Fica mais do que evidente, como demonstram as fotos e vídeos do 12º ENPJ no Facebook da PJ Nacional, que a Pastoral da Juventude já não é mais uma pastoral católica. Tornou-se um braço ideológico da esquerda dentro da Igreja Católico, um espaço de manipulação ideológica dos jovens, algo mais semelhante ao segmento de um partido político do que a uma pastoral.

A PJ não é mais católica. E não há mais solução para ela… Quando se chega a esse estado de coisas, quando uma pastoral já não reconhece minimamente a Igreja da qual, em teoria, faz parte, então o único remédio é o mais doloroso: a Igreja Católica no Brasil deveria extinguir a PJ como pastoral dirigida aos jovens e buscar outros meios para evangelizar e formar a juventude católica brasileira, com mais fé católica verdadeira e bem longe das ideologias.

Se você é contra a infiltração de ideologias nas pastorais católicas, apoie a petição que pede o fim do socialismo na PJ. Acesse o link abaixo, assine a petição online e compartilhe com os seus amigos:

http://www.citizengo.org/pt-br/144469-intervencao-do-cardeal-dom-sergio-pelo-fim-do-socialismo-na-pj